Calor Intenso no Brasil: Estratégias Efetivas para Aliviar o Calor

Nos últimos meses, o Brasil tem experimentado um calor excessivo, uma realidade que nos desafia diariamente. Este fenômeno não é apenas desconfortável, mas também levanta preocupações significativas sobre a saúde e o bem-estar. Portanto, é essencial compreender o que podemos fazer para amenizar as altas temperaturas.


Inicialmente, é importante reconhecer que o calor intenso afeta a todos, desde indivíduos até comunidades inteiras. Assim, ações coletivas e individuais são fundamentais. Por exemplo, a arborização urbana tem se mostrado uma estratégia eficaz. Árvores e áreas verdes contribuem para a redução da temperatura ambiente, pois proporcionam sombra e ajudam na umidificação do ar.

Além disso, a adoção de tecnologias sustentáveis em construções é uma medida prática. Telhados verdes e materiais de construção refletivos podem reduzir significativamente o calor dentro das edificações. Portanto, incentivar políticas públicas que promovam essas práticas é vital.

Outra ação importante é a conscientização sobre hidratação e cuidados com a saúde. Durante períodos de calor intenso, manter-se hidratado e evitar a exposição prolongada ao sol são práticas cruciais para a prevenção de problemas de saúde.

Ademais, o uso eficiente de energia em casa também contribui para a mitigação do calor. Utilizar aparelhos de ar-condicionado e ventiladores de maneira consciente, além de optar por lâmpadas de LED, que geram menos calor, são ações simples, mas efetivas.

Enfim, compreender o impacto das mudanças climáticas neste cenário é fundamental. Logo, promover a educação e a consciência ambiental é um passo importante para enfrentarmos coletivamente o desafio do calor excessivo.

Em resumo, enquanto enfrentamos temperaturas cada vez mais elevadas, é imperativo que adotemos medidas práticas e sustentáveis. Assim, podemos não apenas amenizar os efeitos do calor excessivo, mas também contribuir para um futuro mais saudável e sustentável.

Fonte: faspec.edu.br

SETEMBRO MÊS DA BIBLIA 

O Mês da Bíblia, celebrado em setembro pela Igreja Católica no Brasil, é uma tradição que se consolidou desde 1971. Essa iniciativa tem suas raízes no Concílio Ecumênico Vaticano II, que incentivou o acesso das Escrituras Sagradas a todos os fiéis. A escolha de setembro está ligada ao Dia de São Jerônimo, celebrado no dia 30, conhecido como o tradutor da Bíblia para o latim. 

A celebração do Mês da Bíblia tem como principais objetivos aproximar os fiéis da Palavra de Deus, promovendo uma leitura orante e reflexiva das Escrituras. Além disso, busca-se estimular a prática do estudo bíblico em comunidade, fortalecendo a fé e a missão evangelizadora da Igreja. 

Para 2024, a CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – escolheu o livro de Ezequiel como tema central do Mês da Bíblia, com o lema “Porei em vós meu espírito e vivereis” (Ez 37,14). Ezequiel, um profeta ativo durante o exílio babilônico, oferece uma mensagem de esperança e renovação. Sua visão mais famosa, a dos ossos secos, ilustra o poder de Deus de trazer vida nova em situações de desolação e morte. 

A escolha desse tema é especialmente relevante em um contexto em que muitas pessoas e comunidades enfrentam desafios espirituais, sociais e até físicos. A mensagem de Ezequiel convida os cristãos a confiar na promessa de Deus de renovação através da ação do Espírito Santo, que é capaz de reviver o que parecia estar morto. 

O livro de Ezequiel é uma obra rica em simbolismo e profecias. Entre os temas abordados pelo profeta, destacam-se: 

A Visão dos Ossos Secos (Ez 37,1-14): Ezequiel é levado em espírito a um vale cheio de ossos secos, representando a nação de Israel em seu estado de desesperança e exílio. Deus ordena a Ezequiel que profetize sobre os ossos, que começam a se reunir e ganhar vida quando o Espírito de Deus é soprado sobre eles. Este relato poderoso simboliza a promessa de restauração e renovação espiritual, que é central no tema do Mês da Bíblia 2024. 

Novo Coração e Novo Espírito (Ez 36,26-27): Deus promete dar ao Seu povo um novo coração e um novo espírito, substituindo seus corações de pedra por corações de carne. Este trecho sublinha a importância da conversão e da abertura ao Espírito Santo, que transforma e renova a vida do cristão. 

O Espírito Santo ocupa um papel central na reflexão proposta para 2024. A promessa “Porei em vós meu espírito e vivereis” não apenas aponta para a restauração física e espiritual de Israel, mas também para a vida nova em Cristo, oferecida a todos os que aceitam a ação do Espírito Santo em suas vidas. 

A Igreja ensina que o Espírito Santo é o Consolador prometido por Jesus, que guia, fortalece e santifica os fiéis. A leitura e a meditação do livro de Ezequiel durante o Mês da Bíblia devem levar os cristãos a uma maior consciência da presença e da ação do Espírito Santo em suas vidas, inspirando uma vivência mais profunda da fé. 

O Mês da Bíblia é um convite para as comunidades católicas se reunirem em torno da Palavra de Deus, promovendo estudos bíblicos, orações comunitárias e reflexões que levem à conversão e à renovação espiritual. A lectio divina é o método sugerido para essas práticas, sendo um processo de leitura, meditação, oração e contemplação das Escrituras. 

Além disso, a CNBB sugere que as comunidades aproveitem esse período para aprofundar o estudo do livro de Ezequiel em suas reuniões, refletindo sobre como a mensagem do profeta pode ser aplicada à vida atual. 

Os Encontros Bíblicos devem ser momentos de partilha, onde cada participante é chamado a contribuir com suas reflexões e experiências, enriquecendo a vivência comunitária da fé. 

O Mês da Bíblia 2024, com seu foco no livro de Ezequiel e na ação do Espírito Santo, é uma oportunidade única para a Igreja no Brasil aprofundar sua relação com a Palavra de Deus. Em um mundo marcado por desafios e incertezas, a mensagem de esperança e renovação de Ezequiel é um chamado à confiança em Deus, que sempre está disposto a infundir vida nova em nossos corações e comunidades. 

Que este período de reflexão e oração inspire uma renovação espiritual profunda, capacitando os cristãos a viverem plenamente sua missão evangelizadora, guiados pelo Espírito Santo. O Mês da Bíblia não é apenas um tempo de estudo, mas um verdadeiro convite à transformação interior e à vivência concreta da fé em comunidade. 

 NOTÍCIAS EM DESTAQUE - CURIOSIDADES - HISTÓRIA DA ESCOVA DENTAL CRIADA EM 1780.

William Addis, um comerciante inglês, que, ao passar algum tempo na prisão, se inspirou numa vassoura para criar a versão da escova de dente, fabricou a primeira escova com produção em massa, substituindo inicialmente o pelo de javali por crina de cavalo, entre outros pelos, mas também diversificando os modelos. A Wisdom existe até hoje.

História da Escova Dental

A origem exata dos instrumentos mecânicos para limpeza dental é desconhecida. No entanto, o ato de limpar os dentes é algo tão antigo quanto a própria civilização e há alguns registros interessantes:

Em 3.500 a.C., na Babilônia, varas de mascar faziam o papel de escova de dente e palitos de ouro também eram utilizados para a higienização dos dentes;
Mais primitivamente, foram encontrados, em tumbas etruscas e egípcias, pedaços de ramos ou gravetos que eram esfregados sobre as superfícies dentárias para a limpeza dos dentes.

Já se recomendou limpeza bucal com os dedos ou por meio da mastigação de haste de madeira macia. A madeira era mastigada até que suas fibras ganhassem a forma de uma escova ajudando a limpar os dentes;
Em 350 a.C., Aristóteles fazia sua higiene bucal com toalha áspera de linho fino;
No século XV, os chineses desenvolveram um modelo de escova dental bem mais eficiente, que se baseava em pedaços de ossos, marfim ou varas de bambu, nos quais pelos de animais (principalmente javalis, cavalos e porcos) eram amarrados como cerdas;

Escova com vara de bambu e pelos de animais

Em 1488, no Reino Unido, quando James IV, após ser entronizado rei da Escócia, adquiriu duas escovas de ouro com uma corrente, para usar ao redor do pescoço, as escovas passaram a constituir um privilégio das classes sociais mais abastadas, sendo consideradas verdadeiras obras de arte, com cabos ornamentados por metais e pedras preciosas.
Por volta do ano de 1600, os chineses, que já utilizavam galhos aromáticos, não só para limpeza dos dentes, mas também para refrescar a boca, inventaram a escova dental como a conhecemos. Nesta época, os europeus usavam o método de limpeza dos gregos, mergulhando esponjas e panos de linho em óleo sulfúrico e soluções salinas, para depois esfregar e retirar os resíduos dos dentes. Ou seja, não escovavam os dentes, apenas esfregavam;
Somente em 1780, na Inglaterra, William Addis, um comerciante inglês, que, ao passar algum tempo na prisão, se inspirou numa vassoura para criar a versão da escova de dente, fabricou a primeira escova com produção em massa, substituindo inicialmente o pelo de javali por crina de cavalo, entre outros pelos, mas também diversificando os modelos. A Wisdom existe até hoje.

Em 1857, nos Estados Unidos, foi registrada a primeira patente registrada para uma escova de dente, por H. N. Wadsworth, (US Patent Nº 18,653). Contudo, a produção em massa, na América do Norte, só iniciou em 1885. Apesar de todos os esforços, o uso da escova de dente, naquela época, ainda era restrito à elite, em função do alto custo do produto. Apenas após a revolução industrial, com a da redução do preço final, a escova passou a alcançar as demais camadas da população.

Em 28 de fevereiro de 1935, Wallace Hume Carothers criou um polímero fundido apelidado de nylon. Através de acordo a empresa passou a produzir, em 1939, os fios sintéticos para a Wisdom, que lançou o produto apoiado por uma grande campanha publicitária na Europa. Essa mudança ajudou a criar uma nova tendência para a história das escovas de dente, já que eram incomparavelmente melhores, pois permitiam limpar todos os dentes sem machucar as gengivas, expandindo o uso do produto para diversos segmentos da sociedade.

Em 1945, o dentista Dr. Robert Huston fundou uma das maiores empresas de higiene oral, a Oral-B, que criou e patenteou a primeira escova de dente com cerdas suaves e arredondadas de nylon. Até hoje, a Oral-B é marca líder e referência mundial na fabricação de escovas de dente, fios dentais, cremes dentais e diversos outros produtos para higiene bucal. O “B” em “Oral-B” se refere à palavra brush, escova, em inglês.
No Brasil, ainda nos anos 60, a TEK foi a primeira escova de dente lançada, pela Johnson & Johnson. Também fizeram parte da nossa história outras marcas como York, Kolynos, Prophylactic e Bukol.
Escova elétrica
Por volta de 1880, Dr. Scott anunciou a venda da primeira escova de dente elétrica, no mercado. Porém, não havia realmente eletricidade envolvida no processo de uso do produto. Mas, Dr. Scott pregava que uma pequena haste de ferro magnetizada existente dentro do cabo, era capaz de carregar continuamente as cerdas com correntes eletromagnéticas que agiam sobre a gengiva, células do nervo e raiz dos dentes, revigorando cada parte da arcada dentária. Sua invenção recebeu inclusive honrarias da comunidade médica e membros do governo britânico.

Em 1954, o Dr. Philippe-Guy Woog, da Suíça, inventou a primeira verdadeira escova de dente elétrica, chamada “Broxodent”. Ela apareceu no mercado suíço, em 1956, e foi lançada, nos EUA, em 1959, na ocasião do centenário da American Dental Association.

No início dos anos 1960, com o lançamento da “escova de dente automática”, da General Eletric, a escova de dente elétrica se tornou popular nos Estados Unidos. Embora similar ao da Broxodent que usava corrente elétrica AC para seu funcionamento, o modelo da GE utilizava baterias NiCad, não necessitando estar conectado à corrente elétrica no ato do uso.

Dias Atuais

Atualmente, o mercado de escova dentais é formado por milhares de marcas, modelos e versões do produto, atendendo aos diversos segmentos existentes. (vide artigos: “Como escolher a escova dental?” e “Escovas especiais”).

Pensando na sustentabilidade do planeta, foram lançadas escovas biodegradáveis em bambu e outras que utilizam a cana-de-açúcar como matéria prima. E, ainda nos dias atuais, as escovas Miswak ou Sewak continuam sendo bastante utilizadas pela população mulçumana. É muito comum encontrá-las na Índia, no Paquistão, no norte da África e em lojas árabes pelo mundo. Seu formato continua seguindo o mesmo padrão das varas primitivas de mascar chinesas, mas elas são feitas a partir de ramos da árvore Persica Salvadora, que contém propriedades curativas e antissépticas.

Conclusão

Pesquisas consideram a criação da escova de dente como uma das maiores invenções da humanidade, em razão dos incontáveis benefícios que a correta higiene bucal tem propiciado para todos, desde o início de sua apresentação.

O produto passou por diversas inovações tecnológicas, desde as varas de mascar primitivas até a introdução de materiais sintéticos. Diversos estudos e pesquisas foram feitos e mudanças foram sendo realizadas objetivando a obtenção de uma melhor limpeza e uma escovação mais confortável dos dentes. O cabo foi se tornando mais ergonômico e as cerdas se tornaram mais flexíveis, macias e eficazes, por exemplo.

Embora, devido ao baixo nível de renda, ainda haja uma grande quantidade de pessoas no mundo todo que não tem acesso à escovação, o mercado de escovas de dente é considerado maduro, tendo a presença de uma infinidade de marcas, modelos, versões, cores, tamanhos, preços e dividindo-se em tradicional e elétrico. Ainda é muito maior o consumo de escovas de dente tradicionais, apesar de toda evolução tecnológica existente.

Por fim, completando o mercado de higiene bucal, existe ainda uma infinidade de produtos que complementam a escovação: fios e fitas dentais, limpadores de línguas, e outros dispositivos e produtos que ajudam a manter a saúde bucal.

Assim, basta escolher os itens e modelos que mais se adequam a cada indivíduo, seguindo as orientações do dentista que o acompanha e usar cada produto corretamente, de acordo com as recomendações do fabricante.

HOMÍLIA DOMINICAL - 14 DE JULHO DE 2024 - 15º DOMINGO DO TEMPO COMUM


LEITURA DO DIA

Leitura da Profecia de Amós 7,12-15

Naqueles dias, disse Amasias, sacerdote de Betel, a Amós:
"Vidente, sai e procura refúgio em Judá, onde possas ganhar teu pão e exercer a profecia; mas em Betel não deverás insistir em profetizar, porque aí fica o santuário do rei e a corte do reino".
Respondeu Amós a Amasias, dizendo:
"Não sou profeta nem sou filho de profeta; sou pastor de gado e cultivo sicômoros.
O Senhor chamou-me, quando eu tangia o rebanho, e o Senhor me disse:
'Vai profetizar para Israel, meu povo'".

EVANGELHO DO DIA

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 6,7-13

Naquele tempo, Jesus chamou os doze, e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros.
Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura.
Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas.
E Jesus disse ainda:
"Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida.
Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!"
Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem.
Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo.

PALAVRAS DO SANTO PADRE

 O trecho evangélico analisa o estilo do missionário, que podemos resumir em dois pontos: a missão tem um centro; a missão tem um rosto. O discípulo missionário tem antes de mais um seu centro de referência, que é a pessoa de Jesus. A narração indica isto usando uma série de verbos que têm a Ele como sujeito — «chamou», «enviou-os», «dava-lhes poder», «ordenou», «dizia-lhes» (vv. 7.8.10) — de modo que o ir e o agir dos Doze aparecem como o irradiar-se de um centro, o repropor-se da presença e da obra de Jesus na sua ação missionária. Isto manifesta que os Apóstolos nada têm de seu para anunciar, nem capacidades próprias para demonstrar, mas falam e agem porque foram «enviados», enquanto mensageiros de Jesus. Este episódio evangélico refere-se também a nós, e não só aos sacerdotes, mas a todos os batizados, chamados a testemunhar, nos vários ambientes de vida, o Evangelho de Cristo. E também para nós esta missão é autêntica apenas a partir do seu centro imutável que é Jesus. Não é uma iniciativa dos fiéis individualmente nem dos grupos, nem sequer das grandes agregações, mas é a missão da Igreja inseparavelmente unida ao seu Senhor. Cristão algum anuncia o Evangelho «por conta própria», mas unicamente enviado pela Igreja que recebeu o mandato do próprio Cristo. [...] A segunda característica do estilo do missionário é, por assim dizer, um rosto, que consiste na pobreza dos meios. O seu equipamento responde a um critério de sobriedade. [...] O Mestre quis que eles fossem livres e ligeiros, sem apoios nem favores, com a única certeza do amor d’Aquele que os envia, fortalecidos unicamente pela sua palavra que vão anunciar. 

Bom domingo a todos.

HOMÍLIA DOMINICAL

07/07/2024
14º Domingo do Tempo Comum

LEITURA DO DIA

Primeira leitura

Leitura da Profecia de Ezequiel 2,2-5

Naqueles dias, depois de me ter falado, entrou em mim um espírito que me pôs de pé.

Então, eu ouvi aquele que me falava, o qual me disse:

"Filho do homem, eu te envio aos israelitas, nação de rebeldes, que se afastaram de mim.

Eles e seus pais se revoltaram contra mim até ao dia de hoje. 

A estes filhos de cabeça dura e coração de pedra, vou-te enviar, e tu lhes dirás:

'Assim diz o Senhor Deus'.

Quer te escutem, quer não pois são um bando de rebeldes ficarão sabendo que houve entre eles um

profeta".

Segunda leitura

Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios 12,7-10

Irmãos:

Para que a extraordinária grandeza das revelações não me ensoberbecesse, foi espetado na minha carne

um espinho, que é como um anjo de Satanás a esbofetear-me, a fim de que eu não me exalte demais.

A esse propósito, roguei três vezes ao Senhor que o afastasse de mim.

Mas ele disse-me: 

"Basta-te a minha graça.

Pois é na fraqueza que a força se manifesta".

Por isso, de bom grado, eu me gloriarei das minhas fraquezas, para que a força de Cristo habite em

mim.

Eis porque eu me comprazo nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições e nas angústias sofridas por amor a Cristo.

Pois, quando eu me sinto fraco, é então que sou forte.

EVANGELHO DO DIA

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 6,1-6

Naquele tempo, Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam.

Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga.

Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam:

"De onde recebeu ele tudo isto?

Como conseguiu tanta sabedoria?

E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos?

Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão?

Suas irmãs não moram aqui conosco?"

E ficaram escandalizados por causa dele.

Jesus lhes dizia: 

"Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares".

E ali não pôde fazer milagre algum.

Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos.

E admirou-se com a falta de fé deles.

Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando.

PALAVRAS DO SANTO PADRE

Perguntemo-nos: por que passam os concidadãos de Jesus da admiração à incredulidade? Eles fazem um confronto entre a origem humilde de Jesus e as suas capacidades atuais: é um carpinteiro, não estudou, contudo prega melhor que os escribas e faz milagres. Mas em vez de se abrirem à realidade, escandalizam-se. Segundo os habitantes de Nazaré, Deus é demasiado grande para se abaixar e falar através de um homem tão simples! É o escândalo da encarnação: o evento desconcertante de um Deus que se fez carne, que pensa com mente de homem, trabalha e age com mãos de homem, ama com coração de homem, um Deus que trabalha, come e dorme como um de nós. O Filho de Deus inverte qualquer esquema humano: não foram os discípulos que lavaram os pés ao Senhor, mas foi o Senhor que lavou os pés aos discípulos (cf. Jo 13, 1-20). É este o motivo de escândalo e de incredulidade não só naquela época, em todas as épocas, mas também hoje. (...) Com efeito, também nos nossos dias pode acontecer que se alimentem preconceitos que impedem que se compreenda a realidade. Mas o Senhor convida-nos a assumir uma atitude de escuta humilde e de expetativa dócil, porque a graça de Deus se apresenta, com frequência, de maneiras surpreendentes, que não correspondem às nossas expetativas.

UM BOM E SANTO DOMINGO A TODOS.

 HOMÍLIA DOMINICAL 
24 DE DEZEMBRO DE 2023.
4º DOMINGO DO ADVENTO


LEITURA DO DIA
Primeira leitura - 
Leitura do Segundo Livro de Samuel 7,1-5.8b-12.14a.16

Tendo-se o rei Davi instalado já em sua casa e tendo-lhe o Senhor dado a paz, livrando-o de todos os seus inimigos, ele disse ao profeta Natã:
"Vê: eu resido num palácio de cedro, e a arca de Deus está alojada numa tenda!"
Natã respondeu ao rei:
"Vai e faze tudo o que diz o teu coração, pois o Senhor está contigo".
Mas, nessa mesma noite, a palavra do Senhor foi dirigida a Natã nestes termos:
"Vai dizer ao meu servo Davi:
'Assim fala o Senhor:
Porventura és tu que me construirás uma casa para eu habitar?
Fui eu que te tirei do pastoreio, do meio das ovelhas, para que fosses o chefe do meu povo, Israel.
Estive contigo em toda a parte por onde andaste, e exterminei diante de ti todos os teus inimigos, fazendo o teu nome tão célebre como o dos homens mais famosos da terra.
Vou preparar um lugar para o meu povo, Israel: eu o implantarei, de modo que possa morar lá sem jamais ser inquietado.
Os homens violentos não tornarão a oprimi-lo como outrora, no tempo em que eu estabelecia juízes
sobre o meu povo, Israel.
Concedo-te uma vida tranquila, livrando-te de todos os teus inimigos.
E o Senhor te anuncia que te fará uma casa.
Quando chegar o fim dos teus dias e repousares com teus pais, então, suscitarei, depois de ti, um filho teu, e confirmarei a sua realeza.
Eu serei para ele um pai e ele será para mim um filho.
Tua casa e teu reino serão estáveis para sempre diante de mim, e teu trono será firme para sempre".

Segunda leitura
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos 16,25-27
Irmãos:

Glória seja dada àquele que tem o poder de vos confirmar na fidelidade ao meu evangelho e à pregação de Jesus Cristo, de acordo com a revelação do mistério mantido em sigilo desde sempre.
Agora este mistério foi manifestado e, mediante as Escrituras proféticas, conforme determinação do Deus eterno, foi levado ao conhecimento de todas as nações, para trazê-las à obediência da fé.
A ele, o único Deus, o sábio, por meio de Jesus Cristo, a glória, pelos séculos dos séculos. Amém!

EVANGELHO DO DIA
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1,26-38
 
Naquele tempo, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José.
Ele era descendente de Davi e o nome da virgem era Maria. 
O anjo entrou onde ela estava e disse: "Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!"  
Maria ficou perturbada com essas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação.
O anjo, então, disse-lhe:
"Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus.
Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus.
Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi.
Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim".
Maria perguntou ao anjo:
"Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?"
O anjo respondeu:
"O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra.
Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus.
Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice.
Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, porque para Deus nada é impossível".
Maria, então, disse:
"Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!"
E o anjo retirou-se.

PALAVRAS DO SANTO PADRE

No Evangelho de hoje ressoa a saudação do Anjo a Maria: «Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo» (Lc 1, 28). Deus sempre a pensou  e a quis, no seu desígnio inescrutável, como uma criatura cheia de graça, isto é, cheia do seu amor. Mas para estar repleto, é preciso encontrar espaço, esvaziar-se, pôr-se de lado. Precisamente como fez Maria, que soube pôr-se à escuta da Palavra de Deus e confiar totalmente na sua vontade, aceitando-a sem reservas na sua vida. A ponto que nela o Verbo se fez carne. Isto foi possível graças ao seu “sim”. Ao Anjo que lhe pede para estar pronta para se tornar Mãe de Jesus, Maria responde: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra» (v. 38). Maria não se perde em tantos raciocínios, não coloca obstáculos no caminho do Senhor, mas entrega-se prontamente e deixa espaço para a ação do Espírito Santo. Ela põe imediatamente à disposição de Deus todo o seu ser e a sua história pessoal, para que a Palavra e a vontade de Deus os plasmem e os levem a cumprimento. Assim, correspondendo perfeitamente ao desígnio de Deus sobre ela, Maria torna-se a “toda bela”, a “toda santa”, mas sem a menor sombra de auto complacência. Ela é humilde. Ela é uma obra-prima, mas permanece humilde, pequena, pobre. Nela se reflete a beleza de Deus, que é todo amor, graça, dom de si.

BOM E SANTO DOMINGO A TODOS.

 

1º Domingo do Advento, a Memória de São Francisco Xavier, presbítero

HOMILIA DOMINICAL
3 DE DEZEMBRO DE 2023

LEITURA DO DIA

Primeira leitura - Leitura do Livro do Profeta Isaías 63,16b-17.19b;64,2b-7

Senhor, tu és nosso Pai, nosso redentor; eterno é o teu nome.
Como nos deixaste andar longe de teus caminhos e endureceste nossos corações para não termos o teu temor?
Por amor de teus servos, das tribos de tua herança, volta atrás.
Ah! se rompesses os céus e descesses!
As montanhas se desmanchariam diante de ti.
Desceste, pois, e as montanhas se derreteram diante de ti.
Nunca se ouviu dizer nem chegou aos ouvidos de ninguém, jamais olhos viram que um Deus, exceto tu,
tenha feito tanto pelos que nele esperam.
Vens ao encontro de quem pratica a justiça com alegria, de quem se lembra de ti em teus caminhos.
Tu te irritaste, porque nós pecamos; é nos caminhos de outrora que seremos salvos. 
Todos nós nos tornamos imundície, e todas as nossas boas obras são como um pano sujo; murchamos todos como folhas, e nossas maldades empurram-nos como o vento. 
Não há quem invoque teu nome, quem se levante para encontrar-se contigo; escondeste de nós tua face
e nos entregaste à mercê da nossa maldade.
Assim mesmo, Senhor, tu és nosso pai, nós somos barro; tu, nosso oleiro, e nós todos, obra de tuas mãos.

Segunda leitura - Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 1,3-9

Irmãos: 
Para vós, graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
Dou graças a Deus sempre a vosso respeito, por causa da graça que Deus vos concedeu em Cristo Jesus:
Nele fostes enriquecidos em tudo, em toda palavra e em todo conhecimento, à medida que o testemunho sobre Cristo se confirmou entre vós. 
Assim, não tendes falta de nenhum dom, vós que aguardais a revelação do Senhor nosso, Jesus Cristo.
É ele também que vos dará perseverança em vosso procedimento irrepreensível, até ao fim, até ao dia de nosso Senhor, Jesus Cristo.
Deus é fiel; por ele fostes chamados à comunhão com seu Filho, Jesus Cristo, Senhor nosso.

EVANGELHO DO DIA - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 13,33-37

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Cuidado! Ficai atentos, porque não sabeis quando chegará o momento.
É como um homem que, ao partir para o estrangeiro, deixou sua casa sob a responsabilidade de seus empregados, distribuindo a cada um sua tarefa.
E mandou o porteiro ficar vigiando.
Vigiai, portanto, porque não sabeis quando o dono da casa vem: à tarde, à meia-noite, de madrugada ou ao amanhecer.
Para que não suceda que, vindo de repente, ele vos encontre dormindo.
O que vos digo, digo a todos: Vigiai!"

PALAVRAS DO SANTO PADRE

O Advento é o tempo que nos é concedido para acolher o Senhor que vem ao nosso encontro, também para verificar o nosso desejo de Deus, para olhar em frente e nos preparar ao regresso de Cristo. Ele voltará a nós na festa do Natal, quando fizermos memória da sua vinda histórica na humildade da condição humana; mas vem dentro de nós todas as vezes que estamos dispostos a recebê-lo, e virá de novo no fim dos tempos para «julgar os vivos e os mortos». Por isso, devemos estar vigilantes e esperar o Senhor com a expetativa de o encontrar. A liturgia hodierna introduz-nos precisamente neste tema sugestivo da vigilância e da expetativa. [...] Estar atentos e vigilantes são os pressupostos para não continuar a “desviar para longe dos caminhos do Senhor”, perdidos nos nossos pecados e nas nossa infidelidades; estar atentos e ser vigilantes são as condições para permitir que Deus irrompa na nossa existência, para lhe restituir significado e valor com a sua presença cheia de bondade e ternura.

UM BOM E SANTO DOMINGO A TODOS.


HOMILIA DOMINICAL 30 DE AGOSTO DE 2026 22º DOMINGO DO TEMPO COMUM Leitura do Dia Primeira Leitura Leitura do Livro do Profeta Jeremias - 20,...