SANTA RITA DE CÁSSIA, RELIGIOSA AGOSTINIANA

SANTUÁRIO SANTA RITA DE CÁSSIA - LONDRINA
A pequena periferia de Roccaporena, na Úmbria, foi berço de Margarida Lotti, provavelmente por volta de 1371, chamada com o diminutivo de “Rita”. Seus pais, humildes camponeses e pacificadores, procuraram dar-lhe uma boa educação escolar e religiosa na vizinha cidade de Cássia, onde a instrução era confiada aos Agostinianos. Naquele contexto, amadurece a devoção a Santo Agostinho, São João Batista e São Nicolau de Tolentino, que Rita escolheu como seus protetores.

Rita, mulher e mãe

Por volta de 1385, a jovem se uniu em matrimônio com Paulo de Ferdinando de Mancino. A sociedade de então era caracterizada por diversas contendas e rivalidades políticas, nas quais seu marido estava envolvido. Mas a jovem esposa, através da sua oração, serenidade e capacidade de apaziguar, herdadas pelos pais, o ajudou a viver, aos poucos, como cristão de modo mais autêntico. Com amor, compreensão e paciência, a união entre Rita e Paulo tornou-se fecunda, embelezada pelo nascimento de dois filhos: Giangiacomo e Paulo Maria. Porém, a espiral de ódio das facções políticas da época acometeram seu lar doméstico. O esposo de Rita, que se encontrava envolvido, também por vínculos de parentela, foi assassinado. Para evitar a vingança dos filhos, escondeu a camisa ensanguentada do pai. Em seu coração, Rita perdoou os assassinos do seu marido, mas a família Mancino não se resignou e fazia pressão, a ponto de desatar rancores e hostilidades. Rita continuava a rezar, para que não fosse derramado mais sangue, fazendo da oração a sua arma e consolação. Entretanto, as tribulações não faltaram. Uma doença causou a morte de Giangiacomo e de Paulo Maria; seu único conforto foi pensar que, pelo menos, suas almas foram salvas, sem mais correr o risco de serem envolvidos pelo clima de represálias, provocado pelo assassinato do marido.

Monja agostiniana

Tendo ficado sozinha, Rita intensificou sua vida de oração, seja pelos seus queridos defuntos, seja pela família de Mancino, para que perdoasse e encontrasse a paz.
Com a idade de 36 anos, Rita pediu para ser admitida na comunidade das monjas agostinianas do Mosteiro de Santa Maria Madalena de Cássia. Porém, seu pedido foi recusado: as religiosas temiam, talvez, que a entrada da viúva de um homem assassinado pudesse comprometer a segurança do Convento. No entanto, as orações de Rita e as intercessões dos seus Santos protetores levaram à pacificação das famílias envolvidas na morte de Paulo de Mancino e, após tantas dificuldades, ela conseguiu entrar para o Mosteiro.
Narra-se que, durante o Noviciado, para provar a humildade de Rita, a Abadessa pediu-lhe para regar o troco seco de uma planta e que sua obediência foi premiada por Deus, pois a videira, até hoje, é vigorosa. Com o passar dos anos, Rita distinguiu-se como religiosa humilde, zelosa na oração e nos trabalhos que lhe eram confiados, capaz de fazer frequentes jejuns e penitências. Suas virtudes tornaram-se famosas até fora dos muros do Mosteiro, também por causa das suas obras de caridade, juntamente com algumas coirmãs; além da sua vida de oração, ela visitava os idosos, cuidava dos enfermos e assistia aos pobres.

A Santa das rosas

Cada vez mais imersa na contemplação de Cristo, Rita pediu-lhe para participar da sua Paixão. Em 1432, absorvida em oração, recebeu a ferida na fronte de um espinho da coroa do Crucifixo. O estigma permaneceu, por quinze anos, até à sua morte. No inverno, que precedeu a sua morte, enferma e obrigada a ficar acamada, Rita pediu a uma prima, que lhe veio visitar em Roccaporena, dois figos e uma rosa do jardim da casa paterna. Era janeiro, período de inverno na Itália, mas a jovem aceitou seu pedido, pensando que Rita estivesse delirando por causa da doença. Ao voltar para casa, ficou maravilhada por ver a rosa e os figos no jardim e, imediatamente, os levou a Rita. Para ela, estes eram sinais da bondade de Deus, que acolheu no Céu seus dois filhos e seu marido.
Santa Rita expirou na noite entre 21 e 22 de maio de 1447. Devido ao grande culto que brotou logo depois da sua morte, o corpo de Rita nunca foi enterrado, mas mantido em uma urna de vidro. Rita conseguiu reflorescer, apesar dos espinhos que a vida lhe reservou, espalhando o bom perfume de Cristo e aquecendo tantos corações no seu gélido inverno. Por este motivo e em recordação do prodígio de Roccaporena, a rosa é, por excelência, o símbolo de Rita.

Leão XIV inicia seu ministério: "É a hora do amor! Olhem para Cristo e aproximem-se Dele"

“Fui escolhido sem qualquer mérito e, com temor e tremor, venho até vocês como um irmão que deseja fazer-se servo da fé e da alegria”, disse Leão XIV na missa de início de pontificado. O Santo Padre expressou o desejo de uma Igreja unida, que seja fermento para um mundo reconciliado. E se emocionou ao receber o Anel do Pescador.

Bianca Fraccalvieri – Vatican News

“Esta é a hora do amor!”

O Papa Leão XIV presidiu à Santa Missa de início do seu ministério petrino numa Praça São Pedro lotada de fiéis e autoridades civis e religiosas. Antes da cerimônia, o Pontífice passou de papamóvel, pela primeira vez, por entre as 200 mil pessoas presentes, que se aglomeram também na “Via della Conciliazione”, que dá acesso à Praça.

A solene cerimônia teve início dentro da Basílica Vaticana, em oração diante do túmulo do Apóstolo São Pedro, junto com os Patriarcas das Igrejas Orientais. De lá, o Evangeliário, o Pálio e o Anel do Pescador foram levados em procissão para o Altar no adro da Praça São Pedro, enquanto o coro entoava a ladainha de todos os santos.
A oração diante do túmulo do Apóstolo Pedro

Após a proclamação do Evangelho, três cardeais das três ordens (diáconos, presbíteros e bispos) aproximaram-se de Leão XIV para o momento das insígnias episcopais “petrinas”: o card. Mario Zenari impôs-lhe o Pálio e o card. Luis Antonio Tagle entregou-lhe o Anel do Pescador, num dos momentos mais tocantes da missa, com o Papa contendo a emoção. A cerimônia prosseguiu com o rito simbólico de “obediência”, prestado ao Papa por doze representantes de todas as categorias do Povo de Deus, provenientes de várias partes do mundo, entre eles, o cardeal brasileiro Jaime Spengler. Na sequência, o Pontífice pronunciou a sua homilia.

"Fui escolhido sem qualquer mérito"

 Leão XIV saudou a todos “com o coração cheio de gratidão” e uma das frases mais célebres de Santo Agostinho: «Fizeste-nos para Vós, [Senhor,] e o nosso coração está inquieto enquanto não repousar em Vós» (Confissões, 1,1.1).

O Santo Padre recordou os últimos dias, vividos de maneira intensa com a morte do Papa Francisco, “que nos deixou «como ovelhas sem pastor»”. À luz da ressurreição, enfrentamos este momento e o Colégio Cardinalício reuniu-se para o Conclave para eleger o novo sucessor de Pedro, “chamado a guardar o rico patrimônio da fé cristã e, ao mesmo tempo, ir ao encontro das interrogações, das inquietações e dos desafios de hoje”.

“Fui escolhido sem qualquer mérito e, com temor e tremor, venho até vocês como um irmão que deseja fazer-se servo da fé e da alegria, percorrendo com vocês o caminho do amor de Deus, que nos quer a todos unidos numa única família.”

Nunca ceder à tentação de ser um líder solitário e acima dos outros
Leão XIV ressaltou as duas dimensões da missão que Jesus confiou a Pedro: amor e unidade.

Jesus recebeu do Pai a missão de “pescar” a humanidade para salvá-la das águas do mal e da morte. Esta missão permanece ainda hoje, de lançar sempre e novamente a rede e navegar no mar da vida para que todos se possam reencontrar no abraço de Deus.

Essa tarefa é possível porque Pedro experimentou na própria vida o amor infinito e incondicional de Deus, mesmo na hora do fracasso e da negação. A Pedro, portanto, é confiada a tarefa de «amar mais» e dar a sua vida pelo rebanho.

“O ministério de Pedro é marcado precisamente por este amor oblativo, porque a Igreja de Roma preside na caridade e a sua verdadeira autoridade é a caridade de Cristo. Não se trata nunca de capturar os outros com a prepotência, com a propaganda religiosa ou com os meios do poder, mas se trata sempre e apenas de amar como fez Jesus.”

Para isso, Pedro e seus sucessores devem apascentar o rebanho sem nunca ceder à tentação de ser um líder solitário ou um chefe colocado acima dos outros, tornando-se dominador das pessoas que lhe foram confiadas pelo contrário, deve servir a fé dos irmãos, caminhando com eles.

“Irmãos e irmãs, gostaria que fosse este o nosso primeiro grande desejo: uma Igreja unida, sinal de unidade e comunhão, que se torne fermento para um mundo reconciliado.”

Imagem de Nossa Senhora do Bom Conselho no altar


Olhar para Cristo!

No nosso tempo, acrescentou o Santo Padre, ainda vemos demasiada discórdia, feridas causadas pelo ódio, a violência, os preconceitos, o medo do diferente, por um paradigma econômico que explora os recursos da Terra e marginaliza os mais pobres.

“E nós queremos ser, dentro desta massa, um pequeno fermento de unidade, comunhão e fraternidade. Queremos dizer ao mundo, com humildade e alegria: Olhem para Cristo! Aproximem-se Dele! Acolham a sua Palavra que ilumina e consola! Escutem a sua proposta de amor para se tornar a sua única família. No único Cristo somos um.”

Este é o espírito missionário que deve nos animar, acrescentou Leão XIV, sem nos fecharmos no nosso pequeno grupo nem nos sentirmos superiores ao mundo.

“Irmãos, irmãs, esta é a hora do amor!”, concluiu o Papa, exortando a construir uma Igreja missionária, que abre os braços ao mundo e anuncia a Palavra.

“Juntos, como único povo, todos irmãos, caminhemos ao encontro de Deus e amemo-nos uns aos outros.”
18/04/2025 - Celebrazione Eucaristica per lá inizio del ministéro Petrino del Vescovo di Roma Leone XIV



China suspende compra de carne de frango do Brasil por 60 dias após 1º caso de gripe aviária em granja comercial
China suspende compra de carne de frango por 60 dias após 1º caso de gripe aviária em granja comercial no Brasil 

Caso foi registrado no Rio Grande do Sul. Ministério reforça que consumo de carne de ave e ovos continua seguro.

Por Redação g1 - 16/05/2025 09h55  Atualizado há 6 minutos

Maior cliente do Brasil na exportação de frango, a China vai interromper a compra dessa carne por 60 dias, após o país registrar o 1º caso de gripe aviária em uma granja comercial em sua história, no Rio Grande do Sul.

A informação foi dada pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, à TV Globo, em Goiás, nesta sexta-feira (16). A medida é adotada automaticamente, como parte de um protocolo acordado entre os países para esse tipo de situação.

A doença foi detectada em uma granja localizada em Montenegro, na Região Metropolitana de Porto Alegre, e comunicada na manhã desta sexta.

O Ministério da Agricultura reforçou que não existe risco no consumo de frango no país (saiba mais aqui).

"A população pode continuar consumindo com segurança e com atestado de qualidade, emitido pelo Ministério da Agricultura, a carne de frango brasileira, com total tranquilidade", disse Fávaro, em entrevista à GloboNews nesta manhã.

Maior exportador do mundo

O Brasil é o maior exportador de frango no mundo. Atrás da China, os maiores compradores são os Emirados Árabes e o Japão, segundo a associação de produtores, a ABPA.

Fávaro disse à GloboNews que o Brasil tem protocolos com alguns países para que a exportação seja bloqueada apenas das regiões onde foi detectado o foco de gripe aviária.

É o caso do Japão e dos Emirados Árabes, além de Reino Unido, Argentina e Arábia Saudita.

"Já a China e a Comunidade Europeia restringem todo o Brasil, temporariamente", destacou o ministro.

"Então, a partir de hoje, por 60 dias, a China não estará comprando carne de frango brasileira", afirmou Fávaro.

O g1 perguntou ao Ministério da Agricultura se a União Europeia também interrompeu as compras do Brasil, e aguarda confirmação. A UE não está entre os principais clientes do país nas vendas de frango.

A Secretaria de Agricultura do RS disse, em coletiva de imprensa, que os protocolos com países podem ser negociados e que, em breve, deve haver manifestação dos países em relação aos embargos.

"Não há risco de contaminação [de gripe aviária] por consumo de ovos e frangos", disse Fávaro, à GloboNews.

"Até porque as pessoas não podem consumidor carne de frango in natura, nem ovos, porque há risco até de outras doenças, como, por exemplo, a salmonella. O processo de cozimento elimina por completo o vírus", afirmou.

"O risco de infecções em humanos pelo vírus da gripe aviária é baixo e, em sua maioria, ocorre entre tratadores ou profissionais com contato intenso com aves infectadas (vivas ou mortas)", acrescenta o governo.

Com a confirmação da doença, a área em Montenegro, no Rio Grande do Sul, foi isolada e as aves restantes foram eliminadas.

A Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul vai investigar se há outros casos em um raio inicial de 10 km da região onde o foco foi identificado.

Caso inédito

Segundo o governo federal, trata-se do primeiro foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) detectado na avicultura comercial do país.

Casos da doença registrados anteriormente no Brasil ocorreram em aves silvestres, ou seja, que vivem soltas na natureza, e em criações para subsistência, que não são comerciais.

ENTENDA: como aves migratórias carregam vírus pelo mundo

Em 2023, por conta desses focos, o Ministério da Agricultura declarou emergência zoossanitária no país.

O vírus da gripe aviária, H5N1, circula desde 2006, especialmente na Ásia, na África e no Norte da Europa. "Nós tivemos a chegada deste vírus em aves migratórias, silvestres, há exatos 2 anos, e tínhamos, infelizmente, a convicção de chegaria a granjas comerciais", disse Fávaro à GloboNews.

"Nenhum país do mundo conseguiu segurar tanto tempo depois da chegada em animais silvestres . O Brasil conseguiu mais 2 anos. Com isso, revisamos diversos protocolos sanitários."

Os Estados Unidos sofreram recentemente com os casos de contaminação em granjas, o que levou à morte de centenas de milhares de aves e fez o preço dos ovos disparar naquele país. Com isso, os EUA passaram a comprar este alimento do Brasil.


Justiça manda bloquear mais de R$ 320 milhões em bens de Crivella, empresários e ex-gestores públicos por irregularidades na pandemia
Crivella na Câmara — Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O pedido de bloqueio feito pelo Ministério Público aponta que o ex-prefeito do Rio e os demais envolvidos praticaram atos lesivos à administração pública, em razão de contratos firmados para reestruturação de hospitais e compra de equipamentos.

Por g1 Rio - 14/05/2025 17h20  Atualizado há 35 segundos

A 3ª Vara da Fazenda Pública da Capital, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), aceitou o pedido do Ministério Público (MP) e concedeu uma decisão liminar que determina o bloqueio de mais de R$ 320 milhões em bens do ex-prefeito do Rio Marcelo Crivella (Republicanos), de ex-gestores municipais, empresários e empresas envolvidos em contratos irregulares durante a pandemia de Covid-19.

A medida foi concedida na segunda-feira (12), em ação civil pública por improbidade administrativa e atos lesivos à administração pública, em razão de contratos firmados com uma empresa para reestruturação de hospitais e compra de equipamentos durante a pandemia. Ao todo, cinco pessoas e cinco empresas foram alvo dos pedidos de bloqueio de bens.

De acordo com o MPRJ, os contratos teriam causado um prejuízo de R$ 68 milhões aos cofres públicos. Entre as irregularidades estão a aquisição de materiais acima da demanda real, falta de proteção cambial em pagamentos em dólar e redução indevida de garantias técnicas.

O cálculo do dano foi feito em parceria com o Tribunal de Contas do Município (TCM-RJ). Os bloqueios individuais variam de R$ 355 mil a R$ 50,5 milhões por réu. A decisão liminar ainda pode ser contestada pelos réus, que têm prazo legal para apresentar defesa.

"Os agentes públicos agiram de forma inequivocamente dolosa, ao favorecer empresa estrangeira que pactuou o pagamento de vantagem indevida ('comissão') sobre os contratos celebrados com a municipalidade, em favor de empresário que, tanto ostensiva quanto ocultamente, colaborou na campanha eleitoral de Marcelo Crivella", destaca trecho da ação.

Além do bloqueio de bens, o Ministério Público também pediu a condenação dos envolvidos com base na Lei de Improbidade Administrativa e na Lei Anticorrupção. As penas sugeridas incluem ressarcimento integral dos danos ao erário e reversão de valores obtidos ilegalmente.

A equipe do g1 procurou a assessoria do ex-prefeito Marcelo Crivella, mas até a última atualização desta reportagem não teve retorno.

Detalhes da decisão

A decisão da Justiça, que o g1 teve acesso, diz que os atos supostamente ilegais são relacionados a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e uma suspeita de favorecimento de uma das empresas citadas na decisão.

Esse favorecimento teria ocorrido em dois contextos principais:

Em licitação na modalidade de pregão presencial para a aquisição de equipamentos para a renovação do parque tecnológico da SMS;

e em contratação emergencial, mediante dispensa de licitação, para a aquisição de equipamentos de proteção individual (EPIs) para o enfrentamento da pandemia de Covid-19.

Ainda de acordo com a decisão, a empresa investigada teria promovido o pagamento de propina de aproximadamente R$ 36,9 milhões. Parte desses recursos, segundo a Justiça, foram destinados para a campanha eleitoral de Marcelo Crivella.

R$ 50 milhões bloqueados de Crivella

Em sua ação, o MPRJ afirma que o ex-prefeito Crivella assinou contratos estipulando a realização de pagamentos em dólares americanos pelo Município do Rio de Janeiro para uma das empresas investigadas, sem uma cláusula que resguardasse os cofres públicos do risco de variação cambial.


Esse tipo de mecanismo é comum em operações que envolve moeda estrangeira. A operação autorizada por Crivella contrariava a sugestão da Procuradoria Jurídica do Rio, segundo o MP.

O órgão indica que havia uma escolha política direcionada a esta forma de contratação pelo ex-prefeito. Essa ausência de proteção cambial gerou uma despesa superior aos R$ 15 milhões.

A ação do MP aponta que os agentes públicos, incluindo Crivella, agiram de forma dolosa ao favorecer a empresa estrangeira investigada que supostamente efetuou o pagamento de propina. A decisão da Justiça determinou o bloqueio de R$ 50 milhões em bens apenas do ex-prefeito Crivella.


Imagens de drone mostram córrego azul após carreta bater em poste e derramar corante em Jundiaí; animais foram resgatados
Imagens de drone mostram córrego azul após carreta bater em poste e derramar corante em Jundiaí (SP) 

Produto químico atingiu ruas e o córrego no Jardim Tulipas, em Jundiaí (SP). Pigmento também tingiu a plumagem de patos e gansos. Quatro animais foram resgatados.

Por TV TEM - 14/05/2025 11h01  Atualizado há uma hora

Imagens captadas por drone mostram o Córrego das Tulipas tomado pelo corante azul que derramou de uma carreta após um acidente em Jundiaí (SP), nesta terça-feira (13). O pigmento também acabou tingindo a plumagem de patos e gansos que vivem no local. Quatro animais precisaram ser resgatados.

É possível ver a água do córrego com uma forte coloração azulada (veja acima). O corante é utilizado para tingir embalagens, como caixas de ovos, e tem odor forte. Segundo apurado pela TV TEM, o motorista estava fora do veículo quando o caminhão desceu e atingiu o poste.

A Associação Mata Ciliar, entidade que desenvolve diversas ações para a conservação da biodiversidade e que tem parceria com diversas prefeituras da região, informou que três gansos e um pato foram resgatados e passaram por procedimentos de desintoxicação.

A equipe da associação também procura por capivaras que costumam ficar na área e que também podem ter sido atingidas pela substância. Na manhã de quarta-feira (14), foram encontrados peixes mortos no córrego. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o Grupo de Resposta a Animais em Desastres disse que equipes estão empenhadas no resgate e tratamento dos animais atingidos.

De acordo com a prefeitura, o acidente provocou o fechamento total da via na entrada do Jardim Tulipas, pois parte da carga também foi derramada na pista. O trecho foi liberado na manhã desta quarta-feira (14).

Patos e gansos ficaram azuis após carreta derramar corante em córrego de Jundiaí (SP)

A Cetesb informou que foi acionada e que acompanha o atendimento à ocorrência. "Ações emergenciais foram adotadas para limpeza e contenção do produto, que chegou na via púbica. O impacto do corante no Córrego alterou as características da água, como a sua cor, e foi observada a mortandade de peixes".

Segundo Domênico Tremaroli, gerente geral da Cetesb, o impacto ambiental é grande, mas deve ser amenizado pelos trabalhos de contenção da substância realizados pela autarquia. "Como o córrego deságua no Rio Jundiaí, a substância já chegou lá. Foram cerca de 2 mil litros de corante despejados na água. Com relação aos animais, não é esperado nenhum efeito maior do que apenas a tintura nas penas. Já na água, nós estamos trabalhando para diminuir o impacto."

Nesta quarta-feira (14), técnicos da agência continuam os trabalhos de fiscalização e o monitoramento do local.

Em nota, a CPFL informou que equipes da companhia foram até o local para ajudar na remoção do veículo e na substituição do poste nesta quarta-feira (14). A autarquia disse que o abastecimento de energia deve ser interrompido durante os trabalhos, mas que o ocorrido não afetou o serviço para os clientes.


Como a trégua entre EUA e China impacta as exportações de soja do Brasil
Entenda como a trégua entre EUA e China impacta as exportações de soja do Brasil 

Os dois países decidiram reduzir as tarifas de importação por 90 dias. Brasil é o maior fornecedor do grão para a China, mas compete por este mercado com os EUA, segundo maior exportador.

As vendas de soja do Brasil para o mercado chinês cresceram no início do ano em meio às trocas de tarifas de importação de mais de 100% entre EUA e China.

O Brasil é o maior fornecedor do grão para a China, mas compete por este mercado com os EUA, que é o segundo maior exportador para o país asiático.

Na segunda-feira (12), porém, os EUA e a China decidiram dar uma trégua e reduziram as tarifas recíprocas por 90 dias.

As taxas dos EUA sobre as importações chinesas passaram de 145% para 30%, enquanto a China reduziu de 125% para 10% a taxa sobre os produtos americanos.

Segundo economistas ouvidos pelo g1:

- a pausa não deve diminuir as exportações de soja do Brasil para a China;

- isso porque os EUA não têm grão para vender no primeiro semestre. A safra do país começa em outubro;

- no entanto, os chineses devem aproveitar os 90 dias para fazer compras antecipadas dos EUA;

- e isso pode reduzir alguns ganhos de exportadores brasileiros (entenda abaixo).

Brasil vai reduzir a exportação de soja para a China?

"Não. Para a safra de 2025, a China vai continuar mantendo os fluxos normais de compra do Brasil", diz Rafael Silveira, analista de mercado da consultoria Safras & Mercado.

"No primeiro semestre, a exportação brasileira vai se manter muito aquecida até porque não tem soja americana agora no mercado. O que tem de safra americana para exportar é velha e é muito pouco", detalha Silveira.

Sazonalmente, o Brasil colhe e exporta mais soja no primeiro semestre, enquanto a safra e as vendas dos EUA acontecem na segunda metade do ano, mais especificamente a partir de outubro.

No entanto, a China deve aproveitar a pausa de 90 dias para fazer compras antecipadas de soja dos EUA, mesmo que elas sejam entregues apenas no final do ano, explica Silveira.

Segundo ele, a taxa de 10% deixa a soja americana mais cara para os chineses, mas a tarifa inicial de 125% "inviabilizava" qualquer compra de grãos dos EUA por parte da China.

De qualquer forma, o novo cenário não deve reduzir o mercado de soja para o Brasil na China.

Desde o primeiro governo Trump (2017-2021), inclusive, os chineses vem reduzindo a sua dependência dos grãos dos EUA.

Qual é o impacto para o Brasil?

Com a redução de tarifa entre EUA e China, a demanda extra da China por soja brasileira tende a diminuir, e o impacto direto disso é na redução dos prêmios de exportação pagos pela soja nacional.

Esse prêmio é um valor adicionado (ágio) ou descontado (deságio) ao preço da soja negociado em Chigago, explica o sócio-diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, Carlos Cogo.

"O prêmio é definido diariamente em um mercado paralelo, que, embora tenha ligação direta com as oscilações do câmbio e dos contratos futuros de Chicago, obedece diretamente a fatores ligados à oferta e à demanda da soja brasileira, tanto internamente quanto externamente."

"Os prêmios [da soja] nos portos brasileiros estavam subindo porque havia uma demanda extra de soja por parte da China. Isso vinha já acontecendo há mais de um mês. Os prêmios estavam positivos em plena colheita, o que não é normal", diz Cogo.

"No dia de hoje [12 de maio], [em que houve acordo entre China e Estados Unidos] os prêmios começaram a declinar. Na verdade, começaram a declinar quando aqueceram as notícias de que eles estariam próximo a um acordo", acrescenta.

Apesar do recuo dos prêmios, o preço da soja na bolsa de Chicago fechou com alta de 1,81% na segunda-feira (12).

Silveira, do Safras, destaca que os prêmios de exportação da soja brasileira podem cair mais no segundo semestre.

"Era pra ser uma situação contrária. Pelo que estava se desenvolvendo, nós teríamos prêmios nos portos muito mais altos", diz o analista do Safras.

"A situação agora é que os prêmios podem reduzir frente a isso porque querendo ou não você tira um pouco de pressão da exportação brasileira. Não que a China vai deixar de comprar soja brasileira, mas você teria uma demanda adicional que pode não ocorrer", conclui Silveira.

FONTE: Por Paula Salati - 13/05/2025 05h30  Atualizado há 2 horas


Conclave, eis como se elege o Papa - Escolha começa amanhã 7 de Abril.
O solidéu branco do Papa (AFP or licensors)

Desde o voto dos cardeais eleitores até a contagem das cédulas que são queimadas em um fogão de ferro fundido de 1939, todos os detalhes do que acontece na Capela Sistina

“Eligo in Summum Pontificem”.

Os 133 cardeais eleitores convocados para escolher o 267º Romano Pontífice terão em suas mãos uma cédula retangular com essa escrita na metade superior e “o local para escrever o nome do eleito” na metade inferior e “feita de tal forma que possa ser dobrada em dois”. Tudo isso está meticulosamente descrito na Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis.

A distribuição das cédulas

Preparadas e distribuídas as cédulas pelos cerimoniários (pelo menos duas ou três para cada cardeal eleitor), o último cardeal diácono sorteia, entre todos os cardeais eleitores, três escrutinadores, três encarregados de coletar os votos dos enfermos (infirmarii) e três revisores. Se nesse sorteio forem sorteados os nomes dos cardeais eleitores que, devido a enfermidade ou outro motivo, não puderem desempenhar essas funções, os nomes de outros cardeais serão sorteados em seu lugar. Essa é a fase de pré-escrutínio. Antes que os eleitores comecem a escrever, o secretário do Colégio de cardeais, o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias e os cerimoniários devem deixar a Capela Sistina, depois o último cardeal diácono fecha a porta, abrindo-a e fechando-a quantas vezes forem necessárias, como quando os infirmarii saem para coletar os votos dos enfermos e retornam à Capela.

A votação

Cada cardeal eleitor, em ordem de precedência, depois de ter escrito e dobrado a cédula, segurando-a elevada de modo que fique visível, leva-a ao altar, onde ficam os escrutinadores e sobre o qual é colocado um recipiente coberto com um prato para recolher as cédulas”.

“Chamo como minha testemunha Cristo Senhor, que me julgará, que meu voto é dado àquele que, segundo Deus, considero que deva ser eleito”.

Essa é a fórmula que cada cardeal dirá em voz alta. Em seguida, ele coloca a cédula no prato e, com isso, a introduz no recipiente. Ao término, ele se curva diante do altar e retorna ao seu assento. Os cardeais eleitores presentes na Capela Sistina, que não podem ir ao altar por estarem enfermos, têm a ajuda do último dos escrutinadores que se aproxima deles: depois de pronunciar o juramento, eles entregam a cédula dobrada ao escrutinador, que a leva bem visivelmente ao altar e, sem pronunciar o juramento, a coloca no prato e, com isso, a introduz no recipiente.

Como votam os cardeais enfermos

Se houver cardeais eleitores enfermos em seus quartos, os três infirmarii vão até lá com um número apropriado de cédulas em uma pequena bandeja e uma caixa entregue pelos escrutinadores e aberta publicamente por eles, para que os outros eleitores possam ver que está vazia, e depois fechada com uma chave colocada no altar. Essa caixa tem uma abertura na parte superior pela qual uma cédula dobrada pode ser inserida. Os enfermos votam da mesma forma que os outros cardeais e, em seguida, os infirmarii levam a caixa de volta à Capela Sistina, que é aberta pelos escrutinadores depois que os cardeais presentes depositam seu voto. Os escrutinadores contam as cédulas na caixa e, depois de verificar que seu número corresponde ao dos enfermos, colocam-nas uma a uma no prato e, com isso, introduzem todas juntas no receptáculo.

O escrutínio

Após todos os eleitores terem colocado suas cédulas na urna, o primeiro escrutinador sacode a urna várias vezes para embaralhar as cédulas e, imediatamente depois, o último escrutinador procede à contagem das cédulas, retirando-as visivelmente uma a uma da urna e colocando-as em outro recipiente vazio. Se o número de cédulas não corresponder ao número de eleitores, todas elas deverão ser queimadas e uma segunda votação deverá ser realizada imediatamente. Se, ao invés, corresponder ao número de eleitores, segue-se a contagem. Os três escrutinadores sentam-se em uma mesa em frente ao altar: o primeiro pega uma cédula, abre-a, observa o nome do eleito e a passa para o segundo, que, depois de verificar o nome do eleitor, a passa para o terceiro, que a lê em voz alta - para que todos os eleitores presentes possam marcar o voto em uma folha reservada para isso - e anota o nome lido. Se, durante a apuração, os escrutinadores encontrarem duas cédulas dobradas de modo que pareçam ter sido preenchidas por um único eleitor, se elas tiverem o mesmo nome, serão contadas como um único voto; se, ao invés, tiverem dois nomes diferentes, nenhum dos votos será válido, mas em nenhum dos casos a votação será anulada. Quando a contagem das cédulas termina, os escrutinadores somam os votos obtidos pelos vários nomes e os anotam em uma folha de papel separada. O último dos escrutinadores, na medida em que lê as cédulas, perfura-as com uma agulha no ponto em que a palavra Eligo está localizada e as insere em uma linha, para que possam ser preservadas com mais segurança. Quando a leitura dos nomes é concluída, as pontas da linha são amarradas com um nó e as cédulas são colocadas em um recipiente ou em um dos lados da mesa. A este ponto, os votos são contados e, depois de conferidos, as cédulas são queimadas em um fogão de ferro fundido usado pela primeira vez durante o Conclave de 1939. Um segundo fogão, de 2005, conectado, é usado para os produtos químicos que devem dar a cor preta no caso de não eleição e branca no caso de eleição.

O quorum necessário

São necessários pelo menos 2/3 (dois terços) dos votos para eleger o Romano Pontífice. No caso específico do Conclave que começará na quarta-feira, 7 de maio, serão necessários 89 votos para eleger o Papa, sendo que o número de cardeais eleitores é 133.

Independentemente de o Papa ser eleito ou não, os revisores devem verificar as cédulas e as anotações feitas pelos escrutinadores, para garantir que eles tenham cumprido sua tarefa com exatidão e fidelidade. Imediatamente após a revisão, antes que os cardeais eleitores deixem a Capela Sistina, todas as cédulas são queimadas pelos escrutinadores, com a ajuda do secretário do Colégio e dos cerimoniários, chamados nesse meio tempo pelo último cardeal diácono. Se, ao invés, uma segunda votação for realizada imediatamente, as cédulas da primeira votação serão queimadas somente no final, juntamente com as da segunda votação.

Votações

As votações são feitas todos os dias, duas vezes pela manhã e duas vezes à tarde, e se os cardeais eleitores tiverem dificuldade em chegar a um acordo sobre a pessoa a ser eleita, após três dias sem resultado, as votações são suspensas por no máximo um dia, para uma pausa de oração, discussão livre entre os eleitores e uma breve exortação espiritual, feita pelo primeiro cardeal da ordem dos diáconos. A votação é então retomada. Depois de sete escrutínios, se a eleição não tiver ocorrido, há outra pausa para oração, conversação e exortação, feita pelo cardeal primeiro da ordem dos presbíteros. Em seguida, outra série de sete escrutínios é eventualmente realizada e, se a eleição não tiver ocorrido, há outra pausa para oração, conversação e exortação, realizada pelo cardeal primeiro da ordem dos bispos. Em seguida, a votação é retomada, com um máximo de sete escrutínios. Se não houver eleição, um dia é reservado para oração, reflexão e diálogo e, nas votações subsequentes, a escolha deve ser feita entre os dois nomes que receberam o maior número de votos no escrutínio anterior. Nesses escrutínios, também é necessária uma maioria qualificada de pelo menos dois terços dos cardeais presentes e votantes, mas, nessas votações, os dois cardeais para os quais se pede o voto não podem votar.


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