HOMILIA DOMINICAL

30 DE NOVEMBRO DE 2025

PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO

Leitura do Dia

Primeira Leitura
Leitura do Livro do Profeta Isaías - 2,1-5

Visão de Isaías, filho de Amós, sobre Judá e Jerusalém.           
Acontecerá, nos últimos tempos, que o monte da casa do Senhor estará firmemente estabelecido no ponto mais alto das montanhas e dominará as colinas.
A ele acorrerão todas as nações, para lá irão numerosos povos e dirão:
"Vamos subir ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que ele nos mostre seus caminhos e nos ensine a cumprir seus preceitos"; porque de Sião provém a lei e de Jerusalém, a palavra do Senhor.
Ele há de julgar as nações e arguir numerosos povos; estes transformarão suas espadas em arados e suas lanças em foices: não pegarão em armas uns contra os outros e não mais travarão combate.
Vinde, todos da casa de Jacó, e deixemo-nos guiar pela luz do Senhor.

Segunda Leitura
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos - 13,11-14a

Irmãos
Vós sabeis em que tempo estamos, pois já é hora de despertar.
Com efeito, agora a salvação está mais perto de nós do que quando abraçamos a fé.
A noite já vai adiantada, o dia vem chegando: despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da luz.
Procedamos honestamente, como em pleno dia: nada de glutonerias e bebedeiras, nem de orgias sexuais e imoralidades, nem de brigas e rivalidades.
Pelo contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo.

Evangelho do Dia
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus - 24,37-44

Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos:
"A vinda do Filho do Homem será como no tempo de Noé.
Pois nos dias, antes do dilúvio, todos comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca.
E eles nada perceberam até que veio o dilúvio e arrastou a todos.
Assim acontecerá também na vinda do Filho do Homem.
Dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado e o outro será deixado.
Duas mulheres estarão moendo no moinho: uma será levada e a outra será deixada.
Portanto, ficai atentos! porque não sabeis em que dia virá o Senhor.
Compreendei bem isso: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada.
Por isso, também vós ficai preparados!
Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá".

As palavras dos Papas

Hoje começa o Advento, o tempo litúrgico que nos prepara para o Natal, convidando-nos a elevar o olhar e abrir o coração para receber Jesus. No Advento não vivemos unicamente a expectativa do Natal; somos convidados também a despertar a expectativa da vinda gloriosa de Cristo — quando, no fim dos tempos, Ele há de voltar — preparando-nos para o encontro final com Ele, mediante escolhas coerentes e corajosas. Recordamos o Natal, esperamos a vinda gloriosa de Cristo e inclusive o nosso encontro pessoal: o dia em que o Senhor chamará. Durante estas quatro semanas, somos chamados a abandonar um modo de viver resignado e habitudinário, e a sair alimentando esperanças, nutrindo sonhos para um novo futuro. [...] Este tempo é oportuno para abrirmos o nosso coração, para fazermos perguntas concretas sobre como e por quem despendemos a nossa vida.

UM BOM E SANTO DOMINGO A TODOS.

 NOTÍCIAS EM DESTAQUE
O ABUSO DAS NOVAS TECNOLOGIAS
FAVORECE O TRÁFICO DE SERES HUMANOS

Santa Sé: o abuso das novas tecnologias favorece o tráfico de seres humanos

Em seu pronunciamento na sede das Nações Unidas em Nova York, monsenhor Marco Formica, conselheiro da Missão Permanente vaticana, reitera que o tráfico das categorias mais vulneráveis deve ser combatido por meio de uma cooperação internacional mais intensa. Ele ressalta a necessidade de promover respostas da justiça penal e atender às necessidades específicas das vítimas

Vatican News

Recrutamento, controle e abuso de vítimas: essas são as atividades que alimentam o flagelo do tráfico de seres humanos, um fenômeno exacerbado pelo uso cada vez mais frequente e distorcido de novas tecnologias. Para combatê-lo, são necessárias políticas que coloquem essas ferramentas a serviço do bem comum. Foi o que afirmou a Santa Sé, por meio de monsenhor Marco Formica, conselheiro da Missão Permanente vaticana junto às Nações Unidas, em pronunciamento feito na terça-feira, 26 de novembro, na Quarta Reunião de Alto Nível sobre a avaliação do Plano de Ação Global das Nações Unidas contra o Tráfico de Seres Humanos, na sede em Nova York.


Menores entre os mais afetados pelo tráfico

O prelado manifestou o apreço de toda a delegação pelas avaliações feitas sobre o Plano de Ação Global, quinze anos após sua adoção. Ele observou, no entanto, que o número de vítimas continua a aumentar no mundo inteiro, com um envolvimento cada vez mais significativo de menores desacompanhados ou separados de suas famílias. Entre eles, as meninas são frequentemente vítimas de tráfico "para fins de exploração sexual", enquanto os meninos são submetidos a trabalho forçado, atividades criminosas ou mendicância. “Ambas as formas de exploração - afirmou - minam a dignidade dada por Deus às vítimas”.


Tecnologias fomentam recrutamento, controle e exploração

Reiterando a preocupação da Santa Sé com essa situação “dramática”, monsenhor Formica enfatizou que, apesar dos progressos alcançados, as redes de tráfico continuam a explorar as vulnerabilidades geradas pela pobreza, pelo subdesenvolvimento e pelas emergências humanitárias. “O crescente abuso de tecnologias em rápida evolução - acrescentou - facilita o recrutamento, o controle e a exploração das vítimas”. Essa tendência deve, portanto, ser revertida, garantindo que novas ferramentas, incluindo a inteligência artificial, sejam utilizadas “a serviço da dignidade humana, da justiça e do bem comum”.

Justiça e reunificação familiar

Na perspectiva da Santa Sé, a nova Declaração Política sobre a implementação do Plano Global apela ao fortalecimento da cooperação internacional e regional para prevenir todas as formas de tráfico, responder às necessidades específicas das vítimas - “incluindo a reunificação familiar em tempo oportuno” - e promover respostas eficazes por meio da justiça penal.

"Reverter a tendência desumanizadora"

O representante vaticano também enfatizou que migrantes e refugiados estão entre os mais afetados pelo tráfico de pessoas: "É importante lembrar que os mais vulneráveis ​​são os que mais sofrem". Daí, o apelo, já expresso pelo Papa Leão XIV, por um "compromisso coletivo e solidário com o objetivo de reverter a tendência desumanizadora das injustiças sociais e promover o desenvolvimento humano integral".

As reservas da Santa Sé

Monsenhor Formica também delineou algumas das reservas da Santa Sé em relação a partes da Declaração Política. Quanto à "exploração da maternidade de substituição", reiterou que essa prática é "deplorável em todos os casos, pois constitui uma grave violação da dignidade tanto da mulher quanto da criança". Em relação aos "serviços de saúde sexual e reprodutiva", o Vaticano interpreta seu significado à luz de um conceito "holístico" de saúde que não inclui o aborto ou o acesso a ele. Por fim, a Santa Sé entende o termo "gênero" como referente à identidade sexual biológica, masculina e feminina.

Relançando o apelo do Papa Leão XIV

Monsenhor Formica concluiu seu pronunciamento citando novamente o Papa Leão XIV: "Diante das guerras, do terrorismo, do tráfico de seres humanos e da agressão generalizada, as crianças e os jovens precisam de experiências que os eduquem na cultura da vida, do diálogo e do respeito mútuo."

 HOMILIA DOMINICAL
23 DE NOVEMBRO DE 2025
DOMINGO, NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO, SOLENIDADE
Leitura do Dia

Primeira Leitura
Leitura do Segundo Livro de Samuel - 5,1-3

Naqueles dias, Todas as tribos de Israel vieram encontrar-se com Davi em Hebron e disseram-lhe: "Aqui estamos. Somos teus ossos e tua carne.
Tempo atrás, quando Saul era nosso rei, eras tu que dirigias os negócios de Israel.
E o Senhor te disse: 
'Tu apascentarás o meu povo Israel e serás o seu chefe' ".
Vieram, pois, todos os anciãos de Israel até ao rei em Hebron.
O rei Davi fez com eles uma aliança em Hebron, na presença do Senhor, e eles o ungiram rei de Israel.

Segunda Leitura
Leitura da Carta de São Paulo aos Colossenses - 1,12-20

Irmãos:
Com alegria dai graças ao Pai, que vos tornou capazes de participar da luz, que é a herança dos santos.
Ele nos libertou do poder das trevas e nos recebeu no reino de seu Filho amado, por quem temos a redenção, o perdão dos pecados.
Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, pois por causa dele foram criadas todas as coisas no céu e na terra, as visíveis e as invisíveis, tronos e dominações, soberanias e poderes.
Tudo foi criado por meio dele e para ele.
Ele existe antes de todas as coisas e todas têm nele a sua consistência.
Ele é a Cabeça do corpo, isto é, da Igreja.
Ele é o Princípio, o Primogênito dentre os mortos; de sorte que em tudo ele tem a primazia, porque Deus quis habitar nele com toda a sua plenitude e por ele reconciliar consigo todos os seres, os que estão na terra e no céu, realizando a paz pelo sangue da sua cruz.

Evangelho do Dia
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas - 23,35-43

Naquele tempo, os chefes zombavam de Jesus dizendo: "A outros ele salvou.
Salve-se a si mesmo, se, de fato, é o Cristo de Deus, o Escolhido!" 
Os soldados também caçoavam dele; aproximavam-se, ofereciam-lhe vinagre, e diziam: "Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo!"
Acima dele havia um letreiro: "Este é o Rei dos Judeus."
Um dos malfeitores crucificados o insultava, dizendo: "Tu não és o Cristo? 
Salva-te a ti mesmo e a nós!"
Mas o outro o repreendeu, dizendo:
"Nem sequer temes a Deus, tu que sofres a mesma condenação?
Para nós, é justo, porque estamos recebendo o que merecemos; mas ele não fez nada de mal".
E acrescentou:'"Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reinado."
Jesus lhe respondeu: "Em verdade eu te digo: ainda hje estarás comigo no Paraíso".

As palavras dos Papas

Na cruz, aparece uma única frase: «Este é o rei dos judeus» (Lc 23, 38). Eis o seu título: Rei. Mas, observando Jesus, inverte-se a ideia que temos de um rei. Tentando visualizá-lo, pensaremos num homem forte sentado num trono com preciosas insígnias, um cetro na mão e anéis brilhantes nos dedos, enquanto solenemente fala aos súditos. Tal seria, em linhas gerais, a imagem dum rei que temos na cabeça. Mas fixando Jesus, vemos que é completamente diferente. Não está sentado num trono confortável, mas pendurado num patíbulo; o Deus que «derruba os poderosos de seus tronos» (Lc 1, 52), comporta-Se como servo cravado na cruz pelos poderosos; adornado apenas com cravos e espinhos, despojado de tudo mas rico de amor. Do trono da cruz, já não ensina as multidões com a palavra, nem levanta a mão para ensinar; faz mais: não aponta o dedo contra ninguém, mas abre os braços a todos. Assim Se manifesta o nosso Rei: de braços abertos [...]. E só entrando no seu abraço é que compreendemos que Deus Se deixou levar até àquele ponto, até ao paradoxo da cruz, precisamente para abraçar tudo em nós, incluindo quanto havia de mais distante d'Ele: a nossa morte (Ele abraçou a nossa morte), o nosso sofrimento, as nossas pobrezas, as nossas fragilidades e as nossas misérias. Ele abraçou tudo isto. Fez-Se servo para que cada um de nós se sentisse filho.

UM BOM E SANTO DOMINGO A TODOS.


NOTÍCIAS EM DESTAQUE
SISTEMA FINANCEIRO PODE SER AFETADO
BRB TENTA AJUDAR E CAMARADAGEM

O documento cita a hipótese de que, para salvar o Banco Master de uma "crise de liquidez", dirigentes do BRB teriam adotado “procedimentos escusos” e atuado com “pura camaradagem” injetando dinheiro no Master.

'Procedimentos escusos' e 'pura camaradagem': como aporte de R$ 16,7 bilhões no Banco Master pode ter prejudicado contas do BRB
Justiça Federal pediu que Banco Central faça investigação 'minuciosa' e 'isenta' sobre patrimônio real do BRB. Banco tentou fechar acordo para comprar o Banco Master; transação foi barrada.

Por Ana Lídia Araújo, Márcio Falcão, g1 DF e TV Globo — Brasília - 19/11/2025 00h00  Atualizado há 6 horas

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal investigam um suposto esquema que pode ter causado prejuízos ao Banco de Brasília (BRB) e colocado em risco a saúde do sistema financeiro nacional – tudo isso, durante a negociação fracassada de compra do Banco Master.

Em uma decisão obtida pela TV Globo, o juiz Ricardo Leite pede ao Banco Central uma "investigação minunciosa e isenta para verificar a situação patimonial real" do BRB (entenda abaixo).

O documento cita a hipótese de que, para salvar o Banco Master de uma "crise de liquidez", dirigentes do BRB teriam adotado “procedimentos escusos” e atuado com “pura camaradagem” injetando dinheiro no Master.

'Camaradagem' e 'procedimentos escusos'

Segundo o documento, o BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Master entre 2024 e 2025. Desses, pelo menos R$ 12,2 bilhões envolvem operações em que há fortes indícios de fraude.

Para se ter ideia, ainda de acordo com o documento, o BRB só poderia "se expor" (ou seja, colocar ativos sob risco) em cerca de R$ 753 milhões com um único cliente.

O valor repassado ao Banco Master foi mais de 20 vezes maior que o permitido.

"É viável e plausível a hipótese investigativa [...] que ‘a substituição entre os créditos BRB-Master ocorreu por pura camaradagem, em desacordo com a formalidade do instrumento contratual firmado, mas como tentativa de abafar a fiscalização das operações e preocupações dela decorrentes'", diz a decisão judicial que autorizou a prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, nesta terça-feira (18).

O juiz Ricardo Leite destaca ainda que podem ter sido adotados "procedimentos escusos pela gestão do BRB para viabilizar e promover a liquidez do Banco Master".

Ou seja, manobras ilegais e obscuras que, segundo a acusação, foram usadas para dar aparência de legalidade à fraude.

A investigação aponta que a compra dos créditos ocorreram com o intuito de "encobrir transações e ludibriar a fiscalização do Banco Central".

Estes "procedimentos escusos", segundo a decisão e investigações da PF, incluem:

  • Uso de empresas de fachada
  • Desvio de recursos
  • Gestão fraudulenta
  • Fraudes do mercado de capitais
  • Manipulação de ativos

Em linhas gerais, segundo as investigações:

  1. O Banco Master emitiu R$ 50 bilhões em certificados de depósito bancário (CDBs, um tipo de título financeiro) prometendo juros acima das taxas de mercado e sem comprovar que tinha liquidez, ou seja, que conseguiria pagar esses títulos no futuro.
  2. Para reforçar essa impressão de liquidez, o Master aplicou parte do dinheiro dos CDBs em ativos que não existem, comprando créditos de uma empresa chamada Tirreno.
  3. O Master não pagou nada por essa compra, mas logo em seguida vendeu esses mesmos créditos ao BRB – que pagou R$ 12,2 bilhões, sem documentação, para "socorrer" o caixa do Banco Master.
  4. Essas transações aconteceram no mesmo período em que o BRB tentava comprar o próprio Banco Master – e convencer os órgãos de fiscalização de que a transação era viável e não geraria risco aos acionistas do BRB, incluindo o governo do DF.

👉Os investigadores ainda apuram "as razões pelas quais o BRB desconsiderou irregularidades graves nas operações".

Prejuízos ao sistema nacional

A atuação dos dirigentes dos bancos teria, segundo o MP, "ocasionado prejuízos à higidez do Sistema Financeiro Nacional, e principalmente à própria instituição por eles administrada, havendo indícios de cometimento por parte dos gestores do BRB do crime previsto no artigo 4° da Lei 7.492/86".

O artigo citado pelo MP diz respeito ao crime de "gerir fraudulentamente instituição financeira". É um crime contra o sistema financeiro nacional, com pena prevista de 3 a 12 anos de reclusão e multa.

Crédito fantasma comprado e revendido

Em um dos trechos do documento obtido pela TV Globo, o MPF relata que:

"A solução do Grupo Master para aportar recursos muito superiores à sua produção histórica, e que fossem capazes de cobrir o rombo de 12 bilhões, constituiu em se associar, ilicitamente, a uma Sociedade de Crédito Direto, com o objetivo de inflar seu patrimônio artificialmente, por meio da aquisição de carteiras de créditos inexistentes e revendê-las ao BRB", diz a decisão.

O BRB só decidiu desfazer o negócio depois que os R$ 12,2 bilhões já tinham sido transferidos. E mesmo assim, seguiu transferindo recursos para o Banco Master por conta de outros créditos bancários.

"Importa registra que, consoante resumo de operações realizadas entre Master e BRB, apenas entre os meses de julho de 2024 e 3/10/2025, foram transferidos ao grupo Master o correspondente a R$ 16.717.138.715,05 pelo BRB", diz o MPF no documento.

Segundo o Banco Central, entre maio e abril deste ano, o BRB recebeu outros R$ 4 bilhões em carteiras de crédito do Banco Master, e pagou os respectivos prêmios à instituição.

Para os investigadores, a postura do BRB "configura indício relevante de que a instituição pública buscou amparar o Banco Master em sua crise de liquidez".

Dono do Master preso

A Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nesta segunda-feira (17) no aeroporto de Guarulhos. Ele estava tentando fugir do país em um avião particular para Malta, país na Europa.

Vorcaro foi alvo de uma operação que mira a venda de títulos de crédito falsos.

🔎 A investigação aponta que o Master emitia CDBs com a promessa de pagar ao cliente até 40% acima da taxa básica do mercado. No entanto, esse retorno era irreal. Segundo a PF, o esquema pode ter movimentado R$ 12 bilhões.

Após ser preso, Vorcaro foi levado para a Superintendência da PF em São Paulo.

Presidente do BRB afastado

Presidente do BRB, Paulo Henrique Costa — Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

Já o presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, foi afastado de seu cargo. Segundo o banco, o afastamento tem duração de 60 dias.

Paulo Henrique está nos Estados Unidos, segundo o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

Ibaneis também disse que vai indicar Celso Eloi de Souza Cavalhero para assumir a presidência do BRB.




 NOTÍCIAS EM DESTAQUE
BANGLADESH
EX-PREMIÊ SHEIKH HASINA 
CONDENADA A MORTE POR CRIMES CONTRA A HUMANIDADE
A ex-primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina

Sheikh Hasina foi considerada culpada por ordenar uma violenta repressão a manifestações de estudantes no ano passado que terminaram com mais de mil mortes. Ex-premiê disse que sentença é enviesada e que tribunal teve motivações políticas.

Por Redação g1 — São Paulo - 17/11/2025 05h48  Atualizado há 4 minutos

A ex-primeira-ministra de Bangladesh Sheikh Hasina foi condenada nesta segunda-feira (17) à morte por crimes contra a humanidade.

Em um julgamento que se arrastou por meses, Hasina foi considerada culpada por ordenar uma violenta repressão a manifestações de estudantes no ano passado.

"Todos os elementos constitutivos de um crime contra a humanidade estão reunidos. Decidimos impor uma única pena, a pena de morte", declarou o juiz Golam Mortuza Mozumder, do Tribunal bangladense de Crimes Internacionais.

A sentença se deu mais de um ano após estudantes terem protagonizado protestos contra um sistema de cotas do governo que privilegiava veteranos de guerra em detrimento da população.

O movimento da Geração Z, entre julho e agosto de 2024, foi duramente reprimido pelo governo: mais de mil morreram e milhares ficaram feridos, segundo a ONU (leia mais abaixo).

O tribunal, localizado na capital Daca e que julga crimes de guerra em Bangladesh, anunciou o veredito sob forte esquema de segurança e na ausência de Hasina, que fugiu para a Índia em agosto de 2024. Ela pode recorrer da sentença à Suprema Corte do país.

Após a divulgação da sentença, o governo bangladense pediu à Índia que extradite Hasina.

Em resposta, Hasina afirmou que a sentença é "enviesada e com motivação política" e questionou a isonomia do tribunal que a julgou. Ela defendeu que seu governo "perdeu o controle da situação" durante o levante estudantil, porém "não é possível caracterizar o que ocorreu como um ataque premeditado contra cidadãos".

A ex-premiê disse também que não teve acesso à ampla defesa e que pretende "enfrentar meus acusadores em um tribunal adequado, onde as provas possam ser avaliadas e examinadas de forma justa".

Hasina foi representada no julgamento por um defensor público nomeado pelo Estado, que afirmou ao tribunal que as acusações eram infundadas e pediu a absolvição da ex-premiê.

A decisão ocorre meses antes das eleições parlamentares, previstas para fevereiro. O partido de Hasina, a Liga Awami, foi impedido de concorrer, e teme-se que o veredito desta segunda possa alimentar novas revoltas populares antes da votação.

Antes do anúncio do veredito, Sajeeb Wazed, filho e assessor de Hasina, disse à agência de notícias Reuters que eles não recorreriam da sentença a menos que um governo democraticamente eleito assumisse o poder com a participação da Liga Awami.

Hasina, de 78 anos, assumiu como primeira-ministra em 2009. Considerada uma das mulheres mais poderosas da Ásia, ela foi creditada como a responsável por impulsionar a indústria têxtil no país.

Ela é filha do líder fundador de Bangladesh, Sheikh Mujibur Rahman, que lutou na guerra de independência.

Hasina inicialmente lutou pela democracia, mas seu longo governo como primeira-ministra passou a ser marcado por prisões de líderes da oposição, repressão à liberdade de expressão e execuções extrajudiciais.

Desde a fuga de Hasina para a Índia, Bangladesh tem sido governado por uma administração interina liderada pelo vencedor do Nobel da Paz Muhammad Yunus. Ele foi atacado por anos por Hasina e condenado por corrupção sob o governo dela.

A principal motivação dos protestos estudantis em 2024, que tomaram as ruas de Bangladesh, foi um sistema de cotas do governo que estabelecia que um terço dos empregos governamentais seriam reservados para parentes de veteranos da guerra de independência do país contra o Paquistão em 1971.

Durante o julgamento, os promotores informaram ao tribunal que haviam encontrado evidências de uma ordem direta de Hasina para usar força letal na repressão aos protestos.

Até 1.400 pessoas podem ter sido mortas durante os protestos, entre 15 de julho e 5 de agosto de 2024, e milhares ficaram feridos, a maioria por disparos das forças de segurança, segundo um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU).

 NOTÍCIAS EM DESTAQUE 
VATICANO - PAPA LEÃO XIV PEDE UMA "EDUCAÇÃO DIGITAL ÉTICA"
PARA PROTEÇÃO DAS CRIANÇAS NA ERA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
PAPA DURANTE AUDIÊNCIA NESTA MANHÃ 13 DE NOVEMBRO

Em discurso a especialistas reunidos no Vaticano, o Santo Padre destacou a necessidade de unir responsabilidade, ética e formação para garantir que a tecnologia sirva ao bem das novas gerações.

Thulio Fonseca - Vatican News

“A inteligência artificial está transformando muitos aspectos de nossa vida cotidiana, incluindo a educação, o entretenimento e a segurança dos menores. De fato, o uso da inteligência artificial levanta importantes questões éticas, especialmente quando se trata da proteção e da dignidade dos menores.”


Com estas palavras, o Papa Leão XIV iniciou seu discurso aos participantes do Congresso “A Dignidade das Crianças e dos Adolescentes na Era da Inteligência Artificial”, realizado no Vaticano, exortando a comunidade internacional a colocar a pessoa humana, e especialmente os menores, no centro do desenvolvimento tecnológico.
O Santo Padre dirigiu sua saudação aos especialistas, educadores e representantes eclesiais presentes no encontro, agradeceu “a presença e as qualificadas contribuições” de todos os que se dedicam a refletir sobre o impacto das novas tecnologias na vida das crianças e dos adolescentes, e observou que o avanço da inteligência artificial traz grandes oportunidades, mas também riscos que exigem discernimento ético e responsabilidade compartilhada.

O risco da manipulação e o papel dos educadores

Leão XIV advertiu que “as crianças e os adolescentes são particularmente vulneráveis à manipulação por meio de algoritmos de inteligência artificial, que podem influenciar suas decisões e preferências”. Diante disso, o Pontífice enfatizou a importância da vigilância e da formação: “É fundamental que os pais e os educadores estejam conscientes dessas dinâmicas e que sejam desenvolvidas ferramentas para monitorar e controlar a interação dos menores com os dispositivos tecnológicos.”

Ao destacar o papel decisivo das instituições públicas e da comunidade internacional na proteção da dignidade dos menores, o Papa sublinhou que “os governos e as organizações internacionais têm a responsabilidade de desenvolver e implementar políticas que protejam a dignidade dos menores na era da IA”, e pediu uma atualização das leis sobre proteção de dados e a criação de padrões éticos que orientem o uso das novas tecnologias.

Uma salvaguarda que passa pela educação

Contudo, o Pontífice advertiu que a resposta mais profunda e duradoura deve ser educativa. “No entanto, permanece insubstituível a prática de uma salvaguarda da dignidade dos menores que passe por uma educação digital”, afirmou, lembrando que a formação de consciências é o verdadeiro alicerce para o uso responsável das tecnologias emergentes. Ao citar o Papa Francisco, seu predecessor, Leão XIV recordou que “é necessário que os adultos redescubram sua vocação de ‘artesãos da educação’ e se esforcem por ser fiéis a ela”, e sublinhou que não bastam códigos e protocolos éticos: 

“É necessário um trabalho educativo, cotidiano e constante, conduzido por adultos que, por sua vez, sejam formados e sustentados por redes de aliança educativa, em um processo de conhecimento dos riscos que o uso da inteligência artificial e o acesso precoce, sem limites e sem verificações, podem acarretar na vida relacional dos menores e em seu desenvolvimento.”

Papa saúda os participantes do encontro   (@Vatican Media)

Formar uma liberdade responsável

Segundo o Papa, é somente a partir da consciência dos riscos e da formação de uma liberdade responsável que os jovens poderão fazer escolhas maduras no ambiente digital: “Somente participando da descoberta desses riscos e de suas consequências na vida pessoal e social, os menores poderão ser apoiados em sua relação com o mundo digital como um fortalecimento de sua capacidade de escolha, de modo responsável, em relação a si mesmos e aos outros.”

Por fim, Leão XIV reafirmou a necessidade de que todo progresso tecnológico se mantenha subordinado ao respeito pela pessoa humana. “Já esse é um importante exercício de salvaguarda da originalidade e do relacionamento humano, que, para sê-lo verdadeiramente, deve ser orientado para condições que garantam o respeito à dignidade como valor primário. Somente através de uma abordagem educativa, ética e responsável podemos assegurar que a inteligência artificial seja uma aliada no crescimento e no desenvolvimento dos menores, e não uma ameaça.”

Pacto global em defesa da infância

Nos dias 12 e 13 de novembro, o Palácio da Chancelaria sediou o encontro internacional promovido por diversas instituições eclesiais e civis, reunindo especialistas de vários países para refletir sobre a proteção e a dignidade das crianças na era digital. Durante o evento, foi apresentado o manifesto “Novo pacto humano para a era digital”, entregue ao Papa Leão XIV, reafirmando “o direito de toda criança a viver, crescer e sonhar em segurança”. O documento propõe seis pilares de ação: a proteção contra abusos online, a educação e o empoderamento digital, a promoção de uma tecnologia ética e transparente, a governança global responsável, a pesquisa para o bem comum e a solidariedade inter-religiosa e intergeracional — um compromisso conjunto em defesa da infância diante dos desafios da inteligência artificial.



HOMILIA DOMINICAL
16 DE NOVEMBRO DE 2025
33º DOMINGO DO TEMPO COMUM

 Leitura do Dia

Primeira Leitura 
Leitura da Profecia de Malaquias - 3,19-20a

Eis que virá o dia, abrasador como fornalha, em que todos os soberbos e ímpios serão como palha; e esse dia vindouro haverá de queimá-los, diz o Senhor dos exércitos, tal que não lhes deixará raiz nem ramo.
Para vós, que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo salvação em suas asas.

Segunda Leitura 
Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses - 3,7-12

Irmãos:

Bem sabeis como deveis seguir o nosso exemplo, pois não temos vivido entre vós na ociosidade.
De ninguém recebemos de graça o pão que comemos.
Pelo contrário, trabalhamos com esforço e cansaço, de dia e de noite, para não sermos pesados a ninguém.
Não que não tivéssemos o direito de fazê-lo, mas queríamos apresentar-nos como exemplo a ser imitado.
Com efeito, quando estávamos entre vós, demos esta regra:
"Quem não quer trabalhar, também não deve comer".
Ora, ouvimos dizer que entre vós há alguns que vivem à toa, muito ocupados em não fazer nada.
Em nome do Senhor Jesus Cristo, ordenamos e exortamos a estas pessoas que, trabalhando, comam na tranquilidade o seu próprio pão.

Evangelho do Dia
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas -21,5-19

Naquele tempo, algumas pessoas comentavam a respeito do Templo que era enfeitado com belas pedras

e com ofertas votivas.
Jesus disse:
"Vós admirais estas coisas?
Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra.
Tudo será destruído".
Mas eles perguntaram:
"Mestre, quando acontecerá isto? 
E qual vai ser o sinal de que estas coisas estão para acontecer?"
Jesus respondeu: 
"Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo:
'Sou eu!' e ainda: 'O tempo está próximo.'
Não sigais essa gente!
Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados.
É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim.'
E Jesus continuou:
"Um povo se levantará contra outro povo, um país atacará outro país.
Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em muitos lugares; acontecerão coisas pavorosas e grandes sinais serão vistos no céu.
Antes, porém, que estas coisas aconteçam, sereis presos e perseguidos; sereis entregues às sinagogas e postos na prisão; sereis levados diante de reis e governadores por causa do meu nome.
Esta será a ocasião em que testemunhareis a vossa fé.
Fazei o firme propósito de não planejar com antecedência a própria defesa; porque eu vos darei palavras tão acertadas, que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater.
Sereis entregues até mesmo pelos próprios pais, irmãos, parentes e amigos.
E eles matarão alguns de vós.
Todos vos odiarão por causa do meu nome.
Mas vós não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça.
É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida!"

As palavras dos Papas

Também hoje existem «salvadores» falsos, que procuram substituir-se a Jesus: líderes deste mundo, santões e até feiticeiros, personagens que desejam atrair a si as mentes e os corações, especialmente dos jovens. Jesus alerta-vos: «Não os sigais! Não os sigais!». E o Senhor ajuda-nos também a não ter medo: perante as guerras e as revoluções, mas inclusive diante das calamidades naturais e das epidemias, é Jesus quem nos liberta do fatalismo e das falsas visões apocalípticas. O segundo aspecto interpela-nos precisamente como cristãos e como Igreja: Jesus prenuncia provações dolorosas e perseguições que os seus discípulos deverão padecer por causa d’Ele. No entanto, assegura: «Não se perderá um só cabelo da vossa cabeça» (v. 18). Ele recorda-nos que estamos totalmente nas mãos de Deus! As adversidades que encontramos devido à nossa fé e à nossa adesão ao Evangelho constituem ocasiões de testemunho; elas não devem afastar-nos do Senhor, mas impelir-nos a abandonar-nos ainda mais a Ele, à força do seu Espírito e da sua Graça. 

UM BOM E SANTO DOMINGO A TODOS.

HOMILIA DOMINICAL 30 DE AGOSTO DE 2026 22º DOMINGO DO TEMPO COMUM Leitura do Dia Primeira Leitura Leitura do Livro do Profeta Jeremias - 20,...