NOTÍCIAS EM DESTAQUE - BRASIL
RELATÓRIO MUNDIAL 2023
HUMAN  RIGHTS WATCH

Luiz Inácio Lula da Silva venceu as eleições presidenciais de outubro em um momento crítico para a democracia brasileira.

Ao longo de seu mandato, o ex-presidente Jair Bolsonaro atacou e insultou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e jornalistas. Ele tentou minar a confiança no sistema eleitoral com alegações infundadas de fraude eleitoral. A violência política aumentou durante o período eleitoral.

Oitenta e quatro por cento das 6.145 pessoas mortas pela polícia em 2021 eram negras, segundo os dados mais recentes disponíveis.

O desmatamento e as queimadas criminosas têm devastado a floresta amazônica. Indígenas, lideranças comunitárias e outros que a defendem sofreram ameaças e ataques.

Regime democrático

Lula venceu a eleição de outubro por uma margem estreita. Bolsonaro não reconheceu explicitamente a derrota, mas permitiu a transição.
Antes das eleições de outubro, o então presidente Bolsonaro insultou e tentou intimidar os ministros do STF, e repetiu alegações de fraude eleitoral sem provas. Ele disse que “parece” que ganha as eleições quem “tem amigo” no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em julho, ele disse a dezenas de embaixadores que o sistema eleitoral do Brasil não era confiável. Em setembro, ele disse que se não obtivesse 60% dos votos, “algo de anormal” teria acontecido no TSE.
Em agosto, mais de um milhão de brasileiros, incluindo empresários, ex-ministros do STF, políticos e artistas, assinaram um manifesto em defesa da democracia e do Estado de Direito.
A violência política marcou a disputa eleitoral. Quatro pessoas foram assassinadas durante a campanha eleitoral em circunstâncias que sugerem motivação política.
O Observatório da Violência Política e Eleitoral da Universidade Federal do Rio de Janeiro compilou 426 casos de ameaças e violência contra lideranças políticas – ou seus familiares – entre janeiro e setembro de 2022. Candidatas, especialmente mulheres negras e trans, enfrentaram ameaças e assédio online, segundo organizações da sociedade civil.
O TSE proibiu o porte de armas no perímetro de 100 metros dos locais de votação antes, no dia, e depois da eleição. O STF também suspendeu temporariamente partes dos decretos presidenciais que facilitaram a compra e o porte de armas.

Corrupção

Apesar de um discurso anticorrupção durante sua campanha, o governo Bolsonaro enfrentou investigações, incluindo por desvio de recursos públicos no Ministério da Educação e no enfrentamento à pandemia de Covid-19.
Em 2019, o então presidente Bolsonaro rompeu com a tradição de nomear o Procurador-Geral da República com base na lista tríplice de candidatos eleitos por procuradores de todo o país, indicando um que não constava na lista. Segundo a Transparência Internacional, o ex-presidente Bolsonaro enfraqueceu o combate à corrupção, entre outros fatores, ao também apoiar a criação do chamado “orçamento secreto”, uma provisão orçamentária especial que redirecionou bilhões de reais para emendas parlamentares praticamente sem nenhuma transparência.

Liberdade de expressão e acesso à Informação

A organização não governamental Repórteres sem Fronteiras, em parceria com o Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura (Labic) da Universidade Federal do Espírito Santo, identificaram mais de 2,8 milhões de publicações nas redes sociais com insultos, ameaças e outros conteúdos ofensivos contra jornalistas e meios de comunicação durante o primeiro mês de campanha eleitoral, que iniciou oficialmente em 16 de agosto. O estudo identificou casos de jornalistas, principalmente mulheres, sendo atacadas por apoiadores do ex-presidente Bolsonaro depois que ele havia as insultado publicamente.
Em junho, a Justiça de São Paulo condenou Bolsonaro a pagar R$ 100.000 de indenização por dano moral coletivo aos profissionais de imprensa por seus ataques.
O ex-presidente rotineiramente bloqueava críticos nas redes sociais usadas para discutir assuntos de interesse público, violando seus direitos de liberdade de expressão. Até agosto, ele havia bloqueado 95 jornalistas e 10 meios de comunicação, segundo a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).
Durante 2021 e 2022, um grupo de trabalho formado exclusivamente por representantes do governo, criado sem a participação do Congresso, do Poder Judiciário ou da sociedade civil, revisou a política nacional de direitos humanos. O governo se recusou a fornecer informações sobre as discussões em andamento no grupo.

Condições prisionais

Até dezembro de 2021, mais de 679.500 pessoas estavam privadas de liberdade no Brasil, excedendo a capacidade carcerária em 45%, segundo dados do Ministério da Justiça. Outras 156.000 estavam em prisão domiciliar.
O número de adolescentes privados de liberdade – 13.684 em 2021 – diminuiu significativamente nos últimos anos, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Ainda assim, os estados do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul mantiveram taxas de ocupação acima da capacidade, segundo dados disponibilizados pelo governo federal para a Human Rights Watch.
Em julho, um tribunal concluiu que internos em uma unidade da Fundação Casa em São Paulo sofreram tortura e maus-tratos entre 2013 e 2015, ordenando o governo estadual a pagar uma indenização de R$ 3 milhões a um fundo municipal de apoio a projetos de promoção dos direitos das crianças e adolescente em São Paulo.

Segurança pública e conduta policial

O número de homicídios caiu 5% de janeiro a junho de 2022, quando comparado ao mesmo período no ano anterior. Menos de 40% dos homicídios no país são esclarecidos, segundo estudo do Instituto Sou da Paz.
Segundo o FBSP, a polícia matou 6.145 pessoas em todo o país em 2021 – uma queda de 4% em relação a 2020, impulsionada pela redução nas mortes no estado de São Paulo.
Embora algumas mortes pela polícia ocorram em situação de legítima defesa, muitas resultam do uso ilegal da força. Os abusos policiais contribuem para um ciclo de violência que compromete a segurança pública e põe em risco a vida de civis e dos próprios policiais. Em 2021, 190 policiais foram mortos, 77% deles enquanto estavam fora de serviço, informou o FBSP.

A polícia do estado do Rio matou 1.010 pessoas de janeiro a setembro de 2022.

A polícia conduziu três das cinco operações mais letais da história do estado do Rio em 2021 e 2022, apesar de uma decisão do STF restringindo operações em comunidades do Rio durante a pandemia da Covid-19, exceto em “hipóteses absolutamente excepcionais”. A operação mais letal, em maio de 2021, deixou um policial e 27 moradores mortos na comunidade do Jacarezinho. O Ministério Público do Rio denunciou dois supostos traficantes de drogas pelo assassinato do policial e apresentou denúncia de fraude processual e, em alguns casos, de homicídio, contra quatro policiais em conexão com a morte de três moradores. Todos os outros casos foram arquivados. A remoção de corpos pela polícia para destruir evidências, ausência de análises periciais completas e falhas na coleta de depoimentos de testemunhas contribuíram para o fracasso das investigações. O Ministério Público do Rio nunca abriu uma investigação sobre a responsabilidade do comando pela operação letal.
Em cumprimento a uma ordem do STF, mas sem consultar nenhuma organização da sociedade civil, o estado do Rio de Janeiro publicou um plano para reduzir a letalidade policial em março de 2022. O plano carecia de cronograma, orçamento ou medidas suficientes para a responsabilização por abusos. O STF ordenou que o estado elaborasse um novo plano.
Em 2021, a Procuradoria-Geral de Justiça do Rio eliminou uma unidade de promotores especializada em prevenir e investigar abusos policiais. Em contraposição, em agosto de 2022 o procurador-geral de São Paulo criou uma nova unidade com um forte mandato de controle externo da conduta policial.
Em Sergipe, no dia 25 de maio, um homem negro com deficiência psicossocial morreu sufocado depois que agentes da Polícia Rodoviária Federal o prenderam no porta-malas de uma viatura e jogaram dentro o que parecia ser uma granada de gás lacrimogêneo. Três policiais foram denunciados por abuso de autoridade, tortura e homicídio qualificado.
Em agosto, o STF rejeitou um recurso da defesa e manteve a condenação de 73 policiais pela morte de 111 detentos no presídio de Carandiru em 1991.

Abusos da ditadura militar

Em diversas ocasiões, o ex-presidente Bolsonaro e membros de seu gabinete elogiaram a ditadura militar de 1964-1985, marcada por torturas e assassinatos generalizados.
A Lei da Anistia de 1979 tem protegido perpetradores de graves abusos da justiça. O STF confirmou a lei em 2010, mas a Corte Interamericana de Direitos Humanos decidiu que ela viola as obrigações legais internacionais do Brasil.
Desde 2012, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou mais de 50 denúncias contra ex-agentes da ditadura. Os tribunais rejeitaram a maioria dos casos, citando a lei de anistia ou o prazo de prescrição. Houve a condenação criminal em apenas um caso, em junho de 2021, mas a decisão foi revertida em fevereiro de 2022.

Direitos das mulheres e meninas

A implementação da lei “Maria da Penha” de 2006 contra a violência de gênero tem sido insuficiente. Em setembro, as autoridades disseram à Human Rights Watch que, em um país de mais de 215 milhões de pessoas, apenas 77 abrigos estavam em funcionamento. O governo Bolsonaro reduziu em 90% o orçamento federal de combate à violência contra a mulher em 2022, comparado a 2020.
Entre janeiro de 2020 e maio de 2022, os tribunais receberam quase 600.000 pedidos de medidas protetivas, que normalmente exigem que os suspeitos de abuso mantenham distância da mulher, informou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os tribunais concederam nove em cada dez pedidos, mas 30% demoraram mais tempo do que o prazo legal de 48 horas.
As delegacias registraram mais de 230.000 denúncias de agressões por violência doméstica contra mulheres em 2021, informou o FBSP; e a polícia recebeu 619.353 chamados ao 190 sobre violência doméstica.
Mais de um milhão de casos de violência doméstica e quase 6.300 casos de feminicídio – definidos na legislação brasileira como homicídio “por razões da condição de sexo feminino” – estavam pendentes na justiça em 2021.
O aborto é legal no Brasil apenas em casos de estupro, quando necessário para salvar a vida da mulher ou quando o feto sofre de anencefalia.
O governo Bolsonaro tentou restringir o acesso ao aborto. Em 2020, publicou uma portaria obrigando profissionais de saúde a notificarem a polícia sobreviventes de estupro que buscassem interromper a gravidez.
Em 2020, o Ministério da Saúde aprovou a telemedicina durante a pandemia de Covid-19, mas depois orientou a exclusão do aborto por este meio porque “pode causar danos irreversíveis à mulher”. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou a telemedicina como uma opção de acesso ao aborto.
Apenas 73 hospitais em todo o país realizavam abortos legais em setembro, informou a organização Artigo 19.
Mulheres e meninas que precisam recorrer a abortos ilegais não apenas correm o risco de sofrer sequelas e morte, mas podem pegar até três anos de detenção. Terceiros que provocam abortos ilegais podem pegar até quatro anos de prisão.
De 2018 a 2022, os tribunais receberam uma média de 400 novos processos judiciais de aborto por ano, segundo relatório da Universidade de São Paulo e o Instituto de Direitos Humanos da Columbia Law School. Mulheres e meninas negras têm mais chances de serem denunciadas, o que muitas vezes ocorre a partir de informações de profissionais de saúde, violando seu direito à privacidade, segundo mostrou o relatório.
A lei brasileira determina a prisão domiciliar em vez de prisão preventiva para gestantes, mães de pessoas com deficiência e mães de crianças menores de 12 anos, exceto em casos de crimes violentos ou crimes contra seus dependentes. No entanto, em 2021, juízes mantiveram a prisão de mais de um terço das mulheres gestantes após a audiência de custódia, mostraram o CNJ e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Direitos das pessoas com deficiência

Milhares de adultos e crianças com deficiência vivem confinados em instituições de acolhimento, onde podem enfrentar negligência e abuso, às vezes por toda a vida. O Brasil carece de um plano abrangente para desinstitucionalizar progressivamente adultos e crianças com deficiência.
Em abril de 2021, o Conselho Nacional do Ministério Público adotou uma resolução exigindo que promotores conduzam inspeções anuais em instituições de acolhimento para adultos com deficiência e adotem medidas judiciais em casos de abuso.

Educação

O governo federal não respondeu ao enorme impacto da pandemia da Covid-19 sobre a educação, principalmente para crianças negras, indígenas e de famílias de baixa renda, resultando em perdas significativas de aprendizado. Por exemplo, na rede pública, os resultados dos testes de matemática da quinta série indicaram perda do equivalente ao aprendizado de um ano inteiro, mostrou uma avaliação do governo.
O percentual de alunos que abandonaram o ensino médio na rede pública mais que dobrou, de 2,3% em 2020 para 5,6% em 2021, mostram dados do governo.
Os estados de Minas Gerais e São Paulo endossaram o uso de produtos de aprendizado online durante a pandemia que não eram seguros, constatou a Human Rights Watch. Nove produtos monitoraram as atividades online de crianças, fora do horário escolar, e transmitiram seus dados para empresas de tecnologia de publicidade, permitindo-lhes rastrear e direcionar conteúdo para crianças na internet. Até outubro, nenhum dos estados havia tomado medidas para proteger a privacidade das crianças.
Desde 2014, legisladores brasileiros, nos níveis federal, estadual e municipal, apresentaram mais de 200 propostas legislativas para proibir a “doutrinação” ou a chamada “ideologia de gênero” nas escolas. O STF derrubou oito dessas leis em 2020. Vários professores disseram à Human Rights Watch que tratar temas como gênero ou sexualidade resultou em assédio, intimações para prestar declarações na polícia ou processos administrativos-disciplinares.

Meio ambiente e direitos dos povos indígenas

O governo Bolsonaro enfraqueceu severamente a fiscalização ambiental, na prática encorajando redes criminosas que impulsionam o desmatamento e que têm usado ameaças e violência contra os defensores da floresta.
O governo adotou políticas que facilitaram a invasão de terras indígenas e afastou servidores públicos experientes de cargos de liderança na FUNAI – na época chamada Fundação Nacional do Índio. O número de casos de invasões possessórias, extração de madeira, garimpo, caça e pesca ilegais em terras indígenas foi 180% maior em 2021 do que em 2018, ano anterior à posse do ex-presidente Bolsonaro, informou o Conselho Indigenista Missionário.
O número de autos de infração ambiental foi 33% menor no primeiro semestre de 2022 quando comparado ao mesmo período de 2018, segundo dados do Observatório do Clima. Em março, o presidente do IBAMA, principal agência ambiental do governo federal, indicado por Bolsonaro, publicou um despacho que poderia resultar no cancelamento de cerca de 60% das multas emitidas entre 2008 e 2019, estimadas em um valor de R$ 16,2 bilhões, segundo reportagem do UOL.
Cerca de 9.400 quilômetros quadrados de floresta amazônica foram desmatados de janeiro a outubro de 2022, de acordo com dados de alertas oficiais.
Em áreas desmatadas, grupos criminosos muitas vezes colocam fogo na vegetação remanescente depois de extrair a madeira valiosa, a fim de preparar a terra para pastagem ou especulação fundiária. O número de focos ativos de queimadas na Amazônia nos primeiros nove meses de 2022 superou o de todo o ano de 2021.
Até outubro, o Congresso Nacional analisava projetos de lei que flexibilizariam o licenciamento ambiental, abririam terras indígenas para mineração e outras atividades de grande impacto ambiental e ofereceriam uma anistia para grileiros.
Os defensores da floresta amazônica continuaram sofrendo ameaças e ataques. Três ambientalistas de uma mesma família foram assassinados no Pará em janeiro; um indigenista e um jornalista britânico foram assassinados no estado do Amazonas em junho; e um indígena guardião da floresta foi assassinado no Maranhão em setembro.
Mais de 60 pessoas foram assassinadas no contexto de conflitos por terras e recursos naturais na Amazônia entre janeiro de 2020 e início de julho de 2022, segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Política e impactos das mudanças climáticas

Como um dos dez maiores emissores de gases de efeito estufa do mundo, o Brasil contribui para o impacto da crise climática sobre os direitos humanos.
Sob o Acordo de Paris de 2016, o Brasil se comprometeu a aumentar as metas de redução de emissão de gases de efeito estufa em relação ao seu plano inicial. Uma atualização desse plano em abril de 2022 não cumpriu esse compromisso. Um anexo reafirmou o compromisso do Brasil de eliminar o desmatamento ilegal até 2028.
O Climate Action Tracker, que fornece análises científicas independentes, classificou o plano de ação climática do Brasil de 2022 como “insuficiente” para cumprir a meta do Acordo de Paris de limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.
O aumento do desmatamento na Amazônia sob o governo do ex-presidente Bolsonaro elevou as emissões gerais. Se continuar, pode transformar vastas porções da floresta tropical em savana seca nos próximos anos, liberando bilhões de toneladas de carbono armazenado. Grandes áreas da Amazônia já foram derrubadas e degradadas, reduzindo a capacidade de regeneração da floresta, mostrou um estudo conduzido pela Rede Amazônica de Informações Socioambientais Georreferenciadas.
As mudanças climáticas podem ter contribuído para chuvas intensas que levaram a inundações e deslizamentos de terra em estados do nordeste no primeiro semestre de 2022, segundo cientistas da World Weather Attribution. Os eventos deslocaram cerca de 25.000 pessoas e resultaram em 133 mortes.

Migrantes, refugiados e solicitantes de refúgio

Milhares de venezuelanos, incluindo crianças desacompanhadas, atravessaram a fronteira com o Brasil nos últimos anos, fugindo da fome, da falta de cuidados básicos de saúde ou de perseguições.
Cerca de 388.000 venezuelanos viviam no Brasil em outubro de 2022.
O Brasil facilitou a concessão de refúgio para venezuelanos ao reconhecer uma “grave e generalizada violação dos direitos humanos” em seu país. O Brasil concedeu status de refugiado a 51.618 venezuelanos, incluindo 2.829 entre janeiro e agosto de 2022. Os venezuelanos também podem solicitar autorização de residência. O Brasil concedeu refúgio a cerca de 940 pessoas de outras nacionalidades de janeiro a agosto.
O governo concedeu vistos humanitários a afegãos e ucranianos.

Principais atores internacionais

Oito relatores da ONU, o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) expressaram preocupação com a violência política durante o período eleitoral, pedindo às autoridades que garantissem eleições pacíficas.
Em 2022, a CIDH e o ACNUDH expressaram preocupação com os ataques a defensores do meio ambiente e povos indígenas. O Parlamento Europeu aprovou uma resolução, em julho, instando o Brasil a “prevenir violações dos direitos humanos e proteger defensores do meio ambiente e dos povos indígenas”.
A Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) emitiu medidas provisórias, em julho, exigindo que o Brasil proteja os direitos dos povos indígenas Yanomami, Ye'kwana e Munduruku.
A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) adotou um “roadmap” para o processo de acessão do Brasil que requer ação do governo para combater o desmatamento ilegal, fiscalizar as leis ambientais, investigar a violência contra os defensores da floresta e proteger os direitos dos povos indígenas.
Relatores especiais da ONU instaram o Senado brasileiro a rejeitar um projeto de lei que facilitaria a aprovação e o uso de agrotóxicos perigosos. Em agosto, o projeto de lei permanecia pendente.
Em abril, mais de 140 organizações internacionais e brasileiras assinaram uma carta instando o governo a viabilizar uma visita do novo mecanismo da ONU para promover a justiça e igualdade racial na aplicação da lei. O governo disse que consideraria a visita apenas em 2023.
Relatores da ONU e a CIDH denunciaram a violência policial “sistêmica” no Brasil. Em setembro, o alto comissariado da ONU para os direitos humanos destacou em relatório a atuação do STF para coibir abusos policiais no Rio de Janeiro.

Política internacional

O governo Bolsonaro liderou esforços de um grupo de governos, incluindo vários regimes autoritários, que buscaram restringir o acesso ao aborto em todo o mundo.
A posição do governo em relação à guerra na Ucrânia foi inconsistente. Poucos dias antes da invasão pela Rússia, o então presidente Bolsonaro disse, em Moscou, que o Brasil era “solidário à Rússia”. Nos meses seguintes, o Brasil votou a favor de uma resolução da ONU que estabelecia uma comissão para investigar crimes de guerra na Ucrânia, mas se absteve em suspender a participação da Rússia no Conselho de Direitos Humanos da ONU e não aderiu a uma declaração da Organização Mundial do Comércio sobre o impacto devastador da guerra na capacidade de exportação e importação da Ucrânia.
Em outubro, o Brasil se absteve em uma resolução que permitiria ao Conselho de Direitos Humanos discutir crimes contra a humanidade na China. Votou a favor da prorrogação do mandato de uma missão de investigação na Venezuela.


NOTÍCIAS EM DESTAQUE - SÃO PAULO - SAÚDE - MORTE HOSPITAL GERAL DE TAIPAS - FALTA DE MACAS PARA OBESO

Andreia Marcos da Silva pediu ajuda para filho na porta de hospital em SP — Foto: Reprodução

Mãe gritando por socorro em hospital de SP antes de filho morrer sem atendimento por falta de maca para obeso.
Segundo a família, Vitor Marcos sofreu três paradas cardíacas depois de aguardar, por mais de três horas dentro da ambulância, em frente ao Hospital Geral de Taipas, uma maca especial. Ele começou a passar mal na manhã de quinta (5) e foi recusado em outros dois hospitais.

Por g1 SP e TV Globo — São Paulo - 06/01/2023 09h12  Atualizado há 8 minutos

Andreia Marcos da Silva, mãe do jovem de 25 anos que morreu dentro de uma ambulância por falta de uma maca para obesos, gritou e implorou por socorro na porta do Hospital de Taipas, na Zona Norte da capital.

Vitor Marcos foi direcionado para o hospital após ter atendimento recusado em outras unidades de saúde. Em um vídeo, ela aparece entrando e saindo da entrada do pronto-socorro desesperada por auxílio.

"Me ajuda, por favor, socorro, ele está aqui. Meu filho está morrendo na ambulância. Cadê os médicos desse lugar, meu Deus, por favor".

Vitor Augusto Marcos de Oliveira sofria de obesidade e começou a passar mal pela manhã. De acordo com a mãe, ele chegou a ser atendido na UPA de Perus, mas foi encaminhado para outros hospitais.
“A saga começou quando meu filho chegou no Hospital Cachoeirinha, que onde falaram que não tinha suporte para obeso. Aí eu fiquei louca: "como assim? Se o Cross [central de regulação de ofertas e serviços de saúde] mandou a vaga para cá, como que não vai aceitar"?, relatou ela à TV Globo
Em nota, a Secretaria estadual da Saúde afirma que o investiga o atendimento "para que sejam tomadas as devidas providências."
Fachada Hospital Geral de Taipas, na Zona Norte de SP — Foto: Tatiana Santiago/G1

Vitor pesava 190 kg e precisava de uma maca especial, o que dificultou a transferência. A família relata que, antes dele chegar no Hospital Geral de Taipas, ele passou por outras duas unidades de saúde e em todas elas teve o atendimento negado.

No Hospital, ele aguardou por mais de três horas dentro da ambulância uma maca pra obeso.

A mãe contou que por conta da demora, o jovem sofreu três paradas cardíacas e foi atendido pelos socorristas do Samu dentro da ambulância.

A família alega que houve negligência no atendimento e falta de estrutura médica.

"Foi negligenciado, meu filho foi. Meu filho não tem o direito de ter uma maca, meu filho ficou em um assoalho, isso eu nunca vou esquecer. Meu filho morreu em cima de um assoalho, ele não teve direito de morrer em cima de um colchão.”

“O sentimento da perda nunca vai ser bom, não importa se é filho, irmão, pai, mãe, não importa. A dor do luto é muito difícil. Mas o que eu quero deixar bem claro para as redes públicas, é que de suporte a obesos, para que outras mães não venham passar o que eu passei.”

Fonte: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2023/01/06/video-mostra-mae-gritando-por-socorro-em-hospital-de-sp-antes-de-filho-morrer-sem-atendimento-por-falta-de-maca-para-obeso.ghtml



NOTÍCIAS EM DESTAQUE - SAÚDE - CORAÇÃO VIAJA 700 KM EM JATO DA FAB PARA O PRIMEIRO TRANSPLANTE DO ANO - HOSPITAL DAS CLINICAS DE BOTUCATU

Coração viaja 700 km em jato da FAB para primeiro transplante do ano no HC de Botucatu —
Foto: HCFMB/Divulgação

Mulher de 61 anos recebeu no dia 1º de janeiro o órgão que veio de Goiás. Equipe do Hospital das Clínicas da Unesp é a segunda em transplante cardíaco no estado, com meta de 24 procedimentos neste ano.

Por g1 Bauru e Marília - 05/01/2023 06h38  Atualizado há 34 minutos

Em uma operação que mobilizou diversos profissionais e contou até com o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB), o serviço de transplante cardíaco do Hospital das Clínicas (HC) de Botucatu (SP) realizou no último domingo, dia 1º de janeiro, o primeiro transplante de coração de 2023 na unidade.

Para que a paciente de 61 anos pudesse receber o transplante, o coração precisou viajar cerca de 700 quilômetros em um jato da FAB após ser captado em Goiânia e levado para o HC, unidade hospitalar ligada à Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu.

Segundo o cardiologista Flávio Brito, coordenador clínico do serviço de transplante cardíaco do HC de Botucatu, a cirurgia na mulher que estava na fila nacional de transplantes e havia sofrido um infarto foi realizada com sucesso.

Coração viaja 700 quilômetros — Foto: Arte/g1

Credenciado há cinco anos, o programa de transplante cardíaco do HC de Botucatu é atualmente o primeiro centro transplantador do interior paulista e considerado o segundo maior centro transplantador do Estado, atrás apenas do Instituto do Coração (Incor), na capital.

Até agora, já foram realizados 53 transplantes cardíacos pela equipe do HC de Botucatu. A meta do serviço em seu quinto ano de funcionamento é a realização de 24 transplantes em 2023.

“Esse ano trará grandes desafios para a equipe. O serviço está em crescimento, mantendo o foco em custo-efetividade e captação à distância. Nosso objetivo é aumentar a abrangência nacional do serviço”, explica Flávio Brito.

Nesta quarta-feira (4), segundo informações da assessoria de imprensa do HC, o estado de saúde da paciente que recebeu o coração vindo de Goiânia era considerado estável.


HOMILIA DOMINICAL
Domingo, 18 de Dezembro de 2022
4º Domingo do Advento, Ano A

Leituras: Is 7,10-14 Sl 23(24),1-2.3-4ab.5-6 (R. 7c.10b) Rm 1,1-7 Mt 1,18-24

PRIMEIRA LEITURA

Eis que uma virgem conceberá.

Leitura do Livro do Profeta Isaías 7,10-14

Naqueles dias,
10 o Senhor falou com Acaz, dizendo:
11 "Pede ao Senhor teu Deus que te faça ver um sinal, quer provenha da profundeza da terra, quer venha das alturas do céu".
12 Mas Acaz respondeu: "Não pedirei nem tentarei o Senhor".
13 Disse o profeta: "Ouvi então, vós, casa de Davi; será que achais pouco incomodar os homens e passais a incomodar até o meu Deus?
14 Pois bem, o próprio Senhor vos dará um sinal.
Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Emanuel.
Palavra do Senhor.

SEGUNDA LEITURA

Jesus Cristo, descendente
de Davi, Filho de Deus.

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos 1,1-7

1 Eu, Paulo, servo de Jesus Cristo, apóstolo por vocação, escolhido para o Evangelho de Deus,
2 que pelos profetas havia prometido, nas Sagradas Escrituras,
3 e que diz respeito a seu Filho, descendente de Davi segundo a carne,
4 autenticado como Filho de Deus com poder, pelo Espírito de Santidade que o ressuscitou dos mortos, Jesus Cristo, Nosso Senhor.
5 É por Ele que recebemos a graça da vocação para o apostolado, a fim de podermos trazer à obediência da fé todos os povos pagãos, para a glória de seu nome.
6 Entre esses povos estais também vós, chamados a ser discípulos de Jesus Cristo.
7 A vós todos que morais em Roma, amados de Deus e santos por vocação, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e de nosso Senhor, Jesus Cristo.
Palavra do Senhor.

EVANGELHO

Jesus nascerá de Maria, prometida
em casamento a José, filho de Davi.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 1,18-24

18 A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo.
19 José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo.
20 Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: "José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo.
21 Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados".
22 Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta:
23 "Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco".
24 Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado, e aceitou sua esposa.
Palavra da Salvação.
Um bom e santo domingo a todos.

 HOMILIA DOMINICAL
Domingo, 11 de Dezembro de 2022
3º Domingo do Advento, Ano A

Leituras: Is 35,1-6a.10 Sl 145(146),7.8-9a.9bc-lO (R. cf. Is 35,4) Tg 5,7-10 Mt 11,2-11

PRIMEIRA LEITURA

É o próprio Deus que vem para vos salvar.


Leitura do Livro do Profeta Isaías 35,1-6a.10

1 Alegre-se a terra que era deserta e intransitável, exulte a solidão e floresça como um lírio.

2 Germine e exulte de alegria e louvores.
Foi-lhe dada a glória do Líbano, o esplendor do Carmelo e de Saron; seus habitantes verão a glória do Senhor, a majestade do nosso Deus.

3 Fortalecei as mãos enfraquecidas e firmai os joelhos debilitados.

4 Dizei às pessoas deprimidas: "Criai ânimo, não tenhais medo! Vede, é vosso Deus, é a vingança que vem, é a recompensa de Deus; é ele que vem para vos salvar".

5 Então se abrirão os olhos dos cegos e se descerrarão os ouvidos dos surdos.

6a O coxo saltará como um cervo e se desatará a língua dos mudos.

10 Os que o Senhor salvou, voltarão para casa.
Eles virão a Sião cantando louvores, com infinita alegria brilhando em seus rostos: cheios de gozo e contentamento, não mais conhecerão a dor e o pranto.
Palavra do Senhor.

SEGUNDA LEITURA

Fortalecei vossos corações porque
a vinda do Senhor está próxima.

Leitura da Carta de São Tiago 5,7-10

Irmãos:

7 Ficai firmes até à vinda do Senhor. Vede o agricultor: ele espera o precioso fruto da terra e fica firme até cair a chuva do outono ou da primavera.

8 Também vós, ficai firmes e fortalecei vossos corações, porque a vinda do Senhor está próxima.

9 Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para que não sejais julgados.
Eis que o juiz está às portas.

10 Irmãos, tomai por modelo de sofrimento e firmeza os profetas, que falaram em nome do Senhor.
Palavra do Senhor.

EVANGELHO

És tu aquele que há de vir
ou devemos esperar um outro?

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 11,2-11

Naquele tempo,

2 João estava na prisão.
Quando ouviu falar das obras de Cristo, enviou-lhe alguns discípulos,

3 para lhe perguntarem: "És tu, aquele que há de vir, ou devemos esperar um outro?"

4 Jesus respondeu-lhes: "Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo:

5 os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados.

6 Feliz aquele que não se escandaliza por causa de mim!"

7 Os discípulos de João partiram, e Jesus começou a falar às multidões, sobre João: "O que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento?

8 O que fostes ver? Um homem vestido com roupas finas? Mas os que vestem roupas finas estão nos palácios dos reis.

9 Então, o que fostes ver? Um profeta? Sim, eu vos afirmo, e alguém que é mais do que profeta.

10 É dele que está escrito: 'Eis que envio o meu mensageiro à tua frente; ele vai preparar o teu caminho diante de ti'.

11 Em verdade vos digo, de todos os homens que já nasceram, nenhum é maior do que João Batista.
No entanto, o menor no Reino dos Céus é maior do que ele".
Palavra da Salvação.

HOMILIA DOMINICAL
Domingo, 4 de Dezembro de 2022
2º Domingo do Advento, Ano A

Leituras: Is 11,1-10 Sl 71(72),1-2.7-8.12-13.17 (R. cf. 7) Rm 15,4-9 Mt 3,1-12

PRIMEIRA LEITURA

Julgará os humildes com justiça.

Leitura do Livro do Profeta Isaías 11,1-10

Naqueles dias, nascerá uma haste do tronco de Jessé e, a partir da raiz, surgirá o rebento de uma flor; sobre ele repousará o espírito do Senhor: espírito de sabedoria e discernimento, espírito de conselho e fortaleza, espírito de ciência e temor de Deus; no temor do Senhor encontra ele seu prazer.
Ele não julgará pelas aparências que vê nem decidirá somente por ouvir dizer; mas trará justiça para os humildes e uma ordem justa para os homens pacíficos; fustigará a terra com a força da sua palavra e destruirá o mau com o sopro dos lábios.
Cingirá a cintura com a correia da justiça e as costas com a faixa da fidelidade.
O lobo e o cordeiro viverão juntos e o leopardo deitar-se-á ao lado do cabrito; o bezerro e o leão comerão juntos e até mesmo uma criança poderá tangê-los.
A vaca e o urso pastarão lado a lado, enquanto suas crias descansam juntas; o leão comerá palha como o boi; a criança de peito vai brincar em cima do buraco da cobra venenosa; e o menino desmamado não temerá pôr a mão na toca da serpente.
Não haverá danos nem mortes por todo o meu santo monte: a terra estará tão repleta do saber do Senhor quanto as águas que cobrem o mar.
Naquele dia, a raiz de Jessé se erguerá como um sinal entre os povos; hão de buscá-la as nações, e gloriosa será a sua morada.
Palavra do Senhor.

SEGUNDA LEITURA

Cristo salva toda a humanidade.

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos 15, 4-9

Irmãos, tudo o que outrora foi escrito, foi escrito para nossa instrução, para que, pela nossa constância e pelo conforto espiritual das Escrituras, tenhamos firme esperança.
O Deus que dá constância e conforto vos dê a graça da harmonia e concórdia, uns com os outros, como ensina Cristo Jesus.
Assim, tendo como que um só coração e a uma só voz, glorificareis o Deus e Pai do Senhor nosso, Jesus Cristo.
Por isso, acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo vos acolheu, para a glória de Deus.
Pois eu digo:
Cristo tornou-se servo dos que praticam a circuncisão, para honrar a veracidade de Deus, confirmando as promessas feitas aos pais.
Quanto aos pagãos, eles glorificam a Deus, em razão da sua misericórdia, como está escrito:
"Por isso, eu vos glorificarei entre os pagãos e cantarei louvores ao vosso nome''.
Palavra do Senhor.

EVANGELHO

Convertei-vos, porque o Reino dos céus está próximo.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 3, 1-12

Naqueles dias, apareceu João Batista, pregando no deserto da Judéia:
"Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo".
João foi anunciado pelo profeta Isaías, que disse:
"Esta é a voz daquele que grita no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas!"
João usava uma roupa feita de pelos de camelo e um cinturão de couro em torno dos rins; comia gafanhotos e mel do campo.
Os moradores de Jerusalém, de toda a Judéia e de todos os lugares em volta do rio Jordão vinham ao encontro de João.
Confessavam os seus pecados e João os batizava no rio Jordão.
Quando viu muitos fariseus e saduceus vindo para o batismo, João disse-lhes:
"Raça de cobras venenosas, quem vos ensinou a fugir da ira que vai chegar?
Produzi frutos que provem a vossa conversão.
Não penseis que basta dizer: 'Abraão é nosso pai', porque eu vos digo: até mesmo destas pedras Deus pode fazer nascer filhos de Abraão.
O machado já está na raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e jogada no fogo.
Eu vos batizo com água para a conversão, mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu.
Eu nem sou digno de carregar suas sandálias. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.
Ele está com a pá na mão; ele vai limpar sua eira e recolher seu trigo no celeiro; mas a palha ele a queimará num fogo que não se apaga".
Palavra da Salvação.

Um bom e santo domingo a todos.


HOMILIA DOMINICAL
Domingo, 27 de Novembro de 2022
1º Domingo do Advento, Ano A

Leituras: Is 2,1-5 Sl 121(122),1-2.4-5.6-7.8-9 (R. cf. 1) Rm 13,11-14a Mt 24,37-44

PRIMEIRA LEITURA

O Senhor reúne todas as nações
para a paz eterna do Reino.

Leitura do Livro do Profeta Isaías 2,1-5

Visão de Isaías, filho de Amós, sobre Judá e Jerusalém.
Acontecerá, nos últimos tempos, que o monte da casa do Senhor estará firmemente estabelecido no ponto mais alto das montanhas e dominará as colinas.
A ele acorrerão todas as nações, para lá irão numerosos povos e dirão:
"Vamos subir ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que ele nos mostre seus caminhos e nos ensine a cumprir seus preceitos";
porque de Sião provém a lei e de Jerusalém, a palavra do Senhor.
Ele há de julgar as nações e arguir numerosos povos;
estes transformarão suas espadas em arados e suas lanças em foices:
não pegarão em armas uns contra os outros e não mais travarão combate.
Vinde, todos da casa de Jacó, e deixemo-nos guiar pela luz do Senhor.

Palavra do Senhor.

SEGUNDA LEITURA

A salvação está mais perto de nós.

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos 13,11-14a

Irmãos:

Vós sabeis em que tempo estamos, pois já é hora de despertar.
Com efeito, agora a salvação está mais perto de nós do que quando abraçamos a fé.
A noite já vai adiantada, o dia vem chegando:
despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da luz.
Procedamos honestamente, como em pleno dia:
nada de glutonerias e bebedeiras, nem de orgias sexuais e imoralidades, nem de brigas e rivalidades. Pelo contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo.

Palavra do Senhor.

EVANGELHO

Ficai atentos e preparados!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 24,37-44

Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos:
"A vinda do Filho do Homem será como no tempo de Noé.
Pois nos dias, antes do dilúvio, todos comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca.
E eles nada perceberam até que veio o dilúvio e arrastou a todos. 
Assim acontecerá também na vinda do Filho do Homem.
Dois homens estarão trabalhando no campo:
um será levado e o outro será deixado.
Duas mulheres estarão moendo no moinho:
uma será levada e a outra será deixada.
Portanto, ficai atentos!
porque não sabeis em que dia virá o Senhor.
Compreendei bem isso: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada.
Por isso, também vós ficai preparados!
Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá".

Palavra da Salvação.


HOMILIA DOMINICAL 30 DE AGOSTO DE 2026 22º DOMINGO DO TEMPO COMUM Leitura do Dia Primeira Leitura Leitura do Livro do Profeta Jeremias - 20,...