Alckmin irá receber prêmio de gestão hídrica na Câmara dos Deputados

22/09/2015 21h02 - Atualizado em 22/09/2015 21h26 - Do G1 São Paulo

Alckmin irá receber prêmio de gestão hídrica na Câmara dos Deputados

Estado passa desde o ano passado por pior seca de sua história.
Indicação foi feita por deputado federal tucano João Paulo Papa.

Alckmin durante anúncio de ampliação de captação do Rio Guaratuba (Foto: Nilton Fukuta/Estadão Conteúdo)

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), receberá um prêmio da Câmara dos Deputados pelo seu trabalho à frente da Sabesp e da Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos. O estado passa, desde o ano passado, pela maior crise hídrica de sua história.
Segundo a Câmara, o Prêmio Lúcio Costa de Mobilidade, Saneamento e Habitação 2015 tem como meta reconhecer as iniciativas que buscam a melhoria da vida dos cidadãos. O tucano está entre os três agraciados na categoria “Personalidades” – além dele, venceram o ex-governador do Paraná e ex-prefeito de Curitiba Jaime Lerner e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB).
A indicação de Alckmin foi feita pelo deputado federal João Paulo Papa (PSDB-SP). Segundo o político, "a indicação do governador ocorreu pelo fato de ele governar o estado brasileiro que mais se aproxima da universalização do saneamento". "Ele encontrou caminhos para fazer investimento", afirmou ao G1.
O deputado disse que "a crise também evidenciou a condição excepcional do governo de São Paulo de responder a uma crise totalmente imprevisível". "Nessa matéria de crise hídrica, é a maior seca da região Sudeste, que está sendo enfrentada de frente", completou. Segundo Papa, a escolha "não ocorreu no terreno político, mas no terreno técnico".
A entrega do prêmio (um diploma de menção honrosa, uma medalha e a estatueta Lúcio Costa, arquiteto autor do Plano Piloto) ocorre na abertura do 3º Seminário Internacional de Mobilidade e Transportes, no dia 13 de outubro, na Câmara dos Deputados. O G1 procurou a assessoria do governador para saber se ele irá participar da premiação e aguarda a resposta.
Segundo funcionário da marina que usa a Represa Jaguari-Jacareí, em Piracaia, nível original do volume morto estava acima da área com vegetação, à direita da imagem (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)Represa Jaguari-Jacareí, parte do sistema Cantareira, no fim de agosto. Nível original estava acima da área com vegetação à direita (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) informou que a falta de água em São Paulo foi resultado da
falta de planejamento do governo paulista. O órgão relatou que a Secretaria Estadual de Recursos Hídricos (SSRH) recebeu vários alertas sobre a necessidade de um plano de contingência para eventuais riscos de escassez hídrica na Região Metropolitana de São Paulo. A pasta negou as alegações e disse que era impossível prever a estiagem.Crise hídrica

São Paulo passa pela maior crise hídrica de sua história. O Sistema Cantareira, principal fornecedor de água para a Grande São Paulo, operava nesta terça-feira (22) com apenas 16,3% de sua capacidade, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). O índice considera o cálculo feito com base na divisão do volume armazenado pelo volume útil de água.
As informações fazem parte do parecer do TCE sobre as contas do governador de São Paulo,Geraldo Alckmin (PSDB), do ano passado. O TCE aprovou as contas do tucano com ressalvas no fim de junho e listou 20 recomendações em diferentes áreas que o governo deveria adotar.
Medidas preventivas 
Sobre a seca no estado, o Tribunal de Contas afirmou que outras medidas poderiam ter sido adotadas para que a crise não chegasse "ao ponto em que se encontra atualmente, ou pelo menos para que seus efeitos fossem minimizados".
Entre as propostas está a despoluição dos rios Tietê e Pinheiros, a recuperação da represa Billings e o combate mais efetivo de perdas de água na distribuição.
A Secretaria de Recursos Hídricos informou ao TCE que implantou diversas ações para uma situação de estresse hídrico, como o Programa de Uso Racional da Água (PURA), financiamento de estudos, projetos, obras e serviços ligados ao controle de perdas, e adoção de medidas para a prática de reúso de efluentes tratados para uso industrial, urbano e na agricultura.
Em nota enviada ao G1, o governo informou ainda que nenhum instituto ou especialista previu a severidade da seca que atingiu a região sudeste em 2014.

TRATAMENTO PARA CANDIDÍASE VAGINAL

Autor: Dr. Pedro Pinheiro » Atualizado em 14 de agosto de 2014

A Candidíase vaginal, também chamada de vulvovaginite por cândida, é uma micose provocada pelo fungo da espécie cândida, habitualmente, a Candida albicans. Outras formas de cândida, como a Candida glabrata, também podem provocar vulvovaginite, mas são bem menos comuns.
A candidíase vaginal é uma forma de vaginite extremamente comum, perdendo em incidência apenas para a vaginose bacteriana, provocada, em grande parte dos casos, pela bactéria Gardnerella (leia: VAGINOSE BACTERIANA | Gardnerella vaginalis).  Cerca de 1/3 dos casos de corrimento vaginal de origem infecciosa são provocados por cândidas.
A Candida albicans é um fungo comum da flora vaginal, estando presente em 1 a cada 5 mulheres. A sua presença em si não representa nenhum perigo para pessoas saudáveis. A candidíase doença só surge quando a população de cândidas colonizando a pele aumenta demasiadamente. Este aumento pode ser estimulado pelo uso de antibióticos, anticoncepcionais com elevadas doses de hormônios, diabetes, alterações do sistema imunológico, uso de glicocorticoides, entre outros. Portanto, ter Candida albicans colonizando a região genital não significa necessariamente que a mulher terá a doença candidíase.
A Candida albicans pode até ser transmitida pela via sexual em alguns casos, mas na maioria das vezes o fungo tem origem na própria pessoa, geralmente do trato gastrointestinal. Mulheres virgens ou sem relação sexual há anos podem ter episódios de candidíase vaginal, motivo pelo qual essa micose não é considerada uma doença sexualmente transmissível.
Neste artigo vamos abordar exclusivamente o tratamento da candidíase vaginal. Se você quiser mais informações sobre as diversas infecções que o fungo cândida pode causar, leia: CANDIDÍASE | Sintomas e tratamento.

TRATAMENTO DA CANDIDÍASE VAGINAL

O tratamento da candidíase só esta indicado nas mulheres que apresentam queixas de vaginite, como prurido ou ardência vaginal, corrimento brancacento ou dor na região vaginal na hora de urinar ou durante o ato sexual. Mulheres assintomáticas não precisam tomar remédios para candidíase. O mesmo vale para os parceiros assintomáticos.
Para fins de tratamento, a candidíase vaginal é dividida em dois grupos:
Candidíase não-complicada.
Candidíase complicada.
1) Tratamento da candidíase não-complicada
Para ser considerada uma candidíase vaginal não-complicada, a infeção precisa ter as seguintes características:
– Ser esporádica, ocorrendo, no máximo, 3 episódios por ano.
– Não provocar sintomas graves.
– Ser provocada pela Candida albicans.
– Surgir em mulheres saudáveis e não grávidas.
Para as pacientes que se encaixam nesta forma menos grave de infecção, existem várias opções de remédios e pomadas para candidíase vaginal.
Na forma não-complicada de candidíase, tanto os comprimidos por via oral, quanto os tratamentos tópicos intravaginais, como pomadas, cremes ou óvulos, são altamente eficazes, com taxa de cura acima de 90%. Como a eficácia é semelhante, escolha do tratamento mais adequado, seja ele oral ou intravaginal, deve ser decidida em conjunto com a paciente, de acordo com as vantagens e desvantagens de cada forma.
A administração dos medicamentos contra candidíase por via oral costuma ser mais cômoda, porém, a taxa de efeitos colaterais, como náuseas, diarreia ou dor de cabeça, é um pouco mais comum. Os remédios por via oral também demoram cerca de 24 a 48 horas a mais para aliviar totalmente os sintomas da vulvovaginite, quando comparados às pomadas ou óvulos vaginais.
O Fluconazol em comprimido, 150 mg em dose única, é o tratamento mais usado para candidíase vaginal (leia: INFORMAÇÕES SOBRE O FLUCONAZOL). Uma opção com posologia menos cômoda é o Itraconazol 200 mg  por dia, por 3 dias.
Em relação aos tratamentos por via vaginal, o leque de opções é bem maior. Alguns dos esquemas mais indicados são:
Clotrimazol para candidíase
– Clotrimazol creme 1% – 1 aplicação (5 g) à noite por 6 a 7 dias.
– Clotrimazol creme 2% – 1 aplicação (5 g) à noite por 3 dias.
– Clotrimazol comprimido vaginal 500 mg – 1 comprimido intravaginal à noite em dose única.
– Clotrimazol comprimido vaginal 100 mg – 1 comprimido intravaginal à noite por 6 dias.
Miconazol para candidíase
– Miconazol creme 2% – 1 aplicação (5 g) à noite por 7 a 14 dias.
– Miconazol óvulo 200 mg – 1 óvulo intravaginal à noite por 3 dias.
Nistatina para candidíase
– Nistatina creme 100.000 UI – 1 aplicação (4 g) à noite por 14 dias.
Terconazol para candidíase
– Terconazol creme 0,8% – 1 aplicação (5 g) à noite por 3 a 5 dias.
– Terconazol óvulo 80 mg – 1 óvulo intravaginal à noite por 3 dias.
2) Tratamento da candidíase complicada
Para ser considerada uma candidíase vaginal complicada, a infeção precisa ter uma ou mais das seguintes características:
– Ser recorrente, com mais de 4 episódios por ano.
– Provocar sintomas muito intensos.
– Ser provocada por uma cândida que não a Candida albicans, como, por exemplo, Candida glabrata.
– Acometer grávidas, pacientes com diabetes mal controlado ou qualquer doença que provoque imunossupressão.
a) Candidíase vaginal recorrente
O tratamento dos casos recorrentes de candidíase pode ser difícil, demorado e frustrante. O tratamento deve ser basear no tripé: remoção dos fatores predisponentes (por ex: controlar melhor o diabetes, usar pílulas mais fracas ou outros métodos anticoncepcionais, evitar o uso desnecessário de antibióticos, evitar duchas vaginais, etc.), eliminar a infecção atual e evitar a recorrência.
O tratamento mais indicado para candidíase recorrente é Fluconazol 150 mg por via oral, 3 doses com intervalo de 72 horas entre cada uma. Ao final deste esquema, inicia-se o tratamento preventivo, com Fluconazol 150 mg, 1 comprimido por via oral, 1 vez por semana por 6 meses.
Uma alternativa para quem não deseja o tratamento por via oral é usar qualquer um dos esquemas intravaginais descritos no tópico anterior por 14 dias, seguido por Clotrimazol comprimido vaginal 500 mg, 1 comprimido intravaginal 1 vez por semana por 6 meses.
b) Candidíase vaginal com sintomas intensos.
Em caso de candidíase não recorrente, mas com sintomas muito intensos, o tratamento pode ser feito com Fluconazol 150 mg por via oral, 3 doses com intervalo de 72 horas entre cada uma.
Uma alternativa para quem não deseja o tratamento por via oral é usar qualquer um dos esquemas intravaginais descritos no tópico anterior por 10 a 14 dias.
c) Candidíase não-albicans
Quando o tipo de cândida responsável pela vulvovaginite não é a Candida albicans, o tratamento deve ser dirigido de acordo com a cândida isolada. A pesquisa do tipo de cândida geralmente é feita nos casos de infeção recorrente ou de difícil eliminação.
Candida glabrata: Ácido bórico, cápsula vaginal de 600 mg, 1 vez por dia durante 14 dias.
Candida krusei: Cotrimazol, Miconazol ou Terconazol intravaginal por 7 a 14 dias.
d) Candidíase na gravidez
Nas grávidas, o tratamento deve ser feito por via intravaginal. O Cotrimazol e o Miconazol por 7 dias são as drogas mais usadas.
REMÉDIOS CASEIROS PARA CANDIDÍASE
Não há nenhuma evidência científica de que os seguintes tratamentos caseiros funcionem:
– Iogurte com lactobacillus por via oral ou por via vaginal.
– Comer ou passar alho na vagina.
– Aplicações de vinagre.
– Aplicações de suco de limão.
– Comer maçã.
– Suplementos de vitaminas.
– Probióticos.

– Omega 3.

Nicholas Winton - Um homem de coragem



Sir Nicholas WintonKt.MBE (nascido Nicholas WertheimHampstead19 de maio de 1909) é um britânico que organizou o resgate de 669 crianças em sua maioria judias na antiga Checoslováquia, antes das suas deportações campos de concentração nazistas, salvando-as da morte certa em 1939, antes do início da Segunda Guerra Mundial. É muitas vezes chamado de Schindler britânico.
Nicholas Winton foi agraciado com a Ordem de Tomáš Garrigue Masaryk, Quarta Classe, pelo Presidente Checo em 1998.1
No aniversário da rainha, em 1983, foi nomeado membro da Ordem do Império Britânico por seu trabalho na instalação de asilos da sociedade Abbey field na Grã-Bretanha e, em 2002, elevado a cavaleiro pela rainha Elizabeth II em reconhecimento ao seu trabalho no salvamento das crianças.2 3 4 5
Ele encontrou-se com a Rainha novamente durante sua visita de Estado à Eslováquia, em outubro de 2008.6
O asteroide 19384 Winton foi nomeado em sua honra pelo casal de astrônomos checos Jana Tichá e Miloš Tichý.7
Em 2008, Nicholas Winton foi homenageado pelo governo checo de várias formas: uma escola de ensino elementar em Kunžak recebeu seu nome 8 e foi agraciado com a Cruz do Mérito do Ministério da Defesa, Grau I.8 Também foi indicado pelo governo checo para o Prêmio Nobel da Paz de 2008.8 9
Por ter antepassados judeus, Winton não foi agraciado no quadro de Justos entre as Nações.
Winton está vivo e são, e não vê sua atitude como extraordinária.10


Biografia

Nicholas Winton nasceu em 1909 em Hampstead, Londres, filho de alemães judeus que haviam se mudado para Londres dois anos antes. O sobrenome da família era Wertheim mas mudaram para Winton como um esforço de integração. Eles também se converteram ao Cristianismo e Winton foi batizado..
Em 1923, Winton entrou na Stowe School11 , mas saiu sem se formar. Ele continuou os estudos frequentando uma escola noturna enquanto era voluntário no Midland Bank. Também foi para Hamburgo e trabalhou no Behrens Bank, em seguida no Wasserman Bank, em Berlim.
Em 1931 mudou-se para França e trabalhou no Banque Nationale de Crédit, em Paris, onde adquiriu formação na área bancária. Quando retornou para Londres, tornou-se corretor na Bolsa de Valores de Londres.
Antes do natal de 1938, Winton foi até Praga e ajudou seu amigo Martin Blake, que havia lhe chamado para ajudar em trabalhos humanitários12 aos judeus. Assim, viu de perto a situação dos judeus na parte da Checoslováquia que estava ocupada por nazistas.
Winton serviu a Força Aérea Real durante a Segunda Guerra Mundial.

Trabalho Humanitário

Pouco antes do Natal de 1938, Winton estava prestes a viajar para a Suíça para umas férias de esqui, quando decidiu viajar a Praga para ajudar seu amigo Martin Blake, que estava envolvido em trabalho humanitário com judeus. Ele ficou no Sroubek Hotel, na Wenceslas Square, e pouco tempo depois percebeu que não haviam planos específicos para salvar as vidas das crianças, criando a própria organização para ajudar crianças judias que corriam risco com nazistas.
Winton entrou em contato com Refugee Children's Movement (RCM), em Londres. A missão dessa organização era conseguir alojamento e a quantia de dinheiro que o governo Britânico requisitava como garantia para aprovar a entrada dos refugiados europeus perseguidos pelo nazismo.
Em novembro de 1938, pouco depois da Kristallnacht na Alemanha Nazista, a Câmara dos Comuns do Reino Unido aprovou uma medida que permitiu a entrada de refugiados com idade inferior a 17 anos, contanto que tivesse um lugar para ficar e £50 depositadas como garantia de pagamento de um tíquete para eventual retorno ao país de origem.
O boato do "Britânico da Rua Wenceslas" se espalhou e logo uma grande quantidade de famílias apareceram para tentar incluir seus filhos na lista que os colocaria fora do alcance nazista. "Era exasperador", Winton disse um dia, "como cada grupo se sentia mais urgente que o outro".
Durante nove meses ele tentou evacuar 669 crianças, por trem, de Praga para Londres. Entre eles estava Karel Reisz, que se tornaria uma renomada diretora de filmes, autora do premiado filme "The French Lieutenant's Woman". Hoje em dia, acredita-se que existam mais de 5.000 crianças das chamadas "crianças de Winton" que seriam descendentes das crianças que Winton salvou13 .
Um nono trem com 250 crianças deveria ter partido em setembro de 1939, mas este foi o dia em que o Reino Unido declarou guerra contra a Alemanha. O trem não saiu da estação e as crianças não foram vistas novamente14 .
Durante mais de cinco décadas Nicholas Winton não revelou esse trabalho humanitário para ninguém. A história foi a público quando sua esposa, Greta, descobriu no sótão de sua casa uma pasta que continha a lista das crianças salvas e cartas para os pais delas.

Holanda

Um obstáculo importante foi conseguir permissão oficial para cruzar a Holanda, pois as crianças estavam destinadas a embarcar em uma balsa que ficava em Hoek van Holland. Após Kristallnacht, em novembro de 1938, o governo holandês fechou oficialmente as suas fronteiras a todos os refugiados judeus. Os guardas de fronteira (Marechaussee) procuraram ativamente por refugiados judeus e, quando encontrados, eram mandados volta para a Alemanha, apesar dos horrores da Kristallnacht serem bem conhecidos nos Países Baixos (por exemplo, a partir da fronteira germano-holandesa na sinagoga de Aachen podia ser visto em chamas, a apenas 3 km de distância).
Winton, no entanto, teve sucesso graças às garantias de que ele tinha obtido dos britânicos. Após o primeiro trem, as coisas correram relativamente bem ao atravessar a Holanda. A holandesa Gertruida Wijsmuller-Meier salvou outras 10.000 crianças judias, principalmente de Viena e Berlim, mas não se sabe se ela e Winton se conheceram. Em 2012 uma estátua foi erguida no cais em Hoek van Holland para comemorar todos aqueles que salvaram crianças judias.
Winton encontrou casas na Grã-Bretanha para 669 crianças, muitas de cujos pais morreram em Auschwitz15 A mãe de Winton também trabalhou com ele para colocar as crianças em lares e albergues. Durante todo o verão, Winton colocou anúncios em busca de famílias para aceitá-los. O último grupo de 250 crianças, programado para sair de Praga em 1 de Setembro de 1939, não chegou com segurança; os nazistas invadiram a Polônia, marcando o início da Segunda Guerra Mundial, e as crianças foram enviadas a campo de concentração.15

Segunda Guerra Mundial

Com a chegada da guerra, Winton pediu o registo como um objector de consciência e servido com a Cruz Vermelha,16 mas em 1940 ele rescindiu sua objeção para se juntar àFRA, Administrativo e deveres especiais Branch. Ele era inicialmente um aviador, subindo para sargento no momento em que ele foi contratado em 22 de junho de 1944, como um oficial piloto agindo em liberdade condicional. Em 17 de agosto de 1944 foi promovido a oficial-piloto em liberdade condicional. Ele foi promovido a o posto de diretor de vôo substantiva guerra em 17 de fevereiro de 1945. Ele renunciou a sua comissão em 19 de Maio de 1954, mantendo o título honorário de tenente de voo. Winton manteve o silêncio sobre suas façanhas humanitárias por muitos anos, até que sua esposa Grete encontrado um scrapbook detalhado em seu sótão, em 1988. Continha listas das crianças, incluindo os nomes de seus pais, e os nomes e endereços das famílias que tomou-los dentro Através do envio de cartas para estes endereços, 80 de "crianças de Winton" foram encontrados na Grã-Bretanha. O mundo descobriu sobre o seu trabalho, em 1988, durante um episódio do programa de televisão da BBC;That's Life! , quando ele foi convidado como um membro da platéia. Em um ponto recados de Winton foi mostrado, e suas realizações explicou. A apresentadora do programa, Esther Rantzen, perguntou se algum na platéia deviam suas vidas à Winton, e, em caso afirmativo, para ficar em pé. Mais de vinte pessoas ao redor Winton se levantaram e o aplaudiram.

Pessoas importantes salvas

Cidades do Interior solicitam militares no combate à dengue

Nacional

Cidades do Interior solicitam militares no combate à dengue


Reprodução Internet
Militares atuarão em residência onde os donos não permitirem entrada de agentes da Saúde
São Paulo se soma a outros dez municípios do Interior que, somente nos últimos 15 dias, pediram um total de 630 soldados ao Exército para ajudar no combate à dengue. Parte dessas cidades já vive epidemia, como Sorocaba, Campinas, Mogi Mirim e Lins. Segundo o Comando Militar do Sudeste, os municípios que solicitaram o maior número de soldados são Mogi Mirim, Marília e Sorocaba, com 100 homens cada.
Sorocaba chegou a 42,3 mil casos de dengue e 15 mortes confirmadas. A cidade apresenta a maior notificação de casos no Estado. Bebedouro, Jaboticabal e Garça receberam 50 militares cada uma, mas o apoio do Exército já se encerrou. Campinas, com 22,5 mil casos confirmados e quatro mortes, recebeu 60 soldados.
Mais duas mortes com suspeita de dengue foram registradas ontem em Limeira, na região de Campinas, segundo boletim divulgado pela prefeitura. Agora, são 7 mortes sob investigação e 12 confirmadas. A cidade tem 23.892 casos notificados e 7.010 confirmados - e está em situação de emergência.
Lins, que também vive situação epidêmica, solicitou 30 militares. Dez já estão nas ruas e foram recebidos com aplausos pelos moradores na quinta-feira, 16. A cidade registrou 673 casos neste ano, um a cada 106 habitantes. E Pirassununga ganhou reforço da Força Aérea Brasileira (FAB), além de 30 militares. Caçapava recebeu 10 homens.

Dengue em Sorocaba soma 46.093 casos

 | NOVOS EM 2015

Dengue em Sorocaba soma 46.093 casos


Regina Helena Santos
regina.santos@jcruzeiro.com.br


Já são 46.093 pacientes notificados com dengue em Sorocaba, dos quais 10.248 tiveram confirmação por exame laboratorial e 35.845 levando em consideração os sintomas do doente. O número de pessoas que morreram em decorrência da dengue já chega a 19.

Um boletim epidemiológico da dengue, divulgado na tarde de hoje, aponta que são 3.730 novos casos diagnosticados na última semana e, desta vez, como a rede pública passou a realizar o teste de sorologia no 6º dia de sintomas, para todos os pacientes, o número de doentes confirmados por exame laboratorial, que chegou a 2.215, foi maior do que o de pacientes notificados a partir do critério clínico-epidemiológico (1.515).

Apesar do número absoluto de novos casos, em uma semana, continuar apresentando tendência de queda e ser menor que o da semana anterior, o secretário municipal de saúde, Francisco Antônio Fernandes, alerta que não é hora de relaxar e nem de achar que o período mais crítico já passou. Isso porque Sorocaba ainda tem 585,4 doentes por cada 100 mil habitantes, número que caracteriza uma situação de epidemia. A situação epidemiológica do município, em relação à dengue, só se normalizará quando a cidade atingir menos de 300 doentes para cada 100 mil habitantes. "Não é o momento de fraquejar, mas de continuar firme para termos os melhores resultados e diminuir os casos de complicações e óbitos." Segundo Fernandes, a doença ainda deve continuar atingindo um grande número de pessoas até, no mínimo, o final do mês de maio, "com certeza", reforçou.

Colostomia, Ileostomia e a Bolsa de Colostomia

O que é a colostomia ou ileostomia?

A colostomia ou a ileostomia são derivações intestinais onde se exterioriza o cólon ou o íleo (intestino fino) na parede abdominal, formando um novo trajeto e local para a saída das fezes (que é chamado de estoma). Esse procedimento pode ser realizado de forma definitiva ou de forma provisória, dependendo do tipo de tratamento e da severidade do tumor. Após a colostomia ou ileostomia, o paciente utiliza uma bolsa especial para que suas fezes sejam coletadas.

Perguntas & Respostas para a Bolsa de Colostomia

Posso retirar a minha bolsa coletora e usar apenas quando quiser evacuar?
Não, pois a vontade de evacuar pode ocorrer a qualquer momento e não haverá meios de segurá-la. Ao contrário do ânus, nesse caso há um músculo que possa impedir a evacuação.

A ingestão de líquidos está suspensa durante o período de utilização?
Não. A ingestão de líquido deve ocorrer sempre com, no mínimo, dois litros por dia.  A ingestão de água e sucos deve ser prioridade.

As pessoas irão notar que estou com a bolsa? Há alguma forma de esconder a bolsa?
As bolsas de colostomia são finas e não ficam visíveis, sendo bem ajustáveis as suas vestimentas normais. Elas não serão notadas se ficarem junto ao seu corpo por baixo da roupa.

Devo me preocupar com o cheiro da bolsa? Isso vai incomodar outras pessoas?
Não, em raras ocasiões a bolsa gera odor ruim. Se isso ocorrer, existem substâncias como o carvão ativado que podem ser utilizadas para neutralizar o odor.

A bolsa deve ser trocada alguma vez? Com qual regularidade?
A bolsa coletora deve ser trocada a cada 4 dias e/ou de acordo com a necessidade. O importante é higienizá-la diariamente.

Durante o período de utilização é possível realizar exercícios físicos?
Recomendamos que os exercícios físicos se iniciem após a autorização do médico responsável, pois a cicatrização dos tecidos após a cirurgia pode variar de paciente para paciente. O importante é evitar esportes que possam traumatizar o estoma ou esportes com esforço físico excessivo.

Existem alimentos que devo deixar de consumir?
Você deverá ser acompanhado por um profissional da nutrição e seguir as recomendações deste.
Abaixo segue uma tabela que mostra os efeitos de alguns alimentos no intestino.
EfeitoAlimentos
Prisão de ventreBatata, inhame, maça cozida, banana prata e arroz branco. 
GasesOvos, feijão e refrigerantes( bebidas gasosas) .
Cheiros fortes nas fezesCebola, alho cru, ovos cozidos, repolho e frutos do mar.
Alimentos que neutralizam odores fortesCenoura, chuchu, espinafre e maizena.
Alimentos que amolecem as fezesVerduras, frutas cruas, lentilha, ervilhas e bagaços de laranja.
Existe algum impedimento quanto a minha nova condição?
Não, você pode ter uma vida normal. Mesmo que a sua vida sofra algumas mudanças, é necessário se adaptar a esta nova fase. Você deve prevenir-se, por exemplo, se ficar grandes períodos fora de casa, levando o equipamento para troca da bolsa coletora de emergência, uma troca de roupa e outros acessórios que achar necessário.

Como poderei ter vida sexual com a Bolsa de Colostomia?
É importante discutir sobre a relação sexual de uma forma aberta com o seu parceiro (a), para se chegar a conclusões do momento e da forma mais adequada para realizá-la. Caso as conversas sobre o tema não venham a ocorrer normalmente, buscar ajuda de um psicólogo é uma boa alternativa.  
 
O período pós-cirurgico é marcado por uma diminuição natural do desejo sexual, principalmente, se ele estiver realizando a quimioterapia, pois entre os efeitos colaterais, está a diminuição da libido. O parceiro  sempre deve ser compreensivo.
 
Antes das relações sexuais, é sempre recomendável esvaziar a bolsa ou usar uma bolsa de tecido para evitar o atrito da bolsa com a pele de ambos e para evitar que apareça o conteúdo fecal contido na bolsa. Para estes momentos, pode-se também recorrer a espartilhos (para as mulheres) e tensores abdominais (para os homens) para dar segurança aos movimentos e deixar a bolsa menos visível. Usar uma bolsa fechada (não drenável) de menor capacidade pode ser mais confortável.

Como deverá ser a minha alimentação após a cirurgia e durante o tratamento?
Uma alimentação saudável é extremamente importante para o tratamento do câncer colorretal. Ao comer corretamente, você estará evitando que os tecidos do corpo sofram degenerações e ajudará na reconstrução dos tecidos que o tratamento possa ter prejudicado. 
Além disso, a boa alimentação aumentará a disposição para enfrentar os possíveis efeitos colaterais do tratamento, colaborando para o bem-estar.  
 
É importante ter um planejamento alimentar no tratamento do câncer colorretal para responder bem as mudanças no corpo e as altas doses de medicamento. É indicado o acompanhamento de um nutricionista. 
 
Aqui vão algumas dicas de alimentação:

Evite o consumo de fritura e alimentos que contenham sal.
Mastigue bem os e coma devagar.
Faça refeições pequenas de três em três horas.
Faça um prato com grandes variações possíveis de verduras, legumes e cereais.
A hidratação constante com água, sucos naturais ou água de coco.
Evite alimentos industrializados.

A busca da felicidade

A busca da felicidade
Pesquisas desvendam os mecanismos do prazer e da felicidade. Como esse novo conhecimento pode melhorar sua vida?
por Barbara Axt

Felicidade é um truque. Um truque da natureza concebido ao longo de milhões de anos com uma só finalidade: enganar você. A lógica é a seguinte: quando fazemos algo que aumenta nossas chances de sobreviver ou de procriar, nos sentimos muito bem. Tão bem que vamos querer repetir a experiência muitas e muitas vezes. E essa nossa perseguição incessante de coisas que nos deixem felizes acaba aumentando as chances de transmitirmos nossos genes. “As leis que governam a felicidade não foram desenhadas para nosso bem-estar psicológico, mas para aumentar as chances de sobrevivência dos nossos genes a longo prazo”, escreveu o escritor e psicólogo americano Robert Wright, num artigo para a revista americana Time.
A busca da felicidade é o combustível que move a humanidade – é ela que nos força a estudar, trabalhar, ter fé, construir casas, realizar coisas, juntar dinheiro, gastar dinheiro, fazer amigos, brigar, casar, separar, ter filhos e depois protegê-los. Ela nos convence de que cada uma dessas conquistas é a coisa mais importante do mundo e nos dá disposição para lutar por elas. Mas tudo isso é ilusão. A cada vitória surge uma nova necessidade. Felicidade é uma cenoura pendurada numa vara de pescar amarrada no nosso corpo. Às vezes, com muito esforço, conseguimos dar uma mordidinha. Mas a cenoura continua lá adiante, apetitosa, nos empurrando para a frente. Felicidade é um truque.
E temos levado esse truque muito a sério. Vivemos uma época em que ser feliz é uma obrigação – as pessoas tristes são indesejadas, vistas como fracassadas completas. A doença do momento é a depressão. “A depressão é o mal de uma sociedade que decidiu ser feliz a todo preço”, afirma o escritor francês Pascal Bruckner, autor do livro A Euforia Perpétua. Muitos de nós estão fazendo força demais para demonstrar felicidade aos outros – e sofrendo por dentro por causa disso. Felicidade está virando um peso: uma fonte terrível de ansiedade.
Esse assunto sempre foi desprezado pelos cientistas. Mas, na última década, um número cada vez maior deles, alguns influenciados pelas idéias de religiosos e filósofos, tem se esforçado para decifrar os segredos da felicidade. A idéia é finalmente desmascarar esse truque da natureza. Entender o que nos torna mais ou menos felizes e qual é a forma ideal de lidar com a ansiedade que essa busca infinita causa. Veja nas próximas páginas o que eles já descobriram.
Três caminhos
Um dos motivos pelos quais a felicidade é tão difícil de alcançar é que nem sabemos bem o que ela é (veja algumas tentativas de defini-la no quadro da página 52). Daí a importância das pesquisas do psicólogo americano Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia. Seligman concluiu que felicidade é na verdade a soma de três coisas diferentes: prazer, engajamento e significado.
Prazer você sabe o que é. Trata-se daquela sensação que costuma tomar nossos corpos quando dançamos uma música boa, ouvimos uma piada engraçada, conversamos com um bom amigo, fazemos sexo ou comemos chocolate. Um jeito fácil de reconhecer se alguém está tendo prazer é procurar em seu rosto por um sorriso e por olhos brilhantes. Já engajamento é a profundidade de envolvimento entre a pessoa e sua vida. Um sujeito engajado é aquele que está absorvido pelo que faz, que participa ativamente da vida. E, finalmente, significado é a sensação de que nossa vida faz parte de algo maior.
A vantagem de dividir a felicidade em três é que assim fica mais fácil definirmos nossos objetivos. “Buscar a felicidade” é uma meta meio vaga, fica difícil até de saber por onde começar. Mas, se você se conscientizar de que basta juntar essas três coisas – prazer, engajamento e significado – para a felicidade vir de brinde, a tarefa torna-se menos penosa. Seligman acha que um dos maiores erros das sociedades ocidentais contemporâneas é concentrar a busca da felicidade em apenas um dos três pilares, esquecendo os outros. E geralmente escolhemos justo o mais fraquinho deles: o prazer. “Engajamento e significado são muito mais importantes”, disse ele numa entrevista à Time. Como então alcançá-los? (Veja algumas dicas práticas para ser feliz, no quadro à direita.)
Comecemos pelo engajamento. Algumas pessoas são capazes de se engajar em tudo: entram de cabeça nos romances, doam-se ao trabalho, dão tudo de si a todo momento. Isso é raro e nem sempre é bom (inclusive porque gente engajada demais tende a negligenciar outros aspectos da vida, em especial o prazer). Ninguém precisa ir tão longe, mas o esforço de estar atento ao mundo, participando da vida, vale a pena.
Mihaly Csikszentmihalyi (pronuncie “txicsentmirrái”), pesquisador da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, estuda um fenômeno cerebral chamado “fluxo”, que ocorre quando o engajamento numa atividade torna-se tão intenso que dá aquela sensação boa de estar completamente absorto, a ponto de esquecer do mundo e perder a noção do tempo. Ou seja, é um estado de alegria quase perfeita. Esse fenômeno acontece com monges em estado de meditação, mas também em situações muito mais comuns, como ao tocar um instrumento, andar de bicicleta ou até mesmo ao consertar a estante da casa. Um outro pesquisador, o americano Richard Davidson, da Universidade de Wisconsin, observou em laboratório que as pessoas em estado de fluxo ativam uma região do cérebro chamada córtex pré-frontal esquerdo, o que pode ter uma série de efeitos no organismo, inclusive um melhor funcionamento do sistema imunológico. Ao longo de um estudo realizado na Holanda, pessoas que entraram em fluxo tiveram seu risco de morte reduzido em 50%, por reagirem melhor a doenças.
E como se entra no tal fluxo? Csikszentmihalyi afirma que o segredo é buscar atividades nas quais se possa usar todo o seu talento. Tem de ser um desafio não muito fácil a ponto de ser entediante, nem tão difícil que se torne frustrante. Procurar experiências desse tipo é recompensador e traz níveis bem altos de felicidade. Claro que infelizmente nem todo mundo tem a sorte de encontrar desafios assim no trabalho. Nesse caso, um hobby pode ajudar na busca por engajamento e por momentos de fluxo – pode tanto ser uma atividade manual ou intelectual quanto um esporte.
Quanto ao terceiro pilar da felicidade, o significado, o jeito tradicional de conquistá-lo é via religião. Há milênios, a humanidade encontra alento na crença de que cada um de nós faz parte de uma ordem maior. Pesquisas mostram que as pessoas religiosas consideram-se, na média, mais felizes que as não-religiosas – elas também têm menos depressão, menos ansiedade e suicidam-se menos. A crença de que Deus está nos observando, nas palavras do psicólogo e estudioso da religião Michael McCullough, da Universidade de Miami, é uma espécie de “equivalente em grande escala do pensamento ‘se eu não conseguir pagar o aluguel, meu pai vai ajudar’”. Ou seja, é um conforto, uma garantia de que, no final, as injustiças serão corrigidas e nossos esforços, reconhecidos.
Mas a religião não é a única forma de dar significado à vida. Um truque eficaz para ficar mais feliz é fazer o bem para os outros – visitar um orfanato, ajudar uma criança a fazer a lição de casa, dar um presente útil. E isso não é conversa mole. Seligman mediu em laboratório os efeitos do altruísmo e percebeu que um único ato de bondade pode melhorar efetivamente os níveis de felicidade de uma pessoa por até dois meses. Cinco atos de bondade por semana turbinaram sensivelmente o astral dos cobaias – e, quando todos os cinco foram realizados num mesmo dia, o benefício foi ainda maior. Também se alcança significado construindo algo que pode sobreviver a você. O exemplo clássico é criar filhos. Uma outra dica é acreditar que sua vida é importante para alguma grande causa: a história, a ciência, a justiça social, a democracia, a liberdade, o progresso, a natureza. Ou seja, é útil crer em algo, mesmo que não seja em Deus.
Para terminar, há uma regra da qual especialista nenhum discorda: ter amigos (e nem precisam ser muitos) ajuda a ser feliz. Amigos contam pontos nos três critérios: trazem, ao mesmo tempo, prazer, engajamento e significado para nossas vidas.
Ser infeliz é preciso
Ok, já temos a receita da felicidade. Basta juntar prazer, engajamento e significado e nossa vida se resolve para sempre? Ah, se fosse assim tão simples. A felicidade, como não cansam de repetir os poetas e os chatos, é breve. Ainda bem. Felicidade, por definição, é um estado no qual não temos vontade de mudar nada. Ou seja, se passássemos tempo demais assim, nossas vidas estacionariam. A busca da felicidade é o que nos empurra para a frente – se agarramos a cenoura, paramos de correr e a brincadeira perde completamente a graça. Portanto, um pouco de ansiedade, de insatisfação, é perfeitamente saudável.
“Felicidade é projetada para evaporar”, escreveu Robert Wright. E, segundo ele, há uma razão evolutiva para isso também: “se a alegria que vem após o sexo não acabasse nunca, então os animais copulariam apenas uma vez na vida”. Mora aí um dos grandes problemas atuais. Muita gente acredita que é possível viver uma existência só de altos, sem nenhum ponto baixo, sem tristeza, sem sofrimento. E alguns estão dispostos a conseguir isso sem esforço algum, só à custa de antidepressivos.
Isso é conversa de cientista, mas alguns religiosos, em especial os budistas, já afirmam algo parecido há muito tempo. Um de seus preceitos básicos é o de que “a vida é sofrimento”. Coisa chata, né? Talvez, mas ter consciência de que o sofrimento é inevitável pode ajudar a trazer felicidade, e certamente diminui a ansiedade. O conselho do dalai-lama é que, quando as coisas estiverem mal, em vez de se entregar à infelicidade ou tentar apenas minimizar os sintomas, você respire fundo e tente descobrir o porquê da situação.
Segundo ele, grande parte da dor é criada por nós mesmos, pela nossa inabilidade de lidar com a tristeza e pela sensação de que somos obrigados a ser sempre felizes. Ao encarar o sofrimento de frente e identificar as suas causas reais, você estará dando um passo na direção do autoconhecimento, o que vai lhe permitir entender quais seus objetivos na vida, quais seus valores. Para usar a terminologia de Seligman, esse autoconhecimento dará a você mais clareza sobre que tipo de atividades lhe traz prazer, engajamento e significado. Ou seja, são esses momentos ruins que criarão condições para você correr atrás da sua própria realização – individual, pessoal e intransferível.
Cada um é cada um
É aí que está o pulo-do-gato. Não existe uma fórmula da felicidade que funcione com todo mundo – é justamente nisso que os livros de auto-ajuda costumam falhar. Cada pessoa é diferente e reage à vida de modo diferente. Foi essa a conclusão do estudo realizado em 1996 pelo pesquisador David Lykken, da Universidade de Minnesota. Ele comparou dados sobre 4 000 pares de gêmeos idênticos e percebeu que, na maioria dos casos, quando um tem tendência a ver o mundo de modo otimista, o outro tem também – e quando um é pessimista o outro é igual. Ou seja, existe um forte componente genético na nossa tendência a ser feliz. Não que isso seja uma grande surpresa. Qualquer pai ou mãe sabe que algumas crianças nascem com vocação para o sorriso, enquanto outras são simplesmente muito mais difíceis de agradar.
Nas últimas décadas, apareceram muitas evidências de que nós tendemos a manter um “nível de felicidade” constante ao longo de nossas vidas – e nem mesmo grandes acontecimentos parecem capazes de alterar bruscamente esse nível. Um exemplo disso é a pesquisa conduzida pelo psicólogo Richard Lucas, da Universidade do Estado de Michigan, Estados Unidos. Lucas passou 15 anos entrevistando solteiros e casados na Alemanha e pedindo que eles dessem notas de 0 a 10 para seu estado de felicidade. Os solteiros tinham média 7,28. No momento em que eles casavam, o valor aumentava muito: para perto de 8,5. Mas dois anos depois a média já era de exatamente 7,28 outra vez. Ou seja, a longo prazo, o casamento parece não mudar – para melhor ou para pior – o nível de felicidade .
O mesmo vale para outros acontecimentos radicalmente transformadores – para o bem ou para o mal. Um estudo com ganhadores da loteria realizado em 1978 mostrou que esses felizardos têm picos de felicidade logo após o prêmio, mas tendem a voltar aos níveis anteriores alguns meses depois. Algo equivalente parece acontecer com pessoas que ficam paraplégicas em acidentes. Elas passam por um período de infelicidade, mas dois meses depois recuperam níveis quase tão altos quanto os anteriores ao acidente.
Esse acúmulo de dados levou alguns especialistas a afirmarem que a felicidade é algo imutável. Oito anos atrás, o pesquisador Lykken criou polêmica ao afirmar publicamente que “parece que tentar se tornar mais feliz é tão fútil quanto tentar se tornar mais alto”. Hoje até ele próprio reconhece que essa afirmação foi, no mínimo, exagerada. Parece que uma analogia melhor para a felicidade é compará-la com o peso. Cada um de nós tem um biotipo diferente – uma tendência para ser mais ou menos gordo. Mas é claro que os nossos hábitos e a nossa postura têm uma grande influência sobre o número que aparece na balança. É a mesma coisa com a felicidade: temos uma tendência natural para um certo nível. Mas fazer regime funciona.
Uma questão de desejo
Um exemplo do quanto podemos alterar nossa predisposição genética para a felicidade é a forma como lidamos com nossos desejos. Existem duas maneiras de alcançar a felicidade: possuindo mais ou desejando menos. Se a felicidade é a cenoura, a vara na qual ela está pendurada é o que chamamos de desejo. E estamos fazendo varas cada vez mais compridas.
Veja o caso dos países ricos. “Nos Estados Unidos e na Europa, há uma sensação de desapontamento, pois se está percebendo que existe um limite para a satisfação que a sociedade e os bens materiais trazem”, diz o economista e filósofo Eduardo Giannetti, autor do ótimo livro Felicidade. Nos Estados Unidos, desde a Segunda Guerra Mundial, todos os indicadores econômicos e sociais melhoraram sem parar. A renda triplicou, o tamanho das casas dobrou e o acesso aos bens materiais cresceu tanto, que hoje há mais carros nas garagens do que habitantes no país. Ainda assim, o índice nacional de felicidade não cresceu um milímetro sequer. O Centro de Pesquisas de Opinião Nacional dos Estados Unidos entrevista periodicamente os americanos desde os anos 50 – e o resultado é invariavelmente o mesmo (um terço deles se considera “muito feliz”).
Há uma razão para isso: os americanos querem cada vez mais. Seus desejos não páram de crescer. Ou seja, a cenoura está cada vez mais apetitosa, mas também mais distante. Demandas crescentes são a condição essencial para manter a economia funcionando. A lógica do capitalismo é criar necessidades, para então satisfazê-las – não por acaso, esse país de insatisfeitos é o mais rico do mundo. Precisamos das coisas a partir do momento em que elas estão disponíveis e isso vale tanto para produtos quando para idéias. Quando vemos pessoas lindas, maquiadas e malhadas nas capas das revistas, e aparelhos de som inacreditáveis nos anúncios, fica difícil nos satisfazer com nosso visual comum e com o walkman velho mas honesto. Acontece que a felicidade não está diretamente ligada aos bens materiais. Ed Diener, da Universidade de Illinois, estudioso do assunto há 25 anos, avaliou o nível de felicidade das 400 pessoas mais ricas do mundo segundo a revista Forbes, e concluiu que elas estão rigorosamente empatadas com os pastores maasai da África.
Para complicar, temos cada vez mais opções. Na época em que a prateleira da farmácia abrigava apenas xampu para cabelos secos, normais ou oleosos, era fácil escolher um e ir para casa tranqüilo. Mas, quando na sua frente se enfileiram xampus de todas as procedências e preços, para cabelos ondulados, escuros, danificados, mistos, com pontas duplas, tingidos ou fracos, você não tem mais tanta segurança de que sua escolha foi a melhor. O mesmo acontece na hora de comprar um carro, creme dental ou comida congelada. Ou no momento de escolher um namorado ou uma profissão. “Muita gente fica simplesmente paralisada com tantas opções”, diz o psicólogo americano Barry Schwartz em seu livro, The Paradox of Choice (“O Paradoxo da Escolha”, não lançado no Brasil). Está aí uma fonte de frustração e ansiedade.
Em 2000, Sheena Iyengar e Mark Lepper, das Universidades de Columbia e Stanford, montaram em uma loja dois estandes com amostras de geléia, um com 24 opções de sabor e outro com apenas seis. O número de clientes que comprou o produto foi dez vezes maior no estande menos variado, ainda que o outro tenha atraído 50% mais gente. Por que isso acontece? Schwartz sugere que nessas situações as pessoas avaliam intuitivamente os “custos de oportunidade”: uma escolha implica abrir mão de todas as outras opções. Quando há centenas de possibilidades, escolher uma só significa “perder” muito mais. E, no mundo de hoje, em que cada um tem acesso ao mundo inteiro pela internet e quase não há limites para os nossos desejos, parece inevitável ficar ansioso – e infeliz – com tudo isso.
Pesquisando o assunto, o psicólogo encontrou padrões de comportamento que permitem dividir as pessoas em dois grupos: as que procuram fazer escolhas apenas satisfatórias, sem tentar alcançar a perfeição, e as que não sossegam até que encontrem “a melhor opção de todas”. As pessoas do segundo grupo costumam fazer escolhas melhores, é claro. Mas as do primeiro ficam mais felizes com suas decisões. “A solução é diminuir o número de opções ou melhorar nossa maneira de fazer escolhas”, diz Schwartz.
Então tá. Mas será que sabemos fazer as melhores escolhas para nossa vida? Segundo os pesquisadores Daniel Gilbert, Tim Wilson, George Loewenstein e Daniel Kahneman, a resposta é não. Decisões são tomadas tendo como base nossa previsão de como cada opção vai afetar nossas vidas. Porém, segundo eles, temos uma dificuldade enorme para avaliar o quanto um acontecimento vai nos deixar felizes ou infelizes.
Nós superestimamos a intensidade e a duração das nossas reações emocionais, ao mesmo tempo que subestimamos nossa capacidade de adaptação. Lembra da história dos ganhadores da loteria e acidentados paraplégicos que logo voltam ao nível normal de felicidade? Pois então: somos capazes de nos acostumar com quase tudo. Damos importância demais a escolhas que não são tão definitivas assim e esquecemos que uma decisão “errada” não é o fim do mundo. É uma questão de colocar limites nos nossos desejos. Em outras palavras, ser feliz é muito mais simples do que se pensa.
Simples? Então explique
Tem uma idéia central: não leve tudo tão a sério. “Leveza” é a palavra-chave. Não quer dizer que todos devamos instalar um sorriso permanente no rosto e começar a achar bom tudo o que acontece. Leveza significa entender que até as melhores sensações têm fim, assim como não há aborrecimento que dure para sempre. Não é para se tornar um bobo-alegre: às vezes as circunstâncias nos obrigam a reagir de jeito negativo, e isso não é necessariamente ruim.
Gianetti chama atenção para a diferença entre “ser feliz” e “estar feliz”. “Existem pessoas que levam uma vida cheia de momentos de prazer, mas que não têm um caminho ou um significado. No extremo contrário estão aqueles que abrem mão do ‘estar feliz’ por só pensar no futuro e viver com prudência demais”. Talvez o melhor caminho esteja entre esses dois. Atingir esse equilíbrio não é moleza e infelizmente não há fórmula mágica nem manual completo. O lance é prestar atenção a si mesmo e ir mudando aos pouquinhos. “As transformações mentais demoram e não são fáceis. Demandam um esforço constante”, aconselha o dalai.
Felicidade não é um fim em si, e sim uma conseqüência do jeito que você leva a vida. As pessoas que procuram receitas e respostas complicadas para ela acabam perdendo de vista os pequenos prazeres e alegrias. É o dia-a-dia de uma pessoa e a maneira como ela reage às situações mais banais que definem seu nível de felicidade. Ou, para resumir tudo: um jeito garantido de ser feliz é se preocupando menos em ser feliz.

Fonte: Super Interessante - Abril 2005

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