ISTO INCOMODA OU ACOMODA AS PESSOAS QUE FAZEM SEM PERCEBER

Vou elencar aqui alguns fatos que incomodam muitas pessoas, e para que todos possam pensar a respeito e avaliar se é correto ou não.
É um absurdo o que presenciamos de pessoas nas filas aguardando atendimento, e vou me restringir apenas onde fazemos coisas do dia a dia e que tomam muito tempo de nossas vidas.
Depois que inventaram o rolo de senhas, em todos os lugares que entramos, precisamos pegar um numero e aguardar:

Farmácias: Na chegada pegamos uma senha para o atendimento, e após efetuarmos as compras mais uma fila no caixa para pagarmos a conta.

Supermercados: Se for comprar carnes pegar uma senha, se for comprar frios pegar outra senha, quando finalizamos a compra, ai vem o castigo maior ficar numa fila enorme para passar as comprar e pagarmos por ela. Isto sem contar o tempo que você perde no estacionamento para localizar uma vaga.

Lotéricas: O lugar que sempre fomos para fazer uma aposta neste ou naquele concurso, comprar um bilhete, raspadinhas mil, e tantos outros, agora tem filas prolongadas por causa dos pagamentos que os bancos que deveriam fazer e não o fazem.

Agências bancárias: Além de pagarmos uma taxa mensal, e deixarmos lá o nosso dinheiro que provocam lucros altíssimos, ainda temos que preencher o depósito, e ainda colocam limites de valor para depositar em cheques, ainda temos que ficar na fila para fazer o depósito no caixa automático. Se quiser sacar precisa ficar em outra fila no caixa de saque, e se por ventura quiser cheques vá para outra fila no caixa de cheques.
Se precisar fazer algo dentro da agência, precisa se desvencilhar dos funcionários que os bancos colocam para barrar sua entrada, muito bem conseguiu passar essa fase, ai vem o próximo problema conseguir que a porta automática (que já esta extinta) o libere para entrar não sem antes tirar tudo que tem em bolsos, bolsas, e tudo mais e colocar no reservado e guardar tudo novamente quando estiver no lado interno. Pensa que acabou, agora vá aguardar a chamada com a senha que a funcionária que tentou te barrar, deu após suas explicações.

Até quando vamos aguentar tudo isto, não dão o atendimento adequado, e pagamos ou fazemos o trabalho que eles estabelecimentos estão lucrando e muito pior que isto, não gerando empregos para que pudessem prestar o atendimento correto.

Gente: Vamos cuidar da nossa gente.
Gilberto Urano Alves
07/10/2012 - 03h00

Trânsito incomoda mais paulistano rico



Os ricos perderam a paciência com o trânsito de São Paulo. Segundo a pesquisa Datafolha, para 22% dos paulistanos com renda familiar mensal maior do que dez salários mínimos (R$ 6.222), o trânsito é o principal problema da cidade.
A questão da mobilidade (às vezes, imobilidade) urbana tornou-se queixa mais frequente entre os mais ricos do que o problema da segurança, violência e criminalidade, que apareceu em 17% das entrevistas do Datafolha.

Ou também do que a buraqueira de ruas e calçadas, mencionada por 19% (os dois problemas são os recordistas de reclamações dos paulistanos em geral).
Na média da população, o trânsito é a terceira principal reclamação dos paulistanos, tendo aparecido em 12% das respostas à pergunta "Qual é o principal problema das ruas próximas da sua casa?"
CARRO DEMAIS
Calcula-se que hoje a cidade de São Paulo tenha cerca de 7 milhões de carros, para uma população de 11 milhões de habitantes. Dá um carro para cada 1,57 habitante.
O Datafolha constatou que, entre 2008 e 2012, aumentou o uso do carro para ir e voltar do trabalho (foi de 14% em 2008 para os 18% atuais).
Gabo Morales/Folhapress
Engarrafamento no cruzamento da rua Oscar Freire com a avenida Rebouças, na zona oeste
Engarrafamento no cruzamento da rua Oscar Freire com a avenida Rebouças, na zona oeste
E o crescimento aconteceu em todas as faixas de renda. Entre a parcela com renda superior a dez salários mínimos, quase a metade (46%) usa o carro para se locomover entre a casa e o trabalho (eram 40% em 2008).
Mas entre os mais pobres (com renda familiar de até R$ 1.244), o uso do carro também subiu --foi de 4% para 7%.
Mais carros na rua, mais trânsito, mais congestionamentos, certo?
"Além disso, trata-se de uma opção antieconômica", diz o engenheiro Ailton Brasiliense, 66, presidente da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos).
Segundo ele, o quilômetro rodado de carro custa em média R$ 0,60 (inclui seguro, combustível, manutenção, pneus, estacionamento, IPVA, depreciação).
"Por baixo, manter o carro rodando entre a casa e o trabalho custa algo como R$ 6.000 ao ano", diz Brasiliense. "Já o transporte coletivo, na pior das hipóteses, sai por R$ 1.000 ao ano."
Para a novíssima classe média, a diferença de R$ 5.000 possibilitaria a contratação de um plano de saúde, a matrícula do filho em uma escola melhor, ou mesmo morar em uma casa mais confortável.
As pessoas não fazem a troca, que seria mais econômica e benéfica ao trânsito, porque o transporte público é de "baixíssima qualidade", diz Alexandre Zum Winkel, 47, especialista em transporte pela Universidade de Berlim.
"No metrô de São Paulo, cálculos bem aceitos dizem que o suportável é uma densidade de seis pessoas por metro quadrado. Mas, nos horários de pico, essa densidade chega a 12 pessoas por metro quadrado", afirma.
A pesquisa Datafolha mostra que apesar do crescimento do carro, o ônibus ainda é o grande transportador de massas da cidade.
Do total de entrevistados, 36% (porcentagem idêntica à aferida em 2008) disseram que esse é o meio mais usado para chegar ao trabalho.
Poderia ser mais, na opinião dos especialistas --o que ajudaria a desafogar o trânsito, junto com a ampliação da rede de metrô e de trem, que hoje aparecem com 13% e 5% das respostas da pesquisa, respectivamente.
"O carro está totalmente por baixo no mundo todo, por ser considerado insustentável. São Paulo está contra a corrente porque, entre outros fatores, nos últimos oito anos, não se criou um só quilômetro a mais de corredores de ônibus, que dão agilidade a esse meio de transporte", afirma Zum Winkel.
O prefeito Gilberto Kassab (PSD) prometeu 66 km de faixas exclusivas para coletivos. As obras estão licitadas, mas nenhuma será entregue até dezembro.

30/10/2012 - 07h00

Modelo morre durante cirurgia de lipoaspiração em clínica de SP

DO "AGORA

Atualizado às 07h50.

A modelo Pamela Baris Nascimento, 27, que já trabalhou como assistente de palco em programas de televisão, morreu durante uma lipoaspiração em uma clínica no Ipiranga (na zona sul de São Paulo).
O caso ocorreu no último dia 19, mas a polícia só foi informada ontem pela manhã.
De acordo com a investigação, o fígado de Pamela acabou perfurado durante a cirurgia. Ela perdeu muito sangue, sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.
O corpo já havia sido removido para São Francisco do Sul, em Santa Catarina, onde foi enterrado, quando a polícia soube do ocorrido.
Segundo Nelson Junior, advogado do hospital Green Hill, onde o procedimento foi feito, foi opção da família enviar o corpo para a cidade natal e não comunicar primeiro as autoridades.
Foi a tia da vítima, Enedida Nascimento, 61, quem decidiu procurar a polícia. A mãe biológica da modelo morreu quando ela tinha apenas seis anos.
Editoria de Arte/Folhapress
"Ela chegou andando e saiu morta da clínica. Quando recebemos a notícia, ficamos revoltados. Eu nem fiquei sabendo que ela faria essa cirurgia, ela não me disse, pois eu não gostava dessas coisas", contou Enedina.
Agora, o caso é investigado como homicídio culposo (quando não há a intenção de matar). A polícia aguarda a exumação do corpo e o resultado de exames do IML (Instituto Médico Legal).
O delegado-titular do 17º Distrito Policial (Ipiranga), Evandro Luís de Melo Lemos, disse que vai pedir uma ordem judicial para ouvir o médico responsável pela cirurgia, Júlio César Yoshimura.
A polícia também investiga se houve crime de fraude processual, já que não foi avisada sobre a remoção do corpo.
Os responsáveis pelo hospital Green Hill se reuniram com os familiares da jovem na noite do próprio dia 19 para informar o ocorrido e oferecer o apoio necessário.
Pamela, atualmente, não atuava mais na televisão e cursava biomedicina na FMU. Já era a terceira lipoaspiração a que ela se submetia.
OUTROS CASOS
Ao menos outras duas brasileiras morreram neste ano após se submeterem a cirurgias estéticas.
Em fevereiro, a paraense Graciane Carvalho Sampaio, 28, morreu após fazer lipoaspiração e implante de silicone em uma clínica nos EUA.
Em janeiro, a defensora pública Maria Luiza Coelho, 48, morreu após passar por uma cirurgia de lipoaspiração e sustentação dos seios no Hospital Unimed, em Boa Vista (RR). (ANTONIO VESSANI)

04/09/2012 às 19:30

Aprovada isenção de tarifa para morador de município com pedágio

Depois da aprovação na Câmara o projeto vai ao Senado

Aprovada isenção de tarifa para morador de município com pedágio
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (4), em caráter conclusivo, o projeto de lei 1023/11, do deputado Esperidião Amin (PP-SC), que concede isenção do pagamento de pedágio ao motorista que comprovar residência permanente ou exercer atividade profissional permanente no município em que se localiza a praça de cobrança da tarifa. O projeto segue agora para análise do Senado.
O relator na CCJ, deputado Onofre Santo Agostini (PSD-SC), defendeu a aprovação da proposta, que já  havia sido aprovada pelas comissões de Viação e Transportes; e de Finanças e Tributação.
O projeto altera a lei 9.277/96, que autoriza a União a delegar aos municípios, Estados e ao Distrito Federal a administração e a exploração de rodovias e portos federais.
Para se beneficiar da isenção, o proprietário deverá ter seu veículo credenciado periodicamente pelo concedente e pelo concessionário, conforme procedimentos a serem fixados por regulamento.
O texto do projeto estabelece isenção também para as rodovias federais que tenham sido concedidas à iniciativa privada, após delegação da União para Estados, Distrito Federal ou municípios.
Revisão tarifáriaA proposta confere ao concessionário da rodovia o direito de reclamar ao poder concedente a revisão da tarifa de pedágio. Conforme o texto, a medida tem o objetivo de manter o equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão. Até que haja uma deliberação do poder concedente quanto à manutenção ou revisão das tarifas existentes, a concessionária fica autorizada a não conceder isenção da tarifa.
A proposta é inspirada no projeto de lei 3062/08, apresentado pela ex-deputada Angela Amin. O deputado mantém os argumentos do projeto anterior, alegando que um dos problemas mais comuns diz respeito ao ônus desproporcional que pesa sobre a população dos municípios onde se instalam as praças de cobrança de pedágio.
“Essa população é penalizada economicamente em seus deslocamentos diários, para trabalhar, estudar ou fazer compras. Indústrias e produtores rurais, empresas que realizam entregas em domicílio ou profissionais que atendem a área rural se vêm às voltas com um aumento, difícil de suportar, de seu custo operacional”, sustenta.
TramitaçãoO projeto foi analisado conclusivamente pelas comissões de Viação e Transportes; de Finanças e Tributação; e, agora, finalmente, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Como foi aprovado pelas comissões em caráter conclusivo, o projeto é dispensando de ir ao plenário da Câmara para aprovação --ele só seria analisado em plenário caso as comissões não o tivessem aprovado.
Agora, o projeto de lei segue para ser discutido no Senado, e também será analisado por suas comissões. Depois de passar pelo Senado, se aprovado, o projeto será encaminhado para a decisão da presidente da República. (Com Agência Câmara)
JC Atibaia

SP mantém 5.600 presos em delegacias; CNJ aponta irregularidades

19/09/2012 - 10h11 - Folha

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) vai solicitar ao governo de São Paulo esclarecimentos devido à permanência de presos em carceragens de delegacias no Estado.
Levantamento feito CNJ no segundo semestre do ano passado já havia encontrado cerca de 6.000 presos em delegacias e cadeias públicas sob responsabilidade da Polícia Civil em todo o Estado. Passados oito meses, o Estado ainda tem 5.622 presos recolhidos nessas unidades, segundo a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária).
Na semana passada, o conselho realizou inspeções em quatro delegacias do Estado e encontrou detentos ainda mantidos nas celas das unidades de forma irregular. Entre os problemas encontrados estão superlotação, descumprimento do regime semiaberto e detenção de portadores de transtornos metais.
As inspeções ocorreram na quinta (13) e na sexta-feira (14) no 5º DP de Santos e no 1º DP do Guarujá (ambos no litoral de São Paulo), além do 40º DP e do 72º DP da capital paulista. Em todas as unidades visitadas havia algum tipo de irregularidade.

Inspeção do CNJ


O juiz Fernando da Costa Tourinho Neto conversa com detentos na carceragem do 5º DP de Santos
IRREGULARIDADES
No 5º DP de Santos, o CNJ encontrou quatro presos já condenados cumprindo pena na delegacia, apesar de a unidade ser apenas intermediária, de onde detentos deveriam ser encaminhados para o sistema carcerário. Eles deveriam cumprir pena no regime semiaberto, mas estão reclusos.
Os detentos também reclamaram da qualidade da comida e das condições de higiene. Um grupo chegou a mostrar à equipe do CNJ um rato que tinha acabado de matar.
Ainda na delegacia de Santos, foram encontrados três presos cumpridores de medidas de segurança --procedimento aplicado a portadores de transtornos mentais que cometem crimes. Segundo o CNJ, eles não poderiam estar atrás das grades, e sim com familiares ou em unidades preparadas como os hospitais de custódia.
O conselho informou ainda que um deles está na delegacia desde abril e ainda não passou por qualquer avaliação de seu estado mental. O procedimento é obrigatório no cumprimento das medidas de segurança.
Já no 1º DP do Guarujá foi encontrado um preso condenado a cumprir a pena no regime semiaberto, mas que segue recluso.
Os piores casos, no entanto, foram encontrados no 40º DP (Vila Santa Maria) e no 72º DP (Vila Penteado), na capital. Em ambos, havia nas celas mais que o dobro de presos que a capacidade do local.
No 40º DP, havia 88 detentos apesar do local ter capacidade para apenas 30. Cada uma das cinco celas do distrito policial, que deveria ter, no máximo, seis detentos, guardava, em média, 18.
Já no 72º DP (Vila Penteado), eram 40 presos em um local com capacidade para apenas 20. Os presos também reclamaram da ausência de defensores públicos e da falta de comunicação com familiares.
O CNJ informou que irá levar as reclamações dos presos à Defensoria Pública do Estado.
A SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou desconhecer o relatório do CNJ, uma vez que não foi notificada sobre a inspeção.
OUTRO LADO
Em nota, a SSP informou que já comunicou à Justiça a existência presos condenados na delegacia de Santos e eles aguardam vagas no sistema prisional do Estado.
A pasta disse que o caso dos três presos portadores de transtornos mentais também já foi comunicado ao Judiciário e eles aguardam ordem do juiz para saber qual manicômio ou hospital eles serão transferidos. Já o caso do preso que permanece no 1º DP do Guarujá, a secretaria afirma que ocorre por determinação judicial.
Já a Secretaria da Administração Penitenciária respondeu que depende de uma autorização judicial para transferir os detentos. O mesmo ocorre com o preso no 1º DP do Guarujá.
Em relação a superlotação encontrada no 40º DP, a SSP afirmou que há uma oscilação constante na unidade, uma vez que os presos --todos por pensão alimentícia-- ficam por no máximo 40 dias. "Durante o dia eles permanecem no pátio e são recolhidos às 22 horas para dormir", diz a nota.
No 72º DP, a Secretaria de Segurança Pública afirmou que os presos ficam na unidade por no máximo um dia.
Já a SAP destacou que "todos os estabelecimentos penais enfrentam o problema de superlotação" e destacou que para diminuir o problema está em andamento o plano de expansão de unidades prisionais no Estado, que prevê a construção de 49 presídios.
Ao todo, no final do plano de expansão serão geradas mais de 39 mil vagas no sistema prisional paulista. A pasta destacou ainda que, apesar da lotação, todas as unidades já existentes funcionam dentro das normas de segurança.
POPULAÇÃO CARCERÁRIA
Em dez anos, a população carcerária no Estado de São Paulo passou de 109.535 para 193.32. De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária, entre 1º de janeiro e 31 de agosto, o sistema penitenciário recebeu 72.491 novos detentos, média de 302 por dia.
Já entre os presos recolhidos em delegacias e cadeias públicas, no entanto, a secretaria aponta uma redução de 26.502 presos em 2002 para 5.622 em setembro deste ano.
(FERNANDA PEREIRA NEVES

Brasil supera meta de redução de mortes em crianças quatro anos antes do previsto


Relatório da ONU reconhece que ações governamentais tiveram forte impacto na conquista brasileira.
FONTE:Jornal Agora MS » Saúde »Publicada sexta-feira, 14 de setembro de 2012, às 6:33 
O Relatório Progresso 2012- O compromisso com a sobrevivência da criança: Uma promessa renovada, divulgado pela Organização das Nações Unidas nesta quinta-feira (13), destaca que o Brasil já alcançou os índices de redução definidos pelas metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODB), em relação à mortalidade de crianças com menos de cinco anos de idade. O acordo internacional previa a redução em 2/3 da mortalidade desse público entre 1990 e 2015.
De acordo com a ONU, o Brasil apresentou redução de 73% das mortes na infância desde 1990. Neste ano, a taxa brasileira indicava que a cada mil crianças nascidas vivas, 58 morriam antes de completar cinco de anos de vida. Em 2011, o órgão internacional  mostra que o índice reduziu para 16/1.000.
Os dados divulgados pela ONU estão dentro das expectativas do Ministério da Saúde e confirmam que as politicas de Saúde Pública do governo federal voltadas para a família, à gestante e à criança tem surtido efeito. Em 2011, o Brasil foi um dos cinco países que mais teve redução da mortalidade em crianças.
”Atingir a meta estabelecida pela ONU antes do prazo é uma grande vitória brasileira. Esta significativa redução faz parte da expansão da Atenção Básica no país, por meio da Estratégia Saúde da Família (ESF), e de ações preconizadas para a melhoria da atenção integral a saúde das crianças. Mas nós queremos avançar ainda mais. Para isso, temos a Rede Cegonha que vai reforçar a qualidade no pré-natal e também a qualidade na assistência ao parto.”
O Ministério da Saúde investiu cerca de R$ 3,3 bilhões na Rede Cegonha e já conta com a adesão de 4.729 municípios brasileiros.  O programa, que reúne medidas que garantem assistência integral às grávidas e ao bebê, criou 348 leitos neonatais e requalificou mais 86 em 2011. A previsão é habilitar outros 350 novos leitos neonatal ainda este ano. Atualmente, o Brasil conta com 3.973 de UTI Neonatal e 2.249 leitos de UTI Pediátrico. Estima-se que 91,5% do total de gestantes usuárias do SUS serão atendidas pelo programa.
A coordenadora da área de Sobrevivência e Desenvolvimento Infantil do UNICEF no Brasil, Cristina Albuquerque, enfoca que esta vitória reflete os esforços brasileiros para enfrentar as principais causas de mortalidade.  ”Esse resultado deve ser celebrado pelo País porque representa o esforço conjunto do governo e da sociedade em favor da garantia do direito de sobrevivência das crianças brasileiras”, afirma.
O Brasil possui a maior e mais complexa rede de Banco de Leite do mundo, que conta com 208 bancos e 109 postos de coleta em todo o país. No caso dos bebês prematuros o leite materno é importantíssimo para o desenvolvimento saudável, fortalecimento, proteção contra alergias e infecções.
A Politica Nacional de Aleitamento Materno também tem conseguido ampliar as taxas de aleitamento materno de forma significativa e contribuído efetivamente para que o país atingisse as metas internacionais. Nas capitais brasileiras e no Distrito Federal, o tempo médio de aleitamento materno aumentou em um mês e meio entre 1999 a 2008.
O Programa Nacional de Imunização que conseguiu que o país eliminasse a ocorrência de muitas doenças imunopreveníveis, O Ministério da Saúde incluiu a vacina de Rotavirus Humano (VORH) no calendário de vacinação em 2006, hoje cerca de 80 % das crianças estão imunizadas. Em 2010, foram incluídas as vacinas Pneumocócica 10 (conjugada) e a meningocócica C (conjugada).
A diminuição da pobreza obtida pelo programa brasileiro de transferência de renda – o Bolsa Família – é um forte fator para a redução dos óbitos infantis. Para receber a verba federal toda mãe com crianças de até sete anos de idade deve apresentar a carteira vacinal em dia e, caso a mulher esteja gestante, deve ter acompanhamento do pré-natal.

Mobilidade urbana exigirá atenção dos novos prefeitos


A nova lei federal de Política de Mobilidade Urbana, tema do primeiro painel desta quarta-feira (12/09) da 18ª. Semana de Tecnologia Metroferroviária, realizada até sexta-feira pela Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô – Aeamesp discutiu os desafios que as cidades a partir de 20 mil habitantes e regiões metropolitanas terão para elaborar seus planos de mobilidade urbana até 2015, pois as prefeituras que não o fizerem não terão acesso aos recursos federais destinados a executá-los.

Por isso, Ailton Brasiliense, presidente da Associação Nacional de Transporte Público (ANTP) e moderador do painel, afirmou que este será o assunto principal não só dos prefeitos que se elegem neste ano, como também dos governos estaduais, que coordenarão os planos das regiões metropolitanas nos próximos dois anos.

Andreína Nigriello, gerente do Sistema de Informações Geográficas para Planejamento Metropolitano (Sigplam) da Emplasa, criticou a nova lei e os obstáculos para sua execução por não contemplar as regiões metropolitanas, embora ressaltasse pontos positivos das principais diretrizes, como o apoio à integração do desenvolvimento e dos serviços urbanos, a prioridade aos modos de transporte e a mitigação dos custos ambientais, entre outros.

Promulgada em abril a Lei 12.587/2012 institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, regulamentando o inciso XX do artigo 21 e o artigo 182 da Constituição Federal. Seu principal objetivo é integrar os modos de transporte, melhorar a acessibilidade e a mobilidade das pessoas e das cargas no território do município, em atendimento ao Estatuto da Cidade. Os modos de transporte incluem os motorizados e não motorizados, coletivos e individuais e públicos e privados.

Renato Boareto, diretor do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), afirmou em sua palestra que os planos de mobilidade urbana não devem ser de regulamentação de transporte coletivo, de integração de modais ou de redução de congestionamentos e os prefeitos não poderão mais transferir para o futuro as soluções esperando recursos federais. A lei exigirá discussão com a sociedade dos aspectos políticos e ideológicos para melhorar a mobilidade urbana. Os planos deverão ter viés transformador da realidade atual em que o transporte coletivo é visto como opção para o cidadão até que ele compre o carro, que lhe dá acesso a qualquer lugar no território. O plano deve contemplar espaço para priorizar o transporte público em detrimento do individual e em favor da mobilidade e serem exeqüíveis em prazos razoáveis, visando a segurança, a preservação do meio ambiente e a redução de consumo de energia.

João Alencar Oliveira Jr., gerente da SeMob – Secretaria Nacional de Transporte e Mobilidade Urbana, do Ministério das Cidades, sugeriu aos representantes de governos e prefeituras, que leiam nas entrelinhas da Lei 12.587 para encontrar oportunidades em vez de obstáculos para sua execução, respondendo à palestrante anterior. Segundo ele, a lei contempla as regiões metropolitanas nos artigos 23 e 24. E propõe um novo pacto social em que a sociedade deve participar do processo de olho no futuro. Ele citou que os recursos do governo federal  previstos para os planos de mobilidade urbana, da ordem de R$ 30 bilhões, são maiores do que os programados pelos bancos internacionais de fomento.

Ao ser perguntado pela platéia se a lei prevê punir prefeituras que priorizam os automóveis em prejuízo dos pedestres, colocando um policial com apito para segurar os pedestres na calçada quando o farol fecha para os carros, Oliveira Jr disse que, nesse caso, basta procurar o serviço de trânsito da cidade que o responsável é obrigado a explicar e mudar o procedimento, atendendo ao Código de Trânsito Brasileiro prevê a prioridade ao pedestre.

A 18ª. Semana de Tecnologia Metroferroviária prossegue amanhã (12) com quatro painéis e doze trabalhos técnicos.

Serviço

18ª Semana de Tecnologia Metroferroviária
Data: 11 a 14 de setembro de 2012
Horário: 1º dia – 12 às 17h00
Horário: 2º ao 4º dia – 8h30 às 17h00
Local: Centro de Convenções Frei Caneca
Endereço: Rua Frei Caneca, 596, 4ª andar – São Paulo – SP




HOMILIA DOMINICAL 30 DE AGOSTO DE 2026 22º DOMINGO DO TEMPO COMUM Leitura do Dia Primeira Leitura Leitura do Livro do Profeta Jeremias - 20,...