Empresas investigadas por cartel no Metrô bancam 56% da campanha de Alckmin

FONTE: Gil Alessi - Do UOL, em São Paulo 12/09/201406h00
A maior parte da campanha do governador Geraldo Alckmin foi paga por empresas investigadas por participação em carteis do metrô

A maior parte da campanha do governador Geraldo Alckmin foi paga por empresas investigadas por participação em carteis do metrô
Mais da metade da campanha do governador do Estado de São Paulo e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSDB), foi bancada por empresas investigadas por fraudes e formação de cartel em licitações do metrô de São Paulo e do Distrito Federal. No total, as quatro empresas suspeitas doaram R$ 8,3 milhões, 56% do total arrecadado (R$ 14,7 milhões). O valor leva em conta as prestações parciais de contas feitas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Em nota, a assessoria de imprensa de Alckmin informou que sua "campanha aceita apenas doações que estão de acordo com a Constituição. A lei nº 9.504/97 (art. 24) permite que qualquer pessoa física ou jurídica, que esteja de acordo com as normas, participe do processo eleitoral".

Três das empresas doadoras já são rés em processos na Justiça: a construtora Queiroz Galvão, a CR Almeida S/A Engenharia de Obras e a construtora OAS S/A, que doaram respectivamente R$ 4,1 milhões, R$ 1 milhão e R$ 860 mil ao comitê financeiro estadual para governador do PSDB.

Do dinheiro oferecido pela Queiroz Galvão, R$ 2,1 milhões foram pagas por uma subsidiária, a Queiroz Galvão Alimentos S/A.

A Serveng Civilsan S/A Empresas Associadas de Engenharia, que é investigada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), colaborou com R$ 2 milhões.

Executivos de consórcios integrados pela CR Almeida S/A Engenharia de Obras, pela OAS S/A e pela Queiroz Galvão foram denunciados em 2012 por suspeita de fraude e formação de cartel na licitação para ampliar a linha 5-lilás do Metrô de São Paulo. No total, 14 funcionários de 12 construtoras foram denunciados no caso.

As assessorias da Queiroz Galvão, da CR Almeida e da OAS informaram que todas as doações são feitas de acordo com a legislação vigente.

A licitação foi aberta em outubro de 2008, quando o governador de São Paulo era José Serra (PSDB) -- ele deixou o cargo em 2010 para disputar a Presidência da República. Atualmente o tucano disputa uma vaga no Senado. Em 2013, Serra divulgou nota para afirmar que o governo de São Paulo não teve conhecimento e não deu aval para cartel em licitações do metrô.

A Serveng é investigada pelo Cade por suspeita de fraude em licitações realizadas em 2007 para compra de equipamento ferroviário e manutenção de linhas de metrô no Distrito Federal.

Em nota, a Serveng informou que "não possui contrato com o governo do Estado de São Paulo, por meio do Metrô, que seja objeto de investigação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica)".

Alckmin lidera as pesquisas de intenção de voto no Estado e, segundo o último Datafolha, venceria as eleições no primeiro turno.

Dar mesada e acompanhar o seu uso, sem censura é uma estratégia valiosa.

O mundo adulto se descontrola, e os mais novos é que pagam o pato. Um bom exemplo é a questão financeira. Ao consultar diferentes pesquisas feitas com o objetivo de avaliar a saúde financeira dos brasileiros, constatamos que as famílias estão cada vez mais endividadas.

E por que é que os adultos gastam tanto atualmente? Porque vivemos na era do consumo: precisamos consumir para garantir visibilidade no mundo. O fato é que nos entregamos louca e desesperadamente ao consumo: porque "merecemos", porque desenvolvemos ganância, porque dá para parcelar, porque é só dar um "click", porque dá status etc. Consumir tem sido um imperativo em nossas vidas.

O problema é que, quando chegam a fatura do cartão de crédito e as contas a pagar, percebemos que o ganho mensal não dá para quitar tudo. Aí, parcelamos mais e a espiral de endividamento só cresce.

Um gasto importante para famílias que têm filhos em idade escolar é justamente a mensalidade do colégio (e despesas paralelas, como transporte, uniforme, material e passeios). E tudo isso sai bem caro.

Como ter filho em escola privada, de preferência que tenha boa avaliação e seja disputada, também é um consumo importante, lá vão as famílias para mais esse gasto. Mas nem sempre dá para bancar tudo.

Muitas escolas precisam passar pela situação de constatar que pais inadimplentes chegam com o filho em carros caros e novos e fazem viagens ao exterior –a Disney é o destino preferido– nas férias.

E tem sido justamente a escola a instituição que vem sendo responsabilizada por mais uma função –como se ela já não tivesse o suficiente: a de dar aulas de educação financeira a seus alunos.

O que vem a ser "educação financeira", afinal? É a disciplina que tem por objetivo ensinar a administrar de modo saudável –controlado– a renda mensal pessoal e familiar, e a buscar garantir a segurança financeira possível para o futuro a curto, médio e longo prazo. Em resumo: procura formar consumidores mais conscientes e críticos.

O que os mais novos têm a ver com isso? Pouco, quase nada, porque quem tem renda e controla os gastos –ou se descontrola com eles– são os pais. Então, só dá para ensinar aos mais novos duas coisas importantes nessa questão: a administrar bem a mesada e a ser crítico em relação aos inúmeros apelos de consumo a que estão submetidos.

Não é boa a lição de comprar o que o filho pede quando ele usa o argumento de que todos os colegas têm: isso é ensinar a não ser crítico. Vale muito mais questionar se ele realmente precisa daquilo e, principalmente, ajudá-lo a encontrar outros caminhos para estar no grupo –como valorizar os recursos pessoais dele, por exemplo.

Dar a mesada, estipular quais os gastos que ele fará com seu dinheiro e acompanhar o seu uso, sem censurá-lo, são estratégias valiosas.

Se ele usar a mesada para comprar um lanche na escola e esgotar todo o seu recurso antes de terminar a semana, por exemplo, os pais não devem repor a quantia. Uns dias sem lanche da cantina não matam a criança de fome.

O importante é saber que, nessa questão, as principais lições são aprendidas pelos mais novos quando observam a postura dos pais diante do consumo. 

Autora:
Rosely Sayão, psicóloga e consultora em educação, fala sobre as principais dificuldades vividas pela família e pela escola no ato de educar e dialoga sobre o dia-a-dia dessa relação. Escreve às terças.

Voto Consciente - Se quer um Pais melhor, uma vida melhor, que a vida de seus filhos e netos possa ser melhor.

O maior obstáculo atual para o engajamento político, acima da educação e da conscientização, encontra-se na dissociação emocional entre as classes médias com as classes menos favorecidas.
A História registra que as grandes mudanças e revoluções só foram possíveis graças ao engajamento e envolvimento das classes médias. Afinal, somente essas podem mesclar, em um mesmo momento, o descontentamento e a vontade de melhorar de vida, juntamente com o conhecimento de causa e a capacidade intelectual. Os mais abastados, resguardados sob o guarda-chuva da situação, não têm a motivação necessária para, de fato, melhorar a sociedade. Já a classe baixa, embora rica em energia e legítima necessidade em promover as mudanças que tanto necessita, sofre com a falta de conhecimento e amadurecimento intelectual por conta da privação na educação, e não são capazes de, sozinhas, modificar positivamente o status quo.
Hoje, na sociedade brasileira, o distanciamento entre essas camadas sociais chega, por vezes, a beirar uma guerra civil não declarada. Isso fica claro, por exemplo, na idolatria despertada à Polícia Militar ou à Rota quando estas realizam a execução de suspeitos de crimes, no apoio eufórico a jornalistas que incentivam o açoitamento público de marginais, ou quando pessoas se inflamam ao apoiar a redução da maioridade penal.
É bastante claro o posicionamento, muitas vezes enfático, desta porção da população quando o assunto é a punição dos infringentes. Porém, a situação precária do SUS não tem sido capaz de causar a comoção que o assunto merece, tampouco situações, a princípio constrangedoras para qualquer cidadão conivente, como o trabalho e prostituição infantil, saneamento precário e a educação pública sucateada.

Infelizmente, as classes médias não conseguem mais enxergar a conexão de todo o sistema. É incapaz de fazer a ligação entre os pontos da educação de má qualidade, da falta de saneamento e das condições precárias da saúde, com os pontos da violência, da crise nos transportes e da economia cambaleante.
Na realidade, a conexão lógica entre causa e efeito ocorre a princípio, porém esta é sumariamente substituída pelas emoções perversas que surgem em relação às classes mais baixas. A verdade é que nutrimos em nosso interior um sentimento negativo de coação e superioridade em relação aos menos favorecidos, e são nessas emoções que despendemos a maior parte de nossa energia, das nossas conversas e do nosso tempo.
Somos bombardeados por notícias negativas; casos de latrocínios, jovens cometendo crimes aterradores, tráfico de drogas incessante, dentre tantos outros. E nesse caldeirão de atrocidades, surgem nossa raiva e nosso sentimento de punição. Afinal, alguém deve sempre pagar.
E não é por acaso. Penso que o rechaçamento dos direitos humanos é algo programático, talvez conduzido pelos detentores das comunicações em massa. Pondo à parte possíveis teorias conspiratórias, o fato é que os direitos humanos são negligenciados em grande parte do tempo, não tendo oportunidades de exporem todo o trabalho árduo que é feito cotidianamente, ou alguém já viu e reviu o trabalho que representantes dos direitos humanos fazem nas favelas do Brasil? Ou mesmo na busca incessante por justiça racial, de gêneros e dos marginalizados? Posso garantir que exitem trabalhos incríveis que são feitos em diversas esferas da sociedade, mas que carecem de oportunidades de divulgação.
Mas a exposição é bastante diferente quando casos desastrosos, horrendos ocorrem. Nestes momentos, o representante dos direitos humanos é apresentando como alguém que surge do nada apenas para a defesa dos bandidos, quando a quase totalidade da população clama pelo açoitamento público do marginal. Infelizmente, nesses momentos, quando os efeitos de nossa negligência às classes mais baixas faz surtir efeito, quando geramos delinquentes contra a sociedade, já é tarde demais. As emoções tomam corpo, o sentimento de justiça é mais forte que nossa capacidade de cognição, e nossa conclusão, precipitada, é de que a punição deve ser severa, ou até mesmo ilegal. Alguns dirão: “mas os representantes dos direitos humanos estão dizendo o contrário, estão falando em algo relacionado a causa raiz, a melhores condições aos menos favorecidos, falando em educação. Não, não é aceitável, devem ser loucos. Que adotem um meliante, então!”
E por fim, por desconhecerem todo o trabalho feito pelos direitos humanos não veiculado nas grandes mídias, por ignorância à lógica que seus representantes defendem, e conduzidos pelo senso comum, a população acaba por desacreditar todo o trabalho e princípios dessas organizações, tratando seus representantes como hipócritas e defensores de bandidos.
Outro fator que contribui para este distanciamento emocional são as possibilidades de se ter os serviços não prestados pelo Estado por vias alternativas. Educação, Saúde e Segurança podem ser contratados pelas classes médias, então pra que lutar por estes serviços para os outros? Esta indagação ficou muito clara quando, nas manifestações de Junho de 2013, muitos disseram indignados “mas a maioria que está lá não usa transporte público! Devem ser um bando de baderneiros sem causa”. E, em resposta a estes questionamentos, placas dizendo “Desculpe pelo transtorno, estamos consertando o Brasil”, infelizmente, devem ter feito sentido para poucos. O fato é que a luta pelos direitos das classes mais baixas, além de ser humanitária, acarreta na melhoria de todo o sistema. Na verdade, é a única forma de se melhorar consistentemente o dia a dia das classes médias.
Programas de TV também contribuem para esta perversa relação, como programas policiais e jornais com suas enxurradas de negatividade, sem nunca expor ao menos um ponto de partida para discussões sobre as reais origens dos problemas. Em doses cavalares de casos criminais, expondo-os sem a devida ponderação de como sanar tais mazelas, essas matérias geram uma nutrição inacabável dos sentimentos adversos às classes baixas, “às origens dos bandidos”, fazendo crer que a única saída atual é a punição pela punição.
Agora, punição pela punição funciona? Será que ninguém percebe que para cada ladrão de leite preso, cria-se um criminoso muito mais perigoso quando este sai da cadeia? Será que é difícil entender que cada assassinato cometido pela polícia gera o ódio em comunidades carentes acompanhado de um desequilíbrio absurdo dos poderes da democracia? Será que é tão irreal pensarmos que o aumento de latrocínios, roubos seguidos de mortes, possui conexão com o ódio escancarado que a classe média possui pelas classes baixas? Ainda assim, é possível alguém defender um sistema policialesco de forma racional? Acredito que não.
E quem ganha com essa confusão são os governantes que, enquanto não fazem nada para melhorar a qualidade de vida da sociedade, veem as classes altas em sua conivência habitual, as classes baixas sem condições de reivindicações e as classes médias, aquelas que possuem os recursos necessários e a legítima necessidade em cobrar os governantes, ocupadas em discutir maneiras de coação dos infringentes e formas de manutenção de sua precária condição atual. Não há a reivindicação, a partir das classes médias, para que se alcance o Estado do Bem Estar Social, não sendo possível o progresso das classes baixas, as quais, sendo a maior fonte de votos dentre as três, são mantidas com medidas paliativas que soam como benfeitorias, como o bolsa família (programa social necessário, mas que tem sido mau gerido e ineficaz como política pública abrangente). Assim, temos uma sociedade travada, com as classes médias e as classes baixas distanciadas, e a governabilidade então é garantida.
A situação, à primeira vista, parece-me complexa demais, intangível, distante de uma solução, mas há de haver um começo. E para manter simples, pensemos que o foco deve ser o Estado e suas políticas públicas. Vamos refletir, pensar e acreditar que, quando lutamos pelas classes menos favorecidas, lutamos também pelo sistema como um todo. Precisamos discutir mais soluções do que problemas, policiar nossos sentimentos, e, por fim, ligar os pontos das causas com os pontos dos efeitos e ver que ao final todos ganham.
Se desejamos um trânsito melhor nas cidades, vamos brigar por um sistema de transporte público eficiente e acessível; se queremos maior segurança nas ruas, vamos lutar por condições melhores aos serviços públicos prestados; se esperamos “aquele” crescimento econômico tão alardeado, vamos batalhar por um sistema de educação pública de excelência.
Façamos nossa parte, que há uma sociedade inteira dependendo de nós.

Obs: As referências às classes utilizados no texto não se baseiam no rendimento médio anual, mas sim a classificação de favorecimento ou desfavorecimento na atual situação. Classes altas são a porção da sociedade que é predominantemente favorecida pela situação, as médias são a porção que tanto é favorecida quanto é desfavorecida, e as baixas são a porção que é predominantemente desfavorecida no contexto atual.

Polícia Federal intima Serra a depor sobre cartel de trens em São Paulo

FLÁVIO FERREIRA - MARIO CESAR CARVALHO – FOLHA - 21/08/2014  02h00
A Polícia Federal intimou o ex-governador paulista e candidato ao Senado José Serra (PSDB) para depor sobre os contatos que manteve com empresas do cartel de trens que atuou no Estado entre 1998 e 2008, de acordo com documento obtido pela Folha.
A polícia quer saber se o tucano, quando era governador, atuou a favor das multinacionais CAF e Alstom numa disputa com outra empresa do cartel, a Siemens, como sugerem e-mails e o depoimento de um executivo à PF.
Além de Serra, outras 44 pessoas serão ouvidas pela polícia, que investiga suspeitas de fraude em licitações em sucessivos governos do PSDB. O depoimento de Serra foi marcado para 7 de outubro, dois dias após o primeiro turno das eleições deste ano.
Também foram convocados o ex-secretário dos Transportes Metropolitanos José Luiz Portella, o atual presidente da estatal CPTM Mário Bandeira e o ex-presidente do Metrô Sérgio Avelleda.
No inquérito conduzido pelo delegado Milton Fornazari Júnior, três das sete concorrências sob investigação foram realizadas durante o governo José Serra (2007-2010).
E-mail de 2008 e depoimento do executivo da multinacional alemã Siemens Nelson Branco Marchetti sugerem que houve pressão de Serra e de Portella para que a empresa desistisse de um recurso judicial que impediria a conclusão de uma licitação da CPTM na qual a CAF apresentara a melhor proposta.
O e-mail relata uma conversa do executivo com Serra e Portella durante congresso do setor ferroviário em Amsterdã, na Holanda, em 2008
Segundo Marchetti, Serra sugeriu que a companhia alemã buscasse um acordo para evitar a disputa com a CAF.
Na licitação da CPTM, que tinha como objeto a compra de 40 trens, a Siemens ameaçava questionar na Justiça o resultado da concorrência se não saísse vitoriosa.
A Siemens apresentou a segunda melhor oferta, mas esperava ficar com o contrato se conseguisse desqualificar a rival, que apresentara a proposta com preço mais baixo.
Segundo Marchetti, Serra alertou que a licitação seria cancelada se a CAF fosse desqualificada, mas disse que ele e Portella "considerariam" outras soluções para evitar que a disputa provocasse atraso na entrega dos trens.
De acordo com o e-mail, uma das saídas discutidas seria a CAF dividir a encomenda com a Siemens, subcontratando a empresa alemã para a execução de 30% do contrato. Outra possibilidade seria encomendar à Siemens os componentes dos trens.
Outro e-mail, do ex-presidente da Alstom José Luiz Álqueres, também cita Serra. Alquéres relata que Serra ajudou na abertura de uma fábrica da Alstom em uma antiga unidade da empresa Mafersa, em São Paulo.
OUTRO LADO
A assessoria do ex-governador José Serra (PSDB) disse que "estranha muito a inclusão do nome dele nesse inquérito às vésperas da eleição, sobretudo depois que o Ministério Público Estadual, e até o procurador-geral de Justiça, arquivaram a mesma investigação".
A nota afirma que o procurador "reconheceu que Serra atuou de maneira a evitar qualquer cartel quando esteve no governo".
Prossegue a nota da assessoria: "O vazamento desse inquérito neste período eleitoral revela motivação política para produzir artificialmente uma notícia".
Serra afirma que não sabia do motivo da intimação da PF até ser procurado pela Folha.
Anteriormente, ele dissera que defendeu o interesse público ao se opor à medida judicial da Siemens, já que o preço oferecido pela CAF era muito mais baixo.
O ex-secretário de Transportes Metropolitanos José Luiz Portella e o ex-presidente do Metrô Sérgio Avelleda não quiseram se pronunciar.
A CPTM afirma que os seus "dirigentes continuam colaborando com os órgãos que investigam as denúncias sobre formação de cartel por parte das empresas que participaram de licitações".
A estatal diz ter "total interesse em apurar os fatos e, constatado o prejuízo, exigir ressarcimento".

Investigação de lavagem de dinheiro levou à prisão de Abdelmassih, diz Promotoria

Efeito da tarifa de pedágio nos custos das mercadorias.

Com o objetivo de demonstrar quanto pagamos nos pedágios quando utilizamos, e quanto pagamos sem utilizar, pois todos que se utilizam nos fretes acabam repassando estes custos, que na realidade quem paga mesmo são os consumidores finais, que somos nós.
Espero com isto sensibilizar nossos deputados que participam da CPI dos Pedágios principalmente os deputados da base governistas, para que tenham um pouco de consciência e que possam fazer algo para beneficiar a população, e reduzir essa tarifa abusiva que é praticada, seja por projeto econômico-financeiro que não previu o crescimento na venda de automóveis em função da redução de impostos, e gerando uma TIR bem acima do projeto independente da Proposta (Otimista/Realista/Pessimista) ou seja pelo modelo de Concessão (Onerosa) que foi feito pelo governo do Estado.


Espero com isto contribuir para que as nossas autoridades possam rever seus conceitos e assim poder tomar uma decisão que possa trazer um benefício para a nossa população, e que possam ser praticadas uma tarifa mais justa e menos onerosa.

http://pedagiometro.com.br/

Visite o site do Pedagiometro e veja quanto foi arrecadado em 2014 até o presente momento:
Esse recurso todo poderia estar nas mãos do governo, e sendo bem administrado poderia ser utilizado para tantas coisas. Mas a politica do PSDB é dar tudo ao particular e ficar livre da administração.
Se não querem administrar porque se candidatam aos cargos administrativos, vão para o Legislativo, e parem de prejudicar as administrações publicas e o povo paulista.

BOLSA FAMÍLIA

O que é o Bolsa Família?
O Programa Bolsa Família é um programa de transferência direta de renda que beneficia famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza do País. O Bolsa Família integra o Plano Brasil Sem Miséria, que tem como foco de atuação brasileiros com renda familiar per capita inferior a 70 reais mensais.


Quantas pessoas são atingidas pelo Bolsa Família?
De acordo com o governo, no mês de abril de 2014 o Bolsa Família foi pago a 14.145.274 famílias, atingido cerca de 50 milhões de pessoas.
Qual o valor que cada família recebe e como ele é calculado?
O programa oferece às famílias quatro tipos de benefícios: o Básico, o Variável, o Variável para Jovem e o para Superação da Extrema Pobreza.
O Básico, concedido às famílias em situação de extrema pobreza, é de 70 reais mensais, independentemente da composição familiar. Já o Variável, no valor de 32 reais, é concedido às famílias pobres e extremamente pobres que tenham crianças e adolescentes entre 0 e 15 anos, gestantes ou nutrizes, e pode chegar ao teto de cinco benefícios por família, ou seja 160 reais. As famílias em situação de extrema pobreza podem acumular o benefício Básico e o Variável, até o máximo de 230 reais por mês.
O benefício Variável para Jovem, de 38 reais, é concedido às famílias pobres e extremamente pobres que tenham adolescentes entre 16 e 17 anos, matriculados na escola. A família pode acumular até dois benefícios, ou seja, 76 reais.
Já o para Superação da Extrema Pobreza é concedido às famílias em situação de pobreza extrema. Cada família pode ter direito a um benefício. O valor varia em razão do cálculo realizado a partir da renda per capita da família e do benefício já recebido no programa.
As famílias em situação de extrema pobreza podem acumular o benefício Básico, o Variável e o Variável para Jovem, até o máximo de 306 reais por mês, como também podem acumular um benefício para Superação da Extrema Pobreza.
Quais são as regras para poder receber o benefício?
Podem receber o benefício as famílias em situação de extrema pobreza, com renda per capita de até 70 reais por mês; aquelas que são consideradas pobres, renda per capita entre 70,01 reais e 140 reais por mês; e as que são pobres ou extremamente pobres e tenham em sua composição gestantes, nutrizes, crianças ou adolescentes entre 0 e 17 anos (sendo nesses últimos casos um valor maior do que o fornecido às famílias sem crianças, adolescentes ou gestantes).

Para ser beneficiário, será preciso apresentar um documento de identificação, como o CPF, por exemplo, entrar no Cadastro Único. O cadastramento, no entanto, não significa que o recebimento será imediato. Quem seleciona as famílias que receberão o Bolsa Família é o Ministério do Desenvolvimento Social, com base na renda per capita.
As prefeituras municipais são responsáveis por cadastrar, digitar, transmitir, manter e atualizar a base de dados, acompanhar as condições do benefício e articular e promover as ações complementares destinadas ao desenvolvimento autônomo das famílias pobres do município.
Quais as contrapartidas que a família precisa dar?
Na área de SAÚDE, as famílias devem acompanhar o cartão de vacinação e o crescimento e desenvolvimento das crianças menores de 7 anos. As mulheres na faixa de 14 a 44 anos também devem fazer o acompanhamento médico. Quando gestantes ou lactantes devem realizar o pré-natal e o acompanhamento de sua saúde e do bebê.

No que diz respeito a educação, todas as crianças e adolescentes entre 6 e 15 anos devem estar matriculados e ter frequência escolar mensal mínima de 85% da carga horária. Já os estudantes entre 16 e 17 anos devem ter frequência de, no mínimo, 75%.
Na área de assistência social, crianças e adolescentes com até 15 anos em risco ou retiradas do trabalho infantil devem participar dos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos e obter frequência mínima de 85% da carga horária mensal.
Dos brasileiros que recebem o Bolsa Família, qual a porcentagem de mulheres e de homens?
Entre os titulares responsáveis pelas famílias que recebem, 93% são mulheres. Do total de pessoas que são beneficiadas pelo programa, 56% são mulheres e 44% são homens.

Qual o número de brasileiros que deixaram de precisar do programa e abriram mão do benefício?
Desde o início do programa, em 2003, 1,7 milhão de famílias deixaram o programa por informarem renda per capita mensal superior aos limites estabelecidos.
Recentemente, a presidenta Dilma Rousseff anunciou um reajuste de 10% no Bolsa Família. Como ele será feito?
De acordo com o Decreto nº 8.232, de 30 de abril de 2014, esse aumento terá efeitos a partir de 1º junho de 2014. Assim, o programa passará a atender famílias que tenham renda mensal por pessoa de até 77 reais (extrema pobreza) e famílias com renda per capita entre 77,01 reais e 154 reais (pobreza), desde que, nesse caso, haja crianças, adolescentes, gestantes ou nutrizes.

Assim, os valores mensais pagos às famílias também terão aumento. Enquanto o benefício Básico passa a ser de 77 reais, o Variável aumentará para 35 reais e o Variável Jovem passa a ser 42 reais. Já o para Superação da Extrema Pobreza terá aumento caso a caso, pois deverá ser concedido para famílias que, mesmo após receber os demais benefícios do Bolsa Família permaneçam com renda por pessoa de até 77 reais.

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