HOMILIA DOMINICAL

22 DE JUNHO DE 2025
12º SEGUNDO DOMINGO DO TEMPO COMUM, ANO C
SOLENIDADE

Leitura do Dia

Primeira leitura

Leitura da Profecia de Zacarias 12,10-11;13,1

Assim diz o Senhor:

"Derramarei sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém um espírito de graça e de oração; eles olharão para mim.
Ao que eles feriram de morte, hão de chorá-lo, como se chora a perda de um filho único, e hão de sentir por ele a dor que se sente pela morte de um primogênito.
Naquele dia, haverá um grande pranto em Jerusalém, como foi o de Adadremon, no campo de Magedo.
Naquele dia, haverá uma fonte acessível à casa de Davi e aos habitantes de Jerusalém, para ablução e purificação".

Segunda leitura
Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas 3,26-29
Irmãos:

Vós todos sois filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo.
Vós todos que fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo.
O que vale não é mais ser judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, pois todos vós sois um só, em Jesus Cristo.
Sendo de Cristo, sois então descendência de Abraão, herdeiros segundo a promessa.

Evangelho do Dia
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 9,18-24

Certo dia, Jesus estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele.
Então Jesus perguntou-lhes: 
"Quem diz o povo que eu sou?"
Eles responderam: 
"Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou".
Mas Jesus perguntou: 
"E vós, quem dizeis que eu sou?"
Pedro respondeu: 
"O Cristo de Deus".
Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém.
E acrescentou: 
"O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia".
Depois Jesus disse a todos:
"Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-me.
Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará".

As palavras dos Papas

Este milagre — muito importante, a tal ponto que é narrado por todos os Evangelistas — manifesta o poder do Messias e, ao mesmo tempo, a sua compaixão: Jesus sente compaixão pelo povo. Aquele gesto prodigioso não só permanece como um dos grandes sinais da vida pública de Jesus, mas antecipa aquele que depois, no final, será o memorial do seu sacrifício, ou seja, a Eucaristia, sacramento do seu Corpo e do seu Sangue, oferecidos para a salvação do mundo. A Eucaristia é a síntese de toda a existência de Jesus, que foi um único ato de amor ao Pai e aos irmãos. Também ali, como no milagre da multiplicação dos pães, Jesus tomou o pão, elevou ao Pai a prece de Bênção, partiu-o e deu-o aos discípulos; e fez o mesmo com o cálice do vinho. Mas naquele momento, na vigília da sua Paixão, Ele quis deixar, nesse gesto, o Testamento da nova e eterna Aliança, memorial perpétuo da sua Páscoa de morte e ressurreição. A festa do Corpus Christi convida-nos todos os anos a renovar o enlevo e a alegria por esta maravilhosa dádiva do Senhor, que é a Eucaristia. Acolhamo-la com gratidão, não de maneira passiva, rotineira. Não devemos habituar-nos à Eucaristia, nem ir comungar como que por hábito. Não! Cada vez que nos aproximamos do altar para receber a Eucaristia, devemos renovar verdadeiramente o nosso “amém” ao Corpo de Cristo. Quando o sacerdote nos diz “Corpo de Cristo”, nós respondemos “amém”: mas que seja um “amém” que brote do coração, convicto. Foi Jesus, foi Jesus que me salvou, é Jesus que vem para me dar a força de viver. É Jesus, Jesus vivo. Mas não devemos habituar-nos: cada vez, como se fosse a primeira Comunhão. (Papa Francisco, Angelus de 23 de junho de 2019)

 HOMILIA DOMINICAL
15 DE JUNHO DE 2025
SANTÍSSIMA TRINDADE - 11ª SEMANA DO TEMPO COMUM
SOLENIDADE

Leitura do Dia

Primeira Leitura 

Leitura do Livro dos Provérbios - 8,22-31

Assim fala a Sabedoria de Deus:

"O Senhor me possuiu como primícia de seus caminhos, antes de suas obras mais antigas; desde a eternidade fui constituída, desde o princípio, antes das origens da terra.

Fui gerada quando não existiam os abismos, quando não havia os mananciais das águas, antes que fossem estabelecidas as montanhas, antes das colinas fui gerada.

Ele ainda não havia feito as terras e os campos, nem os primeiros vestígios de terra do mundo.

Quando preparava os céus, ali estava eu, quando traçava a abóbada sobre o abismo, quando firmava as nuvens lá no alto e reprimia as fontes do abismo, quando fixava ao mar os seus limites de modo que as águas não ultrapassassem suas bordas e lançava os fundamentos da terra, eu estava ao seu lado como mestre-de-obras; eu era seu encanto, dia após dia, brincando, todo o tempo, em sua presença, brincando na superfície da terra, e alegrando-me em estar com os filhos dos homens".

Segunda Leitura

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos - 5,1-5

Irmãos:

Justificados pela fé, estamos em paz com Deus, pela mediação do Senhor nosso, Jesus Cristo.

Por ele tivemos acesso, pela fé, a esta graça, na qual estamos firmes e nos gloriamos, na esperança da glória de Deus.

E não só isso, pois nos gloriamos também de nossas tribulações, sabendo que a tribulação gera a constância, a constância leva a uma virtude provada, a virtude provada desabrocha em esperança; e a esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.

Evangelho do Dia

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João -16,12-15

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:

"Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora.

Quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade.

Pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido; e até as coisas futuras vos anunciará.

Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará.

Tudo o que o Pai possui é meu.

Por isso, disse que o que ele receberá e vos anunciará, é meu".

As palavras dos Papas

O Pai - o Filho - o Espírito Santo. Divina Unidade da Trindade.

Cristo pronunciou este mistério com palavras humanas. E o deixou ao Espírito Santo, na sua vinda: "Quando... vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à verdade plena" (Jo 16, 13).

Cada um de nós é introduzido nesta "verdade plena" já mediante o Batismo.

Vivemos desta verdade diariamente, quando começamos a oração e o trabalho "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo".

Por que, ao pronunciar com essas palavras o nome do inescrutável mistério divino, o nome do Deus vivo que É, fazemos ao mesmo tempo, na nossa fronte, nos ombros e no coração, o sinal da Cruz?

Porque a Cruz é a última palavra do mistério trinitário de Deus na história da salvação do gênero humano.

Quando Cristo diz do Espírito Santo: "receberá do que é meu e vos anunciará", essas palavras se referem de modo particular ao sacrifício da Cruz.

Deus vivo entrou definitivamente na história da criação, na história do homem, precisamente por meio desse sacrifício.

O homem, ao observar a arquitetura do cosmos, aprofunda-se nas profundidades da eterna Sabedoria do Criador.

O homem, ao olhar para a Cruz, conhece o amor que permeia essa Sabedoria e toda a sua obra.

Conhece o amor que foi derramado em nossos corações por meio do Espírito Santo (cf. Rm 5, 5).

Conhece que "Deus é amor" (1 Jo 4, 16).

Por isso, o Espírito Santo nos foi dado... foi dado aos nossos corações. Foi dado na Cruz de Cristo, no seu sacrifício redentor.

Deus é amor. Eis o nome d’Aquele que É.

Nesse nome, "estamos firmes e nos gloriamos na esperança da glória de Deus" (cf. Rm 5, 2).

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, a Deus que é, que era e que vem!

 HOMILIA DOMINICAL
8 DE JUNHO DE 2025
DOMINGO DE PENTECOSTES 

SOLENIDADE

Leitura do Dia

Primeira Leitura

Leitura dos Atos dos Apóstolos - 2,1-11

Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. 
De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam.
Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles.
Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava.
Moravam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações do mundo.
Quando ouviram o barulho, juntou-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua.
Cheios de espanto e de admiração, diziam:
"Esses homens que estão falando não são todos galileus?
Como é que nós os escutamos na nossa própria língua?
Nós que somos partos, medos e elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frígia e da Panfília, do Egito e da parte da Líbia, próxima de Cirene, também romanos que aqui residem; 
judeus e prosélitos, cretenses e árabes, todos nós os escutamos anunciarem as maravilhas de Deus na nossa própria língua!"

Segunda Leitura

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos - 8,8-17

Irmãos:

Os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus.
Vós não viveis segundo a carne, mas segundo o Espírito, se realmente o Espírito de Deus mora em vós.
Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo.
Se, porém, Cristo está em vós, embora vosso corpo esteja ferido de morte por causa do pecado, vosso espírito está cheio de vida, graças à justiça.
E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos mora em vós, então aquele que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos vivificará também vossos corpos mortais por meio do seu Espírito que mora em vós.
Portanto, irmãos, temos uma dívida, mas não para com a carne, para vivermos segundo a carne.
Pois, se viverdes segundo a carne, morrereis, mas se, pelo espírito, matardes o procedimento carnal, então vivereis. 
Todos aqueles que se deixam conduzir pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.
De fato, vós não recebestes um espírito de escravos, para recairdes no medo, mas recebestes um espírito de filhos adotivos, no qual todos nós clamamos:
Abá - ó Pai!
O próprio Espírito se une ao nosso espírito para nos atestar que somos filhos de Deus.
E, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo;
se realmente sofremos com ele, é para sermos também glorificados com ele.

Evangelho do Dia

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João - 14,15-16.23b-26

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
"Se me amais, guardareis os meus mandamentos, e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor,
para que permaneça sempre convosco.
Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada.
Quem não me ama, não guarda a minha palavra.
E a palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou.
Isso é o que vos disse enquanto estava convosco, mas o Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito".

As palavras dos Papas

O Paráclito é Aquele que «nos recorda tudo o que Jesus nos disse» (cf. Jo 14, 26). Por isso, recorda-nos as palavras do Evangelho e permite que respondamos ao demónio acusador não com as nossas palavras, mas com as palavras do Senhor. Sobretudo, recorda-nos que Jesus falou sempre do Pai que está nos céus, fez com que o conhecêssemos e revelou-nos o seu amor por nós, que somos seus filhos. Se invocarmos o Espírito, aprendemos a acolher e a recordar a realidade mais importante da vida, que nos protege das acusações do mal. E qual é essa realidade mais importante da vida? O facto de sermos filhos amados de Deus. Somos filhos amados de Deus: esta é a realidade mais importante, e o Espírito recorda-nos isso.

 HOMILIA DOMINICAL

DOMINGO 1 DE JUNHO DE 2025

ASCENSÃO DO SENHOR
SOLENIDADE

Leitura do Dia

Primeira Leitura

Leitura dos Atos dos Apóstolos - 1,1-11

No meu primeiro livro, ó Teófilo, já tratei de tudo o que Jesus fez e ensinou, desde o começo, até ao dia em que foi levado para o céu, depois de ter dado instruções pelo Espírito Santo, aos apóstolos que tinha escolhido.

Foi a eles que Jesus se mostrou vivo depois da sua paixão, com numerosas provas.

Durante quarenta dias, apareceu-lhes falando do Reino de Deus.

Durante uma refeição, deu-lhes esta ordem:

"Não vos afasteis de Jerusalém, mas esperai a realização da promessa do Pai, da qual vós me ouvistes falar:

'João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo, dentro de poucos dias'".

Então os que estavam reunidos perguntaram a Jesus:

"Senhor, é agora que vais restaurar o Reino em Israel?"

Jesus respondeu:

"Não vos cabe saber os tempos e os momentos que o Pai determinou com a sua própria autoridade.

Mas recebereis o poder do Espírito Santo que descerá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e na Samaria, e até os confins da terra".

Depois de dizer isto, Jesus foi levado ao céu, à vista deles. Uma nuvem o encobriu, de forma que seus olhos não mais podiam vê-lo.

Os apóstolos continuavam olhando para o céu, enquanto Jesus subia.

Apareceram então dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: "Homens da Galileia, por que ficais aqui, parados, olhando para o céu?

Esse Jesus que vos foi levado para o céu, virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu".

Segunda Leitura

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios - 1,17-23

Irmãos:

O Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai a quem pertence a glória, vos dê um espírito de sabedoria que vo-lo revele e faça verdadeiramente conhecer.

Que ele abra o vosso coração à sua luz, para que saibais qual a esperança que o seu chamamento vos dá, qual a riqueza da glória que está na vossa herança com os santos, e que imenso poder ele exerceu em favor de nós que cremos, de acordo com a sua ação e força onipotente.

Ele manifestou sua força em Cristo, quando o ressuscitou dos mortos e o fez sentar-se à sua direita nos céus, bem acima de toda a autoridade, poder, potência, soberania ou qualquer título que se possa mencionar não somente neste mundo, mas ainda no mundo futuro.

Sim, ele pôs tudo sob os seus pés e fez dele, que está acima de tudo, a Cabeça da Igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que possui a plenitude universal.

Evangelho do Dia

Conclusão do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas - 24,46-53

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:

"Assim está escrito:

O Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia e no seu nome, serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém.

Vós sereis testemunhas de tudo isso.

Eu enviarei sobre vós aquele que meu Pai prometeu. Por isso, permanecei na cidade, até que sejais revestidos da força do alto".

Então Jesus levou-os para fora, até perto de Betânia.

Ali ergueu as mãos e abençoou-os.

Enquanto os abençoava, afastou-se deles e foi levado para o céu.

Eles o adoraram.

Em seguida voltaram para Jerusalém, com grande alegria.

E estavam sempre no Templo, bendizendo a Deus.

As palavras dos Papas

A Ascensão não indica a ausência de Jesus, mas diz-nos que Ele está vivo no meio de nós de modo novo; já não se encontra num lugar específico do mundo, como era antes da Ascensão; agora está no Senhorio de Deus, presente em cada espaço e tempo, próximo de cada um de nós. Na nossa vida nunca estamos sozinhos: temos este advogado que nos espera e nos defende. Nunca estamos sozinhos: o Senhor crucificado e ressuscitado orienta-nos; juntamente conosco existem muitos irmãos e irmãs que, no silêncio e no escondimento, na sua vida de família e de trabalho, nos seus problemas e dificuldades, nas suas alegrias e esperanças, vivem todos os dias a fé e, juntamente conosco, anunciam ao mundo o Senhorio do amor de Deus, em Jesus Cristo ressuscitado que subiu ao Céu, nosso advogado.

NOTÍCIAS EM DESTAQUE - OURO ESTA VAZANDO DE DENTRO DA TERRA


Por Deutsche Welle -  

Segundo estudo, metal precioso está enterrado a quase 3 mil quilômetros de profundidade.
Foto: Marco Garcia/Reuters

Mais de 99% do ouro existente no mundo está enterrado a quase 3 mil quilômetros de profundidade, onde as temperaturas superam os 5.000 °C – é o que revelou um estudo científico realizado por pesquisadores da Universidade de Göttingen, na Alemanha, publicado na semana passada na revista Nature.


Se toda essa riqueza estivesse acessível – e não trancafiada no núcleo metálico da Terra –, haveria ouro suficiente para cobrir a superfície do planeta com uma camada de 50 centímetros de espessura.


Os pesquisadores, contudo, fizeram outra revelação surpreendente: parte dessa reserva está escapando lentamente e chegando à superfície.


"Quando chegamos aos primeiros resultados, percebemos que tínhamos literalmente encontrado ouro", afirmou o geoquímico Nils Messling, que liderou o estudo, em comunicado. Sua equipe descobriu que o material do núcleo da Terra, "incluindo ouro e outros metais preciosos", está se infiltrando no manto da Terra e acaba chegando à superfície por meio do magma vulcânico.


Rutênio-100: chave para a descoberta


A descoberta foi feita a partir da análise de rochas vulcânicas das ilhas havaianas, onde os pesquisadores detectaram concentrações excepcionalmente altas de rutênio-100, um isótopo raro desse metal precioso que é mais abundante no núcleo da Terra do que no manto rochoso (camada entre o núcleo e a crosta terrestre). Isótopos são versões do mesmo tipo de átomo, com a mesma quantidade de prótons (o que define um elemento químico), mas com uma quantidade diferente de nêutrons.


A diferença entre o rutênio situado no núcleo e no manto é tão minúscula que até agora era impossível detectá-la. No entanto, a equipe de Göttingen desenvolveu novas técnicas de análise isotópica altamente precisas que lhes permitiram comparar os dois tipos.


Essa diferença sutil no rutênio-100 das lavas havaianas só poderia significar uma coisa, concluíram os pesquisadores: essas rochas se originaram na fronteira entre o núcleo e o manto da Terra, a uma profundidade de mais de 2,9 mil quilômetros.


Esse fenômeno tem suas raízes na própria formação do nosso planeta. Há cerca de 4,5 bilhões de anos, durante o que é conhecido como a "catástrofe do ferro", os elementos mais pesados afundaram para o interior derretido da jovem Terra, ficando presos no núcleo já diferenciado, conforme explica a publicação Science Alert. Posteriormente, o bombardeio de meteoritos trouxe mais ouro e metais pesados para a crosta terrestre.


Até o momento, pesquisas já haviam confirmado que alguns gases, como o hélio primordial (um dos elementos mais antigos do universo), poderiam vazar do núcleo, mas não havia evidências se o mesmo ocorria com metais pesados. O que esse estudo mostra, de acordo com os autores, é que todos os elementos siderófilos – que migraram para o núcleo quando a Terra era jovem e totalmente fundida – estão vazando. Isso inclui não apenas o rutênio e o ouro, mas também o paládio, o ródio e a platina.


"Agora também podemos mostrar que grandes volumes de material superaquecido do manto – várias centenas de quatrilhões de toneladas métricas de rocha – originam-se na fronteira entre o núcleo e o manto e sobem para a superfície da Terra para formar ilhas oceânicas como o Havaí", explicou o professor Matthias Willbold, coautor do estudo, no comunicado da Universidade de Göttingen.

É possível extrair ouro do núcleo da Terra?

Embora não seja possível escavar os 2,9 mil quilômetros necessários para chegar ao núcleo terrestre, e o processo de vazamento ocorra a uma velocidade que não permite a exploração comercial dessas riquezas minerais, a recente descoberta muda a compreensão dos fundamentos do planeta.


"Nossas descobertas não apenas mostram que o núcleo da Terra não é tão isolado como se supunha anteriormente", disse Willbold. Segundo o cientista, o achado científico também sugere que ao menos alguns dos metais preciosos usados em setores como o de energia renovável podem ter vindo originalmente do núcleo da Terra.


Com isso, a pesquisa levanta novas questões: será que esses processos também aconteceram no passado? E de que forma eles ajudaram a moldar o funcionamento interno do nosso planeta?


"Nossas descobertas abrem uma perspectiva totalmente nova sobre a evolução da dinâmica interna do nosso planeta", concluiu Messling.

HOMILIA DOMINICAL
DOMINGO 25 DE ABRIL DE 2025
6º DOMINGO DA PASCOA, ANO C

Leitura do Dia

Primeira Leitura 

Leitura dos Atos dos Apóstolos - 
15,1-2.22-29

Naqueles dias: 
Chegaram alguns da Judeia e ensinavam aos irmãos de Antioquia, dizendo:
"Vós não podereis salvar-vos, se não fordes circuncidados, como ordena a Lei de Moisés":
Isto provocou muita confusão, e houve uma grande discussão de Paulo e Barnabé com eles.
Finalmente, decidiram que Paulo, Barnabé e alguns outros fossem a Jerusalém, para tratar dessa questão com os apóstolos e os anciãos.
Então os apóstolos e os anciãos, de acordo com toda a comunidade de Jerusalém, resolveram escolher alguns da comunidade para mandá-los a Antioquia, com Paulo e Barnabé.
Escolheram Judas, chamado Bársabas, e Silas, que eram muito respeitados pelos irmãos.
Através deles enviaram a seguinte carta:
"Nós, os apóstolos e os anciãos, vossos irmãos, saudamos os irmãos vindos do paganismo e que estão em Antioquia e nas regiões da Síria e da Cilícia. 
Ficamos sabendo que alguns dos nossos causaram perturbações com palavras que transtornaram vosso espírito.
Eles não foram enviados por nós.
Então decidimos, de comum acordo, escolher alguns representantes e mandá-los até vós, junto com nossos queridos irmãos Barnabé e Paulo, homens que arriscaram suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo.
Por isso, estamos enviando Judas e Silas, que pessoalmente vos transmitirão a mesma mensagem.
Porque decidimos, o Espírito Santo e nós, não vos impor nenhum fardo, além destas coisas indispensáveis: abster-se de carnes sacrificadas aos ídolos, do sangue, das carnes de animais sufocados e das uniões ilegítimas.
Vós fareis bem se evitardes essas coisas.
Saudações!"

Segunda Leitura

Leitura do Livro do Apocalipse de São João  - 
21,10-14.22-23

Um anjo me levou em espírito 
a uma montanha grande e alta.
Mostrou-me a cidade santa, Jerusalém, descendo do céu, de junto de Deus, brilhando com a glória de Deus. 
Seu brilho era como o de uma pedra preciosíssima, como o brilho de jaspe cristalino.
Estava cercada por uma muralha maciça e alta, com doze portas.
Sobre as portas estavam doze anjos, e nas portas estavam escritos os nomes das doze tribos de Israel. 
Havia três portas do lado do oriente, três portas do lado norte, três portas do lado sul e três portas do lado do ocidente.
A muralha da cidade tinha doze alicerces, e sobre eles estavam escritos os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro. 
Não vi templo na cidade, pois o seu Templo é o próprio Senhor, o Deus Todo-poderoso, e o Cordeiro.
A cidade não precisa de sol, nem de lua que a iluminem, pois a glória de Deus é a sua luz e a sua lâmpada é o Cordeiro. 

Evangelho do Dia

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João - 
14,23-29

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
"Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada.
Quem não me ama, não guarda a minha palavra.
E a palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou.
Isso é o que vos disse enquanto estava convosco.
Mas o Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito. 
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo.
Não se perturbe nem se intimide o vosso coração.
Ouvistes que eu vos disse: 'Vou, mas voltarei a vós'.
Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu.
Disse-vos isto, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis".

As palavras dos Papas

A paz que Jesus traz é o dom da salvação que Ele tinha prometido durante os seus discursos de despedida: «Deixo-vos a Minha paz, a Minha paz vos dou. Mas não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração e não receeis» (Jo 14, 27). Neste dia de Ressurreição, Ele concede-a em plenitude e ela torna-se para a comunidade fonte de alegria, certeza de vitória, segurança ao apoiar-se em Deus. «Não se perturbe o vosso coração e não tenhais medo» (Jo 14, 1) diz também a nós. Depois desta saudação, Jesus mostra aos discípulos as feridas das mãos e do lado (cf. Jo 20, 20), sinais do que foi e que nunca mais se cancelará: a sua humanidade gloriosa permanece «ferida». Este gesto tem a finalidade de confirmar a nova realidade da Ressurreição: o Cristo que agora está entre os seus é uma pessoa real, o mesmo Jesus que três dias antes foi pregado na cruz. E é assim que, na luz resplandecente da Páscoa, no encontro com o Ressuscitado, os discípulos captam o sentido salvífico da sua paixão e morte. Então, da tristeza e do medo passam para a alegria plena. A tristeza e as próprias feridas tornam-se fonte de alegria. A alegria que nasce no coração deles é originada pela «visão do Senhor» (Jo 20, 20). Ele diz-lhe novamente: «A paz seja convosco» (v. 21). Agora é evidente que não é só uma saudação. É um dom, o dom que o Ressuscitado deseja fazer aos seus amigos, e é ao mesmo tempo uma recomendação: esta paz, adquirida por Cristo com o seu sangue, é para eles mas também para todos, e os discípulos deverão levá-la a todo o mundo. 


SANTA RITA DE CÁSSIA, RELIGIOSA AGOSTINIANA

SANTUÁRIO SANTA RITA DE CÁSSIA - LONDRINA
A pequena periferia de Roccaporena, na Úmbria, foi berço de Margarida Lotti, provavelmente por volta de 1371, chamada com o diminutivo de “Rita”. Seus pais, humildes camponeses e pacificadores, procuraram dar-lhe uma boa educação escolar e religiosa na vizinha cidade de Cássia, onde a instrução era confiada aos Agostinianos. Naquele contexto, amadurece a devoção a Santo Agostinho, São João Batista e São Nicolau de Tolentino, que Rita escolheu como seus protetores.

Rita, mulher e mãe

Por volta de 1385, a jovem se uniu em matrimônio com Paulo de Ferdinando de Mancino. A sociedade de então era caracterizada por diversas contendas e rivalidades políticas, nas quais seu marido estava envolvido. Mas a jovem esposa, através da sua oração, serenidade e capacidade de apaziguar, herdadas pelos pais, o ajudou a viver, aos poucos, como cristão de modo mais autêntico. Com amor, compreensão e paciência, a união entre Rita e Paulo tornou-se fecunda, embelezada pelo nascimento de dois filhos: Giangiacomo e Paulo Maria. Porém, a espiral de ódio das facções políticas da época acometeram seu lar doméstico. O esposo de Rita, que se encontrava envolvido, também por vínculos de parentela, foi assassinado. Para evitar a vingança dos filhos, escondeu a camisa ensanguentada do pai. Em seu coração, Rita perdoou os assassinos do seu marido, mas a família Mancino não se resignou e fazia pressão, a ponto de desatar rancores e hostilidades. Rita continuava a rezar, para que não fosse derramado mais sangue, fazendo da oração a sua arma e consolação. Entretanto, as tribulações não faltaram. Uma doença causou a morte de Giangiacomo e de Paulo Maria; seu único conforto foi pensar que, pelo menos, suas almas foram salvas, sem mais correr o risco de serem envolvidos pelo clima de represálias, provocado pelo assassinato do marido.

Monja agostiniana

Tendo ficado sozinha, Rita intensificou sua vida de oração, seja pelos seus queridos defuntos, seja pela família de Mancino, para que perdoasse e encontrasse a paz.
Com a idade de 36 anos, Rita pediu para ser admitida na comunidade das monjas agostinianas do Mosteiro de Santa Maria Madalena de Cássia. Porém, seu pedido foi recusado: as religiosas temiam, talvez, que a entrada da viúva de um homem assassinado pudesse comprometer a segurança do Convento. No entanto, as orações de Rita e as intercessões dos seus Santos protetores levaram à pacificação das famílias envolvidas na morte de Paulo de Mancino e, após tantas dificuldades, ela conseguiu entrar para o Mosteiro.
Narra-se que, durante o Noviciado, para provar a humildade de Rita, a Abadessa pediu-lhe para regar o troco seco de uma planta e que sua obediência foi premiada por Deus, pois a videira, até hoje, é vigorosa. Com o passar dos anos, Rita distinguiu-se como religiosa humilde, zelosa na oração e nos trabalhos que lhe eram confiados, capaz de fazer frequentes jejuns e penitências. Suas virtudes tornaram-se famosas até fora dos muros do Mosteiro, também por causa das suas obras de caridade, juntamente com algumas coirmãs; além da sua vida de oração, ela visitava os idosos, cuidava dos enfermos e assistia aos pobres.

A Santa das rosas

Cada vez mais imersa na contemplação de Cristo, Rita pediu-lhe para participar da sua Paixão. Em 1432, absorvida em oração, recebeu a ferida na fronte de um espinho da coroa do Crucifixo. O estigma permaneceu, por quinze anos, até à sua morte. No inverno, que precedeu a sua morte, enferma e obrigada a ficar acamada, Rita pediu a uma prima, que lhe veio visitar em Roccaporena, dois figos e uma rosa do jardim da casa paterna. Era janeiro, período de inverno na Itália, mas a jovem aceitou seu pedido, pensando que Rita estivesse delirando por causa da doença. Ao voltar para casa, ficou maravilhada por ver a rosa e os figos no jardim e, imediatamente, os levou a Rita. Para ela, estes eram sinais da bondade de Deus, que acolheu no Céu seus dois filhos e seu marido.
Santa Rita expirou na noite entre 21 e 22 de maio de 1447. Devido ao grande culto que brotou logo depois da sua morte, o corpo de Rita nunca foi enterrado, mas mantido em uma urna de vidro. Rita conseguiu reflorescer, apesar dos espinhos que a vida lhe reservou, espalhando o bom perfume de Cristo e aquecendo tantos corações no seu gélido inverno. Por este motivo e em recordação do prodígio de Roccaporena, a rosa é, por excelência, o símbolo de Rita.

HOMILIA DOMINICAL 30 DE AGOSTO DE 2026 22º DOMINGO DO TEMPO COMUM Leitura do Dia Primeira Leitura Leitura do Livro do Profeta Jeremias - 20,...