Frutas, alimentos perfeitos

                       
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            Fruta é o mais perfeito alimento: gasta uma quantidade mínima de energia para ser digerida e dá ao nosso corpo o máximo em retorno. O único alimento que faz o cérebro trabalhar é a glicose. A fruta é constituída principalmente de frutose (que pode ser transformada com facilidade em glicose) e, na maioria das vezes, contém entre 90 e 95 por cento de água. Isso significa que ela está limpando e alimentando ao mesmo tempo.

            O único problema com as frutas é que a maioria das pessoas não sabe como comê-las de forma a permitir que o corpo use efetivamente todos seus nutrientes. Deve-se comer frutas sempre com o estômago vazio. Por quê? A razão é que as frutas não são, em princípio, digeridas no estômago: são digeridas no intestino delgado. As frutas passam rapidamente pelo estômago, dali indo para o intestino, onde liberam seus açúcares. Mas se houver carne, batatas ou amidos no estômago, as frutas ficam presas lá e começam a fermentar.
            Você já comeu alguma fruta de sobremesa, após uma lauta refeição, e passou o resto da noite arrotando aquele desconfortável sabor ou sentindo o estômago cheio e pesado? Isso acontece porque você não a comeu da maneira adequada. Deve-se comer frutas sempre com o estômago vazio.
            A melhor espécie de fruta é a fresca ou o suco feito na hora. Você não deve beber suco de lata ou do recipiente de vidro. Por que não? Na maioria das vezes o suco foi aquecido no processo de vedação e sua estrutura tornou-se ácida. Quer fazer a mais valiosa compra que possa? Compre uma centrífuga. Você tem um carro? Venda-o e compre uma centrífuga. Ela levará você muito mais longe. Ou simplesmente, compre a centrífuga agora! Você pode ingerir o suco extraído na centrífuga como se fosse a fruta, com o estômago vazio. E o suco é digerido tão depressa que você pode comer uma refeição quinze ou vinte minutos mais tarde.

            O Dr. William Castillo, chefe da famosa clínica cardiológica Framington, de Massachusetts (Estados Unidos), declarou que fruta é o melhor alimento que podemos comer para nos proteger contra doenças do coração. Segundo o famoso médico, as frutas contêm bioflavinóides, que evitam que o sangue se espesse e obstrua as artérias. Também fortalecem os vasos capilares, e vasos capilares fracos quase sempre provocam sangramentos internos e ataques cardíacos.
            Há pouco tempo, conversei com um corredor de maratona, num dos seminários de saúde que promovo. Ele era bastante cético quanto à natureza, mas concordou em fazer uso correto de frutas em sua dieta. Sabe o que aconteceu? Diminuiu 9,5 minutos de seu tempo de maratona, cortou seu tempo de recuperação pela metade e qualificou-se para a Maratona de Boston. Pela primeira vez em sua vida!!!
             Agora, uma coisa final que gostaria que mantivesse em sua mente sobre frutas. Como se deve começar o dia? O que se deve comer no café da manhã? Você acha que é uma boa idéia pular da cama e encher seu sistema com um grande monte de alimentos, que levará o dia inteiro para digerir? Claro que não.
            O que você quer é alguma coisa que seja fácil de digerir, frutas que o corpo pode usar de imediato, e que ajuda a limpá-lo. Quando levantar-se coma só frutas frescas e sucos feitos na hora. Mantenha esse esquema até pelo menos o meio-dia, diariamente.
            Quanto mais tempo ficar só com frutas em seu corpo, maior oportunidade dele limpar-se. Se você começar a se afastar do café e dos outros lixos com que costuma encher seu corpo no começo do dia, sentirá uma nova torrente de vitalidade e energia, tão intensa que você mal acreditará.

            Tente durante os próximos dez dias e veja por si mesmo.

H E P A T I T E

FONTE: http://www.portalbrasil.net/medicina_hepatite_c.htm

A hepatite é uma doença que atinge diretamente o fígado. Mas o que é o fígado?
Fígado:
Resultado de imagem para HEPATITE EM PNG            O fígado é um órgão maciço, a maior glândula do organismo e fica localizado na parte superior direita do abdome. As células que o compõem são chamadas de hepatócitos. Ele é extremamente importante porque executa muitas funções vitais para o nosso corpo.
Suas funções:
1) Receber os nutrientes e as substâncias absorvidas no intestino;
2) transformar a estrutura química de medicamentos e outras substâncias, para suavizar, inativar ou ativar essas substâncias através da ação das suas enzimas;
3) armazenar nutrientes como glicose e aminoácidos para serem usados posteriormente pelo organismo;
4) a partir desses nutrientes, produzir várias substâncias usadas pelo organismo, como proteínas e lipoproteínas;
5) produzir a bile, um líquido verde e denso que auxilia o intestino na digestão de gorduras.
O que é a hepatite?
            É uma doença inflamatória do fígado que compromete suas funções. Existem vários fatores que podem causar hepatite. Ela pode ser viral (quando for causada por um vírus), autoimune (quando nosso sistema imunológico reconhece seus próprios tecidos como estranhos, atacando-os para destruí-los) ou ainda ser causada por reação ao álcool, drogas ou medicamentos, já que é no fígado que essas substâncias são transformadas.
            Existem vários tipos de hepatites, mas aqui trataremos das hepatites virais, abordando os tipos mais comuns (A, B e C), explicando suas diferenças, as vias de transmissão e os meios para tratá-las.
            As hepatites podem ser agudas ou crônicas. Uma doença aguda é aquela que tem início repentino e geralmente apresenta sintomas nítidos. Quanto o organismo não consegue curar-se em até 6 meses, a doença passa então a ser considerada crônica e muitas vezes não apresenta sintomas.
O que acontece quando o fígado não está saudável?
            As doenças do fígado, especificamente a hepatite, provocam anormalidades na função desse órgão, como:
Icterícia: é o acúmulo de bilirrubina no sangue. A bilirrubina é um pigmento esverdeado usado pelo fígado para produzir a bile (uma substância que auxilia o intestino a digerir as gorduras). Esse acúmulo de bilirrubina faz com que a pele e as mucosas fiquem amareladas. Quando o fígado está inflamado, ocorre uma dificuldade de metabolização e eliminação da bile para o intestino;
Prejuízo na produção das proteínas e na neutralização de substâncias tóxicas; e
Cirrose: é o resultado final de qualquer inflamação persistente no fígado. Pode ocorrer em todas as condições de inflamação crônica desse órgão. Caracteriza-se por necrose (destruição das células), fibrose e nódulos de regeneração. Fibrose é a substituição das células normais do fígado por tecido de cicatrização. Esse tecido cicatrizado (chamado de fibrótico por ser formado por fibras) não tem as funções que as células sadias antes possuíam. Os nódulos de regeneração são compostos por células regeneradas que o fígado produz para tentar substituir as células perdidas, mas infelizmente esses nódulos também não conseguem realizar as mesmas funções das células sadias. As cicatrizes impedem o sangue de circular livremente pelo fígado e limitam a sua função.
Sete diferentes vírus da hepatite:
            Um vírus é um minúsculo micro-organismo, muito menor e mais simples do que uma célula humana. Uma vez dentro do nosso corpo, o vírus da hepatite invade o fígado, toma posse das células e passa a se reproduzir. Seu ataque debilita as células e provoca a inflamação.
            Até agora, há sete tipos de hepatites virais específicas conhecidas - A, B, C, D, E, F e G. Cada uma delas é causada por um vírus diferente. Além disso, há também outros vírus que atacam primariamente outros órgãos e que podem secundariamente comprometer o fígado como o vírus da Herpes ou o citomegalovírus (CMV).
            Abaixo apresentamos um estudo sobre os tipos mais comuns de hepatite:
Hepatite A (VHA)
Hepatite B (VHB)
Hepatite C (VHC)


Hepatite A (VHA)
Prevenção:
            Existe vacina para prevenir a infecção pelo VHA. Para os portadores crônicos de hepatite B e de hepatite C, a vacinação contra hepatite A é gratuita. Informe-se nas secretarias de saúde de seu estado sobre onde vacinar-se.
            Além disso, medidas de saneamento básico constituem outra forma importante de prevenção,  já que a doença é transmitida por via fecal-oral, através de alimentos e água contaminados com o vírus.
Como a hepatite A é diagnosticada?
            São feitos exames de sangue específicos, como:
Enzimas do fígado: Quando o fígado é atacado pelo vírus e as células começam a ser destruídas, as enzimas presentes dentro dessas células se elevam na corrente sangüínea. Os médicos fazem um teste sangüíneo que mede o nível da enzima ALT (alanina aminotransferase) e AST (aspartato aminotransferase). O próximo passo é determinar se é um vírus de hepatite que está causando o aumento do nível de enzimas hepáticas.
Anticorpos: Os anticorpos são produzidos pelo sistema imunológico para responder ao ataque de invasores ao organismo. Os médicos fazem um teste anti-HAV para detectar se há presença do anticorpo produzido contra o vírus, o que indicará contato do paciente com ele.
Tratamento da hepatite A:
            Como a maioria das infecções causadas pelo VHA, são agudas, o tratamento médico não é necessário para eliminar o vírus. Entretanto, os médicos podem prescrever medicamentos para tratar os sintomas causados pela doença, como dor de cabeça e náuseas, ou dar soro para prevenir a desidratação.
            Normalmente os pacientes podem se recuperar em casa. Evitar o álcool é uma recomendação comum, porque como é uma substância tóxica, o álcool debilita ainda mais o fígado.


Hepatite B (VHB)
Visão geral:
            O vírus da hepatite B (VHB), que causa uma séria forma de hepatite, é transmitido quando o sangue ou fluidos orgânicos contaminados por ele penetram na corrente sangüínea, através de injeções ou ferimentos.
            O VHB pode ser encontrado no sangue, na saliva, no sêmen, na secreção vaginal, no fluxo menstrual e no leite materno. Todas essas secreções podem eventualmente transmitir o vírus, que é bastante resistente ao meio ambiente.
            Em um número significativo de pacientes, o meio de transmissão não é identificado.
            De acordo com estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), 2 bilhões de pessoas foram contaminadas pelo VHB. Dessas pessoas, 300 milhões evoluíram para doença crônica (2002).
As principais vias de transmissão do VHB:
1) Da mãe para o bebê;
2) contato sexual sem preservativo;
3) através de agulhas, seringas, transfusões ou ferimentos;
4) transplante de órgãos ou tecidos;
5) profissionais de saúde, agente penitenciários e os usuários de drogas injetáveis são os maiores grupos de risco para a infecção pelo VHB através da transmissão por sangue contaminado.
            Além disso, é muito comum a transmissão do VHB aos membros de uma mesma família através do uso compartilhado de escovas de dente, barbeadores e lâminas contaminadas. Tatuagens e piercings feitos com agulhas contaminadas também transmitem o vírus.
            O programa Nacional de Imunizações está implementando gradativamente a vacinação em todo o país para a faixa etária menor de 20 anos e além disso, é importante usar o preservativo durante o contato sexual,  já que o vírus é facilmente transmitido dessa maneira.

Prevenção:
            A maior parte das opções terapêuticas para prevenir ou tratar a infecção pelo VHB envolve o uso de medicamentos que irão estimular o sistema de defesa do indivíduo, obtendo, assim, respostas imunológicas naturais. Pacientes com cirrose também podem ser submetidos a tratamento. Nesses casos é importante realizar exames para detecção do câncer de fígado (CHC ou carcinoma hepatocelular).
            Os pacientes com infecção aguda pelo VHB normalmente se recuperam espontaneamente e não necessitam de terapia antiviral. Contudo, os pacientes que desenvolvem a hepatite crônica B devem receber tratamento para limitar as complicações relacionadas à infecção em longo prazo.
            A vacinação é, hoje, o método mais adequado para impedir a disseminação do vírus da hepatite B. O atual calendário de vacinação impõe a imunização de recém-nascidos, o que não significa que adultos não devam ser vacinados.
            As vacinas mais comumente utilizadas estão baseadas no antígeno HBs. Oferecem proteção contra o VHB em aproximadamente 95% dos indivíduos imunocompetentes vacinados. Normalmente são administradas três doses. Após a primeira dose, o intervalo para a segunda e a terceira é de 1 e 6 meses, respectivamente.
Tratamento:
            Pacientes com infecção aguda normalmente curam-se espontaneamente e não precisam de terapia contra o vírus. Os pacientes com hepatite crônica devem ser tratados para limitar as complicações associadas com a infecção em longo prazo.       
Objetivos do tratamento
- inibir a multiplicação do VHB;
- reduzir a infectividade do vírus;
- ajudar a reduzir a necrose e a inflamação do fígado;
- prevenir o desenvolvimento da cirrose e do câncer no fígado.
            Não há um tratamento padrão para a hepatite B, porém vários agentes estão sendo usados na prática clínica:
Interferon alfa (IFN- ) - é muito usado no tratamento da infecção crônica pelo VHB, pois estimula o sistema de defesa natural do indivíduo a combater a infecção.
            Em média, 30% a 40% dos pacientes respondem à terapia com IFN- .
            Durante o tratamento, a resposta é avaliada, dentre outras maneiras, pela soroconversão, que é o desaparecimento do antígeno HBe e surgimento de anticorpos anti-HBe. Geralmente isso ocorre 2 a 4 meses após o início do tratamento, quando os níveis de RNA do VHB diminuem rapidamente (diminuição da carga viral). No entanto, a inflamação do fígado ainda pode ser detectada vários meses após a soroconversão.
Agentes antivirais - inibem a multiplicação do vírus. Os agentes antivirais (vidarabina, aciclovir, ribavirina, lamivudina, foscarnet) inibem a multiplicação viral por interromper a síntese do DNA do VHB.
            Os agentes antivirais inibem a multiplicação do vírus. A enzima DNA-polimerase é responsável pela "montagem" de novas tiras do DNA na célula infectada. Os antivirais agem nesse processo, reduzindo a taxa de produção de novos filamentos de DNA viral, ou seja, de novos vírus.
            A lamivudina é um agente que vem ganhando espaço no tratamento da hepatite crônica B. Em doses orais superiores a 100 mg/dia ela suprime o VHB, porém, se o tratamento for interrompido, o vírus volta a se multiplicar. O tempo de uso da medicação ainda não foi definitivamente estabelecido.

Hepatite C (VHC)
Visão Geral:
            O vírus da hepatite C é transmitido quando o sangue contaminado por ele penetra na corrente sanguínea através de transfusões, acupuntura, agulhas ou seringas compartilhadas, tatuagens, piercings, instrumentos de manicure, ferimentos, entre outros.
            Como acontece com o VHB, numa parcela significativa de pacientes o meio de transmissão não é identificado.
            Cerca de 80% das infecções pelo VHC evoluem para casos crônicos. Atualmente, a cirrose e o câncer de fígado relacionados à hepatite crônica C são a maior causa de transplantes nos Estados Unidos.
            O VHC apresenta vários subtipos, os genótipos, que são importantes porque apresentam diferentes respostas ao tratamento. O genótipo 1, por exemplo, apresenta resposta mais difícil do que os demais (não-1).
            Segundo as estimativas da OMS, existem 170 milhões de pessoas contaminadas no mundo. No Brasil, esse número é de aproximadamente 3,2 milhões (1,88%).
As principais vias de transmissão do VHC:
1) Transfusão de sangue e derivados do sangue;
2) transplante de órgãos ou tecidos;
3) através de agulhas, seringas ou ferimentos;
4) da mãe para o bebê (pouco freqüente);
5) contato sexual sem preservativo (pouco freqüente);
6) Profissionais de saúde, agentes penitenciários e os usuários de drogas injetáveis são os maiores grupos de risco para a infecção pelo VHC através de transmissão por sangue contaminado.
            Também pode ocorrer contaminação através do compartilhamento de materiais como escovas de dente, barbeadores lâminas e utensílios de manicure contaminados. Tatuagens e piercings feitos com agulhas contaminadas também transmitem o vírus.
            Aproximadamente um terço dos pacientes contaminados pelo VHC não sabem o modo como contraíram a doença.
Prevenção:
            Não existe vacina contra a hepatite C. Poucos pacientes desenvolvem anticorpos contra as proteínas virais do VHC; assim, a vacinação não tem se mostrado eficaz.
            Na ausência de vacinas, a principal forma de prevenção contra o VHC é testar todo sangue coletado nos bancos de sangue, para assegurar que tanto ele como os seus derivados estejam livres do VHC. Também devem ser realizados exames em outros objetos de doação, como órgãos ou sêmen.
            Além disso, são necessários os cuidados com materiais que possam conter sangue contaminado, como alicates de unha, lâminas, barbeadores, escovas de dente, agulhas de seringas compartilhadas, entre outros.
            Uma das principais forma de prevenir a transmissão da hepatite C é examinar todo o sangue coletado nos bancos de sangue.
Sintomas:
            Na fase aguda da infecção os sintomas são leves ou ausentes, por isso ela raramente é diagnosticada nesse período.
            Os sintomas da infecção crônica também são leves, pelo menos no início. Dessa maneira, é comum o portador conviver vários anos com a doença sem saber que a possui. Na maioria das vezes, acaba por descobrir acidentalmente durante exames de sangue de rotina ou nos exames de triagem para doação de sangue.
            Nos casos em que o paciente apresenta sintomas, esses podem ser síndrome gripal, fadiga, falta de apetite, náuseas, vômito, febre e dores abdominais leves.
Infecções concomitantes:
            Estar contaminado com um tipo de hepatite não significa que você está isento de contrair outras formas de infecções. Pacientes com hepatite C que também contraem hepatite A corem um sério risco de ter hepatite fulminante - uma forma de evolução muito rápida e mortal da doença. Por isso, é importante que portadores da hepatite C sejam vacinados contra hepatite A e B.
            Existem também vários casos de pacientes contaminados com os vírus da hepatite C (VHC) e HIV. Nesta situação a hepatite tente a apresentar uma maior velocidade de progressão, podendo ocorrer cirrose mais precocemente. Este problema é preocupante já que os pacientes com AIDS têm apresentado excelentes resultados com o tratamento do HIV e, desta maneira, a hepatite passa a ser uma nova limitação a sua saúde. Vários estudos que investigam opções de tratamento para estes pacientes estão em andamento.

Como a hepatite C é diagnosticada?
            São feitos exames de sangue específicos, como:
Enzimas do fígado: Quando o fígado é atacado pelo vírus e as células começam a ser destruídas, as enzimas presentes dentro dessas células se elevam na corrente sangüínea. Os médicos fazem um teste sangüíneo que mede o nível da enzima ALT (alanina aminotransferase) e AST (aspartato aminotransferase). O próximo passo é determinar se é um vírus de hepatite que está causando o aumento do nível de enzimas hepáticas.
Anticorpos: os médicos usam testes tipo ELISA e RIBA para detectar a presença de anticorpos que seu organismo produz contra o vírus da hepatite C. Um teste de anticorpo VHC (anti-VHC ou anti-HCV) positivo indica exposição ao vírus, mas não diz se a infecção está presente ou se já foi curada.
Presença do RNA do vírus: Os médicos utilizam o teste PCR (reação de polimerase em cadeia) para procurar o RNA do VHC. O RNA é um conjunto de proteínas que carrega as informações sobre o vírus. Esse teste pode indicar se o vírus está presente no organismo. Há também um teste que verifica a carga viral, porém não é muito utilizado devido a ausência de padronização do método (uniformização do método).
Biópsia: A biópsia é a retirada de um fragmento do tecido, nesse caso, o fígado, para examinar a natureza das alterações nele existentes. As biópsias freqüentemente são solicitadas para distinguir hepatite viral de hepatite causada por outros fatores, como o alcoolismo, por exemplo.
            Além disso, indica também o grau do dano hepático (se existe fibrose ou cirrose e qual é o estágio). É importante para decidir-se sobre a necessidade ou não de tratamento.
            A hepatite C é uma doença de notificação compulsória, ou seja, o médico que a diagnosticou deve, obrigatoriamente, informar a secretaria de saúde do seu estado.

Como é a evolução da hepatite C?
            A hepatite C é uma doença que evolui lentamente e tem várias conseqüências possíveis:
1. Pacientes que não apresentam sintomas (assintomáticos) - Cerca de 70% a 90% dos portadores crônicos de hepatite C, não apresentam sintomas. Se ocorrem, são muito leves e por isso a infecção pode levar muitos anos para ser diagnosticada.
2. Infecção aguda - O período de incubação varia de 2 semanas a 6 meses e os pacientes, na maior parte das vezes, não apresentam sintomas clínicos.
3. Infecção crônica - Em adultos, a progressão da doença para a forma crônica é muito maior na hepatite C (cerca de 80%) do que na hepatite B (10%). Como já vimos, nesse caso, a doença pode danificar muito o fígado e progredir para cirrose ou até câncer.
            Existem alguns fatores que podem indicar a evolução para a hepatite crônica C:
Duração prolongada da infecção;
idade avançada na época da infecção;
alto consumo de álcool;
infecção pelo genótipo 1b do VHC;
infecção conjunta com a hepatite B ou o vírus da Aids.
Tratamento:
            O tratamento visa prevenir as complicações provocadas pela hepatite C (hepatite crônica, cirrose e câncer de fígado). O tratamento ideal deveria eliminar completamente o VHC do organismo do paciente, porém, não é possível atingir esse objetivo em todos os casos, com os medicamentos disponíveis atualmente.
            O único tratamento com eficácia comprovada contra a hepatite crônica C é o interferon alfa.
            Nenhuma outra droga comprovou ser eficaz nessa doença, embora muitas ainda estejam em estudo clínico. A combinação com uma droga denominada ribavirina tem demonstrado duplicar a taxa de resposta sustentada ao tratamento com interferon. Agentes antivirais, como o aciclovir, não demonstraram eficácia em pacientes com hepatite C.         
            O uso de agentes imunossupressores, como por exemplo, os corticosteróides - drogas que imitam os efeitos dos hormônios da glândula supra-renal, suprimindo a inflamação e a atividade dos leucócitos - está associado a uma progressão mais rápida para a cirrose, não sendo, portanto, indicados.
Hepatite Aguda C: Alguns estudos foram conduzidos durante a fase aguda da infecção pelo VHC e os resultados demonstraram que a terapia com IFN-  produz redução significativa no número de pacientes que desenvolvem a infecção crônica.

            É pouco provável, contudo, que a droga seja administrada na fase aguda, devido à relativa ausência de sintomas da hepatite aguda C, o que torna o diagnóstico muito difícil.
Hepatite Crônica C: IFN- , combinado com a ribavirina, é o tratamento padrão para pacientes com hepatite crônica C, durante 12 meses para o genótipo 1 e 6 meses para os genótipos não-1. Essa é a terapia utilizada atualmente no Brasil.
            Não há critérios universalmente aceitos para avaliar a resposta definitiva à terapia. A eficácia, assim, deve ser medida em termos de "cura", ou seja, eliminação completa do vírus e prevenção das lesões ao fígado.
            Entre 50% a 85% dos pacientes respondem inicialmente à terapia, obtendo níveis normais de enzimas do fígado no final do tratamento (resposta primária ou resposta completa ao final do tratamento). Aproximadamente 30% dos pacientes que utilizam a terapia combinada (IFN + ribavirina) obtêm resposta favorável por longos períodos (resposta sustentada).
            O tratamento para hepatite crônica C no Brasil é a combinação interferon alfa + ribavirina por 1 ano para os genótipos 1 e 6 meses para os genótipos não-1.
            A terapia combinada de interferon e ribavirina não deve ser utilizada por mulheres grávidas, pois oferece o risco significativo de má formação do feto.
            Mulheres não devem começar o tratamento até que se certifiquem de que não estejam grávidas, através de um exame adequado. Homens e mulheres em idade fértil, devem fazer uso de métodos contraceptivos eficazes durante o tratamento e por mais seis meses após o término.
Convivência com o problema:
            É muito importante aprender a estar informado sobre a hepatite C. Mantenha acompanhamento médico, decidindo junto com o especialista o melhor caminho para tratar a hepatite.
            O tratamento para hepatite C pode causar vários efeitos colaterais. Se você está em tratamento, tenha em mente que todos esses efeitos são passageiros e procure seguir as orientações do médico, aplicando corretamente as doses do medicamento e nos espaços de tempo prescritos.
            Alguns conselhos básicos podem ajudar a reduzir os problemas relacionados ao uso da medicação:
1- Para aliviar febres e dores de cabeça, você pode utilizar o analgésico paracetamol, sempre com a aprovação prévia de seu médico;
2- aplicando as injeções de interferon à noite, antes de deitar-se, os picos de concentração do medicamento (e conseqüentemente, os picos dos efeitos colaterais) são atingidos durante o sono;
3- procure evitar situações estressantes e não se desgaste fisicamente;
4- sempre que possível pratique exercícios leves, como caminhadas;
5- tenha uma dieta equilibrada.
            Geralmente os efeitos colaterais vão diminuindo após as primeiras semanas de tratamento e a maior parte dos pacientes consegue viver normalmente durante a terapia.
            Quando houver qualquer dúvida, converse francamente com seu médico. Se necessário, converse também com seus familiares, amigos e até mesmo seu empregador sobre a redução de suas tarefas.
            Procure encontrar nos médicos, enfermeiros e associações de pacientes, o suporte necessário. Os grupos de portadores de hepatite, organizam reuniões e os freqüentadores sentem-se mais encorajados a fazer o tratamento, além de aprenderem muito sobre como encarar o novo desafio com valiosas dicas de qualidade de vida.
            Já existem no Brasil vários Grupos de Apoio a portadores da hepatite C e, dentre eles, podemos relacionar os seguintes e-mails:
- grupo.bsb@globo.com
- grupoesperanca@hotmail.com
- transpatica@transpatica.org.br
            Há, também, um excelente site que deve ser visitado:
http://br.geocities.com/hepatite_c/
            Sugerimos, ainda, adquirir o livro "Convivendo com a hepatite C"  que poderá ser comprado diretamente do autor Carlos Varaldo, através do e-mail cvaraldo@yahoo.com. É uma obra indispensável aos portadores e aos familiares.
Mais informações e referências bibliográficas:
1. FOCACCIA, Roberto. Hepatites virais. 1.ed. São Paulo. Atheneu, 1997.
2. Protocolo técnico para tratamento da hepatite C - Ministério da Saúde, junho de 2000.
3. SCHINAZI, Raymond F. et al. Therapies for viral hepatitis. 1.ed. London. International Medic Press, 1998.

4. SILVA, Adávio de Oliveira; D'ALBUQUERQUE, Luiz A. Carneiro. Doenças do fígado Volume I e II. 1.ed. Rio de Janeiro. Revinter, 1996.


O AZEITE DE OLIVA E A SAÚDE


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            As gorduras representam 33% do total da energia ingerida diariamente. Para uma alimentação saudável, seria essencial substituir o consumo de gorduras saturadas por monoinsaturadas, como é o caso do azeite - chave para uma saúde melhor.             As últimas novidades nutricionais coincidem em assinalar que o uso de azeite de oliva reduz o colesterol e ajuda a prevenir as doenças cardiovasculares. Isso devido ao seu alto teor de ácidos monoinsaturados. Além disso, numerosos pesquisadores, médicos e nutricionistas afirmam que o azeite de oliva é uma fonte rica em vitamina E, que protege contra o câncer e as doenças do coração. Por ser extraído da fruta e especialmente rico em antioxidantes, retarda o processo de envelhecimento celular.
            Outros benefícios do azeite de oliva são:
Ajuda a prevenir a arteriosclerose e seus riscos;
Melhora o funcionamento do estômago e do pâncreas;
Digere-se com maior facilidade do que qualquer outra gordura comestível, não tem colesterol e proporciona a mesma caloria dos outros óleos;
Acelera as funções metabólicas;
Produz efeito protetor e tônico da epiderme;
Estimula o crescimento e favorece a absorção de cálcio e a mineralização.
            O azeite de oliva é o mais adequado para ser consumido tanto ao natural como em fritura. Em virtude de sua composição, o azeite de oliva mantém suas propriedades, mesmo nas temperaturas mais elevadas. Uma fritura feita em azeite de oliva, na temperatura adequada, protege o alimento mantendo suas propriedades e incorporando seus elementos positivos.
O AZEITE DE OLIVA E A PELE
            A oliveira e o azeite de seu fruto têm sido parte da cultura mediterrânea desde suas origens. Além de ser utilizado na alimentação, servia como remédio e produto de beleza, entre outros. Há cinco mil anos, as mulheres egípcias descobriram os efeitos benéficos do azeite de oliva para sua pele e passaram a utilizá-lo como emoliente. A partir de então, criaram o primeiro sabonete, misturando azeite, essências e cinzas. Os gregos o utilizavam para massagens, confiando em seu poder para aumentar a beleza e a virilidade. Foi comprovado que o azeite de oliva é uma forma natural de manter a beleza da pele, das unhas e dos cabelos.
            O azeite de oliva possui vitaminas A, D, K e E, e é um poderoso antioxidante, o que ajuda a retardar o envelhecimento da pele. A oliveira é uma árvore capaz de regenerar e autoproteger.
            Por todas as suas propriedades, ele se revelou como uma estrela da cosmética. Suas aplicações na área da estética e beleza são inumeráveis: funciona como anti-rugas, hidratante e suavizante para peles secas; é purificador, calmante, e serve para amolecer as impurezas da pele e tornar mais fácil a remoção; melhora a elasticidade da pele, dá brilho aos cabelos e é perfeito para banhos relaxantes e massagens.
ESPANHA: TRADIÇÃO EM AZEITE DE OLIVA
            A Espanha conta com uma longa tradição na elaboração do azeite de oliva. O cultivo de oliveiras se remonta há seis mil anos, embora desde a pré-história já existissem oliveiras selvagens. Atualmente, a Espanha é o produtor líder mundial de azeite de oliva, exportando para mais de 100 países, estando entre os primeiros Itália, França, Estados Unidos, Japão e Austrália. Localizam-se na Espanha conceituados órgãos que verificam a qualidade do produto, entre eles a sede do Conselho Internacional para o Azeite de Oliva.
            A gastronomia espanhola é amplamente conhecida pelo uso do azeite de oliva, uma das razões pelas quais sua cozinha é tão saudável. O azeite de oliva é também um dos ingredientes básicos de muitas entradas, como é o caso da famosa "Tortilla de Patata", por exemplo. Além disso, muitas verduras e peixes são preparados com azeite de oliva e alho.
PROCESSO DE PRODUÇÃO DO AZEITE DE OLIVA
            Os olivais cobrem vastas áreas da região mediterrânea, particularmente na Espanha. Em maio, as flores nascem em todo seu esplendor. Entre junho e outubro elas amadurecem. No início, as azeitonas são verdes. Com o tempo, ficam escuras até adquirir cor preta. Tanto as mais verdes quanto as maduras podem ser apreciadas.
            A colheita da azeitona acontece geralmente entre novembro e fevereiro. Cada oliveira gera cerca de 15 a 50 quilos de azeitona. Após 24 horas de colhidas, as azeitonas são levadas para a trituradora. Nessa fase, se produz uma pasta da fruta inteira, inclusive o caroço. Geralmente, esse processo é realizado em trituradoras de pedra de granito. A pasta é estendida em cestos, que são empilhados e colocados em prensas. A prensa aplica forte pressão e, à medida que o faz, a pasta se transforma num suco composto por água e azeite. Numa próxima etapa, o azeite fica repousando e a água vegetal é tirada em centrifugadoras. Após esse processo, obtém-se aproximadamente um quilo de azeite de oliva virgem para cada cinco quilos de azeitona. 

90% dos tumores na mama são gerados por estilo de vida e 10% por genética

Camila Rosa/VivaBem
Imagem: Camila Rosa/VivaBem
Alimentação, prática de atividade física, consumo excessivo de bebidas alcóolicas e tabagismo influenciam (e muito) no aparecimento da doença.
Do UOL VivaBem, em São Paulo - 12/10/2018 10h29
Ter casos de câncer de mama na família não é o principal fator de risco para desenvolver a doença --a origem hereditária representa menos de 10% dos casos. A maioria dos tumores de mama (90% a 95%) é causada por mutações genéticas não hereditárias, ou seja, associadas a fatores ambientais e reprodutivos, explica Guilherme Ilha de Mattos, mastologista do corpo clínico do IBCC (Instituto Brasileiro de Controle do Câncer).
Fatores ambientais se referem ao estilo de vida, como alimentação, prática de atividade física, consumo excessivo de bebidas alcoólicas e tabagismo. Já fatores reprodutivos estão relacionados ao tempo em que a mulher fica exposta, ao longo da vida, ao estrógeno, hormônio feminino produzido pelo próprio corpo.
 
Se a menstruação começa cedo e termina tarde, aumenta o tempo de exposição da mulher a este hormônio. O estrogênio estimula a proliferação celular da mama?, explica Mattos.
Veja a seguir os fatores evitáveis do câncer de mama:
Terapia de reposição hormonal (TRH) após a menopausa: o risco é maior entre usuárias, especialmente quando por tempo prolongado. Nas mulheres que tiveram o útero removido e, portanto, fazem apenas a reposição com estrogênio, o risco parece aumentar apenas após 10 anos de uso. É por isso que mulheres submetidas à terapia devem ser bem acompanhadas pelo médico, e quem já teve câncer ou tem casos na família deve evitá-la. Vale lembrar que a suplementação com fitoestrogênios também deve ser supervisionada pelo médico;
Ingestão de bebida alcoólica: mulheres que consomem mais de uma dose de álcool por dia ou que exageram regularmente têm risco mais alto. "Tenho batido muito nessa tecla, pois temos visto mais mulheres bebendo, e cada vez mais jovens", observa Bello;
Sobrepeso e obesidade: a adiposidade interfere nos hormônios e, portanto, pode ter um papel importante para o câncer de mama;
Tabagismo: há alguma evidência de que fumar também aumenta esse tipo de câncer;
Pílula anticoncepcional: o uso é considerado fator de risco pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc) da Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo o Inca, estudos sobre o tema têm resultados contraditórios;
Dieta: alguns estudos condenam o consumo excessivo de carne vermelha e processada
Produtos químicos: muitas pesquisas têm sido feitas para avaliar o papel de substâncias químicas nesse tipo de câncer, mas ainda não há resultados claros. 
Detecção precoce
O Ministério da Saúde não recomenda mais o autoexame das mamas como método de rastreamento. A orientação é que a mulher realize a autopalpação/observação das mamas sempre que se sentir confortável para tal --seja no banho, seja na troca de roupa, seja em outra situação. Sempre que houver alguma alteração suspeita, deve-se procurar esclarecimento médico. Em outras palavras, conhecer a própria mama e ficar atenta a eventuais alterações é o mais importante para evitar um diagnóstico tardio.
Além disso, é importante que as mulheres consultem o ginecologista ao menos uma vez por ano --ou mais, se necessário --, para que o profissional realize a palpação da mama e solicite exames de imagem, se necessário. A Sociedade Brasileira de Mastologia indica que a mamografia seja feita regularmente a partir dos 40 anos. Já o Inca e o Ministério da Saúde recomendam a realização do exame apenas a partir dos 50 anos, para evitar o risco de falsos-positivos e cirurgias desnecessárias.

Suicídio: a vida não pode parar

É chocante, mas 60% das pessoas conhecem alguém que se matou. Apesar da alta incidência do problema, é possível preveni-lo na maioria dos casos
Por Karolina Bergamo access_time 17 set 2018, 16h11 - Publicado em 20 jul 2017, 21h34

“É para aliviar de vez a minha dor.” Assim o designer Felipe*, de 31 anos, enxerga o suicídio. Um remédio amargo e definitivo contra o sofrimento. Vítima de violência doméstica, abuso sexual e bullying, Felipe, que já recebeu o diagnóstico de depressão, faz parte de uma população negligenciada, porém estatisticamente significativa.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 800 mil pessoas tiram a própria vida todo ano – e um número muito maior ao menos cogita ou tenta se suicidar. A morte voluntária já é a segunda maior causa de óbito entre jovens de 15 a 29 anos. São cifras que seguem avançando. Sorrateiramente.

“O silêncio em torno do assunto dá a impressão de que ele não é importante ou que simplesmente não acontece”, avalia Teng Chei Tung, médico do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPq-USP). Os dados internacionais mostram que a realidade está longe de ser assim. “Existe suicídio desde o início da humanidade. Por ter permanecido como tabu durante séculos, precisamos de muita conscientização para tratá-lo como a questão de saúde pública que de fato representa”, reflete o psiquiatra Humberto Correa, presidente da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio.

Um problema varrido para debaixo do tapete
Apesar de figurar entre as principais causas de morte no planeta, o investimento em pesquisas e campanhas na área é um dos menores quando comparado a outras condições médicas. “Como vamos avançar com esse desequilíbrio, tanto nos estudos quanto na promoção de políticas públicas?”, questionou a psiquiatra Alexandrina Meleiro, professora do IPq-USP, durante palestra realizada no Centro Universitário São Camilo, na capital paulista. Organizada pelos próprios estudantes da faculdade, a conferência foi um sucesso de público. No Facebook, quase 2 mil pessoas confirmaram presença e 10 mil demonstraram interesse.

O auditório lotado foi um sinal de que o silêncio está começando a ser quebrado. E não há como negar que o fenômeno tem a ver com a repercussão da série de TV americana 13 Reasons Why (Os 13 Porquês). A produção da Netflix mostra a trajetória de Hannah Baker, uma adolescente vítima de bullying, violência e abusos que comete suicídio e grava 13 fitas para explicar seus motivos. Um sucesso de audiência… e alvo de controvérsias entre especialistas em saúde mental. Veja o trailer:

A psicóloga Michele Silva esteve no evento da São Camilo para se atualizar na discussão das condutas com os pacientes. “Por causa dessa história da série, e até do jogo, as pessoas estão perdendo o medo de falar a respeito e o tema começou a aparecer mais no meu consultório”, conta. O jogo mencionado é o Baleia Azul, que causou barulho nas redes sociais. Composto de 50 desafios, ele estimula jovens a se automutilarem e, no fim, instiga o suicídio em si. Não se sabe ao certo sua origem, mas o primeiro caso de morte registrado ocorreu na Rússia em fevereiro.

Segundo a psicóloga Karen Scavacini, coordenadora técnica do Instituto Vita Alere, em São Paulo, o Baleia Azul é um crime que precisa ser combatido. E a série, por sua vez, tende a ser perigosa quando romantiza o tema. “Ao gerar identificação e imitação, a história pode se transformar em um fator de risco para o suicídio”, justEm circunstâncias do tipo, o apoio do entorno é fundamental. “Quando eu tentei me matar, tive que ouvir que eu não queria morrer de verdade e só tinha feito isso para chamar atenção, ou porque meu pai fez o mesmo”, relata Bianca. Eis um julgamento e uma reação que só tendem a piorar as coisas. “Suicídio deve ser tratado como uma doença. Não como frescura, coisa da cabeça ou falta de Deus. É uma condição grave que, assim como diabete ou pressão alta, precisa de remédio e acompanhamento”, defende Juliana, de 46 anos, que já tentou se matar seis vezes. “O que faz a diferença na decisão entre a vida e a morte não é só a presença de fatores de risco mas também as medidas de proteção disponíveis”, elucida Alexandrina Meleiro.

A primeira regra sobre a prevenção do suicídio é… falar sobre suicídio. “Sempre me questionam: `Posso perguntar para a pessoa se ela está pensando em se matar?’ Eu respondo: sim, deve. `Mas eu não vou dar ideia para ela?’ Não, ela vai se sentir melhor, porque você captou que não está tudo bem”, esclarece Alexandrina.

Um bom suporte social é um dos melhores meios para evitar que uma vida seja interrompida. “Houve uma fase em que, se eu tivesse uma única pessoa pra me dar um abraço gigante e dizer que eu ia sair dessa, não estaria tão mal hoje”, conta Bianca. “Sabe aquele desabafo que um santo qualquer te deixa fazer sem te questionar, colocar Deus no meio ou te criticar? Isso ajuda. O resto, no meio de uma crise, não”, diz Juliana.

É com essa finalidade, inclusive, que existe o Centro de Valorização da Vida (CVV), grupo de voluntários que oferece atendimento gratuito e 24 horas pela internet e por telefone – a organização tem até uma parceria com o Facebook para auxiliar usuários com suspeita de comportamento suicida. “Funcionamos como um pronto-socorro emocional. A pessoa que nos procura está pedindo ajuda. Falar traz alívio. E nem sempre as pessoas conseguem se abrir com a família e os amigos”, explica Carlos Correia, engenheiro e voluntário há 25 anos.

Iniciativas como essa nos fazem pensar também em estratégias de prevenção em massa e políticas públicas. Ainda estamos distantes do ideal, mas já existem diretrizes para nos servir de guia. De acordo com uma análise da Universidade Dartmouth, nos Estados Unidos, as medidas de proteção listadas pela OMS são o modelo mais eficiente e chegariam a diminuir a iminência de um suicídio em 95% – você confere algumas das principais à sua esquerda. O fato é que, com envolvimento e o olhar atento de todos, o que parece um túnel escuro e sem saída pode se tornar um caminho longo e iluminado. “Pelo menos de certa forma alguém se importa. Obrigado pela atenção e por se importar”, agradece Felipe no final da entrevista.

*os nomes de alguns entrevistados da reportagem foram encurtados ou alterados

Problema global
Apesar de o índice mundial de suicídios ter diminuído 9% entre 2000 e 2012, o cenário varia bastante para cada região. Em alguns lugares da África, por exemplo, houve um aumento de 38%, enquanto na Austrália e na Nova Zelândia registrou-se uma queda de 47%. De acordo com as diretrizes da OMS, aperfeiçoar a captação e a qualidade dos dados sobre o problema é crucial para traçar as medidas preventivas.

A cada 40 segundos uma pessoa se suicida no planeta.
E a cada 3 segundos um indivíduo tenta se matar.
94% das pessoas com comportamento suicida têm um distúrbio psiquiátrico.
90% dos casos de suicídio podem ser prevenidos.
Suicídio já é a 10ª principal causa de morte nos EUA
1,5 milhão é a projeção mundial de mortes por suicídio para 2020
O Brasil é a 8ª nação no mundo em número absoluto de casos
O impacto da faixa etária
Embora o comportamento suicida se assemelhe em todas as idades, os motivos que levam alguém a se matar podem variar de acordo com a fase da vida. Veja ao lado as particularidades de cada período.

Adolescentes

“O bullying é considerado um dos principais motivos de suicídio na fase infanto-juvenil”, aponta Adriano Schlösser. Em um período de mudanças e de busca por identidade, a pressão social pode abalar o bem-estar. Nessa fase, para cada 200 tentativas, uma vida chega a ser interrompida.

Adultos

Os homens cometem até três vezes mais suicídio que as mulheres na faixa dos 35 aos 54 anos. Segundo o psicólogo Gabriel Fernandes, o papel social da masculinidade influi nesse cenário. Além disso, problemas financeiros ou conjugais também teriam um peso maior.

Idosos

Pessoas acima dos 65 anos dão menos sinais de comportamento suicida, porém escolhem meios mais letais. A proporção é de quatro tentativas para cada morte. “Aposentadoria, perda de funcionalidade física e solidão estão presentes nesse contexto”, expõe alguns fatores Schlösser.ifica. Aliás, o papel da TV, da internet e de outros meios de comunicação é bastante significativo nesse contexto. “Estima-se que hoje a mídia seja o terceiro maior motivador de comportamento suicida, superado apenas pelo desemprego e pela violência, em qualquer faixa etária”, revela o psicólogo Adriano Schlösser, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Felipe, que hoje faz terapia online e assistiu ao seriado com os olhos de quem sente na própria pele o problema, também achou que, apesar de trazer o assunto à tona, a produção foi irresponsável em alguns aspectos. “A série dá a entender que os dilemas de pessoas como Hannah são em parte culpa delas e elas estariam se vingando ao cometer suicídio, o que não é uma verdade”, analisa.

Mas o que leva uma pessoa a querer colocar um ponto final na própria vida? “Essa é uma das questões mais complexas da interação humana”, adianta o psicólogo Gabriel Fernandes, da UFSC. A presença de um transtorno psiquiátrico, em especial a depressão, dá as caras em 94% dos casos. “Tanto no nível individual, como no plano de políticas públicas, o diagnóstico e o tratamento efetivo são uma boa forma de resguardo”, afirma Correa. O desafio é que existem outros fatores entremeados nesse enredo, como ter passado por conflitos, violência, abuso e isolamento.


“Meu pai se matou quando eu tinha 10 anos. E eu ainda sofri muito bullying no colégio. Xingamentos e até agressão física passaram a fazer parte da minha rotina. Sempre fui uma criança alegre, mas logo comecei a me fechar”, relata a estudante universitária Bianca, de 20 anos, que tentou tirar a própria vida. Seu relato corrobora os achados de um estudo do Instituto Karolinska, na Suécia, que investigou a relação entre adversidades na infância e o risco de suicídio em adolescentes e jovens adultos. Depois de observar 548 721 pessoas, constatou-se que as atribulações no começo da vida têm peso significativo nessa equação – quanto maior o número de percalços, maior a probabilidade de ter ideias suicidas.

Homilia Diária - 13 de outubro de 2018.

Deus expulsa o demônio da divisão do meio de nós.
Não sejamos semeadores de divisão e discórdia, sejamos construtores da paz e da unidade
“Todo reino dividido contra si mesmo será destruído; e cairá uma casa por cima da outra” (Lucas 11,17).

Jesus está, hoje, expulsando um demônio. O que é o demônio senão aquele que é o divisor, aquele que quebra a unidade, que nos divide internamente uns em relação aos outros?

Divisão é, acima de tudo, separação. O demônio é aquele que nos divide e nos separa de Deus. Ele é um dividido, um separado, um apartado que se apartou do Reino de Deus. O seu trabalho, na vida e no mundo, é, justamente, realizar a divisão entre as pessoas, colocar umas contra as outras, colocar-nos contra nós mesmos. Quando deixamos de nos amar, de gostar de nós mesmos, de nos valorizar e ver as coisas positivas, de buscar a unidade interior que precisamos viver, é ele quem está nos colocando contra nós mesmos, para que deixemos de nos amar, de nos querer bem e deixemos de nos valorizar.

Depois, o demônio nos coloca uns divididos contra os outros. Pense que tristeza uma casa onde a família é dividida! Não é uma família. O marido contra a esposa, a esposa contra o marido, os pais contra os filhos, os irmãos contra os irmãos.

A ação diabólica do mundo, desde o princípio, foi essa: um irmão contra outro, a humanidade dividida. Aqui, não se trata de pregar qualquer espírito de igualdade: “Todos temos que ser iguais. Todos temos que pensar igual”. Nada disso! A unidade do ser humano é, acima de tudo, a compreensão e o respeito mútuo que se deve ter, a aceitação do diferente, até porque Deus não nos criou iguais; por exemplo, Ele nos criou homem e mulher, com tantas diferenças, mas que se unem para ser uma só carne.

Deus nos criou de diversas formas, até os dedos das mãos são diferentes uns dos outros, mas soma uma unidade: a nossa mão, o nosso corpo e assim por diante.

Irmãos e irmãs, o demônio nos quer divididos, ele nos quer atacando e falando mal uns dos outros, colocando-nos uns contra os outros. Ele cria os piores elementos, semeia no meio de nós e continuamos a semear esses espíritos de discórdia e divisão. O primeiro deles é justamente falar mal uns dos outros, e como cresce essa tendência diabólica e terrível de falarmos mal, de nossas conversas serem alimentadas sempre para dizer alguma fofoca, alguma maledicência, atacar o outro, atacar o que pensa diferente, de se colocar uns contra os outros.

Assim como Jesus está expulsando esse demônio da vida deste homem, Ele quer expulsar o demônio da divisão do meio de nós. O demônio têm vários artifícios para usar, mas o primeiro é justamente esse, ele é o semeador da divisão e da discórdia. Não sejamos semeadores de divisão e discórdia, sejamos construtores da paz e da unidade. Isso é ser de Deus, o contrário é deixarmos que o espírito do maligno conduza as relações humanas.

Deus abençoe você!

Um jeito melhor de ensinar as crianças. Sem precisar pedir desculpas.

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Quando visitei diferentes pré-escolas para a minha filha, visitei uma onde observei as crianças brincando no parquinho. Enquanto subia a escada do escorregador, um menino pisou acidentalmente no dedo de uma menina e ela começou a chorar. O que aconteceu depois me deixou espantada. O menino, que tinha 3 anos, foi até a menina, olhou nos olhos dela e perguntou: “Você está bem? Posso te trazer uma toalha?”. Ela limpou suas lágrimas, balançou negativamente a cabeça e os dois voltaram a brincar.
Eu olhei para a diretora da pré-escola, tipo, ah, o que foi aquilo? “Nós não fazemos as crianças pedirem desculpas”, ela explicou. “A palavra não significa muita coisa sem uma ação para ajudar a melhorar as coisas. ” A diferença foi tão grande em relação ao que eu estou acostumada a ver entre os pais, que tendem a forçar desculpas das crianças por qualquer trombada, batida e queda acidental de uma obra de Lego recém-montada.
Normalmente, eles dão um olhar bravo e perguntam: “Como é que se diz? ”. Então, quando a criança murmura um “desculpe” robótico, está tudo bem!
Boas maneiras! Estamos ensinando a eles!
Não diga para seus filhos pedirem desculpas
Mas esta abordagem é, na maioria das vezes, insignificante, escreve Heather Shumaker em seu livro “It’s OK Not to Share and Other Renegade Rules for Raising Competent and Compassionate Kids”. As crianças amam a palavra “desculpe”, explica Shumaker, pois ela magicamente os safa. “É mais ou menos como ensinar as crianças a bater o carro e sair correndo”, ela escreve.
O problema com a solução de pedir desculpas é que muitas crianças pequenas – digamos, na idade da pré-escola – não atingiram um estágio de desenvolvimento moral para sentir pena, então os pais estão perdendo uma oportunidade-chave para ensinar empatia real.
Shumaker escreve: Crianças pequenas às vezes nos enganam. Eles podem imitar o pedido de desculpas e até chorar quando outra criança chora, mas a maioria das crianças ainda não é capaz de sentir pena. As crianças são diferentes – você pode ter uma que amadureceu mais cedo – mas a maioria das crianças simplesmente não tem o desenvolvimento emocional e cognitivo para sentir remorso.
O remorso exige a capacidade de se colocar no lugar de outra pessoa e totalmente entender causa e efeito. Estas habilidades ainda estão emergindo em crianças pequenas. Esperar que crianças pequenas peçam desculpas não as ensina nada, a não ser uma lição equivocada em sequência: chute, peça desculpas, siga em frente. Ao invés disso, os pais podem ajudar as crianças a desenvolver compaixão moral ao explicar que suas ações têm consequências, mostrando que elas podem fazer algo para melhorar as coisas e serem exemplos de como usar a palavra “desculpe” de forma significativa.
Para acidentes do cotidiano, Shumaker sugere estes passos:
Traga as crianças para perto
Algumas vezes, quando as crianças acham que estão encrencadas, elas fogem, explica Shumaker. Se isso acontecer, você pode colocar o braço em volta da criança e dizer algo como: “Você precisa voltar aqui. A Callie se machucou. Mesmo se você não fez de propósito, ela se machucou, e você precisa voltar aqui.”
Diga o que aconteceu à criança que causou o acidente e seja específico

Mesmo quando o que acontecer pareça óbvio, precisa ser apontando para uma criança pequena. Exponha os fatos. “Seu carrinho de compras passou por cima do dedão dela.”... “Sua mão derrubou o copo de água na pintura dela.”... “Você estava dançando e seu braço bateu no rosto dela.”.
Descreva o que você vê
Examinar os fatos da cena ajuda a criança a desenvolver empatia. Enfatize as consequências de suas ações para a outra criança (ou adulto) e seja específico: “Olhe, ele está chorando. Há um arranhão no braço dele. Deve estar doendo.”. Seja um exemplo de empatia pela criança machucada. Pergunta à criança: “Você está bem?”.
Tome uma atitude
Embora crianças pequenas não entendam completamente o remorso, o livro explica, elas são boas em tomar atitudes. Elas podem correr pegar um Band-Aid ou um saco de gelo, ou limpar a sujeira que fizeram. Ajude-as a tomar a responsabilidade.
Faça uma garantia
Shumaker escreve: “Reafirmar que não acontecerá de novo significa alguma coisa. ‘Desculpe’ também não significa.”
Para restabelecer a confiança entre as crianças, ela escreve, faça a criança que causou o acidente garantir à outra criança que ela não irá fazer aquilo de novo. Você pode perguntar: “Você vai bater nele de novo?”. Ou fazer com que ela diga as palavras: “Eu não vou bater em você de novo”.

Seja um exemplo ao pedir desculpas em sua própria vida
Eventualmente nós queremos que as crianças peçam desculpas. Mas, ao invés de fazê-las pedir desculpas, Shumaker diz que é mais eficiente ser um exemplo e pedir desculpas quando você, como pai ou mãe, fizer bobagem. Apenas tenha certeza de que suas desculpas são de verdade. Isso significa reconhecer as consequências de suas ações e dar passos para melhorar as coisas.

Por exemplo: “Desculpe por ter esquecido de levar seu ursinho para a escola. Você sentiu falta dele durante a hora da soneca. Estou anotando na minha lista para que eu me lembre da próxima vez.”. Em breve, as crianças pedirão desculpas sem serem solicitadas, e elas dirão de verdade.

HOMILIA DOMINICAL 30 DE AGOSTO DE 2026 22º DOMINGO DO TEMPO COMUM Leitura do Dia Primeira Leitura Leitura do Livro do Profeta Jeremias - 20,...