Asma: sintomas, tratamentos, causas

Por Redação - minhavida.com.br/saude -  Revisado por Franco Martins - Pneumologia - CRM 138476/SP

O que é Asma?
Asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, variável e reversível espontaneamente ou com tratamento. Durante a crise de asma, os brônquios se inflamam e reduzem a passagem de ar, causando os sintomas de tosse, falta de ar, chiado e aperto no peito.
Se pensarmos em uma pessoa sem a doença, ela sofrerá uma falta de ar quanto estiver exposta a irritações, como a fumaça de um incêndio, ou uma pneumonia. Diante desse quadro, o organismo da pessoa identifica os agentes irritantes e faz com que a musculatura que existe em volta do brônquio se contraia, diminuindo a passagem de ar. O mesmo processo acontece com um paciente que tem asma, só que os gatilhos para causar uma irritação nos brônquios são outros, como pó, poeira, mofo, perfumes, odores fortes.
Asma é uma das condições crônicas mais comuns, acometendo cerca de 235 milhões de pessoas no mundo todo, segundo a Organização Mundial de Saúde. Estima-se que, no Brasil, cerca de 3 a 5 %% da população sofra com o problema.
Tipos
Para classificar a gravidade da sua asma, o seu médico considera a análise clínica juntamente com os resultados de seus exames. Determinar o quão grave é sua asma auxilia o médico a escolher o melhor tratamento. Além disso, a gravidade da asma pode alterar com o passar do tempo, necessitando um reajuste da medicação.
Atualmente classificamos a asma tanto pelo seu controle quanto pela gravidade.Consideramos sempre o último mês, tendo a asma como “controlada” quando os sintomas estão ausentes e a pessoa leva uma vida normal, como se nem tivesse a doença. Na asma “parcialmente controlada” os sintomas estão presentes, mas não tão frequentes. Por fim, a asma é “não controlada” quando os sintomas aparecem frequentemente.
Controlada: não existe limitação às atividades, nem sintomas diurnos e noturnos, nem uso de medicação de alívio (bombinhas para crise)
Parcialmente controlada: 1 a 2 vezes no último mês houve limitação às atividades, sintomas diurnos, noturnos e/ou uso de medicação de alívio (bombinhas para crise)
Não controlada: 3 ou mais vezes no último mês houve limitação às atividades, sintomas diurnos, noturnos e/ou uso de medicação de alívio (bombinhas para crise)
Também classificamos a asma quanto a sua gravidade. Existe a asma de difícil controle, quando é difícil atingir o controle dos sintomas mesmo com doses adequadas de medicação. E dentro desse grupo temos a Asma Grave, quando os sintomas persistem apesar do uso de altas doses de medicações de forma adequada e regular, trata-se da minoria dos casos.
Causas
Ninguém sabe exatamente o que provoca asma, uma vez que cada pessoa apresenta uma sensibilidade a gatilhos diferentes. Dessa forma, é importante entender o que causa seus ataques de asma e tentar reduzir a exposição a esses agentes ou buscar tratamentos mais adequados. Aqui estão os gatilhos mais comuns da asma:
Substâncias e agentes alérgenos
Cerca de 80% das pessoas com asma sofrem crises quando expostas a alguma substância transportada pelo ar, como ácaros e poeira, poluição, pólen, mofo, pelos de animais, fumaça de cigarro e partículas de insetos. Substâncias químicas como tinta, desinfetantes e produtos de limpeza também podem desencadear uma crise. Quando aspirados, esses agentes irritam os brônquios, levando a uma crise. Infecções virais, como o resfriado comum ou a gripe, também constituem causa importante para o desencadeamento de uma crise de asma.
Alimentação
Alergias alimentares podem causar crises de asma. Os alimentos mais comuns associados com sintomas alérgicos são:
Ovos
Leite de vaca
Amendoins
Soja
Trigo
Peixe
Camarão e outros crustáceos
Saladas e frutas frescas.
Alguns conservantes e aditivos acrescentados dos alimentos industrializados também podem desencadear uma crise de asma.
Asma induzida por exercício
É um tipo de asma desencadeado por exercício ou esforço físico. Muitas pessoas com asma experimentam algum grau de sintomas ao praticar atividade física. No entanto, existem muitas pessoas sem asma diagnosticada que desenvolvem sintomas apenas durante o exercício. Inclusive, alguns atletas podem apresentar essa manifestação da doença. Vários atletas olímpicos são portadores de asma.
Com asma induzida por exercício, o estreitamento das vias aéreas tem um pico de cinco a vinte minutos após o exercício começar, o que dificulta a retomada do fôlego. Seu médico pode lhe dizer se você precisa usar um broncodilatador antes do exercício para evitar os sintomas incômodos. Quem apresenta essa forma de asma deve, principalmente, evitar que a crise apareça, tomando a medicação prescrita antes da atividade física.
Asma ocupacional
A asma ocupacional é um tipo de asma que resulta de gatilhos presentes no local de trabalho. É muito comum em pessoas que trabalham em usinas ou expostas a agentes químicos, tinturas, agrotóxicos, etc. Com este tipo de asma, você pode ter dificuldade em respirar e sofrer outros sintomas de asma apenas nos dias em que você está no trabalho.
Muitas pessoas com este tipo de asma sofrem com sintomas de rinite alérgica ou alergia de pele, como nariz escorrendo, congestão, irritação nos olhos ou tosse, mais o chiado no peito e tosse típicos da doença. Alguns trabalhos comuns associados com a asma ocupacional incluem criadores de animais e veterinários, agricultores, cabeleireiros, enfermeiros, pintores e marceneiros.
Saiba mais: Você sabe como prevenir ataques de asma?
Asma noturna
Asma noturna não é um tipo diferente de asma, são os sintomas se manifestando durante a noite.. Se você tem asma, as chances de sofrer uma crise são mais elevadas durante o sono, porque a asma pode ser influenciada pelo ritmo circadiano (ciclo biológico que regula as funções do nosso corpo, geralmente de acordo com a luz do sol). Acredita-se que a asma noturna acontece devido ao aumento da exposição aos alérgenos, ao resfriamento das vias aéreas, a posição reclinada favorecendo refluxo gastroesofágico, ou associada ao ronco e apneia do sono.
Se você tem asma, observe se seus sintomas pioram quando a noite avança. Caso isso aconteça, procure um médico para descobrir as causas das suas crises de asma e buscar o tratamento mais adequado.
Mudanças de temperatura
O choque de temperaturas é uma mudança bastante agressiva para quem tem as vias respiratórias mais sensíveis. Além das crises de asma, é comum haver piora de rinite ou tosse. A mudança do calor para o frio pode desencadear uma resposta na mucosa brônquica que, por meio de estímulos nos receptores nervosos de temperatura, podendo desencadear uma crise.
Medicamentos
Medicamentos anti-inflamatórios não hormonais - como o ácido acetilsalicílico, o diclofenaco e o ibuprofeno - podem desencadear crises de asma. Isso acontece porque esses remédios inibem uma via de inflamação, mas sobrecarregam outra, que tem forte relação com a crise asmática em quem sofre da doença.
Condições de saúde que podem imitar asma
Uma variedade de doenças pode causar alguns dos mesmos sintomas da asma. Por exemplo, a asma cardíaca é uma espécie de falha do coração em que os sintomas podem imitar alguns dos presentes na asma regular. Algumas anomalias nas cordas vocais podem provocar um chiado no peito que é muitas vezes confundido com a asma. Alterações na deglutição (ato de engolir), ronco e apneia do sono, tumores pulmonares, embolia pulmonar são doenças importantes investigadas pelo médico.
Fatores de risco
Histórico familiar
A asma é uma doença que tem em seu bojo características genéticas. Pessoas com casos de alergias na família tem uma predisposição genética para desenvolver quadros alérgicos no geral, como a rinite alérgica e asma.
Histórico de alergias
A asma é uma doença caracterizada pela presença de uma reação exagerada das vias aéreas, ou seja, por um mecanismo de defesa aumentado. Esse é o pano de fundo em outras alergias, de respiratórias a cutâneas. Dessa forma, uma pessoa que tenha algum tipo de alergia tem uma maior predisposição a ter outros tipos, dentre eles a asma, uma vez que seu corpo tende a reagir de forma excessiva aos estímulos externos.
Obesidade
As pessoas com obesidade têm maior risco de asma. Isto ocorre porque a obesidade desencadeia uma série de processos inflamatórios - e a asma nada mais é do que um processo inflamatório em nossos brônquios. A obesidade é uma "facilitadora" desse processo. O tratamento da asma no paciente obeso é mais difícil. Perder peso pode fazer a asma sumir da sua vida.
Baixo peso ao nascer e hábitos da gravidez
Os bebês filhos de mães tabagistas têm menor peso, devido aos infartos que o cigarro causa na placenta, dificultando a nutrição do bebê durante a vida intrauterina. Apesar de alguma controvérsia, existe uma relação entre baixo peso ao nascer e asma até os cinco anos de idade. Isso acontece porque o pulmão só se forma plenamente no fim de gestação. Por isso, o bebê prematuro tem mais risco de ter quadros inflamatórios no pulmão. É importante ressaltar que só podemos dizer que uma criança é asmática após os dois anos de vida. Antes disso ela é um bebê chiador. Em resumo, mães que fumam na gestação ou tem forte contato com fumaça podem facilitar o desenvolvimento da asma nos filhos.
Outros comportamentos durante a gestação aumentam o risco de o bebê ter alergia, tais como dormir mal, transtorno de ansiedade e depressão.
Refluxo gastroesofágico
A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é uma condição na qual o conteúdo do estômago vaza em direção contrária para o esôfago. Essa ação irrita o esôfago, causando azia e outros sintomas. Se for aspirado, o conteúdo do refluxo gastroesofágico pode ir parar dentro dos pulmões. Isso pode desencadear uma inflamação e favorecer quadros como pneumonias, bronquites e asma. Muitos asmáticos só atingem o controle da doença quando tratam adequadamente o refluxo, seja com medicamentos ou cirurgia.
Sintomas de Asma
A maioria das pessoas com asma fica longos períodos sem sintomas, intervalados com as crises quando expostos a algum agente. No entanto, algumas pessoas têm a deficiência respiratória quase que cronicamente, com alguns episódios mais graves em determinados períodos. Os ataques de asma podem durar minutos a dias e podem se tornar perigosos se o fluxo de ar estiver muito restrito. Os principais sintomas são tosse, chiado, falta de ar e aperto no peito. Os sintomas variam de uma pessoa para outra.
Os sintomas incluem:
Tosse com ou sem produção de escarro (muco)
Repuxar a pele entre as costelas durante a respiração (retrações intercostais)
Deficiência respiratória que piora com exercício ou atividade.
Respiração ofegante que:
Vem em episódios com períodos intercalados sem sintomas
Pode ser pior à noite ou no início da manhã
Pode desaparecer por si mesma
Melhora quando se usa medicamentos que abrem as vias respiratórias (broncodilatadores)
Piora quando se inspira ar frio
Piora com exercício
Piora com azia (refluxo).
Situações de emergência:
Lábios e rosto de cor azulada
Nível diminuído de agilidade, como sonolência grave ou confusão, durante um ataque de asma
Extrema dificuldade de respirar
Pulsação rápida
Ansiedade grave devido à deficiência respiratória
Sudorese
Chiado audível, parece com miado de gato.
Outros sintomas que podem ocorrer com essa doença:
Padrão de respiração anormal
Respiração para temporariamente
Dor no peito
Aperto no tórax.
Diagnóstico e Exames
Na consulta médica
Ataques graves de asma podem ser fatais. Ao perceber os sinais e sintomas, converse com o médico, pois o tratamento precoce da asma pode evitar uma lesão pulmonar e ajudar a manter o quadro estável, evitando ataques graves. O médico poderá fazer as seguintes perguntas:
O que exatamente são os seus sintomas?
Quando você começou a perceber seus sintomas?
Quão grave são os seus sintomas?
Você tem problemas de respiração na maior parte do tempo ou apenas em determinadas situações?
Você tem alergias, como rinite ou dermatite atópica?
O que parece piorar os seus sintomas?
O que parece melhorar os seus sintomas?
Alguém na sua família tem asma ou outras alergias?
Você tem problemas crônicos de saúde?
Que remédios você toma?
Esse quadro começou agora ou já se manifestou anteriormente?
.Diagnóstico de Asma
O principal para o diagnóstico de asma é a história do paciente e os exames subsidiários. Pacientes que têm crises esporádicas com melhora depois de um tempo são suspeitos para asma, principalmente se tiverem outro tipo de alergia. O médico também poderá pedir alguns exames para avaliar o funcionamento dos seus pulmões, sendo o principal, a função pulmonar.
Função pulmonar
No teste de função pulmonar, você assopra em um tubo ligado a um computador que vai medir a função dos pulmões. Se o paciente estiver tendo uma crise de asma naquele momento, ele assopra no tubo uma primeira vez, e novamente após usar um broncodilatador. O seu médico lhe dará instruções sobre como controlar a respiração corretamente. Se a função pulmonar estiver alterada no primeiro resultado e estabilizada no segundo, tem-se um diagnóstico de asma.
Entretanto, muitas vezes o asmático chega ao médico contando uma história típica de asma, mas o exame dá normal, pois ele não está em crise. Nesses casos, o médico pode solicitar a chamada bronco provocação, ou seja, expõe o paciente a um agente inflamatório em nível controlado e observa. Se ele iniciar uma crise, é muito suspeito para a asma, confirmando após o término do exame. A função pulmonar simples também é chamada de Espirometria.
Exames adicionais
Outros testes para diagnosticar a asma incluem:
Teste de óxido nítrico: embora pouco usado, esse teste mede a quantidade do gás óxido nítrico que você tem em sua respiração. Quando as vias aéreas estão inflamadas - um sinal de asma - você pode ter níveis maiores de óxido nítrico do que pessoas saudáveis
Exames de imagem: radiografia de tórax e tomografia computadorizada (TC) dos seus pulmões e cavidades do nariz podem identificar quaisquer anormalidades estruturais ou doenças que estejam causando ou agravando problemas respiratórios
Gasometria arterial: a gasometria arterial mede o pH e os níveis de oxigênio e gás carbônico no sangue de uma artéria. Esse exame é utilizado para verificar se os seus pulmões são capazes de mover o oxigênio dos alvéolos para o sangue e remover o dióxido de carbono do sangue.
Converse com seu médico
Aqui estão algumas dicas que podem ajudar seu médico a fazer o diagnóstico:
Anote quaisquer sintomas que você está tendo, inclusive os que podem parecer sem relação com o motivo pelo qual você agendou o compromisso
Anote quando seus sintomas incomodam mais - por exemplo, se os seus sintomas tendem a piorar em determinados momentos do dia, durante determinadas épocas do ano ou quando você está exposto a outros gatilhos
Anote informações pessoais importantes, incluindo qualquer estresse ou mudanças de vida recentes
Faça uma lista de todos os medicamentos, vitaminas e suplementos que você está tomando
Leve um membro da família ou amigo junto, se possível. Às vezes pode ser difícil de recuperar todas as informações fornecidas a você durante uma consulta. O acompanhante pode se lembrar de algo que você perdeu ou esqueceu.
Como o seu tempo de consulta é limitado, preparar uma lista de perguntas irá ajudá-lo a aproveitar ao máximo seu tempo. Liste suas perguntas iniciando pela mais importante, caso o tempo se esgote antes de tirar todas as dúvidas. Para asma, algumas perguntas básicas incluem:
É asma a causa mais provável dos meus problemas respiratórios?
Quais são as outras causas possíveis para os meus sintomas?
Que tipos de testes que eu preciso?
É a minha condição provavelmente temporária ou crônica?
Qual é o melhor tratamento?
Quais são as alternativas para a abordagem primária que você está sugerindo?
Eu tenho essas outras condições de saúde. Qual a melhor forma de gerenciá-las juntas?
Existem restrições que eu preciso seguir?
Existe uma alternativa genérica para o medicamento que você está me prescrevendo?
Há algum livro ou outro material impresso que eu posso levar para casa comigo? Quais sites você recomenda visitar?
Tratamento de Asma
Prevenção e controle são a chave para impedir que os ataques de asma comecem. As medicações de uso contínuo servem para minimizar a sensibilidade e a inflamação as quais os brônquios da pessoa asmática estão sujeitos, fazendo com que os pulmões reajam com menos intensidade aos agentes irritantes, como poeira e ácaros. Pessoas que não realizam o tratamento contínuo adequadamente acabam deixando cicatrizes em seus brônquios, que podem tornar o quadro irreversível. Nessas situações, mesmo com altas doses de medicamentos não é possível o controle da asma, resultado do não uso da medicação durante anos. Diferente dos broncodilatadores, que apenas revertem o quadro de contração do brônquio, os medicamentos contínuos corticosteróides funcionam para evitar que essas reações aconteçam. Veja as linhas de tratamento para a asma:
Saiba mais: Esclareça dúvidas sobre medicamentos para asma
Medicamentos contínuos
Os medicamentos da asma perfeitos para o seu perfil dependem de uma série de coisas, incluindo sua idade, seus sintomas, seus gatilhos de asma e o que parece funcionar melhor para manter a sua doença sob controle. Os medicamentos preventivos de controle em longo prazo reduzem a inflamação nas vias aéreas, impedindo que os sintomas se iniciem. Os medicamentos contínuos, geralmente tomados diariamente, são a base do tratamento da asma. Eles incluem:
Corticosteroides inalados: essa classe de medicamentos inclui fluticasona, budesonida, mometasona, ciclesonida, flunisolide, beclometasona e outros. Você pode precisar usar esses medicamentos durante vários dias ou semanas antes que eles atinjam o seu máximo benefício. Ao contrário de corticosteroides orais, esses medicamentos têm um risco relativamente baixo de efeitos colaterais e são geralmente seguros para uso contínuo, uma vez que agem diretamente nos pulmões, em vez de passarem primeiro pela corrente sanguínea. As inalações são feitas com inaladores portáteis, por meio de sprays ou em forma de pó – esse último inalado por meio de um instrumento próprio. O tempo de ação pode ser de quatro, 12 ou 24 horas, e o espaço entre as inalações varia conforme esse intervalo. Mais de 95% dos casos de asma podem ser controlados com o uso de corticoides
Modificadores de leucotrienos: são medicamentos orais, incluindo o montelucaste, zafirlucast e zileuton. Eles podem ser encontrados em forma de comprimidos, xaropes ou sachês. Eles interferem no processo inflamatório dos pulmões, e raramente são usados de forma isolada, sendo associado ao uso de corticoides. As doses e intervalos de utilização variam conforme o caso e a associação de medicamentos que está sendo feita
Beta-agonistas de longa duração: são medicamentos inaláveis, e incluem salmeterol e formoterol. Sua função é abrir as vias aéreas – ou seja, é um broncodilatador. Normalmente são usados em associação com corticosteroides – chamados assim de inaladores de combinação. Esses medicamentos não devem ser usados durante um ataque de asma
Teofilina: a teofilina funciona principalmente como broncodilatador, mas possui efeito anti-inflamatório, sendo também associada aos corticoides. O medicamento deve ser ministrado a cada 12 horas, e as doses também variam conforme o paciente.
Broncodilatadores
É importante ressaltar que os broncodilatadores servem para aliviar uma crise de asma. Durante uma crise de asma, você tem o fechamento dos brônquios, impedindo a entrada de ar nos pulmões. Os broncodilatadores servem justamente para relaxar essa musculatura dos brônquios, permitindo que o ar entre nos pulmões novamente. Essas medicações têm início de ação rápido, gerando um alívio imediato do paciente. Há broncodilatadores de curta duração (de quatro a seis horas de ação) e de longa duração (de 12 a 24 horas de ação), mas nenhum desses é um tratamento preventivo, devendo ser associado aos corticoides inalados.
Os broncodilatadores são usados conforme necessário para alívio rápido dos sintomas durante um ataque de asma. Se você tem asma associada ao exercício, pode ser que o médico indique usar o broncodilatador logo antes de uma série. Os broncodilatadores são ministrados com um inalador portátil ou um nebulizador, para que possam ser inalados por meio de uma máscara ou um bocal.
Se você usa o broncodilatador várias vezes ao dia, é um sinal de que a sua asma está descontrolada e precisa de outras medicações. O maior risco de uma pessoa ter várias crises e usa apenas o broncodilatador é mascarar uma crise mais grave. Isso pode fazer com que você subestime a intensidade do quadro, ignorando sua gravidade e vindo a sofrer consequências alarmantes, como uma asfixia, pois o broncodilatador somente pode não dar conta da crise. Pessoas que usam ou usaram o broncodilatador mais do que três ou quatro vezes em um único dia devem procurar um pronto socorro ou ligar para seu médico, a fim de buscar formas de tratamento da doença como um todo, não apenas da crise.
Outros medicamentos
Os corticosteroides também podem ser ministrados em versão injetável, sendo que a frequência será menor - por ser indicado para casos mais graves ou conforme a indicação médica. No caso de asma grave, temos disponível a classe de medicamentos chamados imunobiológicos. Até o momento temos o Omalizumabe, Mepolizumabe e Benralizumabe. São medicamentos injetáveis que diminui a resposta das células inflamatórias do pulmão, fazendo com ele fique menos "estressado". São uma opção em casos graves e sua dosagem muda a depender de cada caso. Um dos objetivos desses medicamentos é evitar crises graves que levam a internações e morte.
Para aqueles portadores de rinite alérgica, como coriza, coceira no nariz e espirros, é imprescindível o tratamento adequado. Sprays nasais são muito eficazes e permitem que a asma fique mais suave. Há também a termoplastia brônquica, usada para asma severa que não melhora com corticosteroides inalados ou outros medicamentos para asma. A termoplastia brônquica aquece o interior das vias aéreas nos pulmões com ajuda de um eletrodo, reduzindo o músculo liso no interior das vias aéreas. Isso limita a capacidade das vias aéreas de se contrair, tornando a respiração mais fácil e possivelmente reduzindo os ataques de asma. Trata-se de um procedimento pouco comum pela sua dificuldade de realização.

Obesidade Infantil e na Adolescência

Ivana Silva e Cássia Nunes

A obesidade não é mais apenas um problema estético, que incomoda por causa da “zoação” dos colegas. O excesso de peso pode provocar o surgimento de vários problemas de saúde como diabetes, problemas cardíacos e a má formação do esqueleto.

Cerca de 15% das crianças e 8% dos adolescentes sofrem de problemas de obesidade, e oito em cada dez adolescentes continuam obesos na fase adulta.

As crianças em geral ganham peso com facilidade devido a fatores tais como: hábitos alimentares errados, inclinação genética, estilo de vida sedentário, distúrbios psicológicos, problemas na convivência familiar entre outros.

As pessoas dizem que crianças obesas ingerem grande quantidade de comida. Esta afirmativa nem sempre é verdadeira, pois em geral as crianças obesas usam alimentos de alto valor calórico que não precisa ser em grande quantidade para causar o aumento de peso.

Consumo demasiado de alimentos gordurosos

Como exemplo podemos citar os famosos sanduíches (hambúrguer, misto-quente, cheesburguer etc.) que as mamães adoram preparar para o lanche dos seus filhos, as batatas fritas, os bife passados na manteiga são os verdadeiros vilãs da alimentação infantil, vindo de encontro ao pessoal da equipe de saúde que condenam estes alimentos expondo os perigos da má alimentação aos pais onde alguns ainda pensam que criança saudável é criança gorda. As crianças costumam também a imitar os pais em tudo que eles fazem, assim sendo se os pais tem hábitos alimentares errados, acaba induzindo seus filhos a se alimentarem do mesmo jeito.

Falta de atividades físicas

A vida sedentária facilitada pelos avanços tecnológicos (computadores, televisão, videogames, etc.), fazem com que as crianças não precisem se esforçar fisicamente a nada. Hoje em dia, ao contrário de alguns anos atrás, as crianças devido a violência urbana a pedido de seus pais, ficam dentro de casa com atividades que não as estimulam fazer atividades físicas como correr, jogar bola, brincar de pique etc., levando-as a passarem horas paradas enfrente a uma tv ou outro equipamento eletrônico e quase sempre com um pacote de biscoito ou um sanduíche regados a refrigerantes. Isto é um fator preocupante para o desenvolvimento da obesidade.

Ansiedade

Não são apenas os adultos que sofrem de ansiedade provocados pelo stress do dia a dia. Os jovens também são alvos deste sintoma, causados, por exemplo, por preocupações em semanas de prova na escola ou pela tensão do vestibular, entre outros. A ansiedade os faz comer mais.É como se fosse uma comilança compulsiva, sem fome.

Psiquiatras afirmam que por trás de um obeso sempre poderá existir um problema psicológico, agravando-se devido a nossa cultura onde a sociedade exclui os gordinhos de várias brincadeiras devido a sua situação. Isso só leva a criança ou adolescente a piorar porque quase sempre são tímidas e sentem-se envergonhadas, acabam se isolando e fazendo da alimentação uma “fuga” da realidade, isto é, quanto mais rejeitado, mais ansiosos mais comem.

Depressão

Pessoas com sintomas de depressão, sofrem alterações no apetite podendo emagrecer ou engordar. Algumas pesquisas comprovaram que a pessoa deprimida, geralmente não pratica atividades físicas e come mais doces, principalmente, o chocolate.

Fatores hormonais

A obesidade pode ainda ter correlação com variações hormonais tais como: excesso de insulina; deficiência do hormônio de crescimento; excesso de hidrocortizona, os estrógenos etc.

Fatores Genéticos

Algumas pesquisas já revelaram que se um dos pais é obeso, o filho tem 50% de chances de se tornar gordinho, e se os dois pais estão acima do peso, o risco aumenta para 100%. A criança que tem pais obesos corre o risco de se tornar obesa também porque a obesidade pode ser adquirida geneticamente.

Você já prestou atenção e que tem sempre alguém gordinho na sua turma ou entre os seus amigos do bairro?

Isso indica que a obesidade é um risco cada vez mais presente na vida dos jovens de hoje em dia, o que é muito preocupante. Você sabia que nos anos 70, a relação de brasileiros obesos entre 6 e 18 anos em condições acima do peso eram apenas 3%?

E o pior que nos últimos 30 anos o contingente de gordos aumentou 5 vezes, ou seja, aproximadamente 6,5 milhões de crianças e adolescentes são obesos.

Prevenção é a palavra chave para evitar a obesidade. Aqui vão algumas dicas recomendadas por médicos e nutricionistas para que você se previna contra esse mal e tenha uma vida sempre saudável:

  • Seguir uma alimentação balanceada, rica em frutas, legumes e verduras.


  • Respeitar os horários das refeições e não beliscar guloseimas entre um intervalo e outro.


  • Evitar alimentos gordurosos, como doces, frituras e refrigerantes


  • Praticar atividades físicas, sejam esportes no colégio ou academia, desde que seja orientado por um profissional. Caminhar é a melhor pedida, pois qualquer pessoa pode


  • Beba bastante água, pelo menos 2 litros por dia. A água é importantíssima no bom desempenho das funções do organismo.Principalmente para quem pratica atividades físicas, pois mantém o corpo sempre hidratado.

A obesidade é um problema grave e deve ser encarado com cuidado. Se você está ou conhece alguém que esteja acima do peso, deve procurar ajuda médica, pois as causas da obesidade podem ter diversas origens desde hábitos irregulares até fatores genéticos e hormonais. Quanto mais cedo for tratado, maiores são as chances de cura. Mas não se esqueça que o mais importante é estarmos de bem com nós mesmos. Ter um corpo legal depende do equilíbrio emocional e uma mente consciente.

FGTS - Criado na ditadura, em 1966, FGTS perdeu até para a inflação nos últimos anos, e agora em 2019 vai passar a ser corrigido com índice da poupança.

 Expurgos. Em frente à agência da Caixa, trabalhadores fazem fila na Rua Sete de Setembro, no Rio, para receber perdas do FGTS nos planos Verão e Collor 

Instituído pelos ministros Roberto Campos e Bulhões, Fundo substituiu estabilidade no emprego. Mais de 1 de milhão de pessoas usaram dinheiro em ações de Petrobras e Vale
Patrimônio dos trabalhadores usado nos últimos anos pelos governos para fazer política habitacional, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) foi criado no regime militar por uma lei promulgada, em 13 de setembro 1966, pelo então presidente da República, o marechal Castelo Branco. Na época, com Octávio Gouvêa de Bulhões no Ministério da Fazenda e Roberto Campos à frente do Planejamento, a criação do FGTS fazia parte das reformas institucionais e do ajuste econômico elaborados pelos titulares das pastas após o golpe de 64. Essas ações incluíram a modernização do sistema fiscal, a implementação da correção monetária, a criação do Banco Central junto com a legislação do mercado de capitais e a abertura do Banco Nacional da Habitação (BNH), o primeiro responsável pela administração dos recursos do Fundo de Garantia.
Na ocasião, as contribuições eram depositadas pelas empresas em 76 bancos. Após a extinção do BNH, em 1986, e sua incorporação pela Caixa Econômica Federal, a CEF passou a gerir o seu patrimônio bilionário. A centralização de todas as contas do Fundo na Caixa, por sua vez, viria apenas em 1993.
Com o advento do FGTS, a equipe econômica comandada pela dupla Bulhões-Campos pretendia substituir o antigo sistema de estabilidade dos trabalhadores, alcançada após dez anos no emprego. Surgida nos anos 20 para algumas categorias, entre elas ferroviários, portuários e marítimos, a estabilidade havia sido regulamentada pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), de 1943, instituída na ditadura do Estado Novo por Getúlio Vargas. Também estava prevista na Constituição de 1946.
Nos anos 60, um dos objetivos do Fundo era reduzir o custo das empresas na demissão de funcionários (indenização por tempo de serviço) e ajudar a financiar a indústria da construção civil. A mão de obra também ganhava mais mobilidade na economia brasileira. Além disso, o novo sistema permitia ao trabalhador sacar os recursos em outras hipóteses previstas em lei.
Quando começou a vigorar o Fundo de Garantia, em 1967, o trabalhador que optasse pelo novo sistema perdia, além da estabilidade no emprego, a indenização de um salário para cada ano de trabalho, se fosse dispensado sem justa causa. Mais precisamente, a cada ano a empresa deposita 106,66% de um salário bruto no Fundo de Garantia. Por exemplo, para um trabalhador que ganha mil reais (em valores de 2017), são 12 depósitos de R$ 80, perfazendo R$ 960, mais R$ 80 referentes ao décimo terceiro salário e, conforme determina a lei, mais R$ 26,66 equivalentes a um terço das férias.
Em contrapartida, o trabalhador passou a ter mais opções para usar o FGTS, já que pelo modelo anterior o funcionário só era indenizado por demissão sem justa causa. Era possível sacar o Fundo mesmo que o trabalhador pedisse as contas à empresa. Antes, se o funcionário pedisse demissão, se aposentasse ou morresse, ele ou seus dependentes não recebiam a indenização.
Na fase anterior ao regime do FGTS, a chamada “estabilidade decenal” também gerava distorções. Por exemplo: quando um empregado chegava a nove anos de trabalho, ele corria o risco de ser dispensado para que a empresa não pagasse a indenização, segundo informações do Instituto Fundo Devido ao Trabalhador, do consultor e especialista no tema Mário Avelino. Sem falar que alguns profissionais, quando alcançavam a estabilidade após dez anos no emprego, poderiam deixar de procurar um emprego com salário mais atraente e até condições um pouco melhores de trabalho, já que miravam a indenização.
Embora extinta a indenização por tempo de serviço, hoje ainda existe a multa pela demissão sem justa causa. Nesse caso, o trabalhador tem direito de sacar todo o dinheiro do FGTS e receber mais 40% do total dos recursos da sua conta do Fundo. Mas não existe a multa em caso de o próprio funcionário pedir demissão ou em dispensa por justa causa.
Nas últimas décadas, especialistas e centrais sindicais criticaram o governo por “prender” o dinheiro do trabalhador no FGTS. Até a liberação das chamadas contas inativas, só era permitido sacar os recursos, além do caso de demissão sem justa causa, para fins de aquisição da casa própria e em outras poucas situações, como aposentadoria e doenças, entre elas câncer e Aids.
Para atender parte das reivindicações e visando à popularização do mercado de ações no país, o governo Fernando Henrique Cardoso permitiu o uso do Fundo de Garantia na compra de ações. Em agosto de 2000, ocorreu a operação dos fundos constituídos com os papéis da Petrobras, enquanto a das ações da Vale foi em março de 2002. No total, mais de 1 milhão de pessoas entrararam na Bolsa de Valores nessas operações, sendo a grande maioria estreante. Também no governo tucano houve um acordo, em 2001, para o pagamento de R$ 43 bilhões aos trabalhadores pelas perdas nos planos Verão e Collor I. Já no governo Lula, em 2007, foi criado o fundo de investimento do FGTS em infraestutura. O trabalhador pôde aplicar até 10% das suas contas no FI-FGTS. Depois, passou para 30%, mas a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ainda não autorizou esse tipo de aplicação.
- Na minha opinião, isso foi em função do grande risco que representava os projetos selecionados do PAC, pois havia decisões políticas e não somente técnicas na aplicação desses recursos - diz Mário Avelino.
Outro alvo das críticas ao governo na gestão do FGTS é a correção dos recursos. O dinheiro do trabalhador depositado pelas empresas (8% do salário bruto), com rendimento pouco acima de 3% ao ano, vem perdendo para os ganhos da tradicional caderneta de poupança e até da inflação. No período de 2002 a 2012, por exemplo, segundo estudos do Instituto Fundo Devido do Trabalhador, enquanto a inflação medida pelo INPC subiu 103%, o rendimento das contas dos trabalhadores no FGTS ficou em apenas 69,15%.
Já em termos de volume de recursos, e considerando um período maior - de julho de 1999 até o dia 10 de fevereiro de 2017 -, a perda alcançou a astronômica cifra de R$ 345 bilhões, equivalente a 139,7%, segundo cálculos do instituto.
Em 18 de agosto de 2015, a Câmara dos Deputados aprovou projeto que muda a remuneração do Fundo de Garantia, limitado a 3% mais a Taxa Referencial (TR).
O projeto cria um escalonamento e permite que, em 2019, os ganhos do FGTS alcancem a rentabilidade da poupança.

Saúde: 'Fiquei paraplégica por causa de um piercing'

Vinícius LemosDe Cuiabá para a BBC News Brasil - 11 fevereiro 2019

Um dos primeiros sintomas da infecção sofrida por Layane Dias foi uma 'bola vermelha' no nariz
No início de julho do ano passado, Layane Dias comemorava o estágio que acabara de conquistar e planejava uma viagem em família no mês seguinte. Para a jovem, na época com 20 anos, era o início de uma nova fase.
Ela afirma que jamais imaginaria que estava prestes a passar pelo período que considera o mais complicado de sua vida.
Dias antes de iniciar o estágio, Layane começou a sentir dores frequentes pelo corpo. Para ter forças para trabalhar, a jovem teve de recorrer a medicamentos. No entanto, cada vez mais debilitada, teve de abandonar o estágio.
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O quadro de saúde dela foi piorando até que, semanas depois, a estudante perdeu os movimentos da perna. A situação tornou-se ainda mais difícil e a jovem deixou de sentir parte do próprio corpo. "Dos seios para baixo, não conseguia sentir mais nada", diz à BBC News Brasil.
Segundo Layane, o neurocirurgião que a acompanhou apontou que a bactéria Staphylococcus aureus - que pode causar mazelas em diferentes níveis ao atingir a corrente sanguínea - entrou no organismo da jovem por meio de uma infecção no nariz e a deixou paraplégica.
"O médico me perguntou se eu tive alguma espinha na região do nariz ou algo assim, porque essa bactéria, comumente, é desenvolvida nas fossas nasais. Foi então que contei que havia colocado um piercing no lado esquerdo do nariz, no mês anterior", relata a jovem.
"Quando contei isso, ele me disse: o piercing foi a entrada da bactéria em seu corpo. Ouvir isso me deixou em choque", conta.
O piercing
Layane sempre se considerou uma jovem vaidosa. Além de estudante de Recursos Humanos, também fazia alguns trabalhos como modelo fotográfica.
Ela revela que sempre gostou de piercings. "Já tinha colocado na parte direita do nariz por três vezes", comenta. Em junho passado, a estudante mudou o lado do piercing. "Foi a primeira vez em que coloquei na parte esquerda do nariz. Também foi a primeira vez em que saiu sangue durante o procedimento para colocar o piercing."
No início de julho, segundo Layane, surgiu uma bola vermelha na ponta do nariz, semelhante a uma espinha. "Eu achava que era apenas uma espinha, mas ela me causou febre. Como pensei que não fosse nada relevante, cuidei em casa mesmo, com pomadas. Em uma semana, ela sumiu."
A dermatologista Alessandra Romiti ressalta que as complicações decorrentes do piercing, comumente, acontecem apenas na área do corpo em que o objeto é colocado. "Há casos como inflamações ou infecções locais. Por isso, é fundamental que o estabelecimento obedeça às normas de higiene adequadas. O material utilizado tem que estar esterilizado, o piercing tem que estar limpo e a pele precisa ser muito bem higienizada", diz.
"Depois, o paciente precisa manter o lugar limpo para evitar o risco de haver qualquer tipo de contaminação", acrescenta. Segundo a médica, complicações graves são consideradas extremamente raras.
Na sexta-feira que antecedeu o início do estágio da estudante, ela foi a uma festa com as amigas, em Brasília, onde mora. "Dançamos muito. Foi uma noite muito legal", relata. No dia seguinte, a jovem acordou com intensa dor nas costas. "Não dei muita atenção, porque achei que fosse uma dor muscular normal, por conta da noite anterior."
"Tomei um remédio, mas a dor não passou. Continuou intensa. No dia seguinte, um domingo, as dores continuaram e estavam ainda mais fortes. A minha mãe me levou a uma farmácia, onde tomei um coquetel de injeções e a dor sumiu. Fiquei aliviada", narra.
Na segunda-feira, ela iniciou o estágio. "Fui muito animada, mas no período da noite as dores voltaram. Tomei medicamentos e elas diminuíram. Na terça, a situação foi igual. Na quarta, as dores ficaram ainda mais fortes", diz. As dores eram nas costas e no pescoço.
Como as dores não cessavam, a jovem foi ao médico. "Fizeram um raio-X, que não apontou nada. O médico me disse que não havia nada nas minhas costas. Mas mesmo assim, aquelas dores não passavam de jeito nenhum."
A estudante conta que na quinta-feira foi a um posto de saúde, após o estágio, e foi avaliada por uma médica. "Ela me atendeu e disse que os músculos das minhas costas estavam inchados. Ela fez uma massagem em mim, me passou uma injeção e voltei pra casa. Consegui dormir."
Na manhã seguinte, a jovem passou a sentir que as pernas estavam enfraquecidas. "Tive que tomar banho com a ajuda da minha mãe", diz. Naquele dia, ela foi com a mãe em uma igreja. "Quando voltei, a dor estava insuportável. Deitei e dormi. Quando acordei, naquela tarde, não senti mais as minhas pernas."
A paraplegia
Ainda naquela sexta-feira, Layane foi carregada às pressas ao hospital. "O médico pediu exames de sangue e de urina. Eu já não conseguia fazer minhas necessidades e tive de colocar uma sonda. Quando saiu o resultado do exame, apontou que eu estava com uma infecção no sangue."
"O médico começou a furar a minha perna e eu, realmente, não estava sentindo nada. Como era um caso grave, fui transferida para o Instituto Hospital de Base, aqui em Brasília", relata.
Ela narra que as dores se intensificaram. "Os médicos não conseguiam ter um diagnóstico exato. Suspeitaram de câncer ou síndrome de Guillain-Barré", diz.
Na madrugada daquele domingo, 22 de julho, ela se recorda que as dores ficaram insuportáveis. "Eu estava deitada em uma maca, sem me mexer, cheia de furos, tomando soro e várias medicações. Minha mãe estava sentada em uma cadeira ao lado. Eu pedi pra ela: 'desculpa, mas aplica alguma coisa, porque eu preciso morrer. Não aguento mais'. E a minha mãe respondeu que não aplicaria nada, porque eu iria aguentar aquilo tudo", relembra.
"Para aliviar as dores, começaram a me dar morfina por um período. Isso me alucinava muito e um médico pediu para suspender", conta.
Layane passou por uma ressonância magnética, que apontou que havia 500 mililitros de pus comprimindo três vértebras da medula espinhal dela. Ela teve de passar por uma cirurgia de urgência, para a retirada do líquido.
Responsável pela cirurgia da jovem, o neurocirurgião Oswaldo Ribeiro Marquez explica que, apesar de raro, é possível que um piercing deixe uma pessoa paraplégica. "Essa situação pode acontecer quando há alguma complicação em decorrência do piercing", pontua o profissional, que afirma nunca ter visto situação parecida desde que iniciou a carreira na medicina, há cerca de 15 anos.
Segundo o médico, as complicações com o piercing ocorrem quando o objeto abre caminho para infecções. "A disseminação de qualquer infecção cutânea costuma ser hematogênica - quando é transmitida pela corrente sanguínea. Por exemplo, se a bactéria está na ponta do nariz, ela pode evoluir, pegar o nariz inteiro, cair na corrente sanguínea e parar em outro canto do corpo", esclarece.
"A paciente fez um procedimento cutâneo, que gerou uma infecção, que pode ter feito a disseminação da bactéria para a corrente sanguínea. Como ela não tinha infecção na coluna anteriormente, é muito provável que tenha sido causada por uma bactéria que estava em seu sangue", acrescenta.
Marquez avalia que é "bem provável e plausível" que Layane tenha ficado paraplégica em decorrência do piercing. Porém, ressalta que somente estudos genéticos podem garantir que a paraplegia da jovem foi motivada unicamente por complicações oriundas da inserção do objeto no nariz.
'Espero que ele se preocupe mais com os clientes'
A cirurgia de Layane teve o objetivo de retirar o pus que comprimia a medula da jovem. "Esse procedimento evitou a progressão da paraplegia, que poderia subir. O pus poderia causar uma infecção que poderia até levar à morte. Com a retirada do líquido, a medula dela foi descomprimida e evitou que o quadro da paciente piorasse", explica Marquez.
"O procedimento foi um sucesso. Voltei para a Unidade de Tratamento Intensivo de recuperação e estava tudo tranquilo. Já não sentia mais aquela dor insuportável", comenta Layane.
A estudante conta que somente depois do procedimento cirúrgico descobriu sobre a causa dos problemas de saúde que a afetaram. "O médico que me acompanhou desde o início me explicou sobre a bactéria e como o piercing pode ter me afetado. Isso tudo foi desenvolvido por uma perfuração errada. Por isso sangrou quando coloquei o piercing. Outro fator que complicou foi a má higienização do objeto", diz.
A estudante não planeja tomar nenhuma medida contra o profissional responsável por colocar o piercing. "Eu optei por não falar sobre ele, porque isso não me fará voltar a andar. Espero que a minha situação faça com que ele se preocupe mais com a saúde dos clientes a partir de agora", declara a jovem, que revela que já havia colocado um piercing com o mesmo profissional anteriormente. "No de antes, não tive nenhum problema."
A vida na cadeira de rodas
Por dois meses, Layane permaneceu internada para se recuperar. No hospital, soube que é incerta a possibilidade de voltar a andar. "Dois dias depois da cirurgia, o médico me disse que eu continuaria sem sentir as minhas pernas", relata. Hoje, ela faz acompanhamento com uma psicóloga e sessões de fisioterapia.
A descoberta de que permaneceria na cadeira de rodas foi um dos momentos mais difíceis para a jovem. "Eu fiquei arrasada. A princípio, foi uma situação muito triste", conta.
Para Marquez, há possibilidade de Layane retomar os movimentos das pernas. Porém, segundo o neurocirurgião, ainda é prematuro fazer uma avaliação. "A medicina tem avançado nesse aspecto e há estudos que apontam sobre essa possibilidade. Por isso, não podemos negar que ela retomará os movimentos das pernas, assim como não podemos garantir isso", pondera.
Apesar do choque inicial, Layane aprendeu a lidar com a atual fase da vida. "Conheci outros jovens cadeirantes e vi que posso ser feliz assim. Hoje faço exercícios e até jogo basquete e handebol", conta.
Em setembro, ela voltou para casa, onde vive com a mãe e a avó. "Minha vida se tornou completamente diferente. Mas fiquei feliz, porque já não estava no hospital. Consegui ver todos os amigos que não puderam ir ao hospital. Recebi muitas visitas e isso me fez muito bem."
Um dos momentos mais importantes para a jovem, na nova fase da vida, foi o aniversário, em novembro. "Comecei a organizar a festa, mas dois dias antes, quase desisti, porque pensei que não me sentiria bonita para a comemoração", relembra.
"Essa festa foi muito importante para mim. Depois de quase desistir dela, decidi comemorar, apesar de tudo. Na data, consegui me sentir linda pela primeira vez, depois de tudo o que aconteceu. Recuperei a minha autoestima. Foi um dia muito feliz."
No fim de janeiro, Layane relatou a sua história em seu perfil no Instagram. "Foi a primeira vez em que contei abertamente que um piercing me deixou paraplégica", diz. Ela publicou as fotos que tirou desde a data em que colocou o objeto.
"Eu registrei tudo, porque minha mãe enviava aquelas imagens para a minha avó", explica. A publicação da jovem viralizou e ela conseguiu mais de 20 mil seguidores em poucos dias. "Muitas pessoas ficaram assustadas com a minha história e vieram me procurar para prestar solidariedade."
Ela ressalta que não quer que sua história desestimule as pessoas que queiram colocar um piercing. "O que quero é que tenham mais cuidado. As pessoas precisam conhecer muito bem o local onde vão fazer. Além disso, os profissionais precisam ser extremamente cuidadosos e ter muito cuidado na higienização dos itens".


Mudança da Previdência brasileira 65 anos para homens e 62 para mulheres.

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Esta análise se restringe ao nosso mercado de trabalho, que é o principal elemento para que cada cidadão possa ter o benefício da Previdência Social.
Pelas leis atuais o cidadão inicia sua jornada de trabalho aos 18 anos e por 22 anos a pessoa trabalha mas não a totalidade, pois existe as demissões e os períodos de desemprego e não importa quanto será o tempo efetivo trabalhado, pois os problemas vão surgir após os 40 anos.
A grande maioria dos brasileiros sofrem o preconceito que o empresário brasileiro (patronal) tem em relação a idade de seus colaboradores, então o empregado pode chegar aos 40 anos contribuindo com o teto estipulado pela Previdência, e vai passar 25 anos sofrendo as intempéries do desemprego, que com certeza não terá a contribuição individual e portanto não contará tempo para sua aposentadoria, então muitos trabalhadores chegarão aos 65 anos e muito provavelmente não terá cumprido os 35 anos para homens e 30 para mulheres para reivindicar sua aposentadoria. Com isto a grande maioria dos trabalhadores e trabalhadoras vão se aposentar com um salário mínimo, pois não haverá outro valor no momento do cálculo de sua aposentadoria em virtude do problema gerado na sua jornada da vida profissional.
Será que não seria mais justo fazer uma previsão e um provisionamento para melhorar esse cálculo pois durante uns 20 anos a sua contribuição poderia estar sendo suficiente para uma aposentadoria no teto se o mercado de trabalho fosse justo para os quarentões.
Não deveria ter uma regra um paragrafo que forçasse o empregador a ser mais justo e não fazer distinção para contratação de funcionários e funcionárias.
Vamos pensar e nos concentrar e pedir aos deputados e senadores para fazer algumas inclusões na Reforma que possa defender todos os cidadãos brasileiros.
Fiz esse breve relato para que o texto não ficasse longo e prejudicasse a leitura, pois ninguém gosta de textos longos.

Macaco é diagnosticado com febre amarela no Zoológico de SP

Fonte: Escrito por Redação Redação Minha Vida - Em 12/2/2019

Secretaria de Saúde aconselha que pessoas que não estão vacinadas evitem visitar o local
Na última sexta-feira (08), a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo informou que um macaco foi diagnosticado com febre amarela no Zoológico de São Paulo, mas já está sendo monitorado em uma área isolada.

Devido a ocorrência, a Prefeitura declarou que irá reforçar a campanha de imunização contra a doença na região próxima ao zoológico.

Em nota, o zoológico aconselhou que apenas pessoas imunizadas visitem o local. "Aos que tomarem a vacina em período inferior a dez dias, recomendamos que evitem adentrar áreas verdes e usem repelente, roupas compridas e de cor clara para reforçar a prevenção", orienta a diretora de imunização da Secretaria de Estado da Saúde, Helena Sato.

Saiba mais: Vacina contra febre amarela: veja quando você deve tomá-la
A vacina contra febre amarela está disponível nos postos de saúde da rede pública e leva até dez dias para garantir a proteção.
"Aos que tomarem a vacina em período inferior a dez dias, recomendamos que evitem adentrar áreas verdes e usem repelente, roupas compridas e de cor clara para reforçar a prevenção".

Macacos não são transmissores da febre amarela
Você sabia que os macacos são vítimas, assim como nós, da febre amarela? "Os macacos adoecem por febre amarela tanto quanto o ser humano, são mais suscetíveis, mas não são vetores da doença", explica a infectologista Carolina Lázari, do Fleury Medicina e Saúde. Ou seja, eles não transmitem febre amarela.

O processo de contágio é muito mais complexo do que o simples contato com o animal, algo que não faz com que se contraia a doença. "É preciso haver o mosquito, uma população suscetível, um sistema ecológico completo que gera o ciclo do vírus. O macaco não pode ser responsabilizado, porque nesse sentido o papel dele é como o do ser humano", completa a especialista.

O Sistema Ambiental Paulista, responsável pela gestão ambiental no território do estado de São Paulo, destaca que agredir ou matar macacos é crime ambiental (Lei Federal nº 9.605/1998, artigo 29) e prejudica o trabalho de prevenção dos surtos de febre amarela.
Saiba a relação dos macacos com a doença e o que fazer se encontrar algum na sua região.

O que é febre amarela?
Febre amarela é uma doença infecciosa causada por um vírus e transmitida por mosquitos. Os principais sintomas da febre amarela são febre, dor muscular, náuseas e vômitos, perda de apetite e fraqueza. Na fase aguda da doença os sintomas costumam durar entre três e quatro dias e passam sozinhos.

De acordo com balanço divulgado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica, de primeiro de janeiro de 2019 até o momento, foram confirmados 32 casos autóctones de febre amarela silvestre no Estado. Destes, 9 evoluíram para o óbito. Em 2018, houve 502 casos e 175 mortes. Em 2017, foram 74 casos e 38 óbitos.

A Noruega pode ganhar a corrida global para construir um 'túnel flutuante'?

Atualizado em 29 de janeiro de 2019
1 / 8 - Noruega está trabalhando em um projeto de infraestrutura ambicioso para melhorar a viagem entre as cidades de Kristiansand e Trondheim, que é parte da rota E39 cruzando a costa sudoeste. É uma longa jornada que requer 21 horas e sete travessias de balsa pelos fiordes. O governo planeja reduzir o tempo de viagem pela metade. NPRA

Escrito porAndrea Lo, CNN
Com majestosas geleiras, fiordes e montanhas, a Noruega é famosa por sua dramática paisagem natural.
Seu terreno acidentado não facilita a viagem, no entanto. Mais de 1.000 fiordes ocupam a costa oeste do país escandinavo, que abriga um terço da população de 5,3 milhões de habitantes do país . Fazer a jornada de 1.100 km entre a cidade de Kristiansand e Trondheim, no sul, pela costa oeste, por exemplo, atualmente leva 21 horas e requer sete travessias de balsa.
O governo norueguês planeja reduzir esse tempo pela metade com um projeto inovador de US $ 40 bilhões para tornar a rota "livre de balsas".
O maior restaurante subaquático do mundo está próximo da conclusão
O plano inclui pontes e o mais profundo e mais longo túnel rochoso do mundo - perfurado por rocha sob o fundo do mar - medindo 392 metros (1.286 pés) de profundidade e 27 quilômetros (17 milhas) de comprimento.
Mas o aspecto mais ambicioso é o desenvolvimento de túneis flutuantes submersos que ficam a cerca de 30 metros (100 pés) sob a superfície da água.

Uma renderização dos interiores do túnel. Crédito: NPRA

Se for bem sucedida, a Noruega poderá vencer uma corrida global contra países como China, Coréia do Sul e Itália, que estão pesquisando projetos semelhantes .
A Administração Pública de Estradas Públicas da Noruega (NPRA), o órgão governamental responsável pelo projeto, pretende concluir a construção até 2050.
Por que construir um túnel flutuante?
A jornada entre Kristiansand e Trondheim faz parte da E39, que é uma "rota fundamental para a Noruega", explica Kjersti Kvalheim Dunham, gerente de projetos da NPRA.
Uma combinação de autoestradas, estradas e passeios de balsa, a E39 corre ao longo da costa noroeste da Noruega. Mais de 50% dos produtos de exportação na Noruega são originários dessa área, acrescentou ela - embora a rota "tenha um padrão muito baixo para uma estrada européia". Atravessar os fiordes via ferry, enquanto um método de transporte popular , pode ser demorado.
O governo pretende melhorar o transporte "para fins comerciais (e) também para o bem-estar da população local", diz Dunham.
Três pontes suspensas e cinco pontes flutuantes serão construídas. Pontes flutuantes - estruturas apoiadas por pontões - foram construídas na Noruega e nos EUA, entre outros países.
Quando um fiorde é mais profundo do que 1 quilômetro (0,6 milhas) ou mais largo do que 5 quilômetros (3 milhas) , no entanto, as soluções de engenharia existentes não vão cortá-lo. O fundo do mar seria profundo demais para ser perfurado para um túnel de rochas ou para que as fundações de uma ponte suspensa fossem colocadas.

Arquitetura que vale a caminhada

As pontes flutuantes não funcionam em todos os casos porque são suscetíveis a condições climáticas adversas, como fortes ondas e correntes.
É aqui que entram os túneis flutuantes.
A anatomia de um túnel flutuante
A ideia de um túnel flutuante submerso não é nova. Em 1882, o arquiteto naval britânico Edward Reed propôs um túnel flutuante através do Canal da Mancha - uma idéia que foi vetada.
O termo "flutuante" é talvez enganador. Os túneis são fixados em posição com cabos - ou ancorados ao fundo do mar ou presos a pontões que estão afastados o suficiente para permitir a passagem dos barcos. Feitos de concreto, funcionariam como túneis convencionais, transportando veículos de uma extremidade a outra de um fiorde.

               Uma renderização que mostra o túnel flutuante ancorado no leito do mar por meio de cabos. Crédito: NPRA

Ondas e correntes a 30 metros abaixo do nível do mar são menos potentes que as da superfície, explica a engenheira-chefe da NPRA, Arianna Minoretti.
Além disso, um túnel flutuante minimiza o impacto na paisagem, já que a maior parte da infraestrutura está fora de vista. Também cria menos ruído do que o tráfego em uma ponte. "Isso seria uma vantagem ... (para) as pessoas que vivem na área", diz Minoretti.
Projeto ambicioso
Os maiores riscos no projeto são explosões, incêndio e sobrecarga, diz Minoretti - e testes tão extensivos são essenciais.
A NPRA está trabalhando com o Centro de Análises Estruturais Avançadas da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (CASA), usando explosivos vivos para "investigar como as estruturas tubulares de concreto se comportam quando submetidas a cargas explosivas internas", diz o pesquisador do CASA, Martin Kristoffersen.

Estas moradias subaquáticas do próximo nível estão fazendo ondas

Os testes ajudarão a equipe a entender o que aconteceria com a estrutura do túnel se, por exemplo, um caminhão transportando mercadorias perigosas explodisse em seu interior.
Os resultados até agora indicam que a constante pressão da água que envolve os túneis flutuantes reduz os danos causados pelas explosões.

                           Uma renderização de um túnel flutuante submerso sob a superfície da água. Crédito: NPRA
Trabalhando com a marinha norueguesa, a equipe da NPRA também está investigando como os túneis se comportariam se submarinos caíssem neles.
Embora os locais para os túneis flutuantes submersos ainda não tenham sido fixados, Minoretti diz que o projeto será concluído em pouco mais de 30 anos.
O E39 melhorado abrirá mais a costa oeste para o turismo, enquanto os túneis podem se tornar atrações por si só - especialmente se forem uma novidade mundial.
"Como engenheiro de pontes trabalhando neste incrível projeto", diz Minoretti, "só podemos esperar".

HOMILIA DOMINICAL 30 DE AGOSTO DE 2026 22º DOMINGO DO TEMPO COMUM Leitura do Dia Primeira Leitura Leitura do Livro do Profeta Jeremias - 20,...