NOTÍCIAS EM DESTAQUE - GUARUJÁ-SP - PREFEITO VÁLTER SUMAN - PRESO PELA POLÍCIA FEDERAL - APURAR DESVIO DE DINHEIRO

Prefeito de Guarujá, Válter Suman, é preso em operação da Polícia Federal

Policiais realizaram operação para apurar esquema de desvio de dinheiro. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Paço Municipal e secretarias de Guarujá.

Por G1 Santos - 15/09/2021 18h27  Atualizado há 45 minutos

Prefeito de Guarujá, Válter Suman, foi preso durante operação da Polícia Federal nesta quarta-feira (15) — Foto: Matheus Tagé/Jornal A Tribuna

O prefeito de Guarujá Válter Suman (PSDB) e o secretário de Educação, Marcelo Nicolau, foram presos em flagrante pela Polícia Federal nesta quarta-feira (15). A residência do prefeito foi alvo de um dos mandados de busca e apreensão da 'Operação Nadar', que apura um esquema de desvio de dinheiro na rede pública de saúde.

Nesta quarta-feira, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do secretário de Educação e também do prefeito de Guarujá. Nos imóveis de ambos, foram encontradas grande quantia em dinheiro. Os dois foram encaminhados para a Delegacia da Polícia Federal de Santos para prestar esclarecimentos.

Prefeito de Guarujá, Válter Suman, foi preso durante operação da Polícia Federal nesta quarta-feira (15) — Foto: Addriana Cutino/G1

Por volta de 18h30, o prefeito e o secretário foram levados no camburão da viatura da Polícia Federal, após horas prestando esclarecimentos na sede do órgão federal. Segundo apurado pela reportagem, ambos serão levados ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente. Os políticos passarão por audiência de custódia nesta quinta-feira (16).

O G1 não conseguiu localizar a defesa de Suman e Nicolau até a última atualização desta reportagem. Também foi solicitada uma nota para Prefeitura de Guarujá, referente a prisão de ambos os políticos, mas não obteve retorno. Mais cedo, a administração municipal havia confirmado que a operação acontecia na cidade.

Prefeito de Guarujá, Válter Suman foi encaminhado para a Delegacia Federal de Santos e, posteriormente, preso — Foto: Rodrigo Nardelli/G1

A investigação acontece desde o início do ano e começou quando o Ministério Público do Estado de São Paulo indicou que haviam indícios de irregularidades no contrato entre a Prefeitura de Guarujá e a Organização Social Pró-Vida, que é responsável por administrar a UPA da Rodoviária e 15 Unidades de Saúde de Família (Usafa). O caso foi encaminhado ao Ministério Público Federal e para a PF por envolver verba pública.

Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão na Prefeitura de Guarujá — Foto: Divulgação/Thiago Rodrigues

Nesta quarta-feira, durante a operação, agentes da Polícia Federal, por volta das 6h, chegaram ao Paço Municipal de Guarujá, localizado na Avenida Santos Dumont, 800, na Vila Santo Antônio. Eles se dirigiram ao local para cumprir mandados de busca e apreensão e também foram no prédio onde ficam as secretarias municipais.

Segundo informações obtidas pelo G1, em Guarujá, uma quantia em dinheiro, dois carros e uma motocicleta foram apreendidos pela Polícia Federal. Os agentes também estiveram em um prédio de luxo localizado na rua Carolino Rodrigues, no Boqueirão, em Santos.

Um carro foi apreendido em Guarujá e levado ara a Delegacia da Polícia Federal de Santos — Foto: Rodrigo Nardelli/G1

A Prefeitura de Guarujá confirmou, em nota, que os agentes da Polícia Federal estiveram nos paços municipais Moacir dos Santos e Raphael Vitiello, e tiveram acesso a documentos e processos. A administração municipal afirma que aguarda outras informações.

A operação da Polícia Federal está sob sigilo, e é realizada em outras partes do Brasil, como São Paulo e Rio de Janeiro. Durante a manhã, pelo menos dez mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

Em nota, a Comunicação Social da Polícia Federal em Santos informa que não haverá maiores informações, ao menos nesta quarta-feira, a respeito da 'Operação Nadar' deflagrada nesta manhã.

VIDA POLÍTICA

O médico Válter Suman é natural de São José do Rio Preto (SP). Ele foi reeleito em 2020 com 112.672 votos e este foi o segundo mandato de Suman como prefeito de Guarujá. Ele é médico e exercia a profissão há mais de 30 anos. Foi eleito vereador, em 2006, e foi eleito prefeito da cidade pela primeira vez nas eleições municipais de 2016.

Prefeito Válter Suman foi preso em operação da Polícia Federal — Foto: Helder Lima/ Prefeitura Municipal de Guarujá

Em 2020, Suman esteve à frente da disputa desde que as primeiras pesquisas começaram a ser divulgadas. As principais promessas de governo dele foram a construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Vicente de Carvalho e de conchas acústicas para apresentações de artistas locais, ampliação de vagas em creches, implementação de um centro de gerenciamento de resíduos sólidos e reforço da Guarda Civil Municipal.

Polícia Federal esteve também em um prédio de luxo nas Astúrias, em Guarujá — Foto: Divulgação/Thiago Rodrigues



Queda de avião com sete mortos em Piracicaba: o que se sabe e o que falta saber

Causa da queda do avião é um dos pontos a serem esclarecidos pelas investigações, que devem analisar materiais colhidos no local, além da caixa preta da aeronave.

Por G1 Piracicaba e EPTV - 15/09/2021 05h01  Atualizado há 4 horas

Avião caiu em Piracicaba (SP) na manhã de terça-feira (14) — Foto: PAULO RICARDO/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Sete pessoas morreram após um avião cair na manhã da terça-feira (14), em Piracicaba (SP). A queda ocorreu em uma área de mata no bairro Santa Rosa, logo após a aeronave partir do aeroporto da cidade com destino ao Pará.

Queda do avião ocorreu 15 segundos após decolagem

Quem são os 7 mortos no acidente de avião em Piracicaba

Vídeo mostra desespero de pessoas no aeroporto ao ver queda de avião

'A gente não acreditou no que estava vendo', conta testemunha

No avião estavam o empresário Celso Silveira Mello Filho e sua família, além de piloto e copiloto. O caso será investigado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira (FAB).

Veja quem são as vítimas:

Celso Silveira Mello Filho, 73 anos

Maria Luiza Meneghel, 71 anos

Celso Meneghel Silveira Mello, 46 anos

Camila Meneghel Silveira Mello Zanforlin, 48 anos

Fernando Meneghel Silveira Mello, 46 anos

Piloto: Celso Elias Carloni, 39 anos

Copiloto: Giovani Dedini Gullo, 24 anos

Entenda o que ocorreu ponto a ponto

O empresário Celso Silveira Mello Filho, sua esposa, três filhos, piloto e copiloto partiram pouco antes das 9h do Aeroporto de Piracicaba. A viagem teria como destino o Pará, para uma fazenda da família, onde passariam uma semana.

O avião caiu 15 segundos após a decolagem, em uma área de mata próxima à Faculdade de Tecnologia (Fatec) da cidade.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e no local encontrou as sete vítimas já mortas, carbonizadas.

O Cenipa e a Polícia Civil foram acionados para realizar as investigações sobre a causa do acidente.

No local, equipes localizaram a caixa preta do avião, onde o histórico de voo é armazenado, que será analisada.

Destroços do avião também foram recolhidos para a apuração do Cenipa.

De acordo com a FAB, a documentação e manutenção da aeronave estavam em dia. O avião foi fabricado em 2019 e é considerado de alta versatilidade por especialista.

A última manutenção foi realizada em 23 de agosto. O retorno da oficina ocorreu na segunda-feira (13).

Quase seis horas após o acidente, os destroços começaram a ser retirados do local.

Os corpos passaram por exame no Instituto Médico Legal (IML) e a família será velada nesta quarta-feira (15), a partir das 9h.

O que falta saber

A causa do acidente ainda não foi esclarecida. A Polícia Civil e o Cenipa não divulgaram detalhes sobre o início das investigações, apenas que foram realizadas perícias, coletas de imagens e informações e que serão ouvidas testemunhas.

Ainda não foi esclarecido porque a aeronave caiu apesar de ser considerada nova por especialista (foi fabricada em 2019), ter passado por manutenção recente e estar com a documentação em ordem.

Falta esclarecer, também, o movimento de curva que a aeronave fez logo após decolar e foi destacado pela maioria das testemunhas e flagrado por câmeras de segurança. Autoridades não souberam informar se o piloto tentava retornar ao aeroporto.

Também não há explicações oficiais para o fato da queda ter ocorrido 15 segundos após a decolagem, abastecida e revisada dias antes.



 Animais em Extinção no Mundo

 Escrito por Juliana Diana - Professora de Biologia e Doutora em Gestão do Conhecimento

O número de animais em extinção no mundo cresce cada dia mais, decorrente de muitos problemas ambientais bem como da influência do homem na natureza.

Pesquisas apontam que até 2050, podem ser extinguidas do planeta terra cerca de 1 milhão de espécies animais.

Confira abaixo uma lista com 20 espécies ameaçadas de extinção no mundo, classificados como criticamente em perigo ou em perigo de extinção.

1. Asno-selvagem-africano (Equus africanus)

O asno-selvagem-africano é um animal que está criticamente ameaçado de extinção

O asno-selvagem-africano é uma espécie criticamente ameaçada de extinção, segundo a classificação da IUCN.

Essa espécie é natural do continente africano e sofreu muitos anos com a destruição de seus habitats e a caça predatória. É considerado o ancestral do burro doméstico.

2. Foca-monge-do-Havaí (Monachus schauinslandi)

 A foca-monge-do-Havaí está classificada como em perigo de extinção

A foca-monge-do-Havaí é uma espécie de foca que habita o arquipélago havaiano.

Ela vem sofrendo muito com a poluição dos mares, caça predatória e o comércio ilegal, dentre outras razões que contribuem para o risco de extinção.

Estima-se que atualmente existem aproximadamente 1000 animais vivos. Segundo a IUCN a foca-monge-do-Havaí está classificada em perigo de extinção.

3. Lobo-vermelho (Canis rufus)

O lobo-vermelho vive em cativeiro e é considerado como criticamente ameaçado de extinção

O lobo-vermelho é nativo da América do Norte e quase foi extinto na década de 80. As principais causas foram a destruição de seu habitat e a política e caça predatórias da época.

Considerado um animal criticamente ameaçado de extinção, atualmente o lobo-vermelho encontra-se em cativeiro com aproximadamente 200 indivíduos da mesma espécie.

4. Elefante-asiático (Elephas maximus)

 O elefante asiático está em perigo de extinção

O elefante-asiático é uma espécie considerada em perigo de extinção, segundo a classificação da IUCN. Ele tem sofrido muito com a destruição de seu habitat bem como a caça ilegal destinada ao comércio de marfim.

Menor que os elefantes africanos, esta espécie é explorada para fins turísticos e como meio de transporte. Importante ressaltar que esse elefante, na religião hindu, está associado à figura de Ganesha, Deus da sabedoria.

5. Tigre-de-bengala (Panthera tigris tigris)

 O tigre-de-bengala está classificado como criticamente ameaçado de extinção

O tigre-de-bengala é nativo do sul asiático, sendo uma espécie considerada criticamente ameaçada de extinção, conforme classificação e estudos da IUCN.

O número de tigres-de-bengala diminuiu consideravelmente decorrente do comércio de peles, destruição de seu habitat e a caça ilegal.

Segundo pesquisas, atualmente existem menos de 2000 no mundo. No Paquistão, essa espécie encontra-se extinta.

6. Atum-azul (Thunnus thynnus)

 O atum-azul está classificado como criticamente ameaçado de extinção

 O atum-azul está classificado como criticamente ameaçado de extinção

O atum-azul é uma espécie de peixe encontrada em maior parte no mar mediterrâneo. O consumo exacerbado desse peixe acarretou numa considerável diminuição da espécie.

Considerado o maior e mais valorizado atum do mundo, é muito apreciado na culinária japonesa como ingrediente para os sushis e sashimis.

Atualmente, de acordo com a IUCN, o atum-azul é classificado como criticamente ameaçado de extinção.

7. Lince-ibérico (Lynx pardinus)

O lince-ibérico está em perigo de extinção

O lince-ibérico é nativo da península ibérica e atualmente é considerado uma espécie em perigo crítico de extinção, segundo estudos da IUCN.

O grande problema enfrentado por esse felino, existente somente em Portugal e Espanha, é a degradação de seu habitat. Segundo pesquisas, atualmente existem menos de 200 indivíduos vivos da espécie.

8. Diabo-da-tasmânia (Sarcophilus harrisii)

 

O diabo-da-Tasmânia é classificado como em perigo de extinção

O diabo-da-Tasmânia é um marsupial nativo da ilha da Tasmânia, na Austrália. De acordo com as pesquisas e acompanhamento realizado pela IUCN, ele é considerado em perigo de extinção.

Os fatores que causaram sua diminuição são a caça ilegal, atropelamento, destruição de seu habitat e doenças.

9. Kakapo (Strigops habroptilus)

 O kakapo é uma ave classificada como criticamente ameaçada de extinção

O kakapo é uma ave natural da Nova Zelândia e está classificada como criticamente ameaçada de extinção, segundo acompanhamento da IUCN.

Conhecido também como papagaio-mocho, o kakapo possui hábitos noturnos. A principal causa da diminuição da espécie foi consequência da caça ilegal para comércio de sua carne e penas.

10. Gorila-das-montanhas (Gorilla beringei)

 O gorila-das-montanhas está classificado como criticamente ameaçado de extinção

O gorila-das-montanhas é considerado o maior primata vivo no mundo. Classificado como criticamente ameaçado de extinção, esta espécie vem sendo acompanhada por pesquisadores para evitar sua extinção.

Devido a caça ilegal e perda de habitat o número de indivíduos dessa espécie diminuiu drasticamente. Estima-se que a população do gorila-das-montanhas seja de aproximadamente mil indivíduos, considerando inclusive aqueles que vivem em cativeiro.

11. Zebra-de-grévy (Equus grevyi)

 A zebra-de-grévy está classificada como em perigo de extinção

A zebra-de-grévy é uma espécie que está classificada como em perigo de extinção. De acordo com dados da IUCN, estima-se que a população deste animal seja inferior a 2400 indivíduos.

A principal ameaça para sua extinção está relacionada à perda do habitat e diminuição dos recursos essenciais para a vida, como água e alimentos.

12. Orangotango-da-Sumatra (Pongo abelii)

O orangotango-da-Sumatra está classificada como criticamente ameaçado de extinção

O orangotango-da-Sumatra é uma espécie selvagem nativa de Bornéu e Sumatra. Classificado como criticamente ameaçado de extinção pela IUCN, este animal vem sofrendo com a degradação de seu habitat.

Outros motivos que contribuem para a diminuição desta espécie é o comércio e tráfico ilegal de animais, além da caça predatória, realizada principalmente por povos indígenas locais.

13. Camelo bactriano (Camelus bactrianus)

 O camelo bactriano está classificado como criticamente ameaçado de extinção

O camelo bactriano é uma espécie nativa da Ásia Central. Atualmente, a maioria das espécies vivas são domesticados pelas populações locais.

Classificado como criticamente ameaçado de extinção pela IUCN, estima-se que atualmente existam menos de mil indivíduos vivos na natureza.

14. Pato-mergulhão (Mergus octosetaceus)

O pato-mergulhão está classificado como criticamente ameaçado de extinção

O pato-mergulhão é uma ave que vive nas margens dos rios, especialmente nas Américas. A espécie é considerada como criticamente ameaçada de extinção pela IUCN.

A principal ameaça para o pato-mergulhão é a poluição das águas, pois ele é pouco tolerante aos impactos ambientais.

15. Jacaré da China (Alligator sinensis)


 O jacaré-da-china está classificado como criticamente ameaçado de extinção

O jacaré-da-China é uma espécie de jacaré que encontra-se classificada como criticamente ameaçada de extinção, segundo a IUCN.

Estima-se que atualmente existam apenas 200 indivíduos na natureza e 10.000 em cativeiro.

16. Rinoceronte de Java (Rhinoceros sondaicus)

O rinoceronte-de-Java é considerado um animal criticamente ameaçado de extinção

O rinoceronte-de-Java é uma espécie classificada como criticamente ameaçada de extinção pela IUCN. Em alguns países já é considerado extinto.

Uma das principais causas da extinção deste animal é a caça ilegal.

17. Abutre-de-bico-fino (Gyps tenuirostris)

O abutre-do-bico-fino está classificado como criticamente ameaçado de extinção

O abutre-de-bico-fino é uma espécie que está classificada como criticamente ameaçada de extinção pela IUCN.

Uma das causas que justificam a ameça de extinção deste animal é o envenenamento indireto, pois eles se alimentam de carne de gado morto que recebeu medicamentos.

18. Porco-pigmeu (Porcula salvania)

 O porco-pigmeu é classificado como criticamente ameaçado de extinção

O porco-pigmeu é uma espécie nativa da Índia, local onde está considerado como criticamente ameaçado de extinção, de acordo com estudos da IUCN.

Estima-se que existam apenas 250 indivíduos adultos vivos na natureza. A principal ameaça para o porco-pigmeu é a degradação do meio ambiente e a perda do habitat.

19. Iguana-de-cauda-roxa (Ctenosaura oedirhina)

 A iguana-de-cauda-roxa está classificada com em perigo de extinção

A iguana-de-cauda-roxa é um réptil que está classificado como em perigo de extinção, de acordo com a IUCN.

Este animal vive em florestas subtropicais e tem a perda de seu habitat como a principal ameaça de extinção.

20. Tubarão-baleia (Rhincodon typus)

O tubarão-baleia está classificado como em perigo de extinção

O tubarão-baleia é uma espécie de tubarão encontrada em oceanos onde a temperatura da água seja superior a 21 graus Celsius.

Classificado como em perigo de extinção pela IUCN, este animal tem a pesca como uma de suas principais ameaças.

Dados sobre os Animais em Extinção

Atualmente, de acordo com a IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza) mais de 26.500 espécies estão ameaçadas de extinção.

É importante ressaltar que segundo pesquisas, estão ameaçadas no mundo aproximadamente:

40% dos anfíbios

25% dos mamíferos

14% das aves

31% de tubarões e raias

27% dos crustáceos

Como as principais causas da extinção de animais temos o desmatamento, as queimadas, a caça e pesca predatórias, o aquecimento global, destruição dos habitats e ecossistemas.

Alguns Animais Extintos

Muitos animais já foram extintos da natureza há milhares de anos, ou até milhões de anos. Como exemplo, temos os dinossauros, extintos no final do período cretáceo, inicio do período terciário.

Além deles, há os mamutes, animais extintos na chamada era do gelo, período pleistoceno-holoceno.

Veja abaixo outros animais que já foram extintos do planeta Terra:

Alca Gigante (Aurau Gigante): extinto no século XIX, esse tipo de ave habitava o Atlântico Norte, provavelmente a América do Norte.

Codorna da Nova Zelândia: na língua nativa seu nome é koreke. A principal causa do desaparecimento da espécie foi decorrente do desequilíbrio ecológico provocado pela introdução de predadores em seu habitat, o que consequentemente, levou a sua extinção no século XIX.

Leão do Cabo: extinto provavelmente em fins do século XIX, esse animal vivia na África do Sul e o principal fator de extinção foi a caça. Era considerado o maior leão africano e atacava tanto pessoas como os rebanhos.

Pika Sarda: um tipo de lebre grande sem cauda que habitava algumas ilhas do mediterrâneo. Foi extinta em fins do século XVIII. .

Tigre-da-tasmânia: muitas vezes conhecido por lobo-da-tasmânia, esse animal é um marsupial carnívoro nativo da Austrália e da Nova Guiné, foi extinto no século XX .

Tigre Persa: também chamado de "Tigre do Cáspio", esse animal foi habitante da América Central, e sofreu muito com o aumento da população humana. Acredita-se que a espécie está extinta, uma vez que foi visto pela última vez na década de 60.


 DEMOCRÁCIA - SER DE ESQUERDA

É preciso esclarecer! Se você quiser emitir sua opinião nesse post, leia até o final, ok?!? Esse é o meu jeito de pensar... Só peço respeito porque respeitarei seu ponto de vista também! Isso é democracia!!!

Para quem ainda não entendeu…

Ser de ESQUERDA não é necessariamente ser militante do PT, PSOL, PCdoB etc.

O QUE É SER DE ESQUERDA?

Ser de esquerda não é votar no Mário ou no João. É votar no ideal de fraternidade e de solidariedade que João e Mário carregam.

  • A Esquerda não é contra o empresário. A Esquerda é contra o desrespeito as leis trabalhistas, que foram criadas para “igualar” a capacidade de negociação de direitos e garantias mínimas de dignidade.
  • A Esquerda não é contra a família tradicional. A Esquerda apenas tem a consciência que famílias diferentes da tradicional também são famílias e merecem o respeito de todos. A Esquerda respeita a opção de cada ser humano se mostrar a sociedade ou viver em sociedade da maneira que melhor achar, sem ser julgado por isso.
  • A Esquerda não está contra os Ricos. Mas contra os que acham que tem mais direitos que os pobres.
  • A Esquerda não é contra fartura e sim contra a Fome.
  • A Esquerda não defende bandidos. Defende que todas as ações sejam dentro da lei e dos direitos humanos. Se você é humano, nós defenderemos os seus tbm.
  • A Esquerda não é contra você ter uma mansão . A Esquerda é contra pessoas morarem nas ruas.
  • A Esquerda não é contra o consumismo. A Esquerda é contra a destruição do meio ambiente.
  • A Esquerda não é contra a igreja. A Esquerda é contra o discurso de ódio.

Porque ser de Esquerda é lutar por igualdade material. É lutar pelo direito das minorias. Pelo direito dos negros, das mulheres, é lutar pelo direito do trabalhador. É lutar pelo direito de respirar um ar puro. É lutar por TODOS.

É LUTAR PELO DIREITO DE TODA VIDA.

São democráticos os que tem coragem de lutar pelos direitos dos outros.

É não pensar somente no em você próprio e sim em toda uma nação.

SER DE ESQUERDA NÃO É UMA OPÇÃO POLÍTICA. É UMA FILOSOFIA DE VIDA.

De onde vem o que eu uso: cavalos que participam da produção do soro anti-Covid comem melaço e até escutam música clássica

Tratamento oferecido pelo Instituto Vital Brazil, no Rio de Janeiro, tem o objetivo de reduzir estresse e promover bem-estar dos animais. O órgão lidera uma das pesquisas que usa anticorpos do plasma dos cavalos para fazer medicamento que visa combater coronavírus. Soro ainda vai ser testado em humanos.Os cavalos prestam serviços para além das fazendas e têm aumentado cada vez mais a sua importância para a saúde humana.

Sua mais recente contribuição é fornecer anticorpos por meio de seu plasma para a produção de um soro que visa combater o coronavírus em pessoas infectadas pela doença. A técnica já é usada há anos na fabricação de medicamentos contra picadas de cobras, aranhas e abelhas.O Instituto Butantan, em São Paulo, lidera uma das iniciativas no país e já teve o seu soro liberado para testes em seres humanos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Já o Instituto Vital Brazil (IVB), no Rio de Janeiro, tem uma pesquisa semelhante, que ainda aguarda a aprovação da agência para testes em humanos, mas já tem planos de investigar se o soro é eficaz contra a variante Delta, diz Priscilla Palhano, presidente da entidade.

Ela conta que, na fazenda do instituto, em Cachoeiras de Macacu (RJ), os cavalos recebem um tratamento diferenciado para conseguirem aguentar as retiradas semanais de sangue. Lembra um pouco os cuidados com o boi wagyu, que chegava a receber até massagem e cerveja no Japão.

Os cavalos recebem uma ração balanceada em nutrientes, que é misturada a aditivos de ferro para evitar anemia e também ao melaço de cana para deixar a comida mais saborosa. Na hora de comer, também tem música clássica para diminuir o estresse.

Grandes áreas de pastagens permitem ainda que os cavalos corram livremente e, no verão, ventiladores nos estábulos soltam gotículas de águas para eles se refrescarem.

De onde vem: cavalos ainda são indispensáveis nas fazendas, mesmo com mecanização. — Foto: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)

A tropa nacional é composta por, aproximadamente, 5 milhões de cavalos. Os principais plantéis estão em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia, estados onde o efetivo ultrapassa 400 mil.

O setor movimenta R$ 16 bilhões por ano, levando em conta suas diferentes atividades: agropecuária, militar, esporte, lazer e saúde.

Ao todo, o segmento gera em torno de 3 milhões de postos de trabalho direto e indiretos, segundo dados da revisão do Estudo do Complexo do Agronegócio do Cavalo, do Ministério da Agricultura.

Cavalos na produção do soro
Instituto Vital Brazil aguarda autorização para envasar o soro e já vai começar a testar eficiência contra variante Delta. — Foto: Divulgação

Enquanto vacina é prevenção, soro é tratamento. Quando uma pessoa é vacinada, o corpo demora um tempo para fabricar os anticorpos. Já o soro tem a função de fornecê-los prontos para combater imediatamente o vírus.

No IVB, o início da produção do soro começa na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que fornece a partícula viral para ser injetada nos cavalos.

Os animais recebem apenas uma parte do vírus, chamada de proteína spike (S), uma estrutura localizada na coroa do coronavírus. O método é diferente do usado pelo Butantan, que usa o vírus inteiro inativado.

"Na pesquisa do soro anti-Covid nós trabalhamos com 10 cavalos. Temos uma plantel com 100, mas cada quantitativo é utilizado para a produção de um determinado tipo de soro. Não podemos dar diferentes antígenos para um mesmo cavalo porque isso confunde o organismo dele", diz a presidente do IVB, Priscilla Palhano.
Os cavalos inoculados não ficam doentes, mas reagem, produzindo grande quantidade de anticorpos que neutralizam o vírus. No IVB, eles recebem o antígeno uma vez por semana até produzirem anticorpos suficientes para a produção do soro.

Cavalo na fazenda do Instituto Vital Brazil recebendo o antígeno — Foto: Divulgação

Quando isso acontece, é feita a sangria, que é como se fosse uma doação de sangue.

Essa bolsa de sangue vai para um sistema de decantação, onde as hemácias são separadas do plasma, que é onde os anticorpos estão.

"As hemácias são reinfundidas nos cavalos para que eles não sofram um processo de anemia. Eles chegam a servir à produção de soro durante 20 anos. Se você ficar sangrando o cavalo toda a hora e não repõe as hemácias, ele adoece", diz Priscilla.
Já o plasma é reposto naturalmente pelos cavalos com a ingestão de líquidos.

Na fábrica do instituto, os anticorpos são separados do restante do plasma e misturados a outras substâncias para fabricar o soro. Em agosto do ano passado, a GloboNews fez uma reportagem mostrando esse processo:
O IVB precisa ainda da autorização da Anvisa para envasar o medicamento em ampolas e começar os testes em humanos, o que eles esperam que ocorra até setembro.

"Em animais, se mostrou seguro e eficaz para neutralizar o vírus", afirma Priscilla.

Cuidados com os animais

Cavalos sendo alimentos com ração misturada ao melaço de cana. — Foto: Divulgação

O melaço de cana misturado à ração, a música clássica, o ventilador com gotículas de água não são meros "mimos" para os cavalos, diz Priscilla.

Todo esse tratamento precisa existir tanto para o bem-estar animal, como também para atender a exigências de órgãos como Anvisa, Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) e Comissão de Ética no uso de Animais (CEUA).

"Por sermos uma indústria farmacêutica, toda a nossa criação precisa seguir determinados protocolos. Além disso, o tratamento diferenciado traz conforto e uma vida longa aos animais", afirma a presidente do IVB.
Na dieta dos cavalos, são misturados ainda capim picado e suplemento mineral. "Os animais são vacinados semestralmente, sofrem vermifugações quando necessário, são pesados mensalmente e acompanhados por médicos veterinários diariamente", acrescenta.

Indispensáveis nas fazendas

Os animais que trabalham no campo são chamados de "cavalos de lida". — Foto: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)

Mesmo com o aumento do uso de máquinas agrícolas, os cavalos continuam sendo indispensáveis nas atividades de boa parte das fazendas, com destaque para as criações de gado. Os animais que trabalham no campo são chamados de "cavalos de lida".

Nas propriedades, eles auxiliam os vaqueiros a conduzirem o rebanho bovino dos currais e estábulos a pastos e piquetes e vice-versa.

"Outra função é no auxílio de transporte de cargas em geral, como alimentos, equipamentos e mesmo bezerros recém-nascidos. Entretanto, muitas propriedades podem substituir os cavalos por tratores, o que ocorre quando as propriedades são maiores", diz Pedro Arcuri, pesquisador da Embrapa Gado de Leite.

Mas nem sempre o uso do trator é possível. É o caso de plantações em terrenos com declividade. "Se o solo é uma ladeira muito forte, você não tem como entrar com máquinas. É onde o cavalo ou o burro são essenciais", diz Roberto Arruda de Souza Lima, professor da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" da Universidade de São Paulo (USP).

Ele explica que nas colheitas de banana e cacau, por exemplo, esses animais ainda são muito utilizados para transportar os alimentos.

Estima-se que os cavalos de lida representem 78% do plantel nacional, enquanto 22% são voltados para esporte, lazer e criação.

Limitações nos dados

Lima, que foi responsável pela elaboração do Estudo do Complexo do Agronegócio do Cavalo, do Ministério da Agricultura, explica que a estimativa de 5 milhões do plantel de cavalos no Brasil é um número intermediário entre o que aponta o Censo Agropecuário e a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM).

Segundo ele, esse número deve ser bem maior, tendo em vista que os dois estudos têm limitações.

"Não tem nenhum levantamento especificamente preocupado com o cavalo no Brasil. O que existe são pesquisas voltadas para o animal de produção, como os bovinos. Então os pesquisadores visitam as propriedades rurais e acabam contabilizando o cavalo por tabela", diz Lima

"Acontece que os cavalos não estão somente em locais de produção [na zona rural]. Eles estão também nas cidades, em um instituto de equoterapia, por exemplo, nos Jockeys Clubs", acrescenta Lima.

Na cidade de São Paulo, por exemplo, onde há importantes hípicas e um grande Jockey Club, tanto Censo quanto a PPM apresentam zero equinos nos seus relatórios.

Criança fazendo Equoterapia: cavalos são um recurso terapêutico em tratamentos de portadores de dificuldades cognitivas, motoras e sócio-afetivas. — Foto: Prefeitura de Bertioga

Principais raças no Brasil

O Brasil tem diversas raças de cavalos. As quatro com maior plantel, segundo o Ministério da Agricultura, são:


Mangalarga Marchador: essa raça é tipicamente brasileira e surgiu no Sul de Minas, através do cruzamento de cavalos da raça Alter - trazidos pela comitiva real de D. João VI no século 19 – com outros cavalos da região mineira. Uma de suas características marcantes é a "marcha batida", caracterizada pelo tríplice apoio, ou seja, em um determinado momento da marcha, membros do animal se apoiam no solo dando caraterística mais cômoda ao andamento. Por isso, ele é muito usado em cavalgadas, provas de conformação e de marcha.

Nordestino: esses cavalos datam dos séculos 16 e 17, com os primeiros cavalos que desembarcaram no país com a colonização. Acredita-se que seriam das raças Sorraya e Garrano, de origem portuguesa, e que possuem em sua formação um ancestral mais antigo, o Bérbere (Norte da África). É um animal de pequeno porte e muito resistente às condições do semiárido nordestino e ao trabalho em condições adversas e, por isso, é muito utilizado na lida diária. Ele também é usado na pega de boi no mato, que deu origem ao esporte da vaquejada.

Quarto-de-milha: surgiu nos EUA por volta de 1.600 e chegou ao Brasil nos anos de 1950. É um cavalo com músculos fortes e com capacidade de correr rapidamente curtas distâncias. Por isso, no Brasil, ele é muito utilizado como um animal de esporte em diversas modalidades. Nos EUA, eles também são muito usados como cavalos de rancho. Seu nome tem origem em competições de corridas que colonizadores faziam em uma distância de um quarto de milha (402 metros).

Crioulo: tem sua origem nos equinos Andaluz e Jacas espanhóis, trazidos da península ibérica no século 16 pelos colonizadores. Com maior incidência nos estados do Sul e em São Paulo, é um cavalo forte que consegue viver em condições extremas de frio e calor, com o mínimo de alimentação. É um ótimo cavalo para a lida no campo e se adequa bem às necessidades dos criadores de gado do Sul, que precisam de animais que percorram longas distâncias durante o frio.

Caxambu de marcha da raça Mangalarga Marchador em 2019. — Foto: Lucas Soares / G1

Carne de cavalo
O consumidor brasileiro não é um grande apreciador de carne de cavalo como os franceses, belgas e italianos, por exemplo. Por isso, esse mercado tem pouca relevância no país.

Mesmo assim, quatro propriedades nacionais fabricam carne de equídeos para exportação: duas na Bahia (BA), uma em Minas Gerais (MG) e uma no Rio Grande do Sul (RS), segundo dados do Serviço de Inspeção Federal (SIF) do Ministério da Agricultura.
Carne de cavalo — Foto: Rede Globo
Em 2020, o Brasil exportou 3 mil toneladas (US$ 7,9 milhões) de carne de equídeos. Até julho deste ano, o Brasil já vendeu ao mercado externo a mesma quantidade do que o ano passado inteiro, alcançando um valor até mais alto, de US$ 9,2 milhões.

Os principais destinos, em 2021, foram Hong Kong (54,1%), China (20,1%), e Rússia (14,5%).

FONTE: Por Paula Salati, G1 - 17/08/2021 06h00  Atualizado há 2 horas

Mudanças recentes no clima causadas pelo homem não têm precedentes, aponta relatório da ONU

Influência humana é responsável por alta de 1,07°C na temperatura global, estima relatório do IPCC. Alta de 1,5°C a 2°C será vista neste século se não houver profunda redução nas emissões de gases de efeito estufa.

Fonte: Carolina Dantas, G1


Incêndio florestal na ilha de Evia, na Grécia, em 8 de agosto. Fogo está relacionado às mudanças climáticas, segundo especialistas. — Foto: Angelos Tzortzinis/AFP

Mudanças climáticas causadas pelos seres humanos são irrefutáveis, irreversíveis e levaram a um aumento de 1,07º na temperatura do planeta, aponta o mais recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês) publicado nesta segunda-feira (9).

É a primeira vez que o IPCC - um órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) - quantifica a responsabilidade das ações humanas no aumento da temperatura na Terra.

"Muitas das mudanças observadas no clima não têm precedentes em milhares, centenas de milhares de anos. Algumas das mudanças - como o aumento contínuo do nível do mar - são irreversíveis ao longo de centenas a milhares de anos", aponta o relatório.

A conclusão é um dos pontos do documento nomeado "Climate Change 2021: The Physical Science Basis", que apresenta ainda os seguintes destaques:

Papel da influência humana no aquecimento do planeta é inequívoco e inquestionável;

Mudanças recentes no clima não têm precedentes ao longo de séculos e até milhares de anos;

Todas as regiões do globo já são afetadas por eventos extremos como ondas de calor, chuvas fortes, secas e ciclones tropicais provocadas pelo aquecimento global;

Cada uma das últimas quatro décadas foi sucessivamente mais quente do que qualquer outra década que a precedeu desde 1850;

Temperatura vai continuar a subir até meados deste século em todos os cenários projetados para as emissões de gases de efeito estufa;

Aquecimento de 1,5°C a 2°C será ultrapassado ainda neste século se não houver forte e profunda redução nas emissões de CO² e outros gases de efeito estufa

Reduções fortes e sustentadas na emissão de dióxido de carbono (CO²) e outros gases de efeito estufa ainda podem limitar as mudanças climáticas;

Caso as reduções ocorram, ainda pode levar até 30 anos para que as temperaturas se estabilizem.

Os dados integram a primeira das três etapas do relatório do IPCC. As duas próximas publicações abordarão como lidar com o aquecimento e quais as estratégias para evitar um aumento ainda maior da temperatura.

No entanto, o texto desta segunda-feira deve ser o único divulgado antes da Conferência das Partes (COP26), prevista para novembro em Glasgow, na Escócia.

Aumento da temperatura global — Foto: Arte/G1

Meta de 1,5°C para barrar devastação

O relatório indica que o impacto da ação humana já está perto do limite de 1,5ºC de aumento da temperatura global que foi definido em 2015 durante a COP21, no Acordo de Paris. À época, os países presentes se comprometeram com algumas metas para conseguir barrar as mudanças do planeta, incluindo o Brasil, que diz querer atingir a neutralidade nas emissões de gases causadores do efeito estufa até 2060.

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A pesquisadora Mercedes Bustamante, professora da Universidade de Brasília (UnB) e uma das participantes do grupo de trabalho da terceira parte do relatório do IPCC, alerta que os dados exigem uma resposta urgente.

"1,07°C é a estimativa média entre 0,8ºC e 1,3ºC. O valor de 1,3ºC nos coloca bem próximos da meta de 1,5ºC do Acordo de Paris para 2100. Ou seja, a urgência é evidente para trabalhar nas causas do aquecimento", disse Bustamante.

A especialista diz que um ponto importante a destacar é que está mais quente "em sistemas terrestres (onde vive a população) do que nos oceanos, pois a água segura mais as variações de temperatura". A alta da temperatura total do planeta, com influência humana e com a variação do próprio sistema climático, é de 1,09ºC (variação de 0,95ºC a 1,20ºC).

Irrefutável

Nas primeiras páginas, o documento utiliza o adjetivo "inequívoca" para se referir à influência humana nas mudanças climáticas. A ciência já considera que as provas são irrefutáveis.

"É inequívoco que a influência humana aqueceu a atmosfera, o oceano e a terra. Ocorreram mudanças rápidas e generalizadas na atmosfera, no oceano, na criosfera e na biosfera" - IPCC.

Stela Herschmann, especialista em política climática do Observatório do Clima, explica que o documento "mudou a linguagem" e acrescentou esse grau de certeza, sem margem para "contestação".

"A gente não está mais discutindo se o homem foi um fator ou se é o um fator preponderante nas mudanças climáticas. Não se discute o 'se', mas o 'quanto'. É inequívoca a influência humana no clima da Terra e eles [IPCC] agora mostram quanto conseguem estimar em graus de temperatura", disse.

Ondas de calor pelo mundo — Foto: Elcio Horiuchi/G1


Perspectiva: 9 pontos do impacto

Abaixo, veja nove pontos do impacto do aumento da temperatura global na vida na Terra, segundo o relatório do IPCC:

A temperatura da superfície terrestre subiu mais rapidamente desde 1970 do que em qualquer outro período de 50 anos visto nos últimos 2 mil anos;

As ondas de calor se tornaram mais frequentes e mais intensas em quase todos os continentes do planeta desde 1950, enquanto frios extremos se tornaram menos frequentes e menos severos;

Nas últimas 4 décadas, houve um aumento da proporção de ciclones tropicais;

A influência humana aumentou a chance de eventos extremos desde 1950 e isso inclui a frequência da ocorrência de ondas de calor, secas em escala global, incidência de fogo e inundações.

Em 2019, a concentração de CO² na atmosfera era maior do que em qualquer outro momento nos últimos 2 milhões de anos e a concentração de metano e óxido nitroso era a maior em 800 mil anos;

As ondas de calor marítimas ficaram aproximadamente duas vezes mais frequentes desde 1980;

Entre 2011 e 2020, a área média de gelo no Ártico atingiu seu número mais baixo desde pelo menos 1850 e era, no final do verão, menor do que em qualquer época nos últimos mil anos;

O recuo das geleiras – com uma redução sincronizada em qualquer todas as geleiras do mundo desde os anos 50 — é sem precedentes pelo menos pelos últimos 2 mil anos;

O nível médio do mar aumentou mais rápido desde 1900 do que em qualquer século em pelo menos nos últimos 3 mil anos.

Evidências compiladas pelo IPCC

O IPCC foi criado em 1988 pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e pela Organização Meteorológica Mundial com o objetivo de sintetizar e divulgar o conhecimento mais avançado sobre as mudanças climáticas.

Em 2007, o IPCC e o ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore receberam o Prêmio Nobel da Paz por seu trabalho de difusão do conhecimento sobre o aquecimento climático e sobre as medidas necessárias para limitá-lo.

O Painel não produz pesquisa original, mas reúne, avalia e interpreta o conhecimento produzido por cientistas de alto nível - tanto os independentes quanto aqueles ligados a organizações e governos. O painel já produziu cinco grandes relatórios completos – o divulgado nesta segunda é uma parte do sexto.

O atual documento originalmente estava previsto para sair em abril, mas os trabalhos foram adiados pela pandemia de Covid-19. O texto tem 234 autores de 66 países; a pesquisadora Claudine Dereczynski, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é uma das colaboradoras.





IMIGRANTES JAPONESES - 18 DE JUNHO DE 1908 - NAVIO KASATO MARU - 781 IMIGRANTES

A vinda de imigrantes japoneses para o Brasil foi motivada por interesses dos dois países: o Brasil necessitava de mão-de-obra para trabalhar nas fazendas de café, principalmente em São Paulo e no norte do Paraná, e o Japão precisava aliviar a tensão social no país, causada por seu alto índice demográfico. Para conseguir isso, o governo japonês adotou uma política de emigração desde o princípio de sua modernização, iniciada na era Meiji (1868). Apesar de não serem favoráveis à imigração, em 1906, os governos do Japão e do Estado de São Paulo levaram adiante esse processo.


A imigração japonesa no Brasil tem como marco inicial a chegada do navio Kasato Maru, em Santos, no dia 18 de junho de 1908. Do porto de Kobe a embarcação trouxe, numa viagem de 52 dias, os 781 primeiros imigrantes vinculados ao acordo imigratório estabelecido entre Brasil e Japão, além de 12 passageiros independentes.

Embora o Japão tenha enviado seus primeiros imigrantes ao Brasil em 1908, os primeiros japoneses a pisar em solo brasileiro foram quatro tripulantes do barco Wakamiya Maru, que, em 1803, afundou na costa japonesa. Os náufragos foram salvos por um navio de guerra russo que, mesmo não podendo desviar-se de sua rota, levou-os em sua viagem. No retorno, a embarcação aportou, para conserto, em Porto de Desterro, atual Florianópolis (SC), no dia 20 de dezembro, permanecendo até 4 de fevereiro de 1804. Ali, os quatro japoneses fizeram registros importantes da vida da população local e da produção agrícola da época.

Incidentalmente, outros japoneses estiveram de passagem pelo país, mas a primeira visita oficial para se buscar um acordo diplomático e comercial ocorreu em 1880. No dia 16 de novembro daquele ano, o vice-almirante Artur Silveira da Mota, mais tarde Barão de Jaceguai, iniciou, em Tóquio, as conversações para o estabelecimento de um Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre os dois países.

O esforço nesse sentido prosseguiu em 1882, com o ministro plenipotenciário Eduardo Calado, mas o acordo só seria concretizado 13 anos mais tarde. Em dia 5 de novembro de 1895, em Paris, Brasil e Japão assinaram o Tratado da Amizade, Comércio e Navegação.

Abertura à imigração

Entre eventos que antecederam a assinatura do tratado destaca-se a abertura brasileira às imigrações japonesas e chinesas, autorizadas pelo Decreto Lei 97, de 5 de outubro de 1892. Com isso, em 1894 o Japão envia o deputado Tadashi Nemoto para uma visita, cujo roteiro incluía os Estados da Bahia, do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

Satisfeito com o que viu, Nemoto manda um relatório ao governo e às empresas de emigração japonesas, recomendando o Brasil apto a acolher os imigrantes orientais. A partida da primeira leva de japoneses que deveria vir trabalhar nas lavouras de café, em 1897, teve de ser cancelada justamente na véspera do embarque. O motivo foi a crise que o preço do produto sofreu em todo o mundo e que iria perdurar até 1906.

Em 1907, o governo brasileiro publica a Lei da Imigração e Colonização, permitindo que cada Estado definisse a forma mais conveniente de receber e instalar os imigrantes. Em novembro daquele mesmo ano, Ryu Mizuno fecha acordo com o secretário da Agricultura de São Paulo, Carlos Arruda Botelho, para a introdução de 3 mil imigrantes japoneses, num período de três anos. Nessa época, o governador era Jorge Tibiriçá. Assim, no dia 28 de abril de 1908, o navio Kasato Maru deixa o Japão com os primeiros imigrantes, rumo ao Brasil.

O período da imigração

Os 793 japoneses recém-chegados foram distribuídos em seis fazendas paulistas. Enfrentaram, porém, um duro período de adaptação. O grupo contratado pela Companhia Agrícola Fazenda Dumont, por exemplo, não permaneceu ali mais que dois meses. As outras fazendas também foram sendo gradativamente abandonadas pelos exóticos trabalhadores de olhos puxados e costumes tão diferentes. Em setembro de 1909, restavam apenas 191 pessoas nas fazendas contratantes.

Não obstante, no ano seguinte, a segunda leva de imigrantes já estava a caminho. E no dia 28 de junho de 1910, o navio Ryojun Maru aportava em Santos com mais 906 trabalhadores a bordo. Distribuídos por outras fazendas, eles viveriam os mesmos problemas de adaptação dos compatriotas que os antecederam. Aos poucos, porém, os conflitos foram diminuindo e a permanência nos locais de trabalho, ficou mais duradoura.

Conquistando espaço

Os primeiros imigrantes japoneses a se tornarem proprietários de terra foram cinco famílias que adquiriram, em fevereiro de 1911, lotes junto à Estação Cerqueira César, da Estrada de Ferro Sorocabana, dentro do projeto de colonização Monções, criado na época pelo governo federal. Essas famílias foram também as primeiras a cultivar o algodão.

Em março de 1912, novas famílias são assentadas em terras doadas pelo governo paulista, na região de Iguape, graças ao contrato de colonização firmado entre uma empresa japonesa e aquele poder público. Iniciado com cerca de 30 famílias " a maioria proveniente de outras fazendas onde os contratos já haviam sido cumpridos ", esse foi um dos mais bem sucedidos projetos de colonização dessa fase pioneira.

Nesse mesmo ano, os imigrantes atingiram o Paraná, tendo como precursora uma família procedente da província de Fukushima, e que se estabelece na Fazenda Monte Claro, em Ribeirão Claro, cidade situada no norte do Estado. Em agosto de 1913, um grupo de 107 imigrantes chega ao Brasil para trabalhar em uma mina de ouro, em Minas Gerais. Foram os únicos mineiros na história da imigração.

Em 1914, o número de trabalhadores japoneses no Estado de São Paulo já estava em torno de 10 mil pessoas. Com uma situação financeira desfavorável, o governo estadual decidiu proibir novas contratações de imigrantes e, em março, avisou à Companhia da Imigração que não mais subsidiaria o pagamento de passagens do Japão para o Brasil.

No entanto, a abertura de novas comunidades rurais utilizando-se a mão-de-obra existente continuou. Por essa época, ocorreu também um dos episódios mais tristes da história da imigração, quando dezenas de pessoas que haviam se instalado na Colônia Hirano, em Cafelândia, morreram vítimas da malária, doença então desconhecida para os japoneses.

Adaptação cultural e a Segunda Guerra Mundial

Com o aumento do número de colônias agrícolas japonesas, que nesse período se expandiram principalmente em direção ao noroeste do Estado de São Paulo, começam a surgir também muitas escolas primárias destinadas a atender os filhos dos imigrantes. Em 1918, formaram-se as duas primeiras professoras oficiais saídas da comunidade, as irmãs Kumabe, pela Escola Normal do Rio de Janeiro. Em 1923, Escola de Odontologia de Pindamonhangaba formou também o primeiro dentista de origem japonesa.

Essa presença crescente de um povo exótico no país, porém, não parou de gerar polêmicas. Tanto na esfera executiva como legislativa surgiram opiniões a favor e contra a entrada de novos imigrantes japoneses. Em 1932, segundo informações do Consulado Geral do Japão em São Paulo na época, a comunidade nikkey era composta por 132.689 pessoas, com maior concentração na linha noroeste. Desse total, 90% dedicava-se à agricultura. Nesta época, havia também diversas publicações em japonês com periodicidade semanal, quinzenal e mensal.

Em 1938, ano antecedente à Segunda Guerra Mundial, o governo federal começou a limitar as atividades culturais e educacionais dos imigrantes. Em dezembro, decretou o fechamento de todas as escolas estrangeiras, principalmente japonesas, alemãs e italianas.

As comunidades oriundas dos países integrantes do Eixo RO-BER-TO (Roma-Berlim-Tóquio) começaram a sentir os sintomas do conflito iminente. Em 1940, todas as publicações em japonês tiveram a sua circulação proibida. No ano seguinte, chegaram as últimas correspondências do Japão. Até o fim da guerra, os japoneses viveram um período de severas restrições, inclusive com o confisco de todos os bens.

Período pós-guerra

Em 1948, Yukishige Tamura é eleito vereador em São Paulo, tornando-se o primeiro nikkey a ocupar um cargo eletivo em uma capital. Já em clima de paz, é restabelecido, em 1949, o comércio entre Brasil e Japão por meio de um acordo bilateral. Um ano depois, o governo federal anuncia a liberação dos bens confiscados aos imigrantes dos países do Eixo e, em 1951, aprova projeto para introdução no país de 5 mil famílias imigrantes. Encorajadas, as empresas japonesas começam a planejar investimentos no Brasil. As primeiras delas chegam em 1953.

Cinqüenta anos após a chegada do navio Kasato Maru em Santos, o número de japoneses e descendentes no país somava 404.630 pessoas. O príncipe Mikasa, irmão do imperador Hiroito, visita o país para participar das festividades do cinqüentenário da imigração.

Nas eleições majoritárias de 1962, já se pôde observar a plena integração social e política dos brasileiros descendentes de japoneses, quando seis nisseis são escolhidos por meio das urnas: três para a Câmara Federal (Miyamoto, do Paraná; Hirata e Tamura de São Paulo) e três para a Assembléia Legislativa de São Paulo (Yoshifumi Uchiyama, Antonio Morimoto e Diogo Nomura).

Em 1967, o príncipe herdeiro Akihito e a princesa Michiko visitam o Brasil pela primeira vez. Na recepção ao casal imperial a comunidade nipo-brasileira lota o estádio do Pacaembu. Em 1973, chega a Santos o Nippon Maru, o último navio a transportar imigrantes japoneses. Em 1978 a imigração japonesa comemorou 70 anos. O príncipe herdeiro Akihito e a princesa Michiko participam das festividades e novamente o Pacaembu foi lotado. No prédio da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa (Bunkyo), foi inaugurado o Museu da Imigração Japonesa no Brasil.

A integração consolidada

Os anos 60 foram marcados, em muitos aspectos, pela integração dos nikkeis à sociedade brasileira. Além da participação ativa na vida política por meio de seus representantes nas casas legislativas, eles começaram a despontar nas áreas culturais, notadamente na grande imprensa " onde o pioneiro foi Hideo Onaga, na Folha de S. Paulo ", e nas artes plásticas, com destaque para Manabu Mabe. Neste mesmo período, durante o governo Costa e Silva, também é nomeado o primeiro ministro descendente de japoneses, o empresário Fábio Yassuda, que assumiu o cargo de Ministro da Indústria e Comércio sem, no entanto, cumprir integralmente sua gestão.

No futuro, dois outros seriam chamados a assumir cargos equivalentes: Shigeaki Ueki, como ministro de Minas e Energia do governo Geisel, e Seigo Tsuzuki, como ministro da Saúde do governo Sarney. Outro marco muito importante, em 1964, foi a inauguração da sede da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa na rua São Joaquim.

O Bunkyo passou a promover e coordenar a maioria dos grandes eventos com envolvimento da comunidade nipo-brasileira como um todo: aniversários da imigração, visitas ao Brasil de membros da Família Imperial etc.

A partir da década de 70, começaram a surgir as primeiras obras literárias escritas por nikkeis, tendo como temas o Japão e os imigrantes entre eles, Japão Passado e Presente, de José Yamashiro (1978), História dos Samurais, também de Yamashiro (1982), e a obra considerada como referência obrigatória dentro da história da imigração, que é O Imigrante Japonês, de Tomoo Handa, lançado em 1987. Em 1988, no 80º aniversário da imigração, comemorado com a presença do príncipe Aya, filho de Akihito, o censo demográfico da comunidade, feito por amostragem, estimava o número de nikkeis no país em 1.228.000 pessoas. Nesse final de década, a comunidade nipo-brasileira e o próprio país já começaram a sentir os efeitos de um novo e curioso fenômeno que se alastrava rapidamente entre as famílias nikkeis: os dekasseguis.




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