MANUSEIO DAS VIAS AÉREAS DO PACIENTE COM COVID-19

NOTÍCIAS DO CREMESP
Fonte: http://www.cremesp.org.br/?siteAcao=NoticiasC&id=5615
AULA ON LINE EM 24/04/2020

A palestra Manuseio das Vias Aéreas do Paciente com Covid-19 foi ministrada no dia 17 de abril pela anestesiologista Cláudia Marquez Simões, coordenadora do núcleo de via aérea difícil do Hospital das Clínicas – FMUSP, além de referência em intubação no contexto do novo coronavírus, no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) e Hospital Sírio e Libanês. Fez parte da série de aulas on line (lives) organizada pelo Cremesp como estratégia de informação e enfrentamento dos médicos à infecção, e resposta efetiva às fake news.
Na verdade, a aula da anestesiologia se alinha àquela ministrada em 2 de abril pelo professor Carlos Carvalho, da disciplina de pneumologia da FMUSP, relativa à Ventilação Mecânica e Covid-19. As lives no assunto vêm sendo apresentadas pelo conselheiro Edoardo Vattimo, coordenador de Comunicação da Casa, responsável ainda por mediar perguntas encaminhadas pela plateia virtual.
Estar informado sobre tais assuntos é essencial, pois muitos dos pacientes que contraem Covid-19 evoluem com insuficiência respiratória. Ainda que a covid-19 seja uma doença sistêmica, em Wuhan, China – o epicentro inicial da pandemia –, relatou-se que 60% dos internados em Unidade de Terapia Intensiva (uti) foram intubados em virtude de dificuldades respiratórias e de oxigenação.  “Estima-se que 2.600 pacientes foram submetidos à intubação orotraqueal (IOT), dos 79.824 casos registrados naquele país”, explica Cláudia.
Aspectos clínicos
De acordo com a médica, se realizar IOT já é estressante na rotina de urgência e emergência, torna-se muito mais em situação de pressão sobre o sistemas de saúde com recursos restritos, e, ainda, ao se lidar com agente altamente contaminante e que, por isso, demanda de proteção extra para a equipe de saúde. 
No âmbito da covid-19 estima-se que 14% desenvolvem dispneia ou taquipneia; apresentam infiltrado pulmonar maior que 50 % em 48 horas; 61% dos internados em UTI têm Síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA). Além destas, sofrem pelas consequências de disfunções orgânicas múltiplas, como lesão cardíaca, em 23% dos casos em UTI; lesão hepática, em 29%; lesão renal, em 29%; e alterações neurocognitivas, em ⅓ dos pacientes.
Intubação: condutas iniciais
Conceitualmente, o mecanismo que leva a vias aéreas difíceis pode ser dividido em anatômicos ou fisiológicos. O primeiro caso é clássico e se refere a pacientes com alterações morfológicas de suas vias aéreas. Contudo, associa-se a à covid-19 também um componente de dificuldade com origem fisiológica, por conta dos efeitos sistêmicos da doença.
Assim, mesmo em pacientes mais favoráveis anatomicamente, a IOT pode ser tornar desafiadora em portadores de covid-19, em vista da baixa reserva pulmonar e pelo fato de que, em geral, aquela pessoa já vai ser encontrada dessaturando no momento da intubação.  Além disso, o estresse é grande, pois o cenário trazido pelo novo coronavírus não é o habitual: exige do profissional grande habilidade prática em intubação de vias aéreas difíceis e preparação para os planos implícitos em intubação difícil, como A, B, C – e, se necessário D. 
Antes da IOT, deve ser considerada a hipótese de o procedimento dar errado, tornando necessária cirurgia. Por isso, é prudente identificar a membrana cricotireóidea do assistido, com palpação ou escaneamento por ultrassom, marcando o local na pele do paciente. Para visualizar melhor as cordas vocais, recomenda-se o uso de um videolaringoscópio.
O painel internacional sobre intubação em covid-19 a partir de dados obtidos por pesquisadores na área é reproduzido abaixo.
A ideia de ter à disposição vários planos de ação partiu da experiência de médicos que atuaram no front em Wuhan e, ainda, do preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). “Ao fazer uma intubação de paciente com covid 19 é preciso ter tudo funcionando e estratégia de resgate, caso algo dê errado” explica a anestesiologista. O essencial:  fonte de oxigênio acessível e disponível, que consiga chegar até o paciente; auxílio, pois quem está intubando nem sempre consegue fazer tudo sozinho – o ideal é ter outro colega clínico ou intensivista de stand by, paramentado; monitoramento adequado ao paciente; e ventilador disponível e funcionando.
É importante ainda checar a estabilidade hemodinâmica; verificar todos os conectores e, uma vez que o paciente esteja intubado, minimizar ao máximo eventuais desconexões para evitar quebra de barreira capaz de proporcionar aerossolização; bem como, avaliar se o acesso intravenoso está funcional, garantindo que o atendido receba as drogas de maneira efetiva.
Ainda no cenário pré-intubação, algoritmo didático da Sociedade de Via Aérea Difícil sugere ter à mão, antes do procedimento: 
•    cânulas orofaríngeas
•    estiletes para intubação
•    tubos traqueais com vias para aspiração
•    dispositivo supraglótico como máscara laríngea (para resgate)
•    dispositivo para aspiração de via aérea, se possível, aspirador rígido
•    lubrificantes, se necessário
•    fixadores para o tubo
•    seringa para insuflar balonete
•    clamp (braçadeira) é desejável
•    videolaringoscópio é recomendado
Idealmente a proteção do tubo deve ser feita com um êmbolo de seringa, conector swivel ou por clampeamento, com o intuito de reduzir liberação de aerossóis pelo reflexo de tosse do paciente. Somente após a conexão do tubo ao ventilador, o clampeamento deve ser removido.
Paramentação
Não há em literatura informações sobre as chances de profissionais de saúde contraírem covid-19 por procedimentos que resultam liberação de aerossóis. Contudo, em um paralelo com estudos sobre SARS, estima-se que os riscos de contaminação sejam seis vezes maiores em IOT; três vezes, em ventilação não invasiva (VNI); 4.2 vezes em traqueostomia. 2.8 vezes, em ventilação com máscara facial.
“Qualquer procedimento que manipule as vias aéreas carrega um risco de contágio do profissional”, explica a especialista no assunto. Nessa conjuntura, a importância da paramentação é percebida por algumas especificidades. Por exemplo, durante a intubação o fio guia do videolaringoscópio fica a uma distância curta do paciente, o que facilita o contágio da equipe com aerossóis. 
No Brasil são seguidas as recomendações nacionais, porém, quando os equipamentos disponíveis são comparados com os de outros países, observa-se relativa deficiência. 
No decorrer da IOT, a equipe deve ser mínima e estar toda paramentada com EPIs, como máscara N95; face shield; avental impermeável, touca e luva dupla: realizada a intubação, o médico deve retirar a luva de cima, para evitar contaminação de outros materiais dentro da sala.
Após o procedimento, o ideal é que a desparamentação seja feita de maneira atenta e checada por outro membro da equipe. Se possível, fora do ambiente de intubação.
Em manuscrito publicado na New England Journal of Medicine (NEJM) em que os autores abordam a dispersão de micropartículas, é discutida a inclusão de métodos de barreira de proteção, como o uso de caixa de acrílico colocada em volta da cabeça do paciente na IOT, que permite a intubação através dela. Demonstraram-se úteis em manequins, mas apresentam a desvantagens de funcionarem como distratoras, causando atraso no procedimento, mesmo entre os profissionais mais gabaritados. Foi semelhante ao ocorrido com barreiras adaptadas com sacos plásticos.
Ainda sobre as barreiras acrílicas ou plásticas:
•    A tentativa de uso de barreiras pode dificultar os procedimentos e, com isso, aumentar o potencial de contaminação
•    Só utilizar as barreiras de proteção física adicionais com o plástico ou caixas de acrílico após treinamento em manequins
•    O uso pode ser salutar no momento da extubação
•    Garantir que o paciente não reaja durante a intubação pode ser superior à proteção com barreiras
A intubação
A recomendação para o paciente que necessitar intubação por covid-19 é que seja um procedimento rápido, em virtude da baixa reserva pulmonar, e para minimizar os riscos de aerossolização: o “tiro” tem que ser rápido e exige preparação do profissional.
Uma vez que o material esteja separado e a equipe esteja paramentada e protegida, o paciente precisa ser pré-oxigenado com Fi02  a 100%, com a máscara facial coaptada em sua face. O objetivo é promover a desnitrogenização do pulmão do paciente e conferir mais tempo para o procedimento de intubação. No intuito de evitar vazamento de partículas, a literatura descreve conduta simples e eficiente: cobrir o nariz e boca do atendido com gazes umedecidas, que não vão dificultar a passagem do ar.
A sequência rápida de intubação seguindo o Plano A pode ser feita por vídeolaringoscópio (a primeira escolha, por permitir melhor ângulo de visão) ou direta, e se restringir a duas ou três tentativas. Os planos B ou C usam dispositivo supraglótico e também se resumem a duas ou três tentativas. Prevêem decisões quanto a mudar o tipo ou o tamanho do dispositivo e, ainda, em relação a ventilar sob a máscara, perante insucesso. Já o plano D é cirúrgico e corresponde à cricotireoidostomia.
Paper recente apregoa duas estratégias chamadas de He ou She, nas quais o objetivo é agregar maiores mecanismos de proteção e afastar aerossolização, conectando o filtro HEPA diretamente no tubo que vai ser utilizado no videolaringoscópio.
Para avaliar a dificuldade de acesso à via aérea pode-se usar o score MACOCHA sobre previsibilidade de VAD.
Em um check list antes da intubação é imprescindível avaliar:
Monitorização – necessário eletrocardiograma (ECG); oximetria; medição de pressão arterial não invasiva (PANI); capnografia; e checagem de acesso venoso prévio.
Posicionamento – avaliar ramping/decúbito 30º; colocação de coxim occipital; checar cama fixa.
Pré-oxigenação – maior ou igual a 3-5 min ou ETO2 > 85-90%
Otimizar a condição clínica – Fluidos/vasopressor/inotrópico
Aspiração pela sonda nasogástrica (SNG).
Na realização de IOT é preciso:
•    Insuflar o cuff (ou balonete do tubo endotraqueal, dispositivo que serve para obstruir ao redor das vias aéreas) antes de ventilar
•    Checar a capnografia
•    Apertar as conexões
•    Clampear o tubo
•    Evitar desconexões 
•    Introduzir SNG
Ao final do procedimento:
•    Desligar o videolaringoscópio
•    Retirar cuidadosamente os equipamentos
•    Descontaminar os reutilizáveis
Idealmente, a IOT deve obter sucesso na primeira tentativa, mas limita-se a três. Deve-se garantir o adequado bloqueio neuromuscular (BNM), muitas vezes, lançando mão da manobra back up right position (Burp), que consiste no deslocamento da glote para baixo, para cima e para a direita, abrindo espaço ao local de mais fácil visualização. 
No caso de não conseguir promover a intubação, o médico deve verbalizar isso, permitindo que os demais membros da equipe se inteirem da situação. Perante falhas, preconiza-se não insistir, isto é, não realizar múltiplas tentativas, para não aumentar o potencial de liberação de aerossol e de o paciente reagir, pois a manipulação da traqueia é um altíssimo estimulador para a tosse. Se há previsão de dificuldade é preciso contar com equipe cirúrgica presente.
Consensos de revisão de manipulação de vias aéreas sugerem algumas restrições quanto a procedimentos específicos em covid-19. Fazem parte desse contingente médicos maiores de 60 anos; portadores de doenças cardíacas ou pulmonares crônicas; diabetes; cânceres tratados recentemente; imunossuprimidos; e gestantes.
Medicações em sequência rápida de intubação
As medicações a serem usadas na sequência rápida de intubação dividem-se em três enfoques: destinadas ao preparo antes da realização de IOT; hipnóticos; e relaxantes musculares.  Na primeira situação, visando suprimir reflexos durante a intubação, é preconizado o uso de 1 a 3 microgramas por quilo de fentanil (1-3 mcr/kg); e 1,5 mg/kg de lidocaína.
O uso de hipnóticos depende do quadro clínico dos pacientes. Propofol 2 mg/kg é indicado para a supressão de reflexos, mas pode não ser a primeira indicação para pacientes hemodinamicamente instáveis, podendo ser substituídos por cetamina 1-2 mg/kg ou etomidato 0,2 - 0,3 mg/kg. No uso de relaxantes musculares, o indicado é a succinilcolina 1-1,5 mg/kg ou, se contraindicada, rocurônio 1,2 mg/kg
Ressalte-se em IOT:
•    Uma vez induzido, retirada a consciência, e promovido o relaxamento muscular, o paciente NÃO DEVE ser ventilado
•    Caso o relaxante usado seja succinilcolina, atentar as mioclonias e aguardar seu término para iniciar a laringoscopia
•    Sempre realizar a intubação com o uso do fio guia
•    Solicitar ao membro mais experiente e habilidoso da equipe para fazer a primeira tentativa
•    A ventilação não é desejada, mas essencial perante falhas
A sequência atrasada de intubação pode ser usada em covid?
Tal conceito não agrada a especialista em vias aéreas difíceis, pela possibilidade de o paciente ventilar espontaneamente e dispersar aerossol. “O plano é mantê-lo em ventilação espontânea e fazer a cetamina para ganhar mais tempo na pré-oxigenação”.
Segundo ela, o paciente vai estar instável, com uma má troca: não é o tempo de oxigenação que vai melhorar esses níveis de saturação, ou seja, não fará muita diferença.  “Minha intubação servirá para permitir a ventilação mecânica, não é terapêutica. É só um mecanismo pelo qual vou conseguir ventilar”.
Filtros disponíveis
No processo de IOT têm-se à disposição vários tipos de filtros, desde os filtros ULPA (ultra-low particulate air), não muito disponíveis no Brasil, porém, que seriam o topo da lista pelo potencial viral e bacteriológico; filtros HEPA (high efficiency particulate arrestance), e filtros HME (heat and moisture exchanger), todos com filtragem tanto bacteriológicas e virais.
O  HME é mais utilizado próximo ao tubo acoplado ao paciente, em virtude da vantagem de constituir-se num trocador de umidade e de calor: como vai ficar um bom tempo intubado, se passar por ventilação mecânica, o doente receberá fluxos de gás fresco, e seco, levando ao ressecamento na orofaringe, e formação de rolhas, capazes de dificultar sua recuperação em médio e longo prazos. 
Mensagens principais da especialista em vias aéreas, Cláudia Simões:
•    planejem o acesso da via aérea
•    priorize a segurança da equipe para evitar contaminação
•    sempre tenham por perto profissionais treinados para manuseio da via aérea
•    evitem o reflexo de tosse (“bucking”), garantindo a imobilidade do paciente antes do manuseio de sua via aérea
•    tenham sempre um plano B caso o A falhe
•    Pensem que o pior pode acontecer, pequem pelo excesso 
•    Treinem, contando com colegas anestesiologistas. O treinamento deve ocorrer a todos os médicos que queiram, como cirurgiões e clínicos.
Vejam a integra da live
 Também estão disponíveis as lives:
Atestado de óbito na covid-19
Achados histopatológicos e Histopatológicos da covid-19
Impacto da covid-19 na saúde mental do médico e da população
Ventilação mecânica e covid-19
Manejo clínico da covid-19
Aspectos sanitários da covid-19

Epidemias já fizeram 3 bilhões de vítimas no mundo


Do ponto de vista histórico, o coronavírus ainda é um mal menor. Por causa das rotas comerciais, doenças assolaram principalmente a Europa
Por Carla Aranha - access_time Publicado Exame em 17 mar 2020, 19h39 

Voluntários verificam a temperatura de quem passa nas ruas de Gênova, Itália, segundo país com o maior número de infectados pelo coronavírus (Nazionale Anpas/Divulgação)

Pode parecer até exagero, mas nos últimos 1.500 anos mais de 3 bilhões de pessoas no mundo morreram em decorrência de doenças provocadas por novos vírus e bactérias. Do ponto de vista histórico, portanto, o número de vítimas fatais do coronavírus é ainda pequeno: quase 8.000 mortos no mundo.
Por volta do ano 540, muita gente pensou que o mundo ia acabar. Marinheiros de navios mercantes do Mar Negro, entre a Europa e a Turquia, começaram a morrer repentinamente. Em geral, os navios atracavam em portos da Itália.
A doença ficou conhecida como praga de Justiniano, nome do imperador romano da época. As embarcações chegavam com ratos infectados por pulgas que carregavam uma bactéria mortal para os seres humanos.
Os infectados apresentavam inchaço nos nódulos linfáticos, no pescoço, virilha e axilas, além de necrose nas mãos e nos pés. O vírus acabava matando o doente em poucos dias. A doença chegou ao norte da África e ao Oriente Médio. Também se alastrou pela Europa. Mais de 30 milhões de pessoas morreram.
“As primeiras epidemias foram causadas por bactérias endêmicas em roedores, como acontece até hoje”, diz Dave Wagner, professor de ciências biológicas na Northen Arizona University e autor de estudos sobre as primeiras bactérias que dizimaram populações.
“A diferença é que hoje existem os antibióticos.” A penicilina, descoberta em 1928, marcou um passo importante no combate às infecções bacteriológicas. “Como os vírus geralmente têm uma grande capacidade de mutação, são eles que mais nos afetam atualmente”, afirma.
A falta de boas condições sanitárias e remédios fizeram com que milhões de pessoas não resistissem às infecções. A pior delas foi a peste negra, que surgiu em 1346. “A pandemia começou quando os chineses atacaram embarcações mercantes italianas no litoral da Crimeia para interromper o fluxo do comércio europeu”, diz o historiador Ole Benedictow, professor emérito de história na Universidade de Oslo, na Noruega e autor do livro A Peste Negra, 1346-1353: a História Completa.
“Os navios voltaram para a Itália, de onde a doença se espalhou para a toda a Europa, o norte da África e o Oriente Médio, em boa parte devido ao comércio entre essas regiões”, afirma.
A doença foi provocada por uma nova cepa da bactéria que causou a praga de Justiniano. Com mais gente morando nas cidades, muitas vezes em locais insalubres, o número de mortos ultrapassou a casa dos 65 milhões.
A peste provocava gangrena nas extremidades do corpo, que ficavam negras. Mas não era só isso. Os doentes tinham febre alta, complicações pulmonares e fortes dores. Para se proteger, muita gente começou a usar máscaras de metal, equivalentes às atuais máscaras de papel. Ervas eram usadas para purificar as casas e espantar as pulgas que transmitiam a doença.
No século 16, os historiadores desistiram de catalogar o surgimento de novas doenças, tal a quantidade delas. A boa notícia é que as pragas não eram tão virulentas. Ocorreram surtos de febre amarela, tifo, sarampo, hepatite e lepstospirose principalmente na Europa. Cerca de 3 milhões de pessoas morreram.
gripe espanhola, provocada por um vírus, assombrou o mundo em 1918, ao final da Primeira Guerra Mundial. Mais de 75 milhões de pessoas morreram, globalmente, em razão da primeira versão do H1N1.
A boa notícia é que com a invenção da penicilina e a evolução da ciência, foi ficando mais fácil criar novos tratamentos e vacinas. Claro, isso não vale para todas as doenças, ainda mais para aquelas que surgem da mutação de vírus, como Codiv-19.
Na década de 1990, a descoberta de um coquetel antiviral para o HIV ajudou a salvar milhares de vidas. Agora, a nova missão da ciência é desenvolver uma vacina para o novo coronavírus — até lá, o melhor mesmo é seguir as recomendações da comunidade médica e se proteger.



Queda no número de leitos e pico de internações por doenças respiratórias em abril e maio são desafios diante de coronavírus em SP

Dados do DataSus mostram queda de 5% no número de leitos básicos em 10 anos. Pico de doenças respiratórias coincide com auge do Covid-19, e pode faltar respirador em SP, dizem médicos. Governo de SP diz que vai reservar mil novos leitos de UTI.
Por Iuri Barcelos, Patrícia Figueiredo e Beatriz Borges, TV Globo e G1 SP — São Paulo - 21/03/2020 06h00  Atualizado há 4 horas

Leito isolado do Hospital das Clínicas de São Paulo pode receber pacientes graves do coronavírus — Foto: Reprodução/TV Globo
O estado de São Paulo pode sofrer com a falta de leitos hospitalares e respiradores para pacientes graves com coronavírus, segundo especialistas ouvidos pelo G1. O pico de internações por doenças respiratórias coincide com o auge previsto para o Covid-19, segundo dados do DataSus, o sistema de informações do Sistema Único de Saúde (SUS). O sistema mostra ainda que o número de leitos hospitalares na rede pública e privada disponíveis no estado de São Paulo caiu nos últimos quatro anos.
Estado de SP prevê pico de casos de coronavírus entre abril e maio
Prefeitura de SP promete aumentar número de leitos de UTI após coronavírus
A queda, de 2,5%, é relativa à quantidade total de leitos ativos (incluindo leitos básicos de internação e também os de UTI) nos sistemas de saúde público e particular. Em 2015, o sistema teve em média 109,5 mil leitos disponíveis. Em 2019, foram 106,8 mil.
O declínio é mais acentuado quando analisados apenas os leitos básicos: em 2009, São Paulo teve em média 96,6 mil leitos deste tipo. Em 2019, a média caiu 5,5% para 91,4 mil unidades ativas.
"Vai haver falta de leitos, na minha opinião, porque nós estamos tendo em um espaço muito curto de tempo um aumento muito grande da demanda", explica o médico sanitarista e professor da USP, Gonzalo Vecina.
O governo de São Paulo afirma que vai "reservar reserva de mil novos leitos de UTI para o atendimento a casos do Covid-19" (veja abaixo a íntegra da nota da Secretaria Estadual de São Paulo).
"Se a demanda fosse um pouco mais espalhada, talvez a gente conseguisse absorver, mas a demanda está sendo muito concentrada no tempo, isso vai gerar um stress na rede existente", acredita Vecino.
Para Francisco Balestrin, presidente do Colégio Brasileiro de Executivos de Saúde, a queda no número de leitos em São Paulo faz parte de uma tendência de menor procura por leitos de internação no país.
"Esse processo todo de diminuição de leitos ele vem seguindo uma tendência nos últimos 5 anos no nosso país, porque no fundo, no fundo, você está diminuindo a necessidade de leitos porque as pessoas no fundo estão se tratando mais, estão fazendo tratamentos ambulatoriais, estão fazendo tratamentos mais em casa", avalia Balestrin.
"No coronavírus, ocorre exatamente o contrário, como as pessoas usam durante muito tempo o leito de terapia intensiva, você precisa criar mais leitos, vai contra a tendência dos últimos anos", completa.
Pico de doenças respiratórias
Além da queda no número de leitos, os dados compilados pelo G1 e TV Globo mostram ainda que o pico de internações por doenças respiratórias acontece nos meses de abril e maio. Essas doenças são a quarta principal causa de internações no sistema de saúde do estado de São Paulo. O governo de São Paulo estima que o pico de casos de coronavírus no estado deve ocorrer entre meados de abril e maio.
Dados do Datasus mostram que, no período de 2009 a 2019, o mês de maio teve, em média, 24.483 internações por doenças respiratórias em São Paulo, enquanto o mês de abril teve média de 25.185 internações do tipo no estado. São os meses com mais internações do tipo no ano.
Para os médicos, o fato de o surto de coronavírus acontecer na mesma época em que os sistemas já estão sobrecarregados com internações de doenças respiratórias poderá ocasionar uma maior demanda por equipamentos especializado.
"A gente vai ter uma sobreposição da epidemia [de coronavírus] com a maior incidência de doenças respiratórias. É uma sobrecarga a mais no sistema", explica o pneumologista Rogério de Souza.
"O suporte ventilatório que você dá para alguém que tem insuficiência respiratória pelo coronavírus, os equipamentos que você usa para os suportes ventilatórios são os mesmos usados para internações respiratórias", lembra de Souza.
O sanitarista Gonzalo Vecino, da USP, concorda que os equipamentos necessários serão disputados devido à sobreposição de coronavírus e internações por outras doenças respiratórias.
"Quando o cara precisa ser entubado, fazer respiração artificial, entrar na máquina para entubar, o equipamento é o mesmo, tanto faz se é gripe ou coronavírus. Essa pneumonia do coronavírus é uma pneumonia que usualmente está sendo tratada com respiração artificial, então, é um complicador a concomitância dos picos", afirma Vecino.
Taxa de ocupação de UTIs
Outro desafio apontado por especialistas no combate ao coronavírus em São Paulo é a alta taxa de ocupação dos leitos de UTI do estado. Em entrevista coletiva, o secretário estadual da Saúde estimou em 85% a taxa média de ocupação dos chamados leitos complementares no estado. Já o coordenador do centro de contingência contra o coronavírus, David Uip, disse que a média é cerca de 90%.
Uip afirma que, além da criação de novas UTIs, será necessário aprimorar a gestão desses leitos.
"Tem que tirar os entraves para que todos os procedimentos aconteçam rapidamente. Às vezes o indivíduo não tem alta por conta de falta de implante de marca-passo. Aqueles doentes crônicos de UTI nós temos que ter um respaldo de encaminhamento. Estamos discutindo os moradores de UTI, como fazer para resolver isso, sempre preservando a saúde o bem-estar de todos os envolvidos", disse Uip.
Para Vecino, sanitarista e professor da USP, a redução no total de leitos no estado nos últimos dez anos é mais grave sob a óptica das mudanças nas taxas de permanência e de ocupação.
"Se a média de permanência cai e a taxa de ocupação sobe você pode ter menos leitos porque você vai aumentar o giro", explica Vecino.
Uip reconhece que, além da necessidade de novos leitos de UTI, será necessário investir em mais equipamentos de respiração mecânica para equipar leitos comuns e transformá-los em UTIs respiratórias:
"Eu entendo que nós vamos ter uma dificuldade em relação aos respiradores. Hoje há uma concorrência muito forte no mundo inteiro na compra de respiradores. O ministro afirmou que está negociando com outros países, aqueles que já passaram por isso, para talvez ter alguma forma de trazer esses respiradores para o Brasil", disse Uip em entrevista coletiva nesta quinta-feira (19).
Entretanto, para Francisco Beldrino, apesar da grande importância da falta de equipamentos, a falta de pessoal pode ser o maior gargalo no tratamento do novo coronavírus em São Paulo.
"Cama você compra, equipamento de modo geral você consegue montar, medicamento de alguma forma chega, mas pessoas treinadas, pessoas que estão acostumadas a lidar com esse tipo de paciente, eu acho que isso vai ser um dos maiores desafios", afirma Balestrin.
Veja a nota da Secretaria Estadual da Saúde:
O Governador João Doria anunciou nesta quinta-feira (12) a ampliação das medidas de enfrentamento ao novo coronavírus em todas as regiões do estado de São Paulo. A principal delas é a reserva de mil novos leitos de UTI para o atendimento a casos do covid-19. Doria disse que não há razão para pânico e reforçou a importância da campanha de comunicação e prevenção para evitar o alastramento da doença.
"É o que denominamos de rede de enfrentamento contra o vírus. São novas medidas de prevenção e medidas incrementais, como mais leitos, medicamentos, equipamentos e profissionais de saúde. Mais mil leitos de UTI serão disponibilizados no estado de São Paulo. Outra recomendação é aumentar os cuidados especiais com as pessoas de 60 anos", afirmou Doria. "Neste momento, no dia 12 de março, não há nenhuma razão para pânico ou medidas extremadas no estado de São Paulo em razão do coronavírus", acrescentou.
Doria concedeu entrevista ao lado do Prefeito de São Paulo, Bruno Covas, o Secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann Ferreira, e o Coordenador do Centro de Contigência do coronavírus em São Paulo, o médico infectologista David Uip.
No momento, a prioridade é garantir atendimento a pessoas mais suscetíveis ao quadro grave do coronavírus, que são pessoas com idade a partir de 60 anos, portadores de doenças crônicas graves e imunodeprimidos, como pacientes que passam por quimioterapia. A meta é que os serviços de saúde das redes pública e privada estejam preparados para atender e orientar todos os pacientes com rapidez, segurança e qualidade.
"Não é uma decisão de ordem política, o instinto de um governador ou uma medida de ordem administrativa. É de ordem sanitária e de saúde pública. Com o devido cuidado para não levar pânico para a população e nem antecipar processos [de isolar toda a população], porque os efeitos são extremamente nocivos para a vida das pessoas e a economia de uma região ou país. Temos que tratar disso com bom senso, equilíbrio e avaliações diárias", disse Doria. "Não é razoável paralisar, de maneira precipitada, um estado com quase 46 milhões de habitantes", completou o Governador.
O Coordenador do Centro de Contingência do coronavírus corroborou a decisão do Governo do Estado e reforçou a recomendação de cuidados diários para evitar o alastramento do coronavírus.
Na terça (17), o Centro de Contingência vai reunir diretores regionais de Saúde e de 100 hospitais da rede estadual para indicar os protocolos clínicos de atendimento a casos suspeitos ou confirmados. A meta é uniformizar os serviços e definir critérios para internação de pacientes com coronavírus nos leitos de UTI, inclusive na rede privada.

As grandes epidemias que já surgiram na China

ISTO É - TECNOLOGIA & MEIO AMBIENTE - AFP - 22/01/20 - 13h32 - Atualizado em 23/01/20 - 00h56

Resultado de imagem para EPDEMIAS DA CHINA
Várias epidemias virais importantes surgiram na China nas últimas décadas, como o novo coronavírus, que apareceu em dezembro na cidade de Wuhan (centro).

– 2003: SARS –

O vírus da SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave) surge no final de 2002 no sul da China depois de ser transmitido por morcego, seu “reservatório natural”, para o homem pelo civet asiático de palma, um mamífero selvagem que é vendido nos mercados do sul da China por causa de sua carne.

Esse “coronavírus” (vírus em forma de coroa) é terrivelmente contagioso e causa pneumonias agudas, às vezes fatais.

Desde 2003, causou uma verdadeira psicose na Ásia, principalmente na China, Hong Kong e Singapura.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou em 12 de março um alerta de saúde internacional.

A epidemia deixou 774 mortos, de um total de 8.096 pessoas afetadas em cerca de trinta países.

China e Hong Kong concentraram 80% das vítimas.

– 1997: gripe aviária A (H5N1) –

A gripe aviária A (H5N1) matou pela primeira vez em Hong Kong em 1997, e fez seis vítimas fatais. Em seguida, reapareceu em 2003 no sudeste da Ásia, com um total de 282 mortes em 468 casos em 15 países (balanço da OMS para 2003-2009).

Mas esse vírus afeta aves, principalmente aves domésticas, e as infecções em seres humanos se devem ao contato direto com esses animais.

Portanto, não é possível falar de uma epidemia humana de gripe aviária, uma vez que a transmissão entre seres humanos foi mínima.

O medo é uma evolução do vírus para uma forma facilmente transmissível de homem para o homem.

– 1968: gripe de Hong Kong –

Um novo vírus da gripe tipo A (um dos três tipos de gripe sazonal) se espalha desde julho de 1968 em Hong Kong, onde infecta meio milhão de pessoas, ou seja, 15% da população, antes de se espalhar para a Ásia e depois para os Estados Unidos e Europa.

Essa pandemia causou uma forte mobilização internacional, coordenada pela OMS.

O saldo dessa pandemia é estimado em um milhão de mortes (número citado pela agência dos Estados Unidos para vigilância e prevenção de doenças, CDC).

– 1957: gripe asiática –

Os primeiros casos dessa gripe, também do tipo A, foram detectados em fevereiro de 1957 na província chinesa de Guizhou (sudoeste).


O vírus então se espalha por toda a China e por toda a Ásia e depois em todo o mundo, causando a pandemia mais importante desde a gripe espanhola de 1918, com um total estimado de 1,1 milhão de mortos (segundo CDC).

CURIOSIDADES - PARA OS NASCIDOS EM 29 DE FEVEREIRO -

Quem nasce em 29 de fevereiro faz aniversário quando?
Este sábado vai ser especial para os nascidos neste dia, que fazem parte da seletíssima estatística de uma chance em 1.461 nascimentos no dia 29 de fevereiro em anos bissextos.

O ano bissexto foi criado pelos romanos para adequar o nosso calendário ao tempo que a Terra leva para dar uma volta completa em torno do Sol. Como essa volta ao redor do Sol leva exatamente em 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 36 segundos, há uma “sobra” de 24 horas no calendário a cada quatro anos. Essa “sobra” é o dia 29 de fevereiro.

Quando uma criança nasce no dia 29 de fevereiro, fica a dúvida dos pais de em qual data fazer a Certidão de Nascimento. Elizabete Vedovatto, presidente do Instituto De Registro Civil De Pessoas Naturais do Paraná (Irpen-PR), garante que a regra é clara: o registro no documento é no próprio dia 29 de fevereiro do ano em que a pessoa nasceu. Os registradores devem cumprir a informação que vem no documento de nascido vivo (DNV) que é preenchido pelo profissional de saúde no ato do nascimento. “Portanto, a data de nascimento na certidão será sempre a data correta, neste caso, 29 de fevereiro”, reforça Elizabete.

Se no documento não há dúvidas, a comemoração do aniversário é outra conversa. Como o dia 29 de fevereiro só acontece a cada quatro anos, a pessoa, no fim, tem que escolher uma data para comemorar nos anos que não são bissextos. Ou seja, o bolo e o “Parabéns pra você” ficam para o dia 28 de fevereiro ou 1.° de março nesses anos.

Nascidos em 29 de fevereiro

No último ano bissexto, em 2016, o Paraná registrou 972 nascimentos no dia 29 de fevereiro. O estado ficou atrás apenas de São Paulo (3.609), Minas Gerais (1.680) e Rio de Janeiro (1.005).
Em Curitiba, 174 pessoas nasceram no dia 29/02/2016. Nas demais cidades do Paraná, Londrina teve 38 nascimentos na data quatro anos atrás, Foz do Iguaçu teve 38, São José dos Pinhais com 34, Maringá teve 32, em Ponta Grossa foram 30 e em Cascavel 30 crianças nasceram na data. Os dados são da Central de Informações do Registro Civil (CRC Nacional).

O CÂNCER DA PRÓSTATA - Faça exames regularmente e previna-se do câncer.


Fonte: Folder - A.C.Camargo Câncer Center
Centro Integrado do Diagnóstico, Tratamento, Ensino e Pesquisa


Próstata


A próstata é uma glândula do tamanho de uma noz que só os homens têm. Fica logo abaixo da bexiga, em frente ao reto e à uretra. 
O canal que transporta urina e passa através dela. A próstata contém pequenas glândulas especializadas que produzem parte do liquido seminal ou sêmen, que protege e nutre os espermatozoides.

O que é câncer de próstata?

É um tumor que se desenvolve quando as células da glândula da próstata se multiplicam e crescem descontroladamente.

Na maioria dos casos, o tumor cresce lentamente, levando mais de 10 anos para alcançar 1 cm³.
A realização de exames a partir dos 50 anos é essencial para diagnosticar precocemente a doença, quando as chances de sucesso no tratamento podem ser de 90%. Se você tem histórico do câncer na família, o rastreamento deve começar a partir dos 45 anos.

O toque retal é um exame indispensável para o diagnóstico, pois permite detectar se há ou não alteração na próstata. Recorre-se a esse exame porque o reto é a única via natural de acesso à próstata, estando muito próximo a essa glândula. Caso o diagnóstico seja positivo, outros exames serão feitos.

Fatores de risco

Além do envelhecimento natural e do histórico familiar, a má alimentação e hábitos de vida não saudáveis, como o sedentarismo, o consumo do tabaco e álcool, influenciam no desenvolvimento do tumor.

Adote uma dieta rica em alimentos que são fontes de licopeno, como tomate e frutas vermelhas, e pratique atividades físicas, pois podem auxiliar na prevenção da doença. A combinação do exame de sangue, que avalia os níveis de PSA, e do exame de toque retal são as principais formas de diagnóstico de um tumor de próstata.
Outros exames, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, podem ser solicitados pelo médico especialista para auxiliar no diagnóstico, mas somente a biópsia poderá confirmar ou não a presença de um câncer.

Quais são os principais sintomas da doença?

Na fase inicial, o câncer de próstata não causa sintomas, mas pode apresentar:

- Dor ou queimação ao urinar.
- Jato urinário fraco.
- Necessidade frequente de urinar, principalmente a noite.
- Presença de sangue na urina.

Sintomas como esses são associados ao crescimento benigno da próstata, mas podem estar relacionados ao câncer e servem como sinais de alerta. É importante destacar que a presença de um ou mais desses sinais não significa que você esteja com câncer de próstata, pois outras doenças apresentam sintomas semelhantes. Por isso, é fundamental consultar o médico para o correto diagnóstico e indicação do tratamento.









CÂNCER DE MAMA - 0 diagnóstico precoce aumenta a chance de sucesso no tratamento

Fonte: Folder do A.C.Camargo Câncer Center
Centro Integrado de Diagnóstico, Tratamento, Ensino e Pesquisa.

Mama
O câncer de mama é resultado da multiplicação desordenada de células anormais, que formam o tumor. As chances de sucesso no tratamento superam 90% quando diagnosticado precocemente.

Principais 
sintomas

Nas fasess inciais, não há sintomas, por isso é importante consultar anualmente um especialista.
Mas quando há sintomas, eles podem ser:

* Aparecimento de nódulo no seio, acompanhado ou não de dor.
* Inchaço em parte do seio.
* Irritação da pele ou aparecimento de irregularidades, como covinhas, franzidos ou aspecto de               casca de laranja
* Dor, inversão, vermelhidão ou descamação do mamilo.
* Saída de secreção (não leite) pelo mamilo.
* Nódulos nas axilas.

Fatores
de risco

Alguns fatores podem estar relacionados ao desenvolvimento do câncer de mama, que, nas mulheres, a incidência é 100 vezes maior do que em homens. A exposição a um ou mais fatores de risco não significa que você vá desenvolver a doença.
  • Fatores genéticos: históricos de câncer em membros da família. Em casos, pode ser necessário acompanhamento médico mais frequente.
  • Idade: o risco de câncer de mama aumenta de acordo com a idade. Os exames de rastreamento devem começar a partir dos 40 anos.
  • Inicio da menstruação antes dos 12 anos de idade e da menopausa acima dos 55 anos.
  • Não ter tido filhos ou não ter amamentado.
  • Estar acima do peso.
  • Utilizar reposição hormonal durante a menopausa por período superior a 5 anos.

Diagnóstico
precoce

A principal forma de diagnóstico precoce é a mamografia. Deve ser realizada anualmente a partir dos 40 anos de idade e, dependendo do histórico familiar e da avaliação do especialista, pode ser iniciada em uma idade mais precoce.

Outras medidas importantes relacionadas à saúde que podem diminuir o risco do desenvolvimento do câncer de mama:
  • Mantenha o peso adequado.
  • Pratique atividade física regularmente.
  • Evite a ingestão de bebidas alcoólicas.
  • Se tiver filhos, amamente-os.
  • Adote alimentação saudável, rica em frutas, legumes e verduras.
  • É importante a mulher familiarizar-se com sua mama no autoexame, porém, quando falamos de diagnóstico precoce, a mamografia é o principal exame para detectar tumores ainda muito pequenos.
  • Antes de iniciar uma reposição hormonal, avalie com seu médico os riscos e benefícios.

HOMILIA DOMINICAL 30 DE AGOSTO DE 2026 22º DOMINGO DO TEMPO COMUM Leitura do Dia Primeira Leitura Leitura do Livro do Profeta Jeremias - 20,...