HOMILIA DOMINICAL
28 DE JUNHO DE 2026
XIII DOMINGO DO TEMPO COMUM
Leitura do Dia

Primeira Leitura
Leitura do Segundo Livro dos Reis - 4,8-11.14-16a

Certo dia, Eliseu passou por Sunam.
Lá morava uma senhora rica, que insistiu para que fosse comer em sua casa.
Depois disso, sempre que passava por lá, Eliseu parava na casa dessa mulher para fazer suas refeições.
E ela disse ao marido: ‘Tenho observado que este homem, que passa tantas vezes por nossa casa, é um santo homem de Deus.
Façamos para ele, no terraço, um pequeno quarto de alvenaria, onde colocaremos uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro.
Assim, quando vier à nossa casa, poderá acomodar-se ali’.
Um dia, Eliseu passou por Sunam e recolheu-se àquele pequeno quarto para descansar.
E perguntou a Giezi, seu servo: ‘Que se poderia fazer por esta mulher?’
Giezi respondeu: ‘É inútil perguntar-lhe; ela não tem filhos e seu marido já é velho’.
Eliseu mandou então que a chamasse.
Ele chamou-a e ela pôs-se à porta.
Eliseu disse-lhe: ‘Daqui a um ano, neste tempo, estarás com um filho nos braços’.

Segunda leitura
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos - 6,3-4.8-11

Irmãos:
Será que ignorais que todos nós, batizados em Jesus Cristo, é na sua morte que fomos batizados?
Pelo batismo na sua morte, fomos sepultados com ele, para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim também nós levemos uma vida nova. 
Se, pois, morremos com Cristo, cremos que também viveremos com ele. 
Sabemos que Cristo ressuscitado dos mortos não morre mais; a morte já não tem poder sobre ele.
Pois aquele que morreu, morreu para o pecado uma vez por todas; mas aquele que vive, é para Deus que vive.
Assim, vós também considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em Jesus Cristo.

Evangelho do Dia
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus - 10,37-42

Naquele tempo, disse Jesus a seus apóstolos:
Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim.
Quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim, não é digno de mim.
Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim.
Quem procura conservar a sua vida vai perdê-la.
E quem perde a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la.
Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou.
Quem recebe um profeta, por ser profeta, receberá a recompensa de profeta.
E quem recebe um justo, por ser justo, receberá a recompensa de justo.
Quem der, ainda que seja apenas um copo de água fresca, a um desses pequeninos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa.’

As palavras dos Papas

Jesus pede aos seus discípulos que levem a sério as exigências do Evangelho, mesmo quando isso requer sacrifício e esforço. (...) Ele diz: “Quem ama o pai ou a mãe, [...] o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim” (v. 37). Jesus não pretende certamente subestimar o amor pelos pais e filhos, mas sabe que os laços de parentesco, se forem postos em primeiro lugar, podem desviar do verdadeiro bem. Vemo-lo: acontecem algumas corrupções nos governos precisamente porque o amor à parentela é maior do que o amor à pátria, e dão cargos aos parentes. Quando, por outro lado, o amor aos pais e filhos é animado e purificado pelo amor ao Senhor, então torna-se plenamente fecundo e produz frutos de bem na própria família e muito para além dela (...). Então Jesus diz aos seus discípulos: «Quem não tomar a sua cruz para Me seguir, não é digno de mim» (v. 38). É uma questão de O seguir no caminho que Ele próprio percorreu, sem procurar atalhos. Não há amor verdadeiro sem cruz, ou seja, sem um preço a pagar pessoalmente. E dizem-no muitas mães, muitos pais, que tanto se sacrificam pelos filhos e suportam verdadeiras dificuldades e cruzes, porque amam. E carregada com Jesus, a cruz não é assustadora, porque Ele está sempre ao nosso lado para nos apoiar na hora da prova mais dura, para nos dar força e coragem.

UM BOM E SANTO DOMINGO A TODOS.

NOTÍCIAS EM DESTAQUE - BRASIL - 118 ANOS DA IMIGRAÇÃO JAPONESA NO BRASIL 

A Imigração Japonesa no Brasil teve início oficial em 18 de junho de 1908, com a chegada do navio Kasato Maru ao porto de Santos trazendo 781 imigrantes. O país abriga a maior comunidade de descendentes nipônicos do mundo, com aproximadamente 2,7 milhões de pessoas vivendo em território nacional. 

Contexto Histórico e Expansão

O movimento migratório começou a se fortalecer em 1905, impulsionado por um acordo entre os governos brasileiro e japonês para suprir a escassez de mão de obra nas plantações de café de São Paulo e outras regiões. Após enfrentarem dificuldades iniciais de adaptação, idioma e condições de trabalho nas fazendas, muitas famílias japonesas seguiram para núcleos coloniais, onde diversificaram a agricultura nacional.

Para uma visão geral e documentada sobre a jornada, desafios e a importância cultural dos imigrantes japoneses no Brasil:

Presença Cultural e Social

A contribuição nipônica no Brasil vai muito além da introdução de novas técnicas agrícolas (como o cultivo de hortaliças, chá e pimenta-do-reino). A cultura influenciou fortemente a gastronomia, o esporte e os costumes. Um marco dessa influência é o bairro da Liberdade, na cidade de São Paulo, que se desenvolveu a partir da primeira grande concentração de imigrantes na região.

O Brasil conta com acervos dedicados a preservar essa herança. Se você deseja explorar a documentação, fotografias e os objetos originais trazidos pelos primeiros colonos, pode consultar os registros mantidos pela Embaixada do Japão no Brasil e o Museu da Imigração Japonesa - Bunkyo. 

Identidade Nipo-Brasileira Atualmente

Atualmente, as novas gerações de nipo-brasileiros (nikkeis) integram plenamente a sociedade brasileira. Eles se identificam primeiramente como brasileiros, mantendo vivo o legado de trabalho árduo, respeito à educação e os valores tradicionais japoneses que enriquecem a identidade cultural do país.

Gostaria de aprofundar seu conhecimento sobre alguma área específica? Posso procurar detalhes sobre:

  • A influência da culinária japonesa no Brasil
  • O impacto na agricultura em regiões específicas, como São Paulo ou Pará
  • A história das colônias agrícolas pioneiras

Principais Causas da Imigração

  • Superpopulação no Japão: O país enfrentava forte crise demográfica e desemprego no início do século XX.
  • Falta de terras cultiváveis: A modernização da Era Meiji centralizou terras e isolou pequenos camponeses.
  • Falta de mão de obra no Brasil: O fim da escravidão (1888) gerou forte demanda nas fazendas de café paulistas.

Trajetória e Ciclos Econômicos

  • O Café (1908–1920s): Os primeiros imigrantes trabalharam como colonos no cultivo do café no interior de São Paulo.
  • Independência Agrícola: Com o tempo, compraram terras e formaram cooperativas, introduzindo novos alimentos no Brasil.
  • Novas Regiões: Expandiram-se para o Paraná, Mato Grosso do Sul, Pará (cultivo de pimenta-do-reino) e Amazonas (juta). 

Contribuições Culturais e Econômicas

  • Agricultura: Introdução do cultivo do caqui, kiwi, maçã fuji, mexerica ponkan e técnicas de cultivo em estufas.
  • Culinária: Popularização do consumo de peixe cru, sushi, pastel de feira, shoyu e o uso marcante do arroz e hortaliças.
  • Artes e Esportes: Difusão de artes marciais (Judô, Karatê, Aikidô) e celebrações tradicionais como o Bon Odori.

Marcos Históricos Locais (Pontos de Interesse)

  • Bairro da Liberdade (São Paulo): O maior reduto da comunidade japonesa no país, famoso por seus pórticos (Torii) e feiras.
  • Museu Histórico da Imigração Japonesa (São Paulo): Principal acervo documental e de objetos da trajetória dos imigrantes.
  • Pavilhão Japonês (Parque Ibirapuera): Monumento construído em conjunto pelo governo japonês e a comunidade nikkei.

HOMILIA DOMINICAL
21 DE JUNHO DE 2026
12º DOMINGO DO TEMPO COMUM

 Leitura do Dia

Primeira Leitura
Leitura do Livro do Profeta Jeremias - 20,10-13

Jeremias disse: 
"Eu ouvi as injúrias de tantos homens e os vi espalhando o medo em redor: 'Denunciai-o, denunciemo-lo'.
Todos os amigos observavam minhas falhas: 'Talvez ele cometa um engano e nós poderemos apanhá-lo e desforrar-nos dele'.
Mas o Senhor está ao meu lado, como forte guerreiro; por isso, os que me perseguem cairão vencidos.
Por não terem tido êxito, eles se cobrirão de vergonha.
Eterna infâmia, que nunca se apaga!
Ó Senhor dos exércitos, que provas o homem justo e vês os sentimentos do coração, rogo-te me faças ver tua vingança sobre eles; pois eu te declarei a minha causa.
Cantai ao Senhor, louvai o Senhor, pois ele salvou a vida de um pobre homem das mãos dos maus".

Segunda Leitura
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos - 5,12-15

Irmãos:
O pecado entrou no mundo por um só homem.
Através do pecado, entrou a morte.
E a morte passou para todos os homens, porque todos pecaram.
Na realidade, antes de ser dada a Lei, já havia pecado no mundo.
Mas o pecado não pode ser imputado, quando não há lei.
No entanto, a morte reinou, desde Adão até Moisés, mesmo sobre os que não pecaram como Adão, o qual era a figura provisória daquele que devia vir.
Mas isso não quer dizer que o dom da graça de Deus seja comparável à falta de Adão!
A transgressão de um só levou a multidão humana à morte, mas foi de modo bem superior que a graça de Deus, ou seja, o dom gratuito concedido através de um só homem, Jesus Cristo, se derramou em abundância sobre todos.

Evangelho do Dia
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus - 10,26-33

Naquele tempo, disse Jesus a seus apóstolos:
Não tenhais medo dos homens, pois nada há de encoberto que não seja revelado, e nada há de escondido que não seja conhecido.
O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados!
Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma!
Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno!
Não se vendem dois pardais por algumas moedas?
No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai.
Quanto a vós, até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados.
Não tenhais medo! 
Vós valeis mais do que muitos pardais. 
Portanto, todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que está nos céus.
Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus.

As palavras dos Papas

O Evangelho deste domingo (cf. Mt 10, 26-33) faz eco ao convite que Jesus dirige aos seus discípulos para que não tenham medo, sejam fortes e confiantes diante dos desafios da vida, alertando-os para as adversidades que os esperam. O trecho de hoje faz parte do discurso missionário com o qual o Mestre prepara os Apóstolos para a primeira experiência de proclamação do Reino de Deus. Jesus exorta-os insistentemente a “não terem medo”. O medo é um dos piores inimigos da nossa vida cristã. Jesus exorta: “não receeis”, “não tenhais medo”. E Jesus descreve três situações concretas que eles enfrentarão. (...) São como as três tentações: edulcorar o Evangelho, diluí-lo; segunda, a perseguição; e terceira, o sentimento de que Deus nos deixou sozinhos. Jesus também sofreu esta provação no Jardim das Oliveiras e na Cruz: “Pai, por que me abandonaste”, diz Jesus. Por vezes sentimos esta aridez espiritual; não devemos ter medo dela. O Pai cuida de nós porque o nosso valor é grande aos Seus olhos. O importante é a franqueza, a coragem do testemunho, do testemunho de fé: “reconhecer Jesus diante dos homens” e ir em frente praticando o bem.

UM BOM E SANTO DOMINGO A TODOS.

 HOMILIA DOMINICAL
14 DE JUNHO DE 2026
11º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Leitura do Dia
Leitura do Livro do Êxodo - 19,2-6a

Naqueles dias, os israelitas, partindo de Rafidim, chegaram ao deserto do Sinai, onde acamparam.
Israel armou aí suas tendas, defronte da montanha.
Moisés, então, subiu ao encontro de Deus.
O Senhor chamou-o do alto da montanha, e disse: 
"Assim deverás falar à casa de Jacó e anunciar aos filhos de Israel".
Vistes o que fiz aos egípcios, e como vos levei sobre asas de águia e vos trouxe a mim.
Portanto, se ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, sereis para mim a porção escolhida dentre todos os povos, porque minha é toda a terra.
E vós sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.

Evangelho do Dia
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos - 5,6-11

Irmãos:
Quando éramos ainda fracos,
Cristo morreu pelos ímpios, no tempo marcado.
Dificilmente alguém morrerá por um justo; por uma pessoa muito boa, talvez alguém se anime a morrer.
Pois bem, a prova de que Deus nos ama é que Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores.
Muito mais agora, que já estamos justificados pelo sangue de Cristo, seremos salvos da ira por ele.
Quando éramos inimigos de Deus, fomos reconciliados com ele pela morte do seu Filho; quanto mais agora, estando já reconciliados, seremos salvos por sua vida!
Ainda mais: 
Nós nos gloriamos em Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo.
É por ele que, já desde o tempo presente, recebemos a reconciliação.

As palavras dos Papas

«A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara» (v. 2). Por um lado, como um semeador, Deus saiu pelo mundo para semear com generosidade e colocou no coração do homem e da história o desejo do infinito, de uma vida plena, de uma salvação que o liberte. Por isso, a seara é grande: o Reino de Deus, como uma semente, germina no solo e as mulheres e os homens de hoje, mesmo quando parecem dominados por tantas outras coisas, esperam uma verdade maior, procuram um sentido mais pleno para as suas vidas, desejam a justiça, levam dentro de si um anseio de vida eterna. Por outro lado, são poucos os operários que vão trabalhar no campo semeado pelo Senhor e que, além disso, são capazes de reconhecer, com os olhos de Jesus, o bom trigo que está pronto para a colheita (...). Para fazer isso, não são necessárias muitas ideias teóricas sobre conceitos pastorais: é preciso, acima de tudo, rezar ao Dono da messe. Com efeito, em primeiro lugar está a relação com o Senhor, cultivando o diálogo com Ele. Então, será Ele que nos tornará seus operários e nos enviará ao campo do mundo como testemunhas do seu Reino.

UM BOM E SANTO DOMINGO A TODOS.


HOMILIA DOMINICAL
7 DE JUNHO DE 2026
10º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Leitura do Dia

Primeira Leitura
Leitura da Profecia de Oséias - 6,3-6

É preciso saber segui-lo para reconhecer o Senhor.
Certa como a aurora é a sua vinda, ele virá até nós como as primeiras chuvas, como as chuvas tardias que regam o solo.
Como vou tratar-te, Efraim?
Como vou tratar-te, Judá?
O vosso amor é como nuvem pela manhã, como orvalho que cedo se desfaz.
Eu os desbastei por meio dos profetas, arrasei-os com as palavras de minha boca, como luz, expandem-se meus juízos; quero amor, e não sacrifícios, conhecimento de Deus, mais do que holocaustos".

Segunda Leitura
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos - 4,18-25

Irmãos:
Abraão, contra toda a humana esperança, firmou-se na esperança e na fé.
Assim, tornou-se pai de muitos povos, conforme lhe fora dito: "Assim será a tua posteridade".
Não fraquejou na fé, à vista de seu físico desvigorado pela idade - cerca de cem anos - ou considerando o útero de Sara já incapaz de conceber.
Diante da promessa divina, não duvidou por falta de fé, mas revigorou-se na fé e deu glória a Deus, convencido de que Deus tem poder para cumprir o que prometeu.
Esta sua atitude de fé lhe foi creditada como justiça.
Afirmando que a fé lhe foi creditada como justiça, a Escritura visa não só à pessoa de Abraão, mas também a nós, pois a fé será creditada também para nós que cremos naquele que ressuscitou dos mortos Jesus, nosso Senhor.
Ele, Jesus, foi entregue por causa de nossos pecados e foi ressuscitado para nossa justificação.

Evangelho do Dia
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus - 9,9-13

Naquele tempo:
Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: "Segue-me!" Ele se levantou e seguiu a Jesus.
Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos.
Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos:
"Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?".
Jesus ouviu a pergunta e respondeu: "Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes.
Aprendei, pois, o que significa:
'Quero misericórdia e não sacrifício'. 
De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores".

As palavras dos Papas

No centro da liturgia da palavra deste domingo está uma expressão do profeta Oseias que Jesus retoma no Evangelho: "Porque Eu quero a misericórdia e não os sacrifícios, o conhecimento de Deus mais que os holocaustos" (Os 6, 6). Trata-se de uma palavra-chave, uma daquelas que se introduzem no coração da Sagrada Escritura. O contexto, no qual Jesus a utiliza, é a vocação de Mateus, cuja profissão é "publicano", ou seja cobrador de impostos da parte das autoridades imperiais romanas: por isso mesmo, ele era considerado pelos judeus um pecador público. Chamando-o precisamente quando estava sentado no banco dos impostos, esta cena foi bem ilustrada através de um celebérrimo quadro de Caravaggio, Jesus apresentou-se na sua casa com os discípulos e pôs-se à mesa com outros publicanos. Aos fariseus escandalizados responde: "Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. (...) Porque não vim chamar os justos, mas os pecadores" (Mt 9, 12-13). O evangelista Mateus, sempre atento ao elo entre o Antigo e o Novo Testamento, a este ponto põe na boca de Jesus a profecia de Oseias: "Ide aprender o que significa: ‘Prefiro a misericórdia ao sacrifício’". (...) Esta palavra de Deus chegou-nos, através dos Evangelhos, como uma das sínteses de toda a mensagem cristã: a verdadeira religião consiste no amor a Deus e ao próximo.

UM BOM E SANTO DOMINGO A TODOS.

 HOMILIA DOMINICAL
31 DE MAIO DE 2026
DOMINGO DA SANTÍSSIMA TRINDADE
SOLENIDADE


A Solenidade da Santíssima Trindade é uma das festas mais importantes do calendário litúrgico católico, celebrada sempre no primeiro domingo após o Domingo de Pentecostes. Esta data marca a contemplação do mistério central da fé e da vida cristã: o Deus Único em três Pessoas — Pai, Filho e Espírito Santo.

Leitura do Dia

Primeira Leitura
Leitura do Livro do Êxodo - 34,4b-6.8-9

Naqueles dias:
Moisés levantou-se, quando ainda fazia noite, e subiu ao monte Sinai, como o Senhor lhe havia mandado, levando consigo as duas tábuas de pedra.
O Senhor desceu na nuvem e permaneceu com Moisés, e este invocou o nome do Senhor.
Enquanto o Senhor passava diante dele Moisés gritou:
"Senhor, Senhor! Deus misericordioso e clemente, paciente, rico em bondade e fiel".
Imediatamente, Moisés curvou-se até o chão e, prostrado por terra, disse:
"Senhor, se é verdade que gozo de teu favor, peço-te, caminha conosco; embora este seja um povo de cabeça dura, perdoa nossas culpas e nossos pecados e acolhe-nos como propriedade tua".

Segunda Leitura
Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios - 13,11-13

Irmãos: Alegrai-vos, trabalhai no vosso aperfeiçoamento, encorajai-vos, cultivai a concórdia, vivei em paz, e o Deus do amor e da paz estará convosco.
Saudai-vos uns aos outros com o beijo santo.
Todos os santos vos saúdam.
A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós.

Evangelho do Dia
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João - 3,16-18

Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna.
De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele.
Quem nele crê, não é condenado, mas quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito.

As palavras dos Papas

Hoje, Solenidade da Santíssima Trindade, o Evangelho é tirado do diálogo de Jesus com Nicodemos (cf. Jo 3, 16-18). Nicodemos era um membro do Sinédrio, apaixonado pelo mistério de Deus: reconhece em Jesus um mestre divino e, secretamente, à noite, vai falar com Ele. Jesus escuta-o, compreende que se trata de um homem em busca e, primeiro, surpreende-o, respondendo-lhe que, para entrar no Reino de Deus, é preciso renascer; depois, revela-lhe o centro do mistério, dizendo que Deus amou de tal modo a humanidade que enviou o seu Filho ao mundo. Jesus, então, o Filho, fala-nos do Pai e do seu imenso amor. Pai e Filho. É uma imagem familiar que, se pensarmos bem, altera a nossa imaginação sobre Deus. Com efeito, a própria palavra “Deus” sugere-nos uma realidade singular, majestosa e distante, enquanto que ouvir falar de um Pai e de um Filho nos reconduz a casa. Sim, podemos pensar em Deus desta forma, através da imagem de uma família reunida à volta de uma mesa, onde a vida é partilhada. De resto, a imagem da mesa, que é ao mesmo tempo um altar, é um símbolo com o qual certos ícones representam a Trindade. É uma imagem que nos fala de um Deus-comunhão. Pai, Filho e Espírito Santo: comunhão. Mas não é apenas uma imagem, é realidade! É realidade porque o Espírito Santo, o Espírito que o Pai, através de Jesus, derramou nos nossos corações (cf. Gl 4, 6), faz-nos saborear, faz-nos pregustar a presença de Deus: uma presença sempre próxima, compassiva e terna.

NOTÍCIAS EM DESTAQUE
PAPA APRESENTA A MAGNIFICA HUMANITAS
DESARMAR A IA

 “A Inteligência Artificial hoje precisa ser "desarmada", libertada das lógicas que a transformam em instrumento de dominação, exclusão ou morte.”

Leão XIV explica o sentido e a gênese de sua primeira encíclica sobre a “custódia da pessoa humana na era da Inteligência Artificial”, instrumento que influencia a vida, molda decisões e muda a forma de combater a guerra. O Pontífice pede que se liberte a IA “das lógicas que a transformam em instrumento de domínio, exclusão ou morte” e pede o “desarmamento” das tecnologias para que se coloquem a serviço do “bem comum”, exortando a construir juntos o “futuro para a família humana”.

FONTE: Salvatore Cernuzio – Vatican News

Assim como “o Leão de outrora”, o Papa Leão XIII, também o “Leão” de hoje, o Papa Leão XIV, volta seu olhar para as “res novae”, para aquelas “coisas novas” que desafiam o tempo, a história e a humanidade. E se naquela época era a revolução industrial, com as muitas e complexas mudanças no mundo do trabalho e as novas formas de pobreza impostas, hoje é a Inteligência Artificial, com seu potencial e seus perigos, que está sob os olhos e no coração do Pontífice, que lança uma invocação universal: "Desarmar a IA".

“A Inteligência Artificial hoje precisa ser "desarmada", libertada das lógicas que a transformam em instrumento de dominação, exclusão ou morte.”

Discernir o futuro da humanidade

O Papa Leão XIV fala por metáforas, mas também por referências históricas, em seu discurso proferido na Sala do Sínodo, na apresentação da Magnifica humanitas, a primeira encíclica de seu pontificado, publicada na manhã desta segunda-feira, 25 de maio. Nunca antes um Papa esteve na Sala para apresentar ao público um seu documento magisterial. É também a primeira vez que, além de cardeais e professores, se sentam ao lado do Pontífice especialistas em alta tecnologia. Um sinal da importância e da atenção ao tema abordado na encíclica, um símbolo e sintoma da "gravidade do momento" que estamos vivendo e que causa preocupação na Igreja, chamada a "decifrar coisas novas à luz do Evangelho e da dignidade do ser humano". Uma angústia que Leão XIV enfrenta com confiança:

“A confiança de que, juntos, podemos discernir as grandes questões do nosso tempo e, portanto, o futuro da humanidade.”

Nos passos de Leão XIV

Cento e trinta e cinco anos atrás, o Papa Pecci observou a situação difícil dos trabalhadores e das famílias desenraizadas e empobrecidas pela rápida transformação industrial e “compreendeu que a Igreja não podia permanecer à margem”. Num momento de “mudança de época” que “ameaçava a dignidade humana”, ele escreveu a encíclica Rerum Novarum. No mesmo espírito, o Papa Prevost — que assinou simbolicamente a Magnifica humanitas em 15 de maio, dia da publicação da Rerum Novarum — diz que se sente “chamado a olhar para outra grande transformação com os olhos da fé, com a clareza da razão, com a abertura ao mistério e com os gritos dos pobres e da terra que ressoam em” seu “coração”.

Este é o sentido das aproximadamente 200 páginas, resultado de uma reflexão de dez anos no seio da Santa Sé sobre as novas tecnologias e a Inteligência Artificial, que hoje impactam "muitas áreas de nossas vidas", influenciam decisões e estão "mudando radicalmente a forma como a guerra é travada".

Fruto da escuta

Há tantas contribuições, reflexões e sugestões nesta encíclica que — como o próprio Papa explica — tem uma única raiz: "A escuta". A escuta de cientistas e engenheiros que "trabalham com sincero entusiasmo em tecnologias capazes de aliviar sofrimentos imensos"; a escuta de "líderes políticos e funcionários públicos que perseveraram na busca por regras justas"; a escuta de "pais e professores profundamente preocupados com o futuro das novas gerações".

“Também chegaram até mim outros relatos, bastante perturbadores, sobre sistemas de armas cada vez mais autônomos, praticamente fora do controle humano. Estou recebendo relatos muito preocupantes sobre algoritmos que podem negar acesso à saúde, trabalho e segurança com base em dados contaminados por preconceito e injustiça.”

Junto com essas vozes, ressoou também forte “o silêncio de quem não tem voz quando as decisões são tomadas”, explica o Papa Leão XIV, “decisões que correm o risco de gerar novas formas de exclusão e sofrimento”.

Desarmar

De tudo isso, desenvolveu-se uma convicção que o próprio Pontífice chama de "perturbadora" e que norteia a encíclica: "A Inteligência Artificial deve ser desarmada". "A palavra é forte, eu sei", admite Leão XIV, "mas foi escolhida deliberadamente porque este momento precisa de palavras capazes de chamar a atenção, despertar as consciências e indicar o caminho a seguir para a humanidade."

Construir

A Igreja está comprometida há muito tempo com o desarmamento nuclear, como um "serviço à paz e à dignidade da família humana". Da mesma forma, "a Inteligência Artificial requer hoje que seja desarmada", porque "como a energia nuclear, deve estar a serviço de todos e do bem comum". E "as decisões sobre a tecnologia nunca devem ser separadas da consciência e da responsabilidade".

“A paz, e não apenas a ausência de guerra, é a justiça em ação. Mas quando a tecnologia enfraquece nosso senso crítico, a própria paz fica em risco. Desarmar, porém, não basta. Precisamos construir.”

"Ninguém reconstrói sozinho"

Esta última indicação, "reconstruir", traz à tona outra lembrança da história para Robert Francis Prevost. A história mais recente e pessoal de seus anos de missão no Peru. Especificamente, 2017, quando chuvas torrenciais e inundações causadas pelo El Niño atingiram o norte do país: "Muitas famílias viram suas casas engolidas pela lama, e o mesmo aconteceu com muitas estradas." "Ali", confidencia o Papa, "aprendi que reconstruir não significa simplesmente substituir o que foi destruído. Significa consertar laços, restaurar a confiança e reacender a esperança no futuro. Além disso, ninguém reconstrói sozinho."

Somente com uma visão integral a Inteligência Artificial poderá ser orientada para o bem comum. Somente juntos — quem projeta os sistemas e quem sofre suas consequências, os países mais ricos e os mais pobres, as instituições e os indivíduos, os centros de poder e as periferias — seremos capazes de construir um futuro não para poucos privilegiados, mas para toda a família humana.

A sabedoria da Igreja

Esta é a “civilização do amor”, proclamada com veemência por São Paulo VI e São João Paulo II. É por isso que a Igreja deseja, “com humildade e franqueza”, participar do diálogo sobre IA: “Não possuímos respostas técnicas, nem pretendemos substituir quem tem competência”, observa o Papa. “Mas contribuímos com uma sabedoria sobre o humano que o nosso tempo necessita desesperadamente: cada pessoa é única e insubstituível, um sujeito livre e inteligente, dotado de consciência, capaz de buscar a Deus, servir aos outros e cuidar da nossa casa comum.”

Concluindo, o Papa faz um convite a todos os membros da Igreja e da família humana: "Aprendamos a ouvir uns aos outros, a enfrentar com coragem os desafios do presente e a cooperar na construção de uma sociedade mais humana e fraterna". Que este lançamento da Magnifica humanitas, espera o Papa Leão XIV, possa inaugurar uma nova era de "artesãos da esperança" que continuarão a "construir o canteiro de obras do nosso tempo".

 NOTÍCIAS EM DESTAQUE 
EL NIÑO 2026
CIENTISTAS ESTÃO EM ALERTA
COMO ISTO PODE AFETAR SUA VIDA

El Niño 2026: o que é, por que os cientistas estão em alerta e como isso pode afetar sua vida

Possibilidade de um evento forte entre 2026 e 2027 mobiliza centros meteorológicos do mundo. Entenda o que já se sabe, o que ainda é incerto e por que o aquecimento do Pacífico pode mexer com chuva, calor, comida, energia e até o preço da conta de luz.

Por Roberto Peixoto, g1 - 23/05/2026 05h00  Atualizado há 11 horas

Nos últimos dias, manchetes sobre um possível “super El Niño” começaram a circular em jornais e redes sociais depois que centros meteorológicos internacionais aumentaram a chance de formação do fenômeno climático ainda em 2026.

A NOAA, agência climática dos Estados Unidos, estima hoje mais de 80% de probabilidade de desenvolvimento do El Niño nos próximos meses.

Alguns modelos europeus já projetam um aquecimento muito intenso do Oceano Pacífico, semelhante ao observado em grandes eventos históricos.

O assunto ganhou ainda mais atenção depois de análises apontarem que um evento forte poderia aumentar o risco de secas, enchentes, ondas de calor e impactos na produção agrícola em diferentes partes do mundo.

Mas afinal: o que é o El Niño? O que diferencia um "evento comum" de um "muito forte"? E o que realmente pode acontecer no Brasil?

1) O que é o El Niño?

O El Niño é um fenômeno climático natural provocado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial.

Esse aquecimento altera a circulação da atmosfera e muda padrões de chuva, temperatura e vento em várias regiões do planeta.

Embora aconteça no Pacífico, os efeitos acabam se espalhando para diferentes continentes.

É por isso que uma mudança na temperatura do mar perto do Peru e do Equador consegue influenciar o clima no Brasil, na Ásia, na África e até na América do Norte.

El Niño e La Niña — Foto: Arte/g1

Em anos normais, os chamados ventos alísios sopram de leste para oeste sobre o Pacífico, empurrando águas quentes em direção à Indonésia e à Austrália.

Isso ajuda a manter águas mais frias próximas da costa da América do Sul.

💨 No El Niño, esses ventos enfraquecem.

Com isso, a água quente volta a se espalhar pelo Pacífico central e leste. A atmosfera responde a essa mudança, e todo o sistema climático começa a se reorganizar.

É essa “bagunça” atmosférica que altera o regime de chuvas em várias partes do mundo.

2) O que diferencia um El Niño comum de um “super El Niño”?

A diferença principal está na intensidade do aquecimento do oceano.

Os cientistas usam índices baseados na temperatura da superfície do mar para medir a força do fenômeno.

Quando esse aquecimento ultrapassa certos limites durante vários meses, o evento passa a ser classificado como moderado, forte ou muito forte.

"O termo que qualifica o El Niño como forte ou muito forte ou super forte é feito com base nas temperaturas das águas na parte central do Oceano Pacífico ao longo do Equador", explica ao g1 Maria Assunção Dias, professora emérita do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP (IAG-USP).

"Existem séries históricas dessas temperaturas que são medidas diretamente com termômetros em bóias marítimas ou pelos navios que por ali passam, ou indiretamente por satélites", acrescenta Dias.

De forma simplificada, um El Niño considerado muito forte acontece quando a temperatura do Pacífico Equatorial fica mais de 2°C acima da média histórica.

Foi o que ocorreu em episódios marcantes como os El Niños de 1982-83, 1997-98 e 2015-16.

⚠️ O termo “super El Niño”, porém, não é uma categoria científica oficial.

Ele costuma ser usado informalmente por meteorologistas para descrever justamente esses eventos extremamente intensos.

Mapa mostra as anomalias de temperatura da superfície do mar no Pacífico em abril de 2026. Áreas em azul indicam águas mais frias que a média, padrão associado à La Niña — Foto: NOAA

3) Então já existe um “super El Niño” confirmado para 2026?

Não.

O que existe hoje é um cenário de forte probabilidade de formação do El Niño — mas ainda com muita incerteza sobre a intensidade final do evento.

A NOAA estima o seguinte:

82% de chance de o fenômeno surgir entre maio e julho;

96% de chance de ele continuar ativo no fim de 2026 e início de 2027.

Já sobre a intensidade, os modelos ainda divergem.

Alguns centros meteorológicos europeus projetam um aquecimento extremamente elevado do Pacífico, acima de 3°C em certas simulações. Isso colocaria o fenômeno na categoria de muito forte.

Mas especialistas alertam que ainda é cedo para tratar esse cenário como certo.

Hoje, nenhuma categoria de intensidade aparece com probabilidade dominante nas projeções.

Em outras palavras: os cientistas sabem que o El Niño provavelmente vem aí, mas ainda não conseguem afirmar com segurança se ele será moderado, forte ou muito forte.

Imagem de arquivo mostra Rio Branco, na Amazônia, em um de seus momentos mais críticos de seca. Evento foi atribuído por cientistas a efeitos do El Niño — Foto: Marie Hippenmeyer/Arquivo AFP

4) Por que ainda existe tanta incerteza?

Porque previsões feitas entre março e maio costumam ser menos confiáveis.

Esse período é conhecido pelos meteorologistas como “barreira de previsibilidade”.

Na prática, o oceano e a atmosfera passam por uma fase de transição em que os modelos climáticos têm mais dificuldade para prever como o sistema vai evoluir nos meses seguintes.

Por isso, muitos pesquisadores afirmam que as projeções devem ganhar mais precisão entre junho e agosto.

Durante a época atual, primavera do hemisfério norte e outono do hemisfério sul, os modelos tendem a ter um desempenho não tão bom como em outras épocas do ano. Isto porque é uma época em que tanto os oceanos como a atmosfera estão evoluindo rapidamente, introduzindo bastante incerteza nas previsões.

— Maria Assunção Dias, professora emérita do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP (IAG-USP).

Além disso, para um El Niño realmente muito forte acontecer, não basta apenas o oceano aquecer.

A atmosfera também precisa responder a esse aquecimento.

Os cientistas monitoram justamente esse “acoplamento” entre oceano e atmosfera para entender se o fenômeno vai realmente ganhar força.

5) Como o aquecimento global entra nessa história?

O aquecimento global não causa o El Niño.

O fenômeno é natural e existe há milhares de anos.

Mas os pesquisadores acreditam que um planeta mais quente pode aumentar a frequência ou a intensidade dos eventos extremos.

Além disso, mesmo quando o El Niño tem força parecida com a de décadas atrás, os impactos tendem a ser maiores hoje porque oceanos e atmosfera já estão mais aquecidos pelo efeito das mudanças climáticas.

Na prática, isso significa que: ondas de calor podem ficar mais intensas; secas podem durar mais; incêndios podem se espalhar mais facilmente; chuvas extremas podem provocar impactos mais severos.

Um dos pontos que mais preocupam os cientistas é justamente o efeito combinado entre o El Niño e o aquecimento global.

“O aquecimento global tem-se manifestado como um aquecimento da atmosfera e dos oceanos. Assim, o efeito nos El Niños é justamente a ocorrência de casos mais fortes, mais extremos", diz Dias.

Bombeiro tenta apagar incêndio florestal em Kryoneri, na Grécia. — Foto: Yorgos Karahalis/AP

6) Quais são os possíveis impactos no Brasil?

Historicamente, o El Niño altera o padrão de chuva e temperatura no país e causa: aumento de chuva no Sul, com risco maior de eventos extremos; redução de chuvas no Norte e em partes do Nordeste; mais irregularidade nas precipitações no Sudeste e Centro-Oeste; maior frequência de ondas de calor.

Segundo especialistas, um dos principais efeitos esperados é o aumento de períodos prolongados de calor, especialmente na primavera e no verão.

Mesmo com a alternância entre La Niña, neutralidade e El Niño, os cientistas destacam que o aquecimento global continua sendo o principal fator por trás das mudanças no clima.

Com os oceanos já mais quentes do que a média histórica, a expectativa é de que os próximos meses sigam registrando temperaturas elevadas em várias regiões do planeta.

                                            Impactos do El Niño no Brasil. — Foto: Arte/g1

7) Como isso pode mexer com comida, energia e abastecimento?

Os efeitos de um El Niño forte podem chegar diretamente ao bolso da população.

Na agricultura, mudanças no regime de chuva podem afetar o calendário de plantio e reduzir a produtividade em algumas regiões.

No Centro-Oeste, por exemplo, produtores acompanham com atenção o risco de atraso das chuvas, o que pode prejudicar o plantio da soja e encurtar a janela da segunda safra de milho.

Já no Sul, o excesso de chuva também pode causar perdas agrícolas e dificuldades na colheita.

Em outros países, o fenômeno costuma afetar culturas importantes como arroz, trigo e milho, especialmente em partes da Ásia e da África.

Isso pode pressionar preços internacionais de alimentos.

O setor de energia também entra em alerta porque o Brasil depende fortemente de hidrelétricas.

Se reservatórios importantes receberem menos chuva, aumenta a necessidade de acionar usinas térmicas, que são mais caras.

Isso pode elevar o custo da geração de energia e pressionar a conta de luz.

8) O El Niño também pode afetar a saúde?

Pode.

Ondas de calor mais intensas aumentam riscos para idosos, crianças e pessoas vulneráveis.

Além disso, a combinação entre calor, seca e queimadas pode piorar a qualidade do ar em várias cidades.

Especialistas também acompanham possíveis impactos sobre doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, zika e chikungunya, já que mudanças de temperatura e chuva afetam o ciclo do Aedes aegypti.

9) Dá para impedir ou reverter o El Niño?

Não.

O fenômeno é natural e não pode ser interrompido.

O que os governos conseguem fazer é reduzir os impactos.

Entre as medidas consideradas mais importantes estão: reforço de sistemas de alerta; preparação da Defesa Civil; monitoramento de rios e reservatórios; combate a queimadas; adaptação da agricultura; planejamento para ondas de calor e eventos extremos.

Justamente por isso, pesquisadores afirmam que o maior problema não é apenas o fenômeno climático em si, mas a falta de preparação para lidar com ele.

"A lição sempre é aprender com os extremos do passado e refletir sobre o que pode ser feito em termos de infraestrutura e de preparação, defesa civil, por exemplo, caso ocorra novamente. Cada região do país conhece os extremos do passado. É preparar-se para algo semelhante de forma a mitigar os impactos", acrescenta a professora emérita do IAG/USP.

10) Quando os efeitos podem começar a aparecer?

Os primeiros impactos já podem surgir no segundo semestre de 2026.

Mas muitos cientistas avaliam que os efeitos mais intensos devem acontecer entre o fim de 2026 e o começo de 2027.

Até lá, centros meteorológicos do Brasil e do exterior devem atualizar constantemente as projeções sobre a força do fenômeno.

Os próximos boletins da NOAA, do INPE e do Cemaden serão decisivos para indicar se o evento realmente caminhará para um cenário de alta intensidade.

 HOMILIA DOMINICAL
24 DE MAIO DE 2026
DOMINGO DE PENTECOSTES

Celebra a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos e Maria. É considerado o nascimento oficial da Igreja Cristã.

Leitura do Dia

Primeira Leitura
Leitura dos Atos dos Apóstolos - 2,1-11

Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar.
De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam.
Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles.
Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava.
Moravam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações do mundo.
Quando ouviram o barulho, juntou-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua.
Cheios de espanto e de admiração, diziam:
"Esses homens que estão falando não são todos galileus?
Como é que nós os escutamos na nossa própria língua?
Nós que somos partos, medos e elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frígia e da Panfília, do Egito e da parte da Líbia, próxima de Cirene, também romanos que aqui residem; judeus e prosélitos, cretenses e árabes, todos nós os escutamos anunciarem as maravilhas de Deus na nossa própria língua!"

Segunda Leitura
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios - 12,3b-7.12-13

Irmãos:

Ninguém pode dizer:
Jesus é o Senhor a não ser no Espírito Santo.
Há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito.
Há diversidade de ministérios, mas um mesmo é o Senhor.
Há diferentes atividades, mas um mesmo Deus que realiza todas as coisas em todos.
A cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum.
Como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo.
De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num único Espírito, para formarmos um único corpo, e todos nós bebemos de um único Espírito.

Evangelho do Dia
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João - 20,19-23

Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e pondo-se no meio deles, disse: "A paz esteja convosco".
Depois destas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado.
Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor.
Novamente, Jesus disse: 
"A paz esteja convosco.
Como o Pai me enviou, também eu vos envio".
E depois de ter dito isto, soprou sobre eles e disse: 
"Recebei o Espírito Santo.
A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos".

As palavras dos Papas

Hoje, Solenidade de Pentecostes, o Evangelho leva-nos ao Cenáculo, onde os apóstolos se tinham refugiado depois da morte de Jesus (Jo 20, 19-23). O Ressuscitado, na noite de Páscoa, apresenta-se precisamente naquela situação de medo e angústia e, soprando sobre eles, diz: «Recebei o Espírito Santo» (v. 22). Assim, com o dom do Espírito, Jesus quer libertar os discípulos do medo, este medo que os mantém fechados em casa, e liberta-os para que possam sair e tornar-se testemunhas e anunciadores do Evangelho. Reflitamos um pouco sobre aquilo que o Espírito faz: liberta do medo. Os discípulos tinham fechado as portas, diz o Evangelho, «por temor» (v. 19). A morte de Jesus tinha-os perturbado, os seus sonhos tinham sido desfeitos, as suas esperanças tinham desaparecido. E fecharam-se em si mesmos. Não apenas naquela sala, mas dentro, no coração. Gostaria de sublinhar este facto: fechados dentro. Quantas vezes também nós nos fechamos em nós mesmos? Quantas vezes, por causa de uma situação difícil, de um problema pessoal ou familiar, do sofrimento que nos marca ou por causa do mal que respiramos à nossa volta, caímos lentamente na perda da esperança e na falta de coragem para continuar? (...) Contudo, o Evangelho oferece-nos o remédio do Ressuscitado: o Espírito Santo. Ele liberta das prisões do medo. (...) Pois é isto que o Espírito faz: faz-nos sentir a proximidade de Deus e, assim, o seu amor afasta o temor, ilumina o caminho, consola, sustenta na adversidade. Diante dos medos e dos fechamentos, invoquemos então o Espírito Santo para nós, para a Igreja e para o mundo inteiro: a fim de que um novo Pentecostes afaste os receios que nos assaltam e reacenda o fogo do amor de Deus.

UM BOM E SANTO DOMINGO A TODOS.

FESTAS LITURGICAS 
ASCENSÃO DO SENHOR
14 DE MAIO DE 2026

A Ascensão é uma solenidade litúrgica, comum em todas as Igrejas cristãs, que se celebra no quadragésimo dia após a Páscoa da Ressurreição. São João Crisóstomo e Santo Agostinho já se referiam a esta solenidade. Mas, uma influência incisiva na sua difusão deve-se, provavelmente, a São Gregório Nazianzeno. Visto que este dia cai em uma quinta-feira, sua solenidade foi transferida, em muitos países, para o domingo seguinte. Com a Ascensão ao Céu, conclui-se a vida de "Cristo histórico" e se inicia o tempo da Igreja.

Anno A

“Os onze discípulos foram para a Galileia, ao monte que Jesus lhes havia indicado. Quando o viram, se ajoelharam. No entanto, alguns ainda duvidavam. Mas Jesus, aproximou-se deles e lhes disse: “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, e ensinai a todas as nações, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28, 16-20).

Os Onze discípulos

A Comunidade de discípulos, que acolhe o "testemunho" da proclamação do Evangelho, é uma Comunidade ferida, por causa da ausência de um companheiro, Judas. Embora imperfeita, é a esta Comunidade, concreta e real, que Jesus confiou a missão de dar testemunho do seu Evangelho, da sua proposta de amor.

Galileia

Uma missão, explica o texto, que remete os discípulos ao início da sua experiência com Jesus: "Homens da Galileia, por que estais olhando para o céu?" (At 1,11 - primeira leitura do dia). Logo, a Galileia foi o lugar onde tudo começou para eles: lugar de escuta, de origem da primeira Comunidade e de início da vida de cada dia.

Um novo modo de ser

O texto dos Atos dos Apóstolos oferece-nos algumas orientações teológico-espirituais para compreender o mistério que celebramos. Jesus “foi elevado” - diz o texto dos Atos 1:11, colocando em evidência uma ação divina: “A nuvem o ocultou aos seus olhos" (v. 9).  – recorda a nuvem que cobriu o monte Sinai (Ex 24,15), que se pôs à entrada da tenda da Aliança (Ex 33,9), e até a nuvem sobre o monte da Transfiguração (Mc 9,7). A Assunção de Jesus ao Céu não é, portanto, uma "separação", mas um modo novo de ser: eis a explicação dos discípulos voltarem com "grande júbilo" (Lc 24,52). Com a morte, ressurreição e ascensão de Jesus, abrem-se as portas do céu e da vida eterna. A "nuvem da fé" que, hoje, envolve a nossa vida não representa um obstáculo, mas um caminho com o qual podemos fazer uma experiência mais viva e verdadeira de Jesus, animados pela certeza de que se Ele ressuscitou e subiu ao céu. Também nós somos chamados a este mesmo destino, porque Ele foi a primícia (cf. 1 Cor 15, 20).

Igreja em saída

A espera do último dia não deve ser vivida na ociosidade, tampouco fechados dentro de casa, mas, como disse Jesus, no compromisso da missão, até aos confins da terra: “O Espírito Santo vos dará força e sereis minhas testemunhas... até aos confins do mundo” (Atos 1,8), fortalecidos pela promessa de Jesus: “Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28,20), pois Jesus é nosso Deus, Emanuel, Deus conosco (Ex 3,12; Mt 1,23; Is 7,14).

Embora a fidelidade do discípulo possa falhar, muitas vezes, a fidelidade de Deus, para com ele, jamais faltará. Por isso, o caminho da comunidade e de cada discípulo de Jesus ressuscitado, estará sempre aberto a novas perspectivas e possibilidades, porque para Deus nada é impossível.

Oração:

«Senhor, vossa ascensão ao céu me enche de alegria, porque o tempo de estar a vigiar o que vós fazeis por mim acabou e começa o tempo do meu compromisso. O que me confiastes, rompe meu individualismo e estática, fazendo-me sentir, pessoalmente, responsável pela salvação do mundo.

Senhor, vós me confiastes o vosso Evangelho, para anunciá-lo em todos os cantos do mundo. Dai-me a força da fé, como destes aos seus primeiros apóstolos, para que o medo não me vença, as dificuldades não me impeçam, a incompreensão não me desanime, mas que eu seja, sempre e em toda parte, a vossa boa nova, reveladora do vosso amor, como foram os mártires e santos na história de todos os povos do mundo».

Oração:

«Senhor Jesus, que com vossa ascensão enchestes os Onze de alegria, fazei que sejamos dignos desta alegria, em virtude da vossa oração e misericórdia.

Senhor Jesus, Vós que com a vossa ascensão levastes a nossa frágil humanidade para o céu e nos abristes o caminho do Céu, infundi em nós a alegria da serenidade e da paz.

Senhor Jesus, Vós que ao subir ao Céu, nos vestistes com o dom do Espírito Santo, fazei de nós vossas testemunhas na vida de cada dia, para que possamos transmitir sempre a alegria da vossa Misericórdia.

 HOMILIA DOMINICAL
17 DE MAIO DE 2026
7ª SEMANA DA PASCOA

Leitura do Dia

Primeira Leitura
Leitura dos Atos dos Apóstolos - 1,12-14

Então voltaram para Jerusalém, do monte chamado das Oliveiras, o qual está perto de Jerusalém, à distância do caminho de um sábado. E, entrando, subiram ao cenáculo, onde habitavam Pedro e Tiago, João e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, irmão de Tiago. Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos. 

Segunda Leitura
Primeira Carta de san Pedro -1 Pt 4,13-16

Antes, alegrem‑se à medida que participam dos sofrimentos de Cristo, para que também, quando a glória dele for revelada, vocês exultem com grande alegria. Se são insultados por causa do nome de Cristo, vocês são bem-aventurados, pois o glorioso Espírito de Deus repousa sobre vocês. Portanto, nenhum de vocês sofra como assassino, ladrão, criminoso, nem como quem se intromete nos negócios alheios. Contudo, se sofre como cristão, não se envergonhe, mas glorifique a Deus por meio desse nome.

Evangelho do Dia
Evangelho segundo João - 17,1-11a

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao céu e disse: “Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho te glorifique a ti, e, porque lhe deste poder sobre todo homem, ele dê a vida eterna a todos aqueles que lhe confiaste.

Ora, a vida eterna é esta: que eles te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e àquele que tu enviaste, Jesus Cristo. Eu te glorifiquei na terra e levei a termo a obra que me deste para fazer. 5E agora, Pai, glorifica-me junto de ti, com a glória que eu tinha junto de ti antes que o mundo existisse.

Manifestei o teu nome aos homens que tu me deste do meio do mundo. Eram teus, e tu os confiaste a mim, e eles guardaram a tua palavra. Agora eles sabem que tudo quanto me deste vem de ti, pois dei-lhes as palavras que tu me deste, e eles as acolheram, e reconheceram verdadeiramente que eu saí de ti e acreditaram que tu me enviaste.

Eu te rogo por eles. Não te rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. Tudo o que é meu é teu e tudo o que é teu é meu. E eu sou glorificado neles. 11aJá não estou no mundo, mas eles permanecem no mundo, enquanto eu vou para junto de ti”.

As palavras dos Papas

«Pai, chegou a hora: glorifica o teu Filho, para que o Filho te glorifique» (Jo 17, 1). A glorificação que Jesus pede para Si mesmo, como Sumo Sacerdote, é o ingresso na obediência mais plena ao Pai, uma obediência que o leva à sua condição filial mais completa: «E agora, Pai, glorifica-me diante de ti com aquela glória que Eu tinha em Ti antes da criação do mundo» (Jo 17, 5). Esta disponibilidade e este pedido são o primeiro acto do novo sacerdócio de Jesus, que é um doar-se totalmente na cruz, e precisamente na cruz — o supremo gesto de amor — Ele é glorificado, porque o amor é a glória autêntica, a glória divina. O segundo momento desta oração é a intercessão que Jesus faz pelos seus discípulos, que permaneceram com Ele. Eles são aqueles sobre os quais Jesus pode dizer ao Pai: «Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus e Tu deste-mos, e eles observaram a tua palavra» (Jo 17, 6). «Manifestar o nome de Deus aos homens» é a realização de uma nova presença do Pai no meio do povo, da humanidade. Este «manifestar» não é só uma palavra, mas é realidade em Jesus; Deus está conosco, e assim o nome — a sua presença conosco, o ser um de nós — «realizou-se». Portanto, esta manifestação realiza-se na encarnação do Verbo. Em Jesus, Deus entra na carne humana, faz-se próximo de modo único e novo. E esta presença tem o seu ápice no sacrifício que Jesus realiza na sua Páscoa de morte e ressurreição.

UM BOM E SANTO DOMINGO A TODOS.

HOMILIA DOMINICAL 28 DE JUNHO DE 2026 XIII DOMINGO DO TEMPO COMUM Leitura do Dia Primeira Leitura Leitura do Segundo Livro dos Reis -  4,8-1...