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ALZHEIMER

A doença de Alzheimer é uma doença cerebral progressiva e irreversível que destrói lentamente a memória, as habilidades de pensamento e, eventualmente, a capacidade de realizar as tarefas mais simples. É a causa mais comum de demência, um termo geral para um declínio na capacidade mental grave o suficiente para interferir na vida diária.

Causas

Embora a causa exata da doença de Alzheimer não seja totalmente compreendida, acredita-se que envolva uma combinação de fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida. As principais características do cérebro incluem:

Acúmulo anormal de proteínas: A doença está ligada ao acúmulo de dois tipos de proteínas:

Placas beta-amiloides: Depósitos que se formam fora das células nervosas.

Emaranhados de tau: Fibras retorcidas da proteína tau que se acumulam dentro das células nervosas.

Redução de neurotransmissores: À medida que as células cerebrais são danificadas, os níveis de mensageiros químicos como a acetilcolina diminuem, interrompendo a comunicação entre as células.

Encolhimento cerebral: Com o tempo, essas alterações causam o encolhimento do tecido cerebral, principalmente nas áreas responsáveis ​​pela memória.

Sintomas

Os sintomas aparecem gradualmente e pioram com o tempo, podendo variar de pessoa para pessoa.

Sintomas em estágio inicial

Perda de memória: Esquecimento de conversas, eventos recentes ou de onde os itens foram colocados.

Dificuldade com tarefas: Dificuldade para concluir tarefas familiares em casa ou no trabalho.

Problemas de linguagem: Dificuldade em encontrar a palavra certa ou acompanhar conversas.

Desorientação: Perder-se em lugares familiares.

Mau julgamento: Dificuldade em tomar decisões.

Alterações de humor: Depressão ou alterações de personalidade.

Sintomas em estágio avançado

À medida que a doença progride, o declínio cognitivo e físico se torna mais grave:

Perda significativa de memória, incluindo esquecimento dos nomes de familiares.

Confusão e desorientação graves.

Dificuldade em falar, engolir e caminhar.

Alterações comportamentais, como agitação, alucinações e delírios.

Diagnóstico

Não existe um teste definitivo para Alzheimer. O diagnóstico é feito por meio de uma avaliação abrangente que pode incluir:

Histórico médico: O médico perguntará sobre a saúde geral e as alterações cognitivas.

Testes de capacidade mental: Avaliações cognitivas para avaliar a memória, a atenção e as habilidades de linguagem.

Exames médicos: Exames de sangue e urina para descartar outras condições.

Tomografias cerebrais: Exames de imagem como ressonância magnética ou tomografia por emissão de pósitrons (PET) podem ajudar a detectar alterações cerebrais e descartar outras causas de demência.

Tratamento

Atualmente, não há cura para o Alzheimer, mas certos tratamentos podem ajudar a controlar os sintomas e retardar sua progressão.

Medicamentos:

Inibidores da colinesterase: Podem ajudar a controlar a memória e os sintomas cognitivos em estágios leves a moderados.

Memantina: Usada para Alzheimer moderado a grave, regulando o glutamato, outra substância química cerebral.

Terapias antiamiloides: Medicamentos imunoterápicos mais recentes, como lecanemab e donanemab, têm como alvo e removem placas amiloides no cérebro e são aprovados para o Alzheimer em estágio inicial.

Intervenções não medicamentosas: Essas terapias se concentram no controle dos sintomas comportamentais e no apoio aos cuidadores, podendo incluir estimulação cognitiva e estratégias de gerenciamento comportamental.

Perspectivas

A progressão do Alzheimer varia de indivíduo para indivíduo. Em média, uma pessoa vive de 4 a 8 anos após o diagnóstico, mas algumas podem viver até 20 anos. A taxa de progressão depende de vários fatores, incluindo a idade do diagnóstico e outras condições de saúde.

HOMILIA DOMINICAL
12 DE OUTUBRO DE 2025
DOMINGO, BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA DA CONCEIÇÃO APARECIDA

SOLENIDADE

Leitura do Dia

Primeira Leitura
Leitura do Livro de Ester - 5,1b-2; 7,2b-3

Ester revestiu-se com vestes de rainha e foi colocar-se no vestíbulo interno do palácio real, frente à residência do rei.
O rei estava sentado no trono real, na sala do trono, frente à entrada.
Ao ver a rainha Ester parada no vestíbulo, olhou para ela com agrado e estendeu-lhe o cetro de ouro que tinha na mão, e Ester aproximou-se para tocar a ponta do cetro.
Então, o rei lhe disse:
"O que me pedes, Ester; o que queres que eu faça?
Ainda que me pedisses a metade do meu reino, ela te seria concedida".
Ester respondeu-lhe:
"Se ganhei as tuas boas graças, ó rei, e se for de teu agrado, concede-me a vida
- eis o meu pedido! - 
e a vida do meu povo - eis o meu desejo!"

Segunda Leitura 
Leitura do Livro do Apocalipse de São João - 12,1.5.13a.15-16a

Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas.
E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro.
Mas o filho foi levado para junto de Deus e do seu trono.
Quando viu que tinha sido expulso para a terra, o dragão começou a perseguir a mulher que tinha dado à luz o menino.
A serpente, então, vomitou como um rio de água atrás da mulher, a fim de a submergir. 
A terra, porém, veio em socorro da mulher.

Evangelho do Dia
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João - 2,1-11

Naquele tempo, houve um casamento em Caná da Galileia.
A mãe de Jesus estava presente.
Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento.
Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse:
"Eles não têm mais vinho".
Jesus respondeu-lhe:
"Mulher, por que dizes isto a mim?
Minha hora ainda não chegou."
Sua mãe disse aos que estavam servindo:
"Fazei o que ele vos disser".
Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer.
Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros.
Jesus disse aos que estavam servindo:
"Enchei as talhas de água".
Encheram-nas até a boca.
Jesus disse:
"Agora tirai e levai ao mestre-sala".
E eles levaram.
O mestre-sala experimentou a água, que se tinha transformado em vinho.
Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água.
O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse:
"Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom.
Mas tu guardaste o vinho melhor até agora!"
Este foi o início dos sinais de Jesus.
Ele o realizou em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.

As palavras dos Papas

“Alguns leprosos vieram-lhe ao encontro” (Lc 17, 12). Em outro trecho do Evangelho, é dito que Jesus “tocou” (Lc 5, 13) o leproso apresentando-se a ele. Jesus, portanto, permite-se ser encontrado, tornou-se nosso próximo para ser encontrado por nós justamente no limiar mais trágico e pesado do sofrimento. Da cruz, ele nos ensina a buscar no doente o seu próprio rosto, a nos aproximarmos de quem sofre justamente onde ele experimenta sua indigência. [ …] O exemplo de Cristo deve encorajar-nos a persistir no compromisso com as situações sociais que ainda se mostram insensíveis ou impotentes diante do drama da lepra. Não devemos desistir, mesmo que os esforços pareçam, por vezes, infrutíferos ou que nos deparemos com ambientes em que o terror do mal inspira medidas de defesa desumanas, fruto de aversões instintivas e irracionais em relação ao doente. Devemos continuar a trabalhar para que precisamente esses ambientes, que parecem mais refratários, também se abram à esperança. Acolhamos o grito dirigido a Jesus pelos próprios leprosos: “Jesus, Mestre, tem compaixão de nós” (Lc 17, 13). O Senhor confiou às nossas mãos muitas obras de caridade, para que, por meio delas, nos tornássemos corresponsáveis do seu plano de salvação. 

UM BOM E SANTO DOMINGO A TODOS.


NOTÍCIAS EM DESTAQUE 

CRIANÇAS DE RUAS 

QUAL O FUTURO 

A situação de crianças que nascem em meio à população em situação de rua é extremamente complexa e preocupante, com um futuro marcado por incertezas e desafios. Elas enfrentam uma realidade de privação, violência e exclusão social que compromete seu desenvolvimento e a garantia de direitos básicos, como saúde, educação e segurança.

Desafios enfrentados

  • Violação de direitos: A rua expõe essas crianças a uma série de violações de direitos fundamentais previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), como o direito à vida, à saúde, à dignidade e à convivência familiar.
  • Exclusão social e estigma: A sociedade tende a estigmatizar a população em situação de rua, incluindo as crianças. Essa exclusão leva ao isolamento e dificulta o acesso a oportunidades, além de afetar negativamente o bem-estar mental, podendo levar a traumas, ansiedade e depressão.
  • Trabalho infantil: Muitas dessas crianças são forçadas ao trabalho infantil para sobreviver ou ajudar suas famílias, o que prejudica seu desenvolvimento, as afasta da escola e perpetua o ciclo de pobreza.
  • Dificuldades na aprendizagem: A instabilidade e a falta de acesso à educação formal prejudicam a aprendizagem e o desenvolvimento cognitivo. Muitas crianças têm dificuldade em manter a atenção por longos períodos, o que afeta seu desempenho escolar.
  • Saúde precária: O acesso limitado a serviços de saúde, a falta de higiene e a má nutrição expõem essas crianças a doenças e problemas de saúde física e mental. 

O futuro e as expectativas

Apesar dos enormes obstáculos, estudos com adolescentes em situação de rua já demonstraram que muitos ainda nutrem expectativas e sonhos para o futuro. Embora o foco imediato seja a sobrevivência diária, alguns deles expressam o desejo de:
  • Conseguir um emprego: Para muitos, o trabalho representa a saída da rua e a construção de uma vida mais digna.
  • Ter uma família: A busca por vínculos familiares estáveis é uma aspiração comum, refletindo a necessidade de pertencimento e segurança.
  • Mudar de vida: A maioria dos entrevistados em uma pesquisa expressou a esperança de mudar sua situação de vida no futuro, o que contradiz a ideia de que essa população não possui expectativas. 

Governos estaduais e municipais, juntamente com a iniciativa privada, têm um papel crucial no desenvolvimento de mecanismos para apoiar crianças em situação de rua. A falta de apoio a esse grupo vulnerável contribui para a reprodução de ciclos de pobreza e pode ter impactos negativos na segurança pública e no bem-estar social. 

Mecanismos de apoio e proteção

Várias iniciativas e políticas públicas já existem e podem ser aprimoradas para fortalecer a rede de proteção às crianças e adolescentes em situação de rua.

Ações do poder público

  • Serviços de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (SAICA): Presentes no Sistema Único de Assistência Social (SUAS), os SAICAs acolhem crianças e adolescentes por determinação judicial, garantindo-lhes proteção social em casos de violação de direitos.
  • Programas de educação de rua: Educadores sociais trabalham diretamente com as crianças e adolescentes nas ruas, oferecendo atividades pedagógicas e promovendo a reintegração familiar. A metodologia considera a rua como uma sala de aula, usando kits com livros e brinquedos para criar vínculos e facilitar encaminhamentos.
  • Redes de atendimento integradas: Em algumas cidades, como São Paulo, existem redes integradas de atendimento, que reúnem educação, saúde, assistência social e segurança para criar um sistema de apoio coeso. Essas redes, por meio de núcleos territoriais, mapeiam a movimentação das crianças nas ruas para melhor planejar as ações.
  • Cadastro da população em situação de rua: Governos estaduais e prefeituras podem registrar a população em situação de rua, incluindo dados e georreferenciamento, para auxiliar na definição e monitoramento de políticas públicas, além de facilitar o acesso a benefícios. 

Participação do setor privado

  • Parcerias com o setor público: Empresas e indivíduos ricos podem financiar e apoiar projetos sociais por meio de parcerias com os governos. A doação de recursos para programas existentes ou a criação de novos projetos pode ampliar o alcance e a eficiência das ações.
  • Programas de responsabilidade social: Empresas podem destinar parte de seus lucros para iniciativas sociais, como é o caso do projeto "Day do Bem", da empresa Day Brasil, ou de outras ações voluntárias de grupos como o "Amigos da Sopa".
  • Alianças multissetoriais: A iniciativa "Um Milhão de Oportunidades" (1MiO), liderada pelo UNICEF, é um exemplo de como empresas, sociedade civil e governos podem se unir para oferecer oportunidades de formação profissional, participação cidadã e trabalho decente a jovens vulneráveis.
  • Apoio a ONGs: A doação para organizações não governamentais (ONGs), como a AACRIANÇA ou o Instituto C, que trabalham com crianças e famílias em situação de vulnerabilidade, é uma maneira direta de contribuir. 

Relação com a segurança pública

  • A falta de oportunidades para crianças em situação de rua pode levar à reprodução do ciclo de pobreza e vulnerabilidade, aumentando os riscos sociais que, por sua vez, podem se refletir na segurança pública.
  • Vulnerabilidade e violência: Crianças e adolescentes em situação de rua são vítimas frequentes de violência, abuso e exploração. A vulnerabilidade em que se encontram os expõe a riscos e traumas que podem afetar seu desenvolvimento e seu futuro.
  • Ciclo de pobreza e criminalidade: Sem acesso à educação e a oportunidades, esses jovens ficam mais suscetíveis a se envolverem em atividades ilícitas, seja por coerção ou por falta de alternativas para sobreviver. O apoio e a reintegração social são, portanto, essenciais para romper esse ciclo.
  • Reintegração social: Programas que oferecem reinserção social através do trabalho e da educação ajudam a reintegrar a população em situação de rua à sociedade, diminuindo a probabilidade de envolvimento com a criminalidade. 

É fundamental que os diferentes setores da sociedade trabalhem em conjunto para garantir que todas as crianças tenham acesso a direitos básicos e oportunidades, evitando que a falta de apoio se torne um problema de segurança para toda a comunidade.

NOTÍCIAS EM DESTAQUE 
HISTÓRIA DO CAFÉ - BENEFÍCIOS DO CONSUMO 

CAFÉ PELO MUNDO

O café é uma paixão global que varia em sabores, preparos e tradições ao redor do mundo. Desde sua origem na Etiópia, ele se espalhou, e cada cultura o adaptou à sua maneira. 

Origem e principais produtores

Origem: Acredita-se que o café tenha sido descoberto nas terras altas da Etiópia, onde um pastor notou que suas cabras ficavam mais energizadas após comerem os frutos de uma certa planta. A bebida foi cultivada e popularizada primeiro no Iêmen, antes de se espalhar globalmente.

Cinturão do Café: A produção de café se concentra em uma área conhecida como "Cinturão do Café", entre os Trópicos de Câncer e Capricórnio. Essa região oferece as condições climáticas ideais para o cultivo.

Maiores produtores (2022/23): Os principais países produtores são:

Brasil: Líder mundial na produção há mais de 150 anos, se destaca por sua vasta produção e variedade.

Vietnã: O segundo maior produtor global.

Colômbia: Conhecida por seus cafés de alta qualidade.

Indonésia: Um dos maiores produtores asiáticos. 

Cafés notáveis ao redor do mundo

Panamá: O café Geisha, conhecido por suas notas florais e de frutas cítricas, é um dos mais caros e cobiçados do mundo.

Etiópia: Berço do café, a região de Yirgacheffe produz grãos de sabor intenso com notas florais.

Jamaica: O Jamaica Blue Mountain é um café suave, sem amargor e com acidez equilibrada, cultivado nas montanhas do país.

Havaí (EUA): O Kona Coffee é uma variedade suave e aromática, cultivada nas encostas do vulcão Mauna Loa.

Indonésia: O café de Sumatra, com seu corpo pesado e terroso, é um dos mais famosos da região. Também é conhecida pelo café Kopi Luwak, uma iguaria produzida a partir de grãos digeridos por um animal chamado civeta. 


Métodos de preparo e consumo em diferentes culturas

Brasil: O café coado é o método mais tradicional, consumido em grandes quantidades, frequentemente com açúcar e leite.

Itália: É o país do espresso, servido em doses concentradas e rápidas. Outras variações populares incluem o cappuccino, o macchiato e o affogato (café com sorvete).

Vietnã: Conhecido pelo café gelado (Ca Phe Sua Da), servido com leite condensado e gelo. Também se destaca pelo curioso café com ovo (Ca phe trung).

Grécia: O frappé (café batido com gelo) é uma bebida refrescante e muito popular. O espresso freddo e o freddo cappuccino também são comuns.

Finlândia: Um dos países com maior consumo de café per capita, os finlandeses costumam adicionar um pedaço de queijo chamado leipäjuusto à sua xícara de café para uma experiência diferente.

Turquia: O café turco (Türk Kahvesi) é preparado em uma panela pequena chamada cezve e servido sem coar, com a borra no fundo da xícara.

México: O café de olla é feito em uma panela de barro com especiarias como canela e piloncillo (rapadura).

Cuba: O café cubano é um espresso forte, adoçado com açúcar que é batido com uma pequena quantidade de café para criar uma espuma densa.

Arábia Saudita: O café árabe (Ghahwa) é um símbolo de hospitalidade, preparado com cardamomo e especiarias. Servido em xícaras pequenas e sem alças, ele é uma parte importante das tradições sociais.


PORQUE O MUNDO NÃO VIVE SEM O CAFÉ

O mundo não vive sem café por uma combinação de razões culturais, sociais, econômicas e biológicas, impulsionadas pela cafeína e pelo ritual da bebida. A dependência não é estritamente física, mas sim uma interconexão de fatores que solidificou o café como uma das bebidas mais consumidas do planeta, perdendo apenas para a água. 

Impacto biológico da cafeína

Estimulante natural: A cafeína bloqueia a adenosina, uma substância química que causa sono e relaxamento. Isso provoca uma sensação de energia, alerta e melhora a concentração, ajudando as pessoas a acordar, trabalhar ou combater a sonolência da tarde.

Sensação de prazer: A cafeína aumenta os níveis de dopamina e serotonina no cérebro, neurotransmissores associados à motivação e ao bom humor. Esse efeito de prazer e satisfação explica a dependência de muitas pessoas.

Benefícios para a saúde (em moderação): Pesquisas sugerem que o consumo moderado pode reduzir o risco de certas doenças, como Parkinson, diabetes tipo 2 e problemas cardíacos, além de proteger a saúde do cérebro. 

Papel social e cultural

Catalisador de interações: O café é frequentemente um catalisador de interações sociais. Pausas para o café no trabalho, encontros em cafeterias ou rituais de hospitalidade em diversas culturas usam a bebida como um ponto de conexão e conversa.

Centros de discussão: Historicamente, os cafés se tornaram centros de discussão intelectual e política. Na Europa, no século XVII, as casas de café eram chamadas de "universidades de um centavo", onde intelectuais e comerciantes se reuniam para trocar ideias.

Ritual e rotina: Para muitas pessoas, o ato de preparar e beber café é um ritual diário, uma rotina reconfortante que marca o início do dia ou uma pausa relaxante. 

Motor econômico global

Commodity de valor: O café é uma das commodities agrícolas mais importantes do mundo, com um mercado que movimenta bilhões de dólares anualmente.

Sustento para milhões: A indústria cafeeira sustenta a economia de muitos países produtores, gerando empregos para mais de 100 milhões de pessoas, desde agricultores até trabalhadores do setor de embalagem e transporte. O Brasil é o maior produtor global, com o café representando uma parte significativa de seu PIB.

Crescimento da indústria: A demanda global continua a crescer, impulsionada em parte por novas gerações dispostas a pagar mais por experiências de café de alta qualidade e por blends únicos. 

Em resumo, a popularidade do café transcende o sabor ou a necessidade biológica. Ele é uma bebida que desperta, conecta pessoas, impulsiona economias e faz parte do tecido social de muitas sociedades. 

NOTÍCIAS EM DESTAQUE - 12 DE OUTUBRO
DIA DE NOSSA SENHORA APARECIDA

Nossa Senhora da Conceição Aparecida é a padroeira do Brasil e uma das devoções marianas mais populares do país. O dia de sua festa litúrgica é 12 de outubro, feriado nacional. 

História da imagem

Encontro nas águas: Em 1717, pescadores do Rio Paraíba do Sul — Felipe Pedroso, João Alves e Domingos Garcia — lançaram suas redes e, após muitas tentativas infrutíferas, encontraram primeiro o corpo da imagem e, depois, a cabeça. Logo após unirem as partes, eles conseguiram uma pesca abundante.

Nome: A imagem, que representava Nossa Senhora da Conceição, foi chamada de "Aparecida" por ter surgido das águas.

Cor: A coloração escura da imagem, feita de terracota, é atribuída aos anos que passou submersa na água com lama e fumaça de velas.

Início da devoção: Após o achado, a imagem ficou na casa de Felipe Pedroso por 15 anos. A devoção se espalhou, e em 1734 foi construída a primeira capela para abrigá-la. 


Reconhecimento oficial

Rainha e Padroeira: Em 16 de julho de 1930, Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi proclamada Rainha do Brasil e sua padroeira oficial pelo Papa Pio XI.

Feriado Nacional: O dia 12 de outubro foi instituído como feriado nacional em 1980, pelo Papa João Paulo II, durante sua visita ao país. 


O Santuário Nacional

Basílica Nova: A Basílica de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), é o maior santuário dedicado a Maria no mundo. O local recebe milhões de peregrinos anualmente e tem uma área de mais de 1,3 milhão de metros quadrados.

Basílica Velha: Além da basílica moderna, há a Basílica Histórica, ou Basílica Velha, que abrigou a imagem por anos e continua a ser um local de devoção. 

Milagres e devoção

A devoção a Nossa Senhora Aparecida se consolidou a partir de vários milagres e graças alcançadas, que são atribuídos a sua intercessão. Há relatos de curas de doenças, resolução de problemas e transformação de vidas.

Primeiros milagres

Em 1748, o padre Francisco da Silveira, estava em missa realizada onde hoje é o município de Aparecida, quando escreveu uma crônica onde menciona a imagem de Nossa Senhora como "famosa por muitos milagres realizados". Na mesma crônica descreve que os peregrinos se locomoviam grandes distâncias para agradecer as graças alcançadas.

Milagre das velas

Estando a noite serena, repentinamente as duas velas que iluminavam a Santa se apagaram. Houve espanto entre os devotos, e Silvana da Rocha, querendo acendê-las novamente, não conseguiu, pois elas acenderam por si mesmas. Este relato, provavelmente de 1733, é tido como um milagre de Nossa Senhora por seus devotos.

Caem as correntes

Em meados de 1850, um escravo chamado Zacarias, preso por grossas correntes, ao passar pela igreja onde se encontrava a imagem de Nossa Senhora Aparecida, pede ao feitor permissão para rezar. Recebendo autorização, o escravo se ajoelha diante de Nossa Senhora Aparecida e reza fervorosamente. Durante a oração as correntes milagrosamente soltam-se de seus pulsos, deixando Zacarias livre.

Cavaleiro e a marca da ferradura

Um cavaleiro de Cuiabá, passando por Aparecida, ao se dirigir para Minas Gerais, viu a fé dos romeiros e começou a zombar, dizendo que aquela fé era uma bobagem. Quis provar o que dizia, entrando a cavalo na igreja. Logo na escadaria, a pata de seu cavalo se prendeu na pedra da escada do templo (Basílica Velha), vindo a derrubar o cavaleiro; após o fato, a marca da ferradura ficou cravada na pedra. O cavaleiro arrependido pediu perdão e tornou-se devoto.

A menina cega de nascença de Jaboticabal - SP

Por serem muito devotos de Nossa Senhora Aparecida, os membros da família Vaz, de Jaboticabal, rezavam e falavam muito sobre os acontecimentos referentes à Nossa Senhora Aparecida. O casal desta família tinha uma filha que era cega de nascença e que sempre ouvia atentamente o que falavam. A menina tinha uma vontade muito grande de ir à Igreja, uma viagem difícil para a época. Com muita dificuldade, mas com fé e perseverança, a família enfrentou os obstáculos e foi visitar a igreja que atualmente é a Matriz Basílica de Aparecida, a popular "Basílica Velha", em 1874. chegou às escadarias da Igreja, quando a menina exclamou: "Mãe, como é linda esta Igreja!". A partir daquele momento ela passou a enxergar normalmente.

O menino no rio

Em 1862, às margens do Rio Paraíba do Sul, residia a família de um jovem chamado Marcelino, que tinha apenas três anos de idade naquela época. Em um momento a bordo de um barco, infelizmente, o garoto acabou caindo nas águas turbulentas do Rio Paraíba. Diante dessa situação angustiante, sua mãe, Angélica, e sua irmã, Antônia, se ajoelharam em desespero e fizeram uma fervorosa súplica à Nossa Senhora, pedindo sua intervenção divina para evitar uma tragédia. O menino, que não sabia nadar e estava à mercê da forte correnteza, de repente, começou a flutuar sem se perder nas águas do rio. Esse fenômeno encheu seus corações pela intervenção divina que estavam testemunhando.

O homem e a onça

Manoel Barreto, um residente de Salto de Paranapanema, caçava catetos, uma presa frequentemente perseguida por onças. Depois de disparar dois tiros, encontrou-se em uma situação perigosa quando uma grande onça se aproximou. No entanto, ele se ajoelhou e invocou a proteção de Nossa Senhora Aparecida com fé genuína, fazendo com que a onça recuasse e o deixasse ileso. Em agradecimento, Manoel Barreto dedicou sua fotografia no altar-mor da Igreja Matriz, oferecendo donativos à santa. Esse evento, datado de aproximadamente 1824, foi imortalizado em uma pintura encomendada por Dom Joaquim de Monte Carmelo.

NOTÍCIAS EM DESTAQUE - VATICANO - PAPA LEÃO XIV - IDOSOS SÃO UMA BENÇÃO  E NÃO DEVEM SER DESCARTADOS. 

O Papa recebeu nesta sexta-feira, 3/10, no Vaticano, os participantes do II Congresso Internacional de Pastoral dos Idosos. O Pontífice afirmou que a velhice é parte da maravilha da vida, pediu que ninguém seja deixado sozinho e destacou o protagonismo dos anciãos na missão da Igreja.

Thulio Fonseca - Vatican News

Na manhã desta sexta-feira, 3 de outubro, o Papa Leão XIV recebeu cerca de 150 participantes do II Congresso Internacional de Pastoral dos Idosos, promovido pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida. O encontro, que tem como tema “Vossos anciãos terão sonhos!” (Jl 3,1), conta com a presença de delegados provenientes de 65 países, em representação de 55 Conferências Episcopais, além de membros de associações e congregações religiosas empenhadas na pastoral dos idosos. Em seu discurso, o Santo Padre destacou a importância de superar visões negativas sobre o envelhecimento e afirmou que a presença dos idosos na sociedade e na Igreja é um sinal de esperança:

“Os idosos são um dom, uma bênção a ser acolhida, e o prolongamento da vida é um fato positivo, um dos sinais de esperança do nosso tempo.

Aliança entre gerações

Comentando a profecia de Joel, Leão XIV recordou as palavras do Papa Francisco sobre a necessidade de uma aliança entre jovens e idosos, inspirada pelos sonhos de quem já percorreu longa estrada e pelas visões de quem inicia sua vida: “O Espírito Santo cria unidade entre as gerações e distribui a cada um dons diversos”, afirmou. O Papa também advertiu contra a mentalidade contemporânea que mede o valor da existência pelo poder, sucesso ou riqueza:

“É salutar perceber que o envelhecimento faz parte da maravilha que somos. Essa fragilidade, se tivermos a coragem de reconhecê-la, de abraçá-la e de cuidar dela, é uma ponte para o céu. Os idosos nos ensinam que a salvação não está na autonomia, mas em reconhecer com humildade a própria necessidade e em saber expressá-la livremente, de modo que a medida da nossa humanidade não é dada pelo que podemos conquistar, mas pela capacidade de nos deixarmos amar e, quando necessário, também ajudar.”
Papa Leão com os participantes do evento 

“Que ninguém seja abandonado!”

O Pontífice denunciou a solidão como uma das grandes inimigas da vida dos idosos e exortou:

“Onde os idosos estão sozinhos e descartados, isso significará levar-lhes o alegre anúncio da ternura do Senhor, para vencer, junto com eles, as trevas da solidão, grande inimiga da vida dos idosos. Que ninguém seja abandonado! Que ninguém se sinta inútil! Até mesmo uma simples oração, recitada com fé em casa, contribui para o bem do Povo de Deus e nos une na comunhão espiritual. Esta tarefa missionária interpela todos nós, nossas paróquias e, de modo particular, os jovens, que podem tornar-se testemunhas de proximidade e de escuta recíproca com aqueles que estão mais adiantados na vida.”

O protagonismo dos “jovens idosos”

O Santo Padre, referindo-se aos chamados “jovens idosos”, aqueles que, após a aposentadoria, vivem um tempo de saúde, liberdade e disponibilidade, disse que “é importante envolvê-los não como destinatários passivos, mas como sujeitos ativos da evangelização”. Segundo Leão XIV, são eles, muitas vezes, que sustentam a vida das paróquias com sua presença na liturgia, no catecismo e nos diversos serviços pastorais.
O Santo Padre durante seu discurso

Anunciar o Evangelho em todas as idades

Por fim, o Papa Leão recordou que a pastoral dos idosos deve ser sempre evangelizadora e missionária, pois a Igreja é chamada a anunciar Cristo em todas as idades e circunstâncias:

“Tenhamos sempre presente que anunciar o Evangelho é o compromisso principal da nossa pastoral: envolvendo as pessoas idosas nesta dinâmica missionária, elas também serão testemunhas de esperança, especialmente com sua sabedoria, devoção e experiência.”


 HOMILIA DOMINICAL
5 DE OUTUBRO DE 2025
27º DOMINGO DO TEMPO COMUM
O Senhor Deus disse: "Não é bom que o homem esteja só. Vou dar-lhe uma auxiliar semelhante a ele". Então o Senhor Deus formou da terra todos os animais selvagens e todas as aves do céu, e trouxe-os a Adão para ver como os chamaria; todo o ser vivo teria o nome que Adão lhe desse. E Adão deu nome a todos os animais domésticos, a todas as aves do céu e a todos os animais selvagens; mas Adão não encontrou uma auxiliar semelhante a ele. Então o Senhor Deus fez cair um sono profundo sobre Adão. Quando este adormeceu, tirou-lhe uma das costelas e fechou o lugar com carne. Depois, da costela tirada de Adão, o Senhor Deus formou a mulher e conduziu-a a Adão. E Adão exclamou: "Desta vez, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada 'mulher' porque foi tirada do homem". Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e eles serão uma só carne.

Leitura do Dia

Primeira Leitura
Leitura da Profecia de Habacuc - 1,2-3; 2,2-4

Senhor, até quando clamarei, sem me atenderes?
Até quando devo gritar a ti: "Violência!", sem me socorreres?
Por que me fazes ver iniquidades, quando tu mesmo vês a maldade?
Destruições e prepotência estão à minha frente; reina a discussão, surge a discórdia.
Respondeu-me o Senhor, dizendo:
"Escreve esta visão, estende seus dizeres sobre tábuas, para que possa ser lida com facilidade. 
A visão refere-se a um prazo definido, mas tende para um desfecho, e não falhará; se demorar, espera, pois ela virá com certeza, e não tardará.
Quem não é correto, vai morrer, mas o justo viverá por sua fé".

Segunda Leitura
Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo - 1,6-8.13-14

Caríssimo:
Exorto-te a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos.
Pois Deus não nos deu um espírito de timidez mas de fortaleza, de amor e sobriedade.
Não te envergonhes do testemunho de Nosso Senhor nem de mim, seu prisioneiro, mas sofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus.
Usa um compêndio das palavras sadias que de mim ouviste em matéria de fé e de amor em Cristo Jesus.
Guarda o precioso depósito, com a ajuda do Espírito Santo que habita em nós.

Evangelho do Dia
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas - 17,5-10

Naquele tempo, os apóstolos disseram ao Senhor:
"Aumenta a nossa fé!"
O Senhor respondeu:
"Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira:
'Arranca-te daqui e planta-te no mar', e ela vos obedeceria.
Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo:
'Vem depressa para a mesa?'
Pelo contrário, não vai dizer ao empregado:
'Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso tu poderás comer e beber?'
Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado?
Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: 
'Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer' ".

As palavras dos Papas

Jesus faz-nos adquirir consciência de que, [...] somos servos de Deus; não somos credores no que se lhe refere, mas somos sempre devedores, uma vez que devemos tudo a Ele, porque tudo é seu dom. Aceitar e cumprir a sua vontade é a atitude que devemos ter todos os dias, em cada momento da nossa vida. Diante de Deus, nunca devemos apresentar-nos como alguém que julga ter prestado um serviço e portanto merece uma grande recompensa. Trata-se de uma ilusão que todos podem ter, até mesmo as pessoas que trabalham ao serviço do Senhor, na Igreja. Ao contrário, devemos estar conscientes de que, na realidade, jamais fazemos bastante por Deus. Como Jesus nos sugere, temos que dizer: «Somos servos inúteis. Fizemos quanto devíamos fazer» (Lc 17, 10). É uma atitude de humildade que nos coloca verdadeiramente no lugar que nos é próprio e permite ao Senhor ser muito generoso conosco. Com efeito, num outro trecho do Evangelho, Ele promete-nos que «se cingirá, mandará que nos ponhamos à mesa e então passará a servir-nos» (cf. Lc 12, 37). Prezados amigos, se cumprirmos a vontade de Deus todos os dias com humildade, sem nada pretender dele, é o próprio Jesus que nos servirá, nos ajudará e encorajará, dando-nos força e tranquilidade.

UM BOM E SANTO DOMINGO A TODOS.

HOMILIA DOMINICAL 30 DE AGOSTO DE 2026 22º DOMINGO DO TEMPO COMUM Leitura do Dia Primeira Leitura Leitura do Livro do Profeta Jeremias - 20,...