HOMILIA DOMINICAL
19 DE JULHO DE 2026
16º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Leitura do dia

Primeira leitura
Leitura do Livro da Sabedoria - 
12,13.16-19

Não há, além de ti, outro Deus que cuide de todas as coisas e a quem devas mostrar que teu julgamento não foi injusto.
A tua força é princípio da tua justiça, e o teu domínio sobre todos te faz para com todos indulgente.
Mostras a tua força a quem não crê na perfeição do teu poder; e nos que te conhecem, castigas o seu atrevimento.
No entanto, dominando tua própria força, julgas com clemência e nos governas com grande consideração: pois quando quiseres, está ao teu alcance fazer uso do teu poder.
Assim procedendo, ensinaste ao teu povo que o justo deve ser humano; e a teus filhos deste a confortadora esperança de que concedes o perdão aos pecadores. 

Segunda Leitura
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos - 8,26-27

Irmãos:
O Espírito vem em socorro da nossa fraqueza.
Pois nós não sabemos o que pedir, nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis.
E aquele que penetra o íntimo dos corações sabe qual é a intenção do Espírito.
Pois é sempre segundo Deus que o Espírito intercede em favor dos santos.

Evangelho do Dia
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus - 13,24-43

Naquele tempo:
Jesus contou outra parábola à multidão:
"O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo.
Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo, e foi embora.
Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio.
Os empregados foram procurar o dono e lhe disseram:
'Senhor, não semeaste boa semente no teu campo?
Donde veio então o joio?'
O dono respondeu: 'Foi algum inimigo que fez isso'.
Os empregados lhe perguntaram: 'Queres que vamos arrancar o joio?'
O dono respondeu: 'Não! pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo.
Deixai crescer um e outro até a colheita!
E, no tempo da colheita, direi aos que cortam o trigo: arrancai primeiro o joio e amarrai-o em feixes para ser queimado!
Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro!
Jesus contou-lhes outra parábola:
"O Reino dos Céus é como uma semente de mostarda que um homem pega e semeia no seu campo.
Embora ela seja a menor de todas as sementes, quando cresce, fica maior do que as outras plantas.
E torna-se uma árvore, de modo que os pássaros vêm e fazem ninhos em seus ramos".
Jesus contou-lhes ainda uma outra parábola:
"O Reino dos Céus é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado".
Tudo isso Jesus falava em parábolas às multidões.
Nada lhes falava sem usar parábolas, para se cumprir o que foi dito pelo profeta:
"Abrirei a boca para falar em parábolas; vou proclamar coisas escondidas desde a criação do mundo".
Então Jesus deixou as multidões e foi para casa.
Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram:
"Explica-nos a parábola do joio!"
Jesus respondeu:
"Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem.
O campo é o mundo.
A boa semente são os que pertencem ao Reino.
O joio são os que pertencem ao Maligno.
O inimigo que semeou o joio é o diabo.
A colheita é o fim dos tempos.
Os ceifeiros são os anjos.
Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: o Filho do Homem enviará os seus anjos, e eles retirarão do seu Reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal; e depois os lançarão na fornalha de fogo.
Aí haverá choro e ranger de dentes.
Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai.
Quem tem ouvidos, ouça".

As palavras dos Papas

Jesus compara o Reino dos céus com um campo de trigo, para nos levar a compreender que dentro de nós foi semeado algo de pequeno e escondido que, no entanto, possui uma força vital insuprimível. Não obstante todos os obstáculos, a semente desenvolver-se-á e o fruto amadurecerá. Este fruto só será bom, se o terreno da vida for cultivado em conformidade com a vontade divina. Por isso, na parábola do trigo bom e do joio (cf. Mt 13, 24-30), Jesus admoesta-nos que, depois da sementeira realizada pelo dono, «enquanto todos dormiam», interveio «o seu inimigo», que semeou a erva daninha. Isto significa que devemos estar prontos para conservar a graça recebida desde o dia do Baptismo, continuando a alimentar a fé no Senhor, a qual impede que o mal ganhe raízes. Santo Agostinho, comentando esta parábola, observa que «muitos, primeiro são joio e depois tornam-se trigo bom», e acrescenta: «Se eles, quando são malvados, não fossem tolerados com paciência, não chegariam à mudança louvável» (Quaest. septend. in Ev. sec. Matth., 12, 4: pl 35, 1371). (...) Portanto, se somos filhos de um Pai tão grande e bom, procuremos assemelhar-nos a Ele! Esta era a finalidade que Jesus se propunha com a sua pregação; com efeito, a quantos O ouviam, Ele dizia: «Sede perfeitos, como o vosso Pai que está nos céus é perfeito» (Mt 5, 48).








HOMILIA DOMINICAL
12 DE JUNHO DE 2026
15º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Leitura do Dia

Primeira Leitura
Leitura do Livro do Profeta Isaías - 55,10-11

Isto diz o Senhor:
"Assim como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra, e fazê-la germinar e dar semente, para o plantio e para a alimentação, assim a palavra que sair de minha boca: não voltará para mim vazia; antes, realizará tudo que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi, ao enviá-la".

Segunda Leitura
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos - 8,18-23

Irmãos:
Eu entendo que os sofrimentos do tempo presente nem merecem ser comparados com a glória que deve ser revelada em nós.
De fato, toda a criação está esperando ansiosamente o momento de se revelarem os filhos de Deus.
Pois a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua livre vontade, mas por sua dependência daquele que a sujeitou; também ela espera ser libertada da escravidão da corrupção e, assim, participar da liberdade e da glória dos filhos de Deus.
Com efeito, sabemos que toda a criação, até ao tempo presente, está gemendo como que em dores de parto.
E não somente ela, mas nós também, que temos os primeiros frutos do Espírito, estamos interiormente gemendo, aguardando a adoção filial e a libertação para o nosso corpo.

Evangelho do Dia
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus - 13,1-23

Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se às margens do mar da Galileia.
Uma grande multidão reuniu-se em volta dele.
Por isso Jesus entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé, na praia.
E disse-lhes muitas coisas em parábolas: 
"O semeador saiu para semear.
Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e as comeram.
Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra.
As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda.
Mas, quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas e secaram, porque não tinham raiz.
Outras sementes caíram no meio dos espinhos.
Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas.
Outras sementes, porém, caíram em terra boa, e produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente.
Quem tem ouvidos, ouça!
Os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus:
"Por que tu falas ao povo em parábolas?"
Jesus respondeu:
"Porque a vós foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não é dado.
Pois à pessoa que tem, será dado ainda mais, e terá em abundância; mas à pessoa que não tem, será tirado até o pouco que tem.
É por isso que eu lhes falo em parábolas: porque olhando, eles não veem, e ouvindo, eles não escutam, nem compreendem.
Desse modo se cumpre neles a profecia de Isaías: 
'Havereis de ouvir, sem nada entender.
Havereis de olhar, sem nada ver.
Porque o coração deste povo se tornou insensível. 
Eles ouviram com má vontade e fecharam seus olhos, para não ver com os olhos, nem ouvir com os ouvidos, nem compreender com o coração, de modo que se convertam e eu os cure'.
Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem.
Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram.
Ouvi, portanto, a parábola do semeador:
Todo aquele que ouve a palavra do Reino e não a compreende, vem o Maligno e rouba o que foi semeado em seu coração.
Este é o que foi semeado à beira do caminho.
A semente que caiu em terreno pedregoso é aquele que ouve a palavra e logo a recebe com alegria; mas ele não tem raiz em si mesmo, é de momento: quando chega o sofrimento ou a perseguição, por causa da palavra, ele desiste logo.
A semente que caiu no meio dos espinhos é aquele que ouve a palavra, mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a palavra, e ele não dá fruto.
A semente que caiu em boa terra é aquele que ouve a palavra e a compreende.
Esse produz fruto.
Um dá cem, outro sessenta e outro trinta".

As palavras dos Papas

Um semeador muito original sai para semear, mas não se preocupa com o lugar onde a semente cai. Lança a semente até onde é improvável que dê fruto: ao longo da estrada, entre as pedras, no meio dos arbustos. Esta atitude surpreende o ouvinte, levando-o a questionar-se: como é possível? Estamos habituados a calcular as coisas - e às vezes é necessário - mas isto não vale no amor! O modo como este semeador “esbanjador” lança a semente é uma imagem da maneira como Deus nos ama. Aliás, é verdade que o destino da semente depende também do modo como o terreno a acolhe e da situação em que se encontra, mas nesta parábola Jesus diz-nos sobretudo que Deus lança a semente da sua palavra em todos os tipos de solo, isto é, em qualquer uma das nossas situações: às vezes somos mais superficiais e distraídos, outras vezes deixamo-nos levar pelo entusiasmo, por vezes sentimo-nos oprimidos pelas preocupações da vida, mas há também momentos em que estamos disponíveis e somos acolhedores. Deus confia e espera que, mais cedo ou mais tarde, a semente floresça. É assim que nos ama: não espera que nos tornemos o melhor terreno, concede-nos sempre generosamente a sua palavra. Talvez precisamente vendo que Ele confia em nós, nasça em nós o desejo de ser uma terra melhor. Esta é a esperança, fundada na rocha da generosidade e da misericórdia de Deus.

UM BOM E SANTO DOMINGO A TODOS.

 HOMILIA DOMINICAL
5 DE JULHO DE 2026
14º DOMINGO DO TEMPO COMUM
Leitura do Dia

Primeira Leitura
Leitura da Profecia de Zacarias - 9,9-10

Assim diz o Senhor:
"Exulta, cidade de Sião!
Rejubila, cidade de Jerusalém.
Eis que vem teu rei ao teu encontro; ele é justo, ele salva; é humilde e vem montado num jumento, um potro, cria de jumenta.
Eliminará os carros de Efraim, os cavalos de Jerusalém; ele quebrará o arco de guerreiro, anunciará a paz às nações.
Seu domínio se estenderá de um mar a outro mar, e desde o rio até aos confins da terra".

Segunda Leitura
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos - 8,9.11-13

Irmãos:
Vós não viveis segundo a carne, mas segundo o espírito, se realmente o Espírito de Deus mora em vós.
Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo.
E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos mora em vós, então aquele que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos vivificará também vossos corpos mortais por meio do seu Espírito que mora em vós.
Portanto, irmãos, temos uma dívida, mas não para com a carne, para vivermos segundo a carne.
Pois, se viverdes segundo a carne, morrereis, mas se, pelo espírito, matardes o procedimento carnal, então vivereis.

Evangelho do Dia
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus - 11,25-30

Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer:
"Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos.
Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado.
Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.
Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso.
Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso.
Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve".

As palavras dos Papas

Jesus (...) nos convida a carregar o seu jugo e a aprender d'Ele, que é "manso e humilde de coração" (Mt 11, 29). Carregar o jugo do Senhor significa antes de tudo:  aprender d'Ele. Estar sempre dispostos a ir à sua escola. D'Ele devemos aprender a mansidão e a humildade a humildade de Deus que se mostra no seu ser homem. São Gregório Nazianzeno certa vez perguntou-se porque é que Deus se quis fazer homem. A parte mais importante e para mim mais comovedora da sua resposta é:  "Deus queria dar-se conta do que significa para nós a obediência e queria medir tudo com base no próprio sofrimento, esta invenção do seu amor por nós. Deste modo, Ele pode conhecer diretamente em si mesmo o que nós experimentamos quanto nos é exigido, quanta indulgência merecemos calculando com base no seu sofrimento a nossa debilidade" (Discurso 30; Disc. Teol. IV, 6). Às vezes gostaríamos de dizer a Jesus:  Senhor, o teu jugo não é minimamente leve. Aliás, é tremendamente pesado neste mundo. Mas olhando depois para Ele que carregou tudo que em si sentiu a obediência, a debilidade, o sofrimento, toda a escuridão, então estas nossas lamentações dissipam-se. O seu jugo é o de amar com Ele. Quanto mais amarmos, e com Ele nos tornarmos pessoas que amam, tanto mais leve se tornará para nós o seu jugo aparentemente pesado.

UM BOM E SANTO DOMINGO A TODOS.

HOMILIA DOMINICAL
28 DE JUNHO DE 2026
XIII DOMINGO DO TEMPO COMUM
Leitura do Dia

Primeira Leitura
Leitura do Segundo Livro dos Reis - 4,8-11.14-16a

Certo dia, Eliseu passou por Sunam.
Lá morava uma senhora rica, que insistiu para que fosse comer em sua casa.
Depois disso, sempre que passava por lá, Eliseu parava na casa dessa mulher para fazer suas refeições.
E ela disse ao marido: ‘Tenho observado que este homem, que passa tantas vezes por nossa casa, é um santo homem de Deus.
Façamos para ele, no terraço, um pequeno quarto de alvenaria, onde colocaremos uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro.
Assim, quando vier à nossa casa, poderá acomodar-se ali’.
Um dia, Eliseu passou por Sunam e recolheu-se àquele pequeno quarto para descansar.
E perguntou a Giezi, seu servo: ‘Que se poderia fazer por esta mulher?’
Giezi respondeu: ‘É inútil perguntar-lhe; ela não tem filhos e seu marido já é velho’.
Eliseu mandou então que a chamasse.
Ele chamou-a e ela pôs-se à porta.
Eliseu disse-lhe: ‘Daqui a um ano, neste tempo, estarás com um filho nos braços’.

Segunda leitura
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos - 6,3-4.8-11

Irmãos:
Será que ignorais que todos nós, batizados em Jesus Cristo, é na sua morte que fomos batizados?
Pelo batismo na sua morte, fomos sepultados com ele, para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim também nós levemos uma vida nova. 
Se, pois, morremos com Cristo, cremos que também viveremos com ele. 
Sabemos que Cristo ressuscitado dos mortos não morre mais; a morte já não tem poder sobre ele.
Pois aquele que morreu, morreu para o pecado uma vez por todas; mas aquele que vive, é para Deus que vive.
Assim, vós também considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em Jesus Cristo.

Evangelho do Dia
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus - 10,37-42

Naquele tempo, disse Jesus a seus apóstolos:
Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim.
Quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim, não é digno de mim.
Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim.
Quem procura conservar a sua vida vai perdê-la.
E quem perde a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la.
Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou.
Quem recebe um profeta, por ser profeta, receberá a recompensa de profeta.
E quem recebe um justo, por ser justo, receberá a recompensa de justo.
Quem der, ainda que seja apenas um copo de água fresca, a um desses pequeninos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa.’

As palavras dos Papas

Jesus pede aos seus discípulos que levem a sério as exigências do Evangelho, mesmo quando isso requer sacrifício e esforço. (...) Ele diz: “Quem ama o pai ou a mãe, [...] o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim” (v. 37). Jesus não pretende certamente subestimar o amor pelos pais e filhos, mas sabe que os laços de parentesco, se forem postos em primeiro lugar, podem desviar do verdadeiro bem. Vemo-lo: acontecem algumas corrupções nos governos precisamente porque o amor à parentela é maior do que o amor à pátria, e dão cargos aos parentes. Quando, por outro lado, o amor aos pais e filhos é animado e purificado pelo amor ao Senhor, então torna-se plenamente fecundo e produz frutos de bem na própria família e muito para além dela (...). Então Jesus diz aos seus discípulos: «Quem não tomar a sua cruz para Me seguir, não é digno de mim» (v. 38). É uma questão de O seguir no caminho que Ele próprio percorreu, sem procurar atalhos. Não há amor verdadeiro sem cruz, ou seja, sem um preço a pagar pessoalmente. E dizem-no muitas mães, muitos pais, que tanto se sacrificam pelos filhos e suportam verdadeiras dificuldades e cruzes, porque amam. E carregada com Jesus, a cruz não é assustadora, porque Ele está sempre ao nosso lado para nos apoiar na hora da prova mais dura, para nos dar força e coragem.

UM BOM E SANTO DOMINGO A TODOS.

NOTÍCIAS EM DESTAQUE - BRASIL - 118 ANOS DA IMIGRAÇÃO JAPONESA NO BRASIL 

A Imigração Japonesa no Brasil teve início oficial em 18 de junho de 1908, com a chegada do navio Kasato Maru ao porto de Santos trazendo 781 imigrantes. O país abriga a maior comunidade de descendentes nipônicos do mundo, com aproximadamente 2,7 milhões de pessoas vivendo em território nacional. 

Contexto Histórico e Expansão

O movimento migratório começou a se fortalecer em 1905, impulsionado por um acordo entre os governos brasileiro e japonês para suprir a escassez de mão de obra nas plantações de café de São Paulo e outras regiões. Após enfrentarem dificuldades iniciais de adaptação, idioma e condições de trabalho nas fazendas, muitas famílias japonesas seguiram para núcleos coloniais, onde diversificaram a agricultura nacional.

Para uma visão geral e documentada sobre a jornada, desafios e a importância cultural dos imigrantes japoneses no Brasil:

Presença Cultural e Social

A contribuição nipônica no Brasil vai muito além da introdução de novas técnicas agrícolas (como o cultivo de hortaliças, chá e pimenta-do-reino). A cultura influenciou fortemente a gastronomia, o esporte e os costumes. Um marco dessa influência é o bairro da Liberdade, na cidade de São Paulo, que se desenvolveu a partir da primeira grande concentração de imigrantes na região.

O Brasil conta com acervos dedicados a preservar essa herança. Se você deseja explorar a documentação, fotografias e os objetos originais trazidos pelos primeiros colonos, pode consultar os registros mantidos pela Embaixada do Japão no Brasil e o Museu da Imigração Japonesa - Bunkyo. 

Identidade Nipo-Brasileira Atualmente

Atualmente, as novas gerações de nipo-brasileiros (nikkeis) integram plenamente a sociedade brasileira. Eles se identificam primeiramente como brasileiros, mantendo vivo o legado de trabalho árduo, respeito à educação e os valores tradicionais japoneses que enriquecem a identidade cultural do país.

Gostaria de aprofundar seu conhecimento sobre alguma área específica? Posso procurar detalhes sobre:

  • A influência da culinária japonesa no Brasil
  • O impacto na agricultura em regiões específicas, como São Paulo ou Pará
  • A história das colônias agrícolas pioneiras

Principais Causas da Imigração

  • Superpopulação no Japão: O país enfrentava forte crise demográfica e desemprego no início do século XX.
  • Falta de terras cultiváveis: A modernização da Era Meiji centralizou terras e isolou pequenos camponeses.
  • Falta de mão de obra no Brasil: O fim da escravidão (1888) gerou forte demanda nas fazendas de café paulistas.

Trajetória e Ciclos Econômicos

  • O Café (1908–1920s): Os primeiros imigrantes trabalharam como colonos no cultivo do café no interior de São Paulo.
  • Independência Agrícola: Com o tempo, compraram terras e formaram cooperativas, introduzindo novos alimentos no Brasil.
  • Novas Regiões: Expandiram-se para o Paraná, Mato Grosso do Sul, Pará (cultivo de pimenta-do-reino) e Amazonas (juta). 

Contribuições Culturais e Econômicas

  • Agricultura: Introdução do cultivo do caqui, kiwi, maçã fuji, mexerica ponkan e técnicas de cultivo em estufas.
  • Culinária: Popularização do consumo de peixe cru, sushi, pastel de feira, shoyu e o uso marcante do arroz e hortaliças.
  • Artes e Esportes: Difusão de artes marciais (Judô, Karatê, Aikidô) e celebrações tradicionais como o Bon Odori.

Marcos Históricos Locais (Pontos de Interesse)

  • Bairro da Liberdade (São Paulo): O maior reduto da comunidade japonesa no país, famoso por seus pórticos (Torii) e feiras.
  • Museu Histórico da Imigração Japonesa (São Paulo): Principal acervo documental e de objetos da trajetória dos imigrantes.
  • Pavilhão Japonês (Parque Ibirapuera): Monumento construído em conjunto pelo governo japonês e a comunidade nikkei.

HOMILIA DOMINICAL
21 DE JUNHO DE 2026
12º DOMINGO DO TEMPO COMUM

 Leitura do Dia

Primeira Leitura
Leitura do Livro do Profeta Jeremias - 20,10-13

Jeremias disse: 
"Eu ouvi as injúrias de tantos homens e os vi espalhando o medo em redor: 'Denunciai-o, denunciemo-lo'.
Todos os amigos observavam minhas falhas: 'Talvez ele cometa um engano e nós poderemos apanhá-lo e desforrar-nos dele'.
Mas o Senhor está ao meu lado, como forte guerreiro; por isso, os que me perseguem cairão vencidos.
Por não terem tido êxito, eles se cobrirão de vergonha.
Eterna infâmia, que nunca se apaga!
Ó Senhor dos exércitos, que provas o homem justo e vês os sentimentos do coração, rogo-te me faças ver tua vingança sobre eles; pois eu te declarei a minha causa.
Cantai ao Senhor, louvai o Senhor, pois ele salvou a vida de um pobre homem das mãos dos maus".

Segunda Leitura
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos - 5,12-15

Irmãos:
O pecado entrou no mundo por um só homem.
Através do pecado, entrou a morte.
E a morte passou para todos os homens, porque todos pecaram.
Na realidade, antes de ser dada a Lei, já havia pecado no mundo.
Mas o pecado não pode ser imputado, quando não há lei.
No entanto, a morte reinou, desde Adão até Moisés, mesmo sobre os que não pecaram como Adão, o qual era a figura provisória daquele que devia vir.
Mas isso não quer dizer que o dom da graça de Deus seja comparável à falta de Adão!
A transgressão de um só levou a multidão humana à morte, mas foi de modo bem superior que a graça de Deus, ou seja, o dom gratuito concedido através de um só homem, Jesus Cristo, se derramou em abundância sobre todos.

Evangelho do Dia
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus - 10,26-33

Naquele tempo, disse Jesus a seus apóstolos:
Não tenhais medo dos homens, pois nada há de encoberto que não seja revelado, e nada há de escondido que não seja conhecido.
O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados!
Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma!
Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno!
Não se vendem dois pardais por algumas moedas?
No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai.
Quanto a vós, até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados.
Não tenhais medo! 
Vós valeis mais do que muitos pardais. 
Portanto, todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que está nos céus.
Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus.

As palavras dos Papas

O Evangelho deste domingo (cf. Mt 10, 26-33) faz eco ao convite que Jesus dirige aos seus discípulos para que não tenham medo, sejam fortes e confiantes diante dos desafios da vida, alertando-os para as adversidades que os esperam. O trecho de hoje faz parte do discurso missionário com o qual o Mestre prepara os Apóstolos para a primeira experiência de proclamação do Reino de Deus. Jesus exorta-os insistentemente a “não terem medo”. O medo é um dos piores inimigos da nossa vida cristã. Jesus exorta: “não receeis”, “não tenhais medo”. E Jesus descreve três situações concretas que eles enfrentarão. (...) São como as três tentações: edulcorar o Evangelho, diluí-lo; segunda, a perseguição; e terceira, o sentimento de que Deus nos deixou sozinhos. Jesus também sofreu esta provação no Jardim das Oliveiras e na Cruz: “Pai, por que me abandonaste”, diz Jesus. Por vezes sentimos esta aridez espiritual; não devemos ter medo dela. O Pai cuida de nós porque o nosso valor é grande aos Seus olhos. O importante é a franqueza, a coragem do testemunho, do testemunho de fé: “reconhecer Jesus diante dos homens” e ir em frente praticando o bem.

UM BOM E SANTO DOMINGO A TODOS.

 HOMILIA DOMINICAL
14 DE JUNHO DE 2026
11º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Leitura do Dia
Leitura do Livro do Êxodo - 19,2-6a

Naqueles dias, os israelitas, partindo de Rafidim, chegaram ao deserto do Sinai, onde acamparam.
Israel armou aí suas tendas, defronte da montanha.
Moisés, então, subiu ao encontro de Deus.
O Senhor chamou-o do alto da montanha, e disse: 
"Assim deverás falar à casa de Jacó e anunciar aos filhos de Israel".
Vistes o que fiz aos egípcios, e como vos levei sobre asas de águia e vos trouxe a mim.
Portanto, se ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, sereis para mim a porção escolhida dentre todos os povos, porque minha é toda a terra.
E vós sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.

Evangelho do Dia
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos - 5,6-11

Irmãos:
Quando éramos ainda fracos,
Cristo morreu pelos ímpios, no tempo marcado.
Dificilmente alguém morrerá por um justo; por uma pessoa muito boa, talvez alguém se anime a morrer.
Pois bem, a prova de que Deus nos ama é que Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores.
Muito mais agora, que já estamos justificados pelo sangue de Cristo, seremos salvos da ira por ele.
Quando éramos inimigos de Deus, fomos reconciliados com ele pela morte do seu Filho; quanto mais agora, estando já reconciliados, seremos salvos por sua vida!
Ainda mais: 
Nós nos gloriamos em Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo.
É por ele que, já desde o tempo presente, recebemos a reconciliação.

As palavras dos Papas

«A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara» (v. 2). Por um lado, como um semeador, Deus saiu pelo mundo para semear com generosidade e colocou no coração do homem e da história o desejo do infinito, de uma vida plena, de uma salvação que o liberte. Por isso, a seara é grande: o Reino de Deus, como uma semente, germina no solo e as mulheres e os homens de hoje, mesmo quando parecem dominados por tantas outras coisas, esperam uma verdade maior, procuram um sentido mais pleno para as suas vidas, desejam a justiça, levam dentro de si um anseio de vida eterna. Por outro lado, são poucos os operários que vão trabalhar no campo semeado pelo Senhor e que, além disso, são capazes de reconhecer, com os olhos de Jesus, o bom trigo que está pronto para a colheita (...). Para fazer isso, não são necessárias muitas ideias teóricas sobre conceitos pastorais: é preciso, acima de tudo, rezar ao Dono da messe. Com efeito, em primeiro lugar está a relação com o Senhor, cultivando o diálogo com Ele. Então, será Ele que nos tornará seus operários e nos enviará ao campo do mundo como testemunhas do seu Reino.

UM BOM E SANTO DOMINGO A TODOS.


HOMILIA DOMINICAL 19 DE JULHO DE 2026 16º DOMINGO DO TEMPO COMUM Leitura do dia Primeira leitura Leitura do Livro da Sabedoria -  12,13.16-1...